Netflix desiste do épico de Aníbal com Denzel Washington e Antoine Fuqua

A Netflix pôs fim a um dos projetos históricos mais ambiciosos que tinha em desenvolvimento: o épico sobre o general cartaginês Aníbal, protagonizado por Denzel Washington e realizado por Antoine Fuqua, foi cancelado depois de mais de três anos de espera. As filmagens estavam previstas para arrancar este verão, em Itália.

O motivo apontado é o orçamento, estimado em mais de 200 milhões de dólares, um valor que a plataforma terá considerado incomportável para um projeto sem garantias de retorno equivalente ao de uma franquia. O diretor de fotografia Robert Richardson, que estaria ligado à produção, resumiu o estado do filme de forma direta: está “efetivamente morto”.

Fuqua e Washington já trabalharam juntos várias vezes, da trilogia de O Protetor a Dia de Treino, uma parceria que alimentava expectativas altas em torno deste regresso a um género, o épico histórico de grande escala, que Hollywood tem cada vez mais dificuldade em financiar fora dos estúdios tradicionais. Fuqua vinha ainda de Michael, o biopic sobre Michael Jackson, o que tornava este Aníbal um dos projetos mais aguardados do realizador.

O cancelamento confirma uma tendência que se tem repetido nos últimos tempos: as plataformas de streaming, outrora dispostas a financiar produções de escala hollywoodesca sem os riscos da bilheteira, estão agora mais cautelosas com orçamentos de topo, sobretudo quando não há uma franquia ou propriedade intelectual conhecida a garantir audiência.

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A versão live-action de Moana estreia nos cinemas a 10 de julho, uma data escolhida a dedo: coincide com o décimo aniversário da animação original de 2016. O projeto marca também a estreia na realização de longas-metragens de Thomas Kail, nome conhecido do teatro pela direção de Hamilton, que aqui assume o desafio de transpor para ação real uma das animações mais queridas da última década da Disney.

Catherine Laga’aia estreia-se no cinema no papel principal, sucedendo à voz original de Auli’i Cravalho, enquanto Dwayne Johnson regressa como Maui, papel que já lhe conhecemos da animação. Lin-Manuel Miranda mantém-se ligado ao projeto como compositor e produtor, garantindo continuidade musical com o filme original, e a produção conta ainda com Hiram e Dany Garcia e Beau Flynn ao lado do próprio Johnson.

O caminho até às salas não foi imediato: o filme estava inicialmente previsto para 27 de junho de 2025, mas a Disney decidiu adiá-lo um ano para evitar que a estreia coincidisse demasiado perto do lançamento de Moana 2 em animação, uma decisão que reflete bem a lógica de espaçamento de lançamentos que atualmente rege o calendário do estúdio.

Com a fórmula da adaptação em ação real já testada (e por vezes desgastada) noutros clássicos da Disney, Moana chega com a vantagem de partir de uma história mais recente e ainda fresca na memória do público, o que pode ajudar a evitar as comparações desfavoráveis que perseguiram outras destas transposições.

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Acaba Com Eles: thriller premiado com Barry Keoghan estreia inédito na TVCine

Acaba Com Eles chega aos Canais TVCine sem nunca ter passado pelas salas portuguesas. O thriller, conhecido internacionalmente como Bring Them Down, estreia como Inédito TVCine no sábado, dia 11 de julho, às 21h30, em exclusivo no TVCine Top e no TVCine+, com Barry Keoghan (Saltburn, Os Espíritos de Inisherin) e Christopher Abbott (Possessor, Sanctuary) nos papéis principais.

A história acompanha dois agricultores, Michael (Abbott) e Jack (Keoghan), cuja rivalidade de longa data na paisagem agreste do oeste da Irlanda se intensifica repentinamente, desencadeando uma espiral de violência que muda ambas as famílias para sempre. É um retrato cru da masculinidade tóxica, filmado com o rigor de quem conhece bem o território do drama rural irlandês.

O filme chega com um currículo de festivais que justifica a aposta da TVCine: depois de apresentado em Toronto, venceu o Prémio de Melhor Filme no Fantastic Fest, além do Prémio FIPRESCI no Festival de Mannheim-Heidelberg e o de Melhor Argumento em Roma. Na crítica internacional, reúne também uma recNo. de aprovação muito acima da média, com 90% de críticas positivas agregadas.

É a estreia em longa-metragem de Christopher Andrews, distinguido como Melhor Realizador Estreante nos British Independent Film Awards, um reconhecimento que confirma Acaba Com Eles como uma das apresentações mais sólidas do cinema independente irlandês dos últimos anos, mesmo sem ter chegado a estrear comercialmente em Portugal.

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Terror e super-heróis fecham julho: Evil Dead Burn e Homem-Aranha: Um Novo Dia chegam às salas

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Depois da epopeia de Christopher Nolan, o mês de julho ainda guarda duas estreias que deverão disputar a atenção do público em registos opostos. A 24 de julho chega Evil Dead Burn, nova entrada standalone da franquia de terror Evil Dead, que continua a explorar variações sobre o mesmo pesadelo original sem se prender a uma cronologia rígida com os filmes anteriores.

Poucos dias depois, no derradeiro fim de semana do mês, estreia Homem-Aranha: Um Novo Dia, quarto filme do trepa-paredes no universo Marvel e o primeiro desde No Way Home. A história arranca quatro anos depois desse capítulo, com Peter Parker a continuar a sua rotina de combate ao crime até surgir uma ameaça nova e misteriosa que o obriga a juntar forças com outros aliados, e a lidar com uma evolução potencialmente perigosa dos seus poderes. Destin Daniel Cretton assume a realização, sucedendo a Jon Watts na cadeira de comando da saga.

A proximidade das duas estreias resume bem a lógica do calendário de verão: um título de nicho, pensado para os fãs fiéis do terror, e um blockbuster de escala familiar concebido para arrastar o público em massa às salas antes do fim das férias. Entre a Odisseia de Nolan, o terror de Evil Dead Burn e o regresso de Spider-Man, julho de 2026 dificilmente ficará marcado pela escassez de opções nos cinemas.

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Julho não é só de estreias em sala: as plataformas de streaming também reservam títulos de peso para este mês. Na Netflix, o grande destaque é Enola Holmes 3, terceira aventura da irmã mais nova de Sherlock Holmes, com Millie Bobby Brown a repetir o papel principal ao lado de Henry Cavill, Louis Partridge, Himesh Patel, Sharon Duncan-Brewster e Helena Bonham Carter.

Ainda na Netflix, chega a 16 de julho The Hawk, comédia que junta Will Ferrell no papel de um antigo campeão de golfe, uma aposta clara no humor de fórmula que já deu bons resultados ao ator noutras produções do género.

A Prime Video já disponibilizou, desde dia 3, Project Hail Mary, adaptação de ficção científica com Ryan Gosling, um dos títulos mais aguardados do catálogo da plataforma para a primeira metade do ano. Já a HBO Max reserva para o final do mês, a 31 de julho, The Drama, produção da A24 filmada em Boston, num registo mais intimista e distante dos grandes orçamentos que dominam o resto da agenda de julho.

A oferta do mês confirma uma tendência que se tem vindo a consolidar: cada plataforma escolhe um género para se diferenciar, da comédia ao thriller sci-fi, passando pelo cinema de autor da A24.

Minions & Monstros lidera bilheteira dos EUA, mas com a estreia mais fraca da franquia

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O Festival Internacional de Cinema de Karlovy Vary chegou este ano à sua 60.ª edição, a decorrer entre 3 e 11 de julho na República Checa, e assinalou a efeméride com uma homenagem a Dustin Hoffman, reconhecendo uma carreira que atravessa seis décadas de cinema.

Antes mesmo do encerramento, o festival já revelou os primeiros vencedores, atribuídos na secção industry KVIFF Promises, dedicada a projetos em desenvolvimento. O Prémio Eurimages de Coprodução, no valor de 20 mil euros, foi para Selamlik, coprodução sueco-dinamarquesa realizada por Jerry Carlsson, com argumento de Khaled Alesmael e produção de Frida Mårtensson. O júri sublinhou a forma como o filme “ressoa com o contexto geopolítico atual”, numa referência direta à crise de deslocados que atravessa a Europa.

Outro reconhecimento distinguiu Reminiscence, projeto ucraniano liderado por uma dupla criativa feminina, uma realizadora emergente e uma produtora já estabelecida, que explora temas de perda, luto e sobrevivência na Ucrânia atual. Os vencedores da secção Promises seguem agora para o Marché du Film e a Producers Network, que decorrem durante o próximo Festival de Cannes.

Karlovy Vary continua, assim, a cumprir o duplo papel que o tornou incontornável no calendário europeu: celebrar a história do cinema e servir de rampa de lançamento para projetos que só chegarão às salas daqui a alguns anos.

Minions & Monstros lidera bilheteira dos EUA, mas com a estreia mais fraca da franquia
Wicked, o fenómeno com Cynthia Erivo e Ariana Grande, estreia nos Canais TVCine esta sexta-feira
A Odisseia: o regresso de Christopher Nolan aos cinemas chega dia 16 de julho
Maro estreia-se nas dobragens em Patrulha Pata: O Filme dos Dinossauros

Minions & Monstros lidera bilheteira dos EUA, mas com a estreia mais fraca da franquia

O fim de semana alargado do 4 de Julho confirmou Minions & Monstros no topo da bilheteira norte-americana, mas os números não trouxeram grandes motivos de festa à Illumination e à Universal. A nova aventura das criaturas amarelas arrecadou 36,4 milhões de dólares no fim de semana e 61,4 milhões desde a estreia de quarta-feira, um valor que representa a abertura de cinco dias mais fraca de toda a franquia.

O feriado trouxe ainda a estreia larga de Young Washington, da Angel Studios, distribuído em cerca de 2.700 salas e sincronizado com a celebração dos 250 anos da fundação dos Estados Unidos. O filme, realizado por Jon Erwin e protagonizado por William Franklyn-Miller como um jovem George Washington, junta ainda Kelsey Grammer, Mary-Louise Parker e Ben Kingsley.

Enquanto isso, Disclosure Day, de Steven Spielberg, tornou-se o 13.º filme de 2026 a ultrapassar os 100 milhões de dólares em receitas domésticas, prova de que o ano continua a produzir sucessos de bilheteira em ritmo elevado. Já Obsession, veterano de cartaz, somou mais 5,3 milhões de dólares e ultrapassou a fasquia dos 245 milhões acumulados, mantendo-se irredutível semana após semana.

O contraste entre a quebra relativa de uma franquia de animação já consolidada e a resistência de títulos como Obsession, ou o marco atingido por Disclosure Day, diz muito sobre o estado atual do mercado: o público continua a ir ao cinema, mas cada vez de forma mais seletiva.

Wicked, o fenómeno com Cynthia Erivo e Ariana Grande, estreia nos Canais TVCine esta sexta-feira

Maro estreia-se nas dobragens em Patrulha Pata: O Filme dos Dinossauros

A Odisseia: o regresso de Christopher Nolan aos cinemas chega dia 16 de julho

“First Date”, a curta açoriana que já deu a volta ao mundo

Wicked, o fenómeno com Cynthia Erivo e Ariana Grande, estreia nos Canais TVCine esta sexta-feira

Wicked chega aos Canais TVCine já esta sexta-feira, dia 10 de julho, às 21h30, com estreia simultânea no TVCine Top e no TVCine+. O musical, que adapta para o grande ecrã duas décadas de sucesso nos palcos da Broadway e do West End, junta Cynthia Erivo e Ariana Grande num dos elencos mais comentados do cinema musical recente.

A história segue Elphaba, jovem incompreendida por causa da sua pele verde e que ainda não descobriu o seu verdadeiro poder, e Glinda, popular, ambiciosa e ainda por descobrir o seu verdadeiro coração. As duas cruzam-se como estudantes na Universidade de Shiz, na Terra de Oz, e constroem uma amizade improvável que um encontro com o Maravilhoso Feiticeiro de Oz acaba por colocar à prova, empurrando-as para caminhos opostos: um de sedução pelo poder, outro de fidelidade a si própria, com consequências que ecoam na história que todos já conhecem de O Feiticeiro de Oz.

Realizado por Jon M. Chu (Asiáticos Doidos e Ricos, Ao Ritmo de Washington Heights), Wicked venceu os Óscares de Melhor Guarda-Roupa e Melhor Cenografia, além de somar oito outras nomeações, incluindo Melhor Filme. Ao elenco principal juntam-se ainda Jonathan Bailey, Michelle Yeoh e Jeff Goldblum.

A chegada de Wicked à grelha marca também o culminar da aposta da TVCine no cinema musical, depois de já terem entrado em exibição nos seus canais O Feiticeiro de Oz e O Feiticeiro, ambos ligados ao mesmo universo. Para quem gosta do género, a sexta-feira promete ser de cartaz cheio.

A Odisseia: o regresso de Christopher Nolan aos cinemas chega dia 16 de julho

Maro estreia-se nas dobragens em Patrulha Pata: O Filme dos Dinossauros

“First Date”, a curta açoriana que já deu a volta ao mundo

A Odisseia: o regresso de Christopher Nolan aos cinemas chega dia 16 de julho

A Odisseia, o novo filme de Christopher Nolan, estreia nos cinemas a 16 de julho, marcando o regresso do realizador ao grande ecrã depois do sucesso arrasador de Oppenheimer. Desta vez, Nolan troca a física quântica pela mitologia grega, adaptando a epopeia de Homero à sua maneira: uma leitura sobre o tempo, a memória e a resistência humana, mais do que uma simples reconstituição de aventuras marítimas.

Matt Damon veste a pele de Ulisses (Odisseu), o guerreiro que tenta regressar a casa depois da Guerra de Troia e se vê arrastado numa travessia repleta de provações. À sua volta, Nolan reuniu um elenco coral que poucos realizadores conseguiriam justificar num único filme: Anne Hathaway, Zendaya, Tom Holland, Charlize Theron, Robert Pattinson, Jon Bernthal e Mia Goth completam a lista de nomes que partilham cartaz.

A ambição da produção não é surpresa vinda de quem já trabalhou à escala de Interstellar, Dunkirk ou Oppenheimer. Ainda assim, A Odisseia promete ser o projeto mais coral, e ao que tudo indica um dos mais dispendiosos, da carreira de Nolan, um sinal claro de que Hollywood continua disposta a apostar em epopeias de autor mesmo num mercado dominado por franquias.

Resta saber se a fidelidade ao espírito de Homero, errância, hybris, o peso do regresso, sobrevive ao tratamento de blockbuster estival. É essa tensão, entre poema clássico e espetáculo de verão, que deverá definir as críticas quando o filme chegar às salas.

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Maro estreia-se nas dobragens em Patrulha Pata: O Filme dos Dinossauros

A cantora Maro vai estrear-se no mundo das dobragens em Patrulha Pata: O Filme dos Dinossauros, dando voz à personagem Nancy. A novidade é o destaque da versão portuguesa do filme, que chega às salas nacionais a 6 de agosto, exclusivamente dobrado, uma opção habitual da Paramount para esta franquia infantil e que garante o filme mais acessível ao público mais novo.

Ao lado de Maro, o elenco de vozes portuguesas junta nomes já habituais na dobragem nacional: Soraia Tavares, Bárbara Lourenço, Vasco Pereira Coutinho, Mafalda Luís de Castro, Rodrigo Costa e Romeu Vala emprestam a voz aos protagonistas da Patrulha Pata. A lista completa de vozes está disponível nos materiais de imprensa disponibilizados pela distribuidora.

O filme leva a equipa de cães-heróis a um território novo dentro da franquia: depois de a sua nave ser apanhada por uma tempestade misteriosa, os membros da Patrulha Pata aterram de emergência numa ilha tropical desconhecida, habitada por dinossauros. Ali conhecem Rex, um jovem cão que ficou preso na ilha durante anos e se tornou um verdadeiro especialista em tudo o que diz respeito aos répteis pré-históricos. A aventura complica-se quando o arqui-inimigo da equipa, o Presidente da Câmara Humdinger, inicia uma exploração imprudente dos recursos naturais da ilha e acaba por provocar a erupção de um vulcão adormecido, obrigando a Patrulha Pata a uma sucessão de missões de resgate de alto risco para impedir que tudo seja destruído.

A estreia de Maro insere-se numa prática cada vez mais comum em Portugal, a de trazer nomes da música para as dobragens de animação, como forma de ampliar o alcance destes filmes junto do público mais novo e das famílias que os acompanham às salas. Resta agora saber se a experiência terá continuidade, ou se ficará apenas por esta incursão pontual no universo da Patrulha Pata.

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