Brad Pitt e Ines de Ramon de mãos dadas no Roland Garros

Brad Pitt e Ines de Ramon foram vistos a dar a mão em público durante a final feminina do Open de França 2026 no Stade Roland Garros em Paris. É uma das aparições públicas mais descontraídas do casal desde que começaram a ser fotografados juntos — sem o rigor de um tapete vermelho, sem o contexto de uma première, apenas dois adultos a ver ténis numa tarde de Junho em Paris.

É também um seguimento natural do artigo que publicámos há dias, quando fontes próximas do casal confirmaram ao Daily Mail que Pitt “não planeia casar” e que os dois “estão muito felizes nesta fase da relação sem pressas de fazer nada”. Roland Garros é exactamente o tipo de aparição que essa descrição sugere — uma relação sólida o suficiente para não precisar de se provar em público, mas confortável o suficiente para aparecer quando as circunstâncias o tornam natural.

De Paris, os dois partiram para Londres onde Pitt está em pré-produção de Heart of the Beast com David Ayer — o thriller de sobrevivência no Alasca que estreia em Setembro. Ines de Ramon continua a gerir a sua marca de jóias a partir de Los Angeles.

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Anna Faris diz que cortaram uma piada sobre Melania Trump do “Scary Movie” — e a produção responde

Anna Faris disse numa entrevista recente que havia uma cena no novo Scary Movie onde a personagem de Cindy Chapman gozava com a iniciativa “Be Best” de Melania Trump sobre o cyberbullying — e que a cena foi cortada durante a montagem. 

A declaração gerou imediatamente especulação sobre se o corte teria sido motivado por pressão política, num momento em que a relação entre Hollywood e a administração Trump está particularmente tensa — o Late Show foi cancelado, o 60 Minutes está em guerra interna, e a Paramount está a tentar evitar conflitos com a Casa Branca após a mudança de proprietário. Mas fontes da produção disseram ao TMZ que a piada sobre Melania estava entre várias cenas cortadas na montagem por razões de ritmo — “é tão simples e rotineiro quanto isso”. 

É possível que ambas as coisas sejam verdade em simultâneo: que a piada fosse genuinamente desnecessária para o ritmo do filme e que ninguém na produção tenha ficado especialmente triste por ela não estar lá dado o contexto político actual. Hollywood 2026 funciona assim — com decisões criativas que raramente são apenas criativas.

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Aubrey Plaza está grávida — e estreou-se no tapete vermelho com Christopher Abbott nos Tonys

Aubrey Plaza e Christopher Abbott fizeram a primeira aparição pública oficial como casal no tapete vermelho dos Tony Awards de 7 de Junho, onde Abbott era nomeado — e Plaza mostrou visivelmente a gravidez. 

Plaza, conhecida do público português por The White LotusParks and Recreation e Agatha All Along, e Abbott, que esteve em PossessorIt Comes at Night e Poor Things, são um dos casais mais discretos de Hollywood — raramente fotografados juntos, raramente mencionados em entrevistas, consistentemente privados. A aparição nos Tonys foi uma excepção deliberada — e com a gravidez visível, tornou-se no anúncio público que nenhum comunicado poderia fazer de forma mais elegante.

Abbott estava nomeado na categoria de Melhor Actor numa Peça por Doubt, a reposição da peça de John Patrick Shanley que tem estado em cartaz na Broadway desde Março. Plaza sentou-se na plateia ao seu lado durante a cerimónia, apresentada por Pink no Radio City Music Hall. É o primeiro filho para ambos.

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“Obsession” fez 148 milhões globais com menos de 1 milhão de orçamento — a história de terror mais improvável do ano

Ari Aster escreveu uma prequela de “Hereditary” — mas diz que nunca parece o momento certo para a fazer

Durante uma sessão de perguntas e respostas na Bleak Week da American Cinematheque, Ari Aster revelou que escreveu uma prequela de Hereditary. “Escrevi uma prequela para este filme”, disse o realizador. “Nunca parece o momento certo. É uma prequela, não uma sequela, por isso não sei para onde isto vai.” 

Hereditary estreou em 2018 com um orçamento de menos de 10 milhões de dólares e fez mais de 90 milhões globalmente, tornando-se na maior estreia de sempre da A24 na altura e num dos filmes de terror mais influentes da última década. A prequela centraria a história em Ellen, a mãe de Annie Graham — a líder do culto pagão que passou gerações a preparar a invocação do rei demónio Paimon, manipulando o genro e os netos como peões de um ritual iniciado décadas antes dos eventos do filme original. 

Aster falou também sobre a sua relação complicada com o sucesso de Hereditary: “De certa forma é muito irritante. Estou a tentar melhorar. Em cada filme que faço sinto-me mais orgulhoso do que no anterior, e no entanto é como retornos decrescentes no que toca à recepção.” O realizador disse que odeia o rótulo “elevated horror” com que habitualmente descrevem o seu trabalho — “É uma caixa em que me puseram, e os fãs de terror ficaram ofendidos. ‘Quem pensas que és?’ Não fui eu que disse.” 

O próximo projecto confirmado de Aster é Scapegoat, com Scarlett Johansson. A prequela de Hereditary fica para já numa gaveta — com argumento escrito, sem estúdio, sem data e sem certeza de que alguma vez chegará ao ecrã. 

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“Tetra : Acreditar de Novo” estreou no Netflix — e chega no momento exacto

O documentário USA 94: Brazil’s Return to Glory estreou hoje no Netflix. É a história do Brasil campeão do mundo em 1994, no Mundial realizado nos Estados Unidos — o ano de Romário, Bebeto, Aldair e o famoso adeus de Baresi que entrou para a história do futebol antes mesmo do jogo terminar. E chega exactamente quando o Mundial de 2026, também nos Estados Unidos, está a dias de arrancar.

Para o público português, o documentário tem um ângulo específico: aquele Brasil de 94 é o mesmo que eliminou Portugal nas qualificações e que definiu uma geração de futebol lusófono que cresceu ao mesmo tempo que Figo, Rui Costa e Joao Pinto. É também o Mundial onde os Estados Unidos chegaram aos quartos de final pela primeira vez em décadas — e onde o país descobriu que o futebol podia encher estádios de 100 mil pessoas.

Com o Mundial de 2026 a começar nos próximos dias, é o documentário certo na altura certa. Disponível no Netflix a partir de hoje.

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Obsession foi produzido com um orçamento entre 400 mil e 1 milhão de dólares e acumulou 148 milhões de dólares globalmente. É o maior retorno sobre investimento do cinema de 2026 — e a história por detrás do filme é quase tão boa quanto o filme. 

Curry Barker tem 26 anos e vinha do YouTube — onde publicava vídeos de terror de baixo orçamento que acumularam uma audiência considerável. Quando levou Obsession ao Toronto International Film Festival em Setembro de 2025, a Focus Features pagou 14-15 milhões de dólares pelos direitos de distribuição — o maior valor alguma vez pago por um filme de género no TIFF. É o tipo de aposta que só faz sentido quando se viu o filme e se percebeu que o público vai responder. 

A história segue Bear (Michael Johnston), um tímido funcionário de uma loja de música que faz um pedido num brinquedo de magia que promete conceder um desejo — e pede que a sua amiga Nikki (Inde Navarrette) o ame mais do que a qualquer outra pessoa. O desejo funciona. E o que se segue demonstra a diferença entre amor e obsessão com uma violência que o CinemaScore de A- sugere que o público recebeu exactamente como estava planeado. 

Jason Blum, que mencionou Barker na conferência de produtores da semana passada como um dos nomes da nova geração do terror, tinha razão. Obsession está nos cinemas americanos desde 15 de Maio. A data de estreia em Portugal ainda não foi confirmada.

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Netflix disse que não vai trabalhar com realizadores que insistem em estreias em sala — e a declaração está a fazer ondas

Dan Lin, o chairman do Netflix Films, disse esta semana que o streamer “aceitou” que não vai trabalhar com realizadores que insistem em estreias teatrais: “Há um grupo de cineastas que ainda querem o cinema. Esses são realizadores com quem aceitámos simplesmente não trabalhar.” 

É a declaração mais honesta — e mais perturbadora — que alguém em posição de poder em Hollywood fez sobre o futuro do cinema em anos. Lin disse-a numa conferência da indústria sem aparente hesitação, como se fosse uma consequência lógica de uma estratégia de negócio. E no contexto estrito do negócio, é exatamente isso. O Netflix quer filmes que estreiem diretamente na plataforma ou com uma janela teatral mínima — e há realizadores que recusam abrir mão da experiência de sala como condição de distribuição.

O problema é o que a frase implica sobre o futuro do cinema como espaço colectivo. Spielberg — que esta semana estreia Disclosure Day nos cinemas e defendeu publicamente a janela de 45 dias — é o símbolo do outro lado do argumento. Quando Lin disse “há realizadores que ainda querem cinema”, estava a incluir nessa categoria Spielberg, Nolan, Villeneuve e todos os outros que consideram a sala de cinema uma condição criativa, não uma opção comercial. 

A Academia criou esta semana um novo prémio para celebrar o cinema em sala. O Netflix respondeu com esta declaração. O debate sobre onde o cinema vive não vai ser resolvido esta semana — mas raramente foi tão explícito.

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“Um Profeta” regressa como série — e estreia esta terça-feira no TVCine Edition

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A terceira e última temporada de Vitória terminou ontem, 8 de Junho, no Disney+. A série portuguesa — uma das produções mais ambiciosas da televisão nacional dos últimos anos — chega ao fim com todos os fios narrativos a convergirem para o grande segredo de Henrique que tem sido o motor da terceira temporada.

Vitória acompanhou ao longo de três temporadas a ascensão de Carolina numa empresa familiar marcada por segredos, rivalidades e um poder que nunca é o que parece. A terceira temporada foi a mais sombria — com Carolina cada vez mais isolada e a perceber que as pessoas em quem mais confiava podem ser exactamente aquelas que menos a conhecem.

Para quem acompanhou a série desde o início, foi o fim de uma das ficções portuguesas mais consistentes que chegou ao streaming internacional. Para quem ainda não viu, as três temporadas estão disponíveis no Disney+ — e é exactamente o tipo de série que se vê de uma vez.

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Jacques Audiard fez Um Profeta em 2009 e ganhou o Grand Prix de Cannes, o César de Melhor Filme e uma nomeação ao Óscar de Melhor Filme Internacional. Era a história de Malik El Djebena — um jovem de origem árabe que entra na prisão sem poder ler nem escrever e sai, anos depois, como um dos criminosos mais poderosos da região. É um dos filmes franceses mais importantes da última década. A série que estreia esta terça-feira, 9 de Junho, às 22h10, no TVCine Edition e TVCine+, retoma esse universo do princípio.

Criada por Abdel Raouf Dafri — o argumentista do filme original — e Nicolas Peufaillit, e realizada por Enrico Maria Artale, Um Profeta T1 é uma expansão, não uma repetição. Malik tem agora origem mauriciana em vez de árabe, está na prisão de Les Baumettes em Marselha, e o seu arco é o mesmo na sua essência: um adolescente sem recursos, sem alianças e sem experiência que aprende a sobreviver num ambiente que pune a fraqueza com uma brutalidade imediata. Quando Massoud, um influente empresário ligado ao crime organizado, lhe oferece protecção em troca de lealdade, Malik percebe que aceitar é um começo — e que os começos neste mundo têm sempre um custo invisível.

Mamadou Sidibé interpreta Malik com a contenção que a personagem exige — alguém que aprende a não revelar o que pensa antes de perceber o que os outros querem. Sami Bouajila, Ouassini Embarek, Salim Kechiouche e Hugo Dillon completam o elenco. A série foi apresentada fora de competição no Festival de Veneza de 2025 e recebeu elogios pela intensidade dramática e pelo rigor na representação das dinâmicas sociais, raciais e económicas da prisão francesa.

Para quem viu o filme de Audiard, é o regresso a um universo que ficou incompleto — o filme terminava com Malik a sair da prisão, mas nunca mostrou como chegou a ser quem era quando saiu. Para quem não viu, é uma entrada directa num dos territórios mais ricos do crime drama europeu contemporâneo. Esta terça-feira, 9 de Junho, às 22h10, TVCine Edition e TVCine+. Novos episódios todas as terças-feiras.

Setúbal tem o seu primeiro festival de cinema programado pelos próprios habitantes — e começa a 19 de Junho

A ideia é simples e radical ao mesmo tempo: e se os filmes de um festival de cinema fossem escolhidos não por especialistas ou curadores profissionais, mas pelas pessoas do bairro? É essa a premissa do Festival do Bairro, que estreia em Setúbal de 19 a 21 de Junho com entrada livre em todas as sessões.

Ao longo do último ano, habitantes da União das Freguesias de Setúbal — de diferentes idades e diferentes bairros — participaram num processo de visionamento e selecção das obras a concurso. Durante o festival, são também eles a votar na melhor longa-metragem e na melhor curta-metragem, com os prémios a serem entregues no domingo às 15h00 na Sociedade Musical Capricho Setubalense. A curadoria é do programador e jornalista de cinema Rui Pedro Tendinha, com apoio da Câmara Municipal de Setúbal.

“Os verdadeiros curadores deste festival foram os habitantes dos diversos bairros da União das Freguesias de Setúbal. Foi uma experiência comunitária que permitiu desenvolver novos olhares sobre o cinema e criar uma ligação mais próxima entre as pessoas e as obras”, sublinha Tendinha.

A programação começa na sexta-feira, 19 de Junho, às 21h45, nos Edifícios Montalvão, com a exibição de Bairro do Povo, de João Bordeira e Sérgio Braz d’Almeida, uma produção da Monstro Colectivo Associação Cultural financiada pela Câmara Municipal de Setúbal no âmbito do programa Viver a Anunciada.

No sábado, 20 de Junho, a Sociedade Musical Capricho Setubalense recebe às 18h00 a sessão de curtas-metragens em competição: Salto de Ana Castro, Chama de Lucas Dutra, Vasco da Gama — O Mar Infinito de Cláudio Jordão e O Menino de Baião de João Seugirdor. Mais tarde, às 21h45, o Largo da Misericórdia recebe a longa-metragem A Memória do Cheiro das Coisas de António Ferreira — um drama intimista sobre um veterano de guerra confrontado com as memórias do passado ao ingressar numa casa de repouso, onde estabelece uma ligação inesperada com a sua cuidadora.

O festival tem como madrinha a actriz Anabela Moreira e encerra no domingo, 21 de Junho, às 15h00, na Sociedade Musical Capricho Setubalense, com a entrega de prémios e a exibição do documentário Festival do Bairro — Uma História de Outros Olhares de Cinema, de Pedro Augusto Almeida, com cerca de 35 minutos. O documentário acompanha o processo de criação do festival e conta com participações de The Legendary Tigerman, Paulo Pires e o escritor Alex Couto.

Todas as sessões têm entrada livre.

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House of the Dragon T3 estreia a 21 de Junho no Max . É a temporada que os fãs dos livros de George R.R. Martin esperavam desde que a série começou: a Dança dos Dragões no seu estado mais brutal, sem possibilidade de recuo.

A segunda temporada terminou com Lucerys morto, Rhaenyra de luto e determinada, e os Negros a perder a vantagem estratégica que tinham. A terceira começa exactamente nesse ponto — e a promessa dos realizadores e argumentistas é de uma temporada mais focada, mais violenta e com menos dispersão narrativa do que a segunda. Matt Smith disse que é “a temporada mais escura de todas”. Emma D’Arcy descreveu-a como “o momento em que Rhaenyra percebe o custo real do que iniciou”.

O trailer final mostrou Aemond sobre Vhagar numa escala de destruição que as temporadas anteriores nunca tinham atingido. Olivia Cooke como Alicent tem nesta temporada o arco mais rico que a personagem alguma vez teve. E há pelo menos uma morte de personagem principal confirmada nas últimas semanas de produção que os fãs dos livros já antecipam há dois anos.

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