Quinta Brunson vai ser Betty Boop — e o neto do criador original diz que “ela é a Betty”

Quinta Brunson — criadora e protagonista de Abbott Elementary, a primeira mulher negra a ganhar sozinha o Emmy de Melhor Escrita em Comédia — vai protagonizar e co-desenvolver um filme sobre Betty Boop, em parceria com Mark Fleischer, neto de Max Fleischer, o criador original da personagem.

O filme não é uma adaptação dos desenhos animados dos anos 30. É a história da relação entre o criador e a sua criação — Max Fleischer a navegar as pressões criativas e comerciais de construir um dos primeiros ícones animados do mundo, “especialmente quando esse ícone começa a ter vida própria”. Brunson interpreta Betty Boop nessa relação, numa estrutura narrativa que mistura o mundo real com o mundo animado.

O timing não é acidental. No início de 2026, as primeiras versões de Betty Boop entraram no domínio público nos Estados Unidos, o que abriu a porta a reinterpretações sem as restrições de licenciamento anteriores. Brunson e Fleischer Studios chegaram rapidamente a acordo para fazer o filme juntos — garantindo que qualquer nova versão de Betty Boop passa pela família que a criou.

“Quinta incorpora o amor pela vida, a inteligência, o humor, a atrevimento e a compaixão de Betty de uma forma que a relação entre ela como Betty e o Max ganhou vida apenas com a menção”, disse Mark Fleischer. O projecto está em desenvolvimento. Data de estreia ainda não confirmada.

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O “60 Minutes” está em guerra interna — Scott Pelley em confronto com o novo produtor ligado a Trump

O programa de jornalismo mais respeitado da televisão americana está em crise. O Deadline reportou ontem que Bari Weiss e a liderança da CBS estiveram em reunião de emergência para decidir como avançar com o 60 Minutes depois de um confronto aberto entre Scott Pelley — o apresentador veterano do programa — e o novo produtor executivo Nick Bilton, numa reunião de toda a redacção.

O contexto é inseparável da mudança de controlo da CBS. A Paramount Skydance, liderada por David Ellison com ligações próximas à administração Trump, tomou o controlo da rede em 2025. O Late Show de Stephen Colbert foi cancelado dias depois de o apresentador chamar ao acordo de 16 milhões de dólares da Paramount com Trump “um suborno enorme”. O 60 Minutes é o próximo capítulo da mesma história.

Pelley representa a tradição do programa — jornalismo de investigação rigoroso, independente de pressões políticas e comerciais. Bilton, o novo produtor executivo nomeado pela nova direcção, representa outra coisa. O que essa outra coisa é, exactamente, é o que a reunião de emergência de Bari Weiss estava a tentar definir. Para o público europeu que acompanha a 60 Minutes como referência do jornalismo americano, é uma notícia perturbadora sobre o estado de uma instituição que sempre pareceu intocável.

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“Clarkson’s Farm” T5 estreou hoje — Jeremy Clarkson tem um novo problema, como sempre

Jeremy Clarkson voltou ao ecrã. A quinta temporada de Clarkson’s Farm estreou hoje no Prime Video e a pergunta não é se vai correr mal — é de que forma nova vai correr mal desta vez.

Depois de quatro temporadas a tentar gerir a Diddly Squat Farm nos Cotswolds com uma combinação de entusiasmo genuíno e incompetência estrutural, Clarkson está nesta temporada a enfrentar o que as anteriores só esboçavam: as pressões financeiras reais de uma exploração agrícola de pequena dimensão numa época em que os subsídios agrícolas britânicos pós-Brexit continuam a ser imprevisíveis e os custos de produção continuam a subir. Kaleb Cooper, o jovem agricultor que se tornou no verdadeiro protagonista da série, regressa. Lisa, a companheira de Clarkson, regressa. O tractor avariado provavelmente também.

Clarkson’s Farm é um dos casos mais interessantes do Prime Video em Portugal — uma série sobre agricultura britânica que encontrou uma audiência transversal muito além do público habitual de Clarkson. É o tipo de programa que começa como curiosidade e termina como vício. As cinco temporadas estão disponíveis no Prime Video.

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Mason Thames entra no universo John Wick — o jovem de “The Black Phone” vai ao continente

Mason Thames, o actor de 18 anos que surpreendeu toda a gente em The Black Phone de Scott Derrickson em 2022, foi confirmado esta semana no elenco do próximo filme do universo John Wick. O projecto ainda não tem título oficial mas insere-se na expansão do mundo criminal que Chad Stahelski e os produtores da Lionsgate têm vindo a construir desde o final de John Wick: Capítulo 4.

Os detalhes do papel de Thames ainda não foram divulgados — a Lionsgate confirmou a presença no elenco sem revelar se é um personagem novo ou uma ligação a alguém já estabelecido no universo. O que se sabe é que Thames está a filmar em simultâneo The End of Oak Street de David Robert Mitchell com Anne Hathaway e Ewan McGregor, o que confirma que o actor está a fazer escolhas muito deliberadas sobre como construir a transição de jovem estrela para actor adulto.

O universo John Wick expandiu-se nos últimos anos com Ballerina — o spin-off com Ana de Armas que estreia a 5 de Junho — e com uma série de televisão em desenvolvimento para o Prime Video. Thames junta-se a um elenco que ainda não foi revelado na totalidade. A data de rodagens e estreia ainda não foram confirmadas.

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