Trump atirou Colbert ao lixo com IA — e a internet respondeu com o mesmo método

O Late Show terminou na quinta-feira à noite. Colbert não pronunciou o nome de Trump uma única vez durante o episódio final. Trump não dormiu.

À 1h52 da madrugada, o presidente dos Estados Unidos publicou no Truth Social: “Colbert acabou finalmente na CBS. É incrível que tenha durado tanto tempo! Sem talento, sem audiências, sem vida. Era como uma pessoa morta. Podias tirar qualquer pessoa da rua e seria melhor do que este idiota. Graças a Deus que finalmente se foi!” Na manhã seguinte, acrescentou que o “despedimento de Colbert pela CBS foi o Início do Fim para os apresentadores de talk shows nocturnos sem talento, desagradáveis, excessivamente pagos, sem graça e com péssimas audiências. Outros, de ainda menos talento, a seguir em breve. Que descansem em paz.” 

Na sexta-feira à noite, Trump foi mais longe. Partilhou no Truth Social um vídeo gerado por inteligência artificial onde aparece a interromper o Late Show, atira Colbert para um caixote do lixo e termina a dançar ao som de “YMCA” dos Village People. A Casa Branca partilhou o mesmo vídeo na sua conta oficial no X. 

É aqui que a conversa deixa de ser apenas sobre Colbert e Trump e se torna noutra coisa. Um presidente dos Estados Unidos — o cargo com mais poder simbólico e institucional do mundo ocidental — usou recursos da Administração para divulgar um vídeo de IA onde humilha um comediante. A questão de saber se este comportamento é digno de um chefe de Estado não é partidária: é sobre o que se espera de quem representa um país. Muitos conservadores americanos que apoiam Trump politicamente admitiram em privado que o nível do discurso os desconforta.

A internet respondeu com a mesma moeda. Utilizadores avulsos pegaram no vídeo de Trump e inverteram-no — com o presidente a ser atirado para o caixote, com Colbert a dançar, com variações que acumularam milhões de visualizações nas horas seguintes. É o meme a funcionar como democracia directa: a ferramenta que Trump usou para humilhar foi devolvida amplificada.

O contexto político importa para perceber a dimensão do momento. A taxa de aprovação de Trump caiu de 47% no início do segundo mandato para 34% em Abril de 2026, segundo o Pew Research Center — o valor mais baixo do segundo mandato. Em comparação com outros presidentes modernos na mesma fase do mandato, Obama estava entre 47-55%, Clinton em 50%, Biden entre 42-53%. Um presidente com estas taxas de aprovação que passa as madrugadas a publicar posts sobre comediantes está, no mínimo, a gerir mal o seu tempo político. 

Colbert, por sua vez, está a preparar a mudança para a NBC em Setembro. Jimmy Kimmel, que Trump já ameaçou explicitamente, continua no ar. Trump perguntou no Truth Social “quando é que a ABC vai despedir o Kimmel, que não tem graça nenhuma?” A resposta, por enquanto, é que não vai. 

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Charlie Heaton de “Stranger Things” é o filho de Tommy Shelby — “Peaky Blinders” regressa nos anos 50

Steven Knight regressa. Peaky Blinders regressa. E desta vez é uma nova geração de Shelbys a tomar as rédeas — liderada por Jamie Bell como Duke Shelby e Charlie Heaton como Charles Shelby, os filhos de Tommy. 

A nova série de seis episódios passa-se nos anos 50, cerca de uma década após o fim da Segunda Guerra Mundial, com Birmingham em processo de reconstrução depois dos estragos do Blitz. Charles Shelby — o filho mais novo de Tommy e de Grace, interpretado em criança na série original — combateu na guerra, em grande parte por detrás das linhas inimigas, e agora tenta viver uma vida normal. Cortou todos os laços com o gang dos Peaky Blinders e não vê o meio-irmão Duke há anos. “Mas consegues alguma vez escapar ao teu próprio sangue?” pergunta a sinopse oficial. 

Heaton, conhecido de Stranger Things e de Industry, partilha o protagonismo com Jamie Bell — que substitui Barry Keoghan no papel de Duke Shelby, que o actor irlandês tinha interpretado no filme The Immortal Man. O elenco inclui ainda Jessica Brown Findlay (Silo), Lashana Lynch (The Day of the Jackal) e Lucy Karczewski. A série estreará no Reino Unido na BBC iPlayer e BBC One; para Portugal e restante mundo estará disponível no Netflix. A data de estreia ainda não foi anunciada. 

Para os fãs da série original — que em Portugal teve uma base de espectadores considerável — é a continuação que confirma que o universo Shelby não terminou com Tommy. Apenas mudou de geração.

Grizz Chapman de “30 Rock” morreu aos 52 anos — depois de anos a lutar contra doença renal

Grizzwald “Grizz” Chapman morreu hoje, 22 de Maio de 2026, aos 52 anos, depois de anos a lutar contra doença renal e a fazer diálise. Passou peacefully em sono, segundo um primo que partilhou a notícia nas redes sociais: “A vida deu ao meu primo Grizz Chapman algumas batalhas pesadas, mas ele lutou-as com força e dignidade até ao fim.” 

Chapman começou a aparecer como Grizz quando 30 Rock estreou na NBC em 2006, fazendo par com Kevin Brown como Dot Com — os guarda-costas e confidentes do errático comediante Tracy Jordan, interpretado por Tracy Morgan. Apareceu em 80 episódios ao longo das sete temporadas, com a série a terminar o seu percurso premiado com Emmys em 2013. Chapman tinha conhecido Morgan enquanto trabalhava como segurança numa discoteca — e foi Morgan quem o levou para a televisão. 

Fora do ecrã, Chapman canalizou a criatividade para uma série de YouTube chamada Grizz Chroniclez e estava a desenvolver o seu próprio programa, The Lair, baseado numa loja de banda desenhada que possuía no Bronx. Depois de ter recebido um transplante de rim em 2010 e de ter lutado publicamente contra a doença renal, tornou-se num porta-voz da National Kidney Foundation.

“Para todos os seus sete pés e 380 libras, era um homem muito gentil que amava muito a sua família”, disse o seu agente ao Deadline. É sobrevivido pela mulher Diana, com quem casou em 2002, e por dois filhos. 

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The Mummy 4 estreia a 19 de Maio de 2028, com Brendan Fraser a regressar como Rick O’Connell e Rachel Weisz a regressar como Evelyn O’Connell — o seu primeiro filme na franchise desde The Mummy Returns em 2001. A realização é de Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett, o duo de Radio Silence responsável por Ready or Not e pela ressurreição da saga Scream.

O regresso de Weisz tem implicações directas para a continuidade da saga: quando questionados se The Mummy: Tomb of the Dragon Emperor (2008) — o filme em que Maria Bello substituiu Weisz como Evelyn — ainda é considerado canon, o realizador Bettinelli-Olpin respondeu simplesmente “Rachel está neste.” Tyler Gillett acrescentou: “Isso deve responder à questão.” Dragon Emperor está a ser apagado da história. 

John Hannah regressa também como Jonathan Carnahan, o irmão de Evelyn. Fraser confirmou que este é o filme que esperou vinte anos para fazer: “Tem tudo o que sempre quis ver nesta franchise.” O argumento é de David Coggeshall (The Family PlanOrphan: First Kill) e Fraser serve também como produtor executivo. 

Para Portugal, o franchise Mummy gerou mais de 1,8 mil milhões de dólares globalmente desde 1999 — e o regresso do duo original é o tipo de notícia de nostalgia que todo o público que cresceu com os filmes nos anos 90 e 2000 vai receber com bastante entusiasmo. A estreia é a 19 de Maio de 2028. 

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Cristian Mungiu torna-se no décimo realizador a ganhar a Palma de Ouro pela segunda vez, tendo vencido anteriormente com 4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias em 2007. A distribuidora NEON marca o seu sétimo triunfo consecutivo na Palma de Ouro. Aqui está a lista completa dos prémios do 79.º Festival de Cannes.

Palma de Ouro: Fjord, Cristian Mungiu

Grand Prix: Minotaur, Andreï Zvyagintsev — o realizador russo usou o discurso de aceitação para pedir a Putin que acabasse com “o massacre”. 

Prémio do Júri: The Dreamed Adventure, Valeska Grisebach 

Melhor Realização: Prémio partilhado entre Javier Calvo e Javier Ambrossi por The Black Ball e Pawel Pawlikowski por Fatherland. É a primeira vez que o prémio é partilhado desde 2016, quando Mungiu e Olivier Assayas dividiram o galardão. O apresentador Xavier Dolan foi ouvido a comentar em palco: “Espero que tenham duas Palmas de Ouro.”

Melhor Argumento: All of a Sudden, Ryusuke Hamaguchi

Melhor Actriz: Virginie Efira e Tao Okamoto por All of a Sudden, de Ryusuke Hamaguchi 

Melhor Actor: Valentin Campagne e Emmanuel Macchia por Coward, de Lukas Dhont 

Un Certain Regard — Grande Prémio: Everytime, Sandra Wollner 

Câmara de Ouro: Ben’Imana, Clémentine Dusabejambo 

FIPRESCI — Competição: Fjord, Cristian Mungiu

Palma de Ouro de Curtas: Para Los Contincantes, realizador por confirmar 

The Black Ball dos realizadores espanhóis Javier Calvo e Javier Ambrossi — com Penélope Cruz e Glenn Close — recebeu a maior ovação de qualquer filme em Competição nesta edição. Fatherland de Pawlikowski gerou murmúrios de nomeação ao Óscar para a protagonista Sandra Hüller, que já tinha estado no filme vencedor da Palma em 2023, Anatomia de uma Queda