“Outlander” terminou — Jamie e Claire saíram juntos, o final é ambíguo e o showrunner já quer fazer mais

Atenção: Este artigo contém spoilers do episódio final de Outlander.

Outlander encerrou oito temporadas e doze anos com um final deliberadamente ambíguo — o showrunner Matthew B. Roberts queria que os espectadores “fizessem o seu próprio final”. A série, baseada nos romances de Diana Gabaldon, acompanhou Jamie e Claire Fraser desde 1945 até aos campos de batalha da Revolução Americana — e o episódio final não fugiu à tradição da série de deixar questões em aberto. 

A Batalha de Kings Mountain termina com os Patriotas vitoriosos e Jamie a sobreviver — contrariando a profecia de Frank Randall que durante anos pesou sobre a série. Mas a vitória é imediatamente seguida de tragédia: Jamie é baleado no coração por um oficial britânico capturado, e Claire, que sente o tiro à distância, corre de volta para ele. O final mostra os dois a abrirem os olhos e a respirarem fundo — uma imagem que Roberts descreveu como aberta a interpretação: “Podes fazer o teu próprio final. O que é que significa para ti?” 

A última cena filmada por Caitríona Balfe e Sam Heughan foi Claire e Jamie na cama a falar sobre abelhas. “Chorei uma montanha de lágrimas depois de gritar ‘Corta'”, disse Balfe. “O Sam ficou muito quieto — a forma dele de lidar com as emoções. A minha foi emocionar toda a gente à minha volta.” 

Roberts confirmou que está a explorar possíveis spin-offs para além de Outlander: Blood of My Blood — a série prequel sobre os pais de Jamie e Claire, cuja segunda temporada chega no Outono de 2026. Um spin-off sobre Lord John Grey com o actor David Berry está “em consideração activa”. Quando questionados sobre um possível regresso, Heughan disse “nunca digam nunca” e Balfe repetiu as mesmas palavras — acrescentando que “os nossos olhos abriram-se, por isso nunca digam nunca”.

Em Portugal, Outlander está disponível em todas as temporadas no Amazon Prime Video.

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“Michael” voltou ao número 1 da bilheteira americana — e “Obsession” surpreendeu com 14 milhões no primeiro fim-de-semana

Michael — o biopic de Michael Jackson — voltou ao número 1 da bilheteira americana com 27 milhões de dólares na sua terceira semana de exibição, enquanto Obsession, o novo thriller de terror com Michael Johnston, abriu em segundo lugar com 14 milhões de dólares e uma nota CinemaScore de A-. O Diabo Veste Prada 2 caiu para terceiro lugar na sua terceira semana. 

Que Michael regresse ao número 1 na terceira semana é um feito que raramente acontece — significa que há espectadores a ver o filme pela segunda vez e que o word-of-mouth está a funcionar de forma consistente. O biopic de Antoine Fuqua sobre Jackson, com Jaafar Jackson no papel do pai, tem gerado debate intenso desde a estreia — sobre a representação dos abusos, sobre a separação entre artista e obra, sobre o legado de uma das figuras mais complexas da história da música popular — e esse debate, paradoxalmente, continua a levar pessoas às salas.

Obsession, por sua vez, confirma a tendência do verão americano de 2026: o terror está a funcionar. Com um orçamento modesto e uma nota CinemaScore de A- — o que significa que o público que foi vê-lo gostou genuinamente — é exactamente o tipo de surpresa que o mercado de Maio raramente produz. O título ainda não tem data de estreia confirmada em Portugal.

O total acumulado da bilheteira americana em 2026 continua a correr bem acima do mesmo período do ano passado, com MichaelO Diabo Veste Prada 2The Mandalorian and Grogu e Obsession a prometem um verão sólido para o cinema em sala.

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John Travolta recebeu uma Palma de Ouro surpresa em Cannes — e disse que “é mais do que um Óscar”

A Bulgária ganhou a Eurovision pela primeira vez — e “Bangaranga” foi a maior surpresa da noite em Viena

A 70.ª edição da Eurovisão, realizada ontem em Viena, coroou a Bulgária vencedora pela primeira vez na história do país. Dara e a sua “Bangaranga” acumularam 516 pontos — vencendo tanto o júri profissional como o voto do público em simultâneo, uma façanha que não acontecia desde 2017. Israel ficou em segundo lugar com “Michelle” de Noam Bettan. Portugal não se qualificou para a final. 

A vitória de Dara foi uma surpresa. A Bulgária não estava entre os favoritos quando as luzes se acenderam na Wiener Stadthalle na noite de sábado. “Bangaranga” chegou à semana do festival como um dark horse — mas a actuação ao vivo, com uma coreografia intensa e um refrão de “Welcome to the riot!” que não saía da cabeça de ninguém, captou progressivamente o entusiasmo da sala e dos telespectadores. Quando o resultado foi anunciado, Dara colapsou no chão do palco antes de aceitar o Crystal Microphone — o troféu de vidro do concurso — das mãos de JJ, o vencedor austríaco de 2025. 

A edição deste ano foi marcada pela polémica em torno da participação de Israel. Irlanda, Eslovénia, Espanha, Países Baixos e Islândia retiraram-se entre Setembro e Dezembro de 2025 em protesto contra a decisão da União Europeia de Radiodifusão de permitir a participação israelita durante a guerra em Gaza. Israel acabou em segundo lugar — o mesmo resultado do ano anterior. A Bulgária organizará a próxima edição da Eurovisão, em 2027 — a primeira vez que o país acolhe o concurso.

A canção foi co-escrita pela própria Dara com Anne Judith Wik, Cristian Tarcea e o grego Dimitris Kontopoulos — o mesmo produtor por detrás de vários hits do concurso ao longo dos anos. Para um país que esteve ausente da Eurovisão durante três anos antes de 2026, e que regressou precisamente para ganhar, é um final de história que os guionistas do concurso dificilmente teriam ousado escrever.

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