Um dos rostos mais icónicos de James Bond foi enganado durante anos — e o valor é difícil de acreditar

Há nomes que ficam para sempre ligados à história do cinema, e Ursula Andress é um deles. A actriz suíça, eternizada como Honey Ryder em Dr. No, tornou-se uma das Bond Girls mais icónicas de sempre. Mas, décadas depois de ter conquistado o público ao lado de Sean Connery, volta a estar no centro das atenções por motivos bem menos glamorosos.

Andress foi vítima de um esquema fraudulento de grandes dimensões, que lhe terá causado prejuízos na ordem dos 23 milhões de dólares — cerca de 120 milhões de reais. Um valor impressionante que, segundo as autoridades italianas, já foi em grande parte recuperado.

A investigação foi conduzida pela Guardia di Finanza, que confirmou ter conseguido rastrear e recuperar cerca de 20 milhões de dólares em bens, obras de arte e activos financeiros. Ainda assim, o impacto do caso vai muito além do dinheiro.

De acordo com informações divulgadas pela imprensa internacional, o alegado responsável pelo esquema será Eric Freymond, antigo gestor do património da actriz. Durante anos, terá construído uma relação de confiança com Andress, ao mesmo tempo que desviava fundos e realizava operações sem o seu consentimento, num alegado esquema de lavagem de dinheiro com ramificações internacionais.

Freymond morreu em Julho de 2025, num caso descrito como suicídio, o que acrescenta ainda mais complexidade a um processo já por si delicado.

As declarações da actriz revelam a dimensão emocional do golpe. Em entrevista ao jornal suíço Blick, Andress descreveu o sentimento de impotência perante a situação, sublinhando que foi alvo de manipulação durante anos. Segundo a própria, a relação de confiança foi construída de forma deliberada, através de elogios e proximidade, antes de ser explorada de forma sistemática.

Este caso volta a expor uma realidade muitas vezes invisível: a vulnerabilidade de figuras públicas perante pessoas do seu círculo próximo. Mais do que um esquema financeiro, trata-se de uma quebra profunda de confiança, com consequências que dificilmente se medem apenas em números.

Apesar de tudo, há um dado que traz algum alívio: grande parte do montante já foi recuperada, graças à rápida intervenção das autoridades italianas.

Ainda assim, fica uma história que dificilmente será esquecida — não apenas pelo valor envolvido, mas pela forma como aconteceu.

E talvez isso seja o mais inquietante de tudo.

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O filme que expõe o que se passa nas escolas russas — e a pergunta que fica no ar

A realidade das escolas russas tornou-se tema central de um dos documentários mais discutidos do ano — Um Zé Ninguém Contra Putin, vencedor do Óscar de Melhor Documentário — e levanta uma questão inquietante: até que ponto a propaganda dirigida às crianças pode moldar uma geração inteira?

O filme, co-produzido pela BBC, acompanha o trabalho de Pavel Talankin, um cinegrafista que registou o quotidiano de uma escola primária numa pequena cidade nos montes Urais. O que começou como um registo interno acabou por se transformar num retrato perturbador de como o sistema educativo foi progressivamente integrado numa máquina de narrativa estatal, sobretudo após a invasão da Ucrânia em 2022.

No centro da história estão famílias reais, ainda que protegidas por anonimato, que vivem um dilema difícil de resolver. Nina, mãe de uma criança de sete anos, descreve a tensão constante entre o ambiente escolar e os valores que tenta transmitir em casa. A filha participa com entusiasmo nas actividades patrióticas, sente-se integrada, gosta dos professores e dos colegas. E é precisamente isso que torna tudo mais complexo: recusar estas dinâmicas pode significar isolamento social.

O documentário mostra como práticas aparentemente banais — como cerimónias de hasteamento da bandeira ou aulas temáticas — ganharam um novo significado. As chamadas “Conversas sobre Coisas Importantes” são agora momentos estruturados para transmitir uma visão oficial da história e do presente, incluindo a narrativa em torno da guerra, apresentada como uma acção defensiva. Em paralelo, manuais escolares foram revistos e conteúdos ajustados para reflectir essa posição.

Especialistas apontam que a infância é um período particularmente sensível à influência de figuras de autoridade. A psicoterapeuta Anastasia Rubtsova sublinha que crianças pequenas tendem a aceitar como verdade aquilo que lhes é ensinado em contexto escolar. No entanto, também destaca que o papel da família pode ser determinante a longo prazo, sobretudo quando existe um esforço consciente para transmitir valores alternativos, como a empatia ou a resolução pacífica de conflitos.

Ainda assim, o contexto russo levanta desafios adicionais. Quando o acesso a fontes de informação é limitado e as mensagens são reforçadas por diferentes níveis da sociedade — escola, media e discurso público — torna-se mais difícil prever o impacto real dessa exposição prolongada.

O filme de Talankin evita respostas fáceis. Em vez disso, constrói um retrato subtil, onde coexistem entusiasmo, conformismo e silêncio. Há crianças que participam activamente, outras que assistem com indiferença, e muitas que simplesmente aprendem a não questionar.

No fim, a pergunta permanece — não apenas sobre a eficácia da propaganda, mas sobre o que acontece quando crescer significa aprender a navegar entre duas versões da realidade.

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Durante anos, foi impossível dissociar Daniel Craig da imagem clássica de James Bond ao volante de um elegante Aston Martin. Agora, essa associação sofre uma reviravolta curiosa — e reveladora dos tempos que vivemos.

O actor britânico é a nova cara da Denza, a marca premium da gigante chinesa BYD, numa jogada estratégica que diz muito sobre as ambições globais da empresa. Mais do que uma simples campanha publicitária, trata-se de um sinal claro: a Denza quer afirmar-se como uma alternativa credível no segmento de luxo — e escolheu um dos rostos mais reconhecíveis do cinema para o fazer.

A escolha não é inocente. Craig transporta consigo uma aura de sofisticação, discrição e estatuto que encaixa perfeitamente na mensagem que a marca pretende passar. Ao longo dos próximos meses, o actor deverá participar em várias campanhas internacionais, numa fase em que a Denza acelera a sua expansão para mercados-chave como a Europa, a América Latina e o Médio Oriente.

Esta nova etapa arranca oficialmente a 8 de Abril, em Paris, com a apresentação europeia do Denza Z9 GT. Trata-se de uma shooting brake totalmente eléctrica que promete funcionar como montra tecnológica da marca, reunindo design arrojado e soluções inovadoras. O modelo já despertou curiosidade entre especialistas e entusiastas, não apenas pelo desempenho anunciado, mas também pelo posicionamento ambicioso.

Mas a ofensiva da Denza não se fica por aqui. Meses depois, será revelado o Denza Z, um desportivo eléctrico que pretende elevar ainda mais a fasquia da marca. E, num detalhe quase cinematográfico, a apresentação foi marcada para um dos palcos mais icónicos do mundo automóvel: o Goodwood Festival of Speed.

A escolha de Goodwood — profundamente associado à tradição britânica — ganha um simbolismo adicional com a presença de Daniel Craig. É quase como fechar um ciclo: o actor que durante anos representou o auge do luxo automóvel britânico passa agora a dar rosto a uma nova era, dominada pela electrificação e por novos protagonistas globais.

Para muitos fãs, a imagem de Craig longe dos motores a combustão poderá causar estranheza. Mas, olhando para o panorama actual da indústria automóvel, a transição parece inevitável — e até lógica.

No fim de contas, talvez o verdadeiro “licença para inovar” seja mesmo este.

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O primeiro trailer da versão em imagem real de Moana já está a dar que falar — mas não exactamente pelas razões que a Disney esperaria.

Grande parte da atenção online centrou-se no visual de Dwayne Johnson no papel de Maui, personagem que o próprio já tinha interpretado na versão animada. Desta vez, no entanto, há um detalhe impossível de ignorar: o actor surge com uma cabeleira volumosa, recriando o visual do semideus — e foi precisamente isso que gerou reacções imediatas nas redes sociais.

Entre comentários irónicos e críticas mais directas, muitos utilizadores estranharam a transformação, sublinhando que a imagem de Johnson está fortemente associada à sua aparência habitual. A comparação tornou-se inevitável, e o contraste acabou por dominar a conversa nas primeiras horas após o lançamento do trailer.

Mas há um dado que muda completamente o enquadramento.

Apesar do ruído online, o vídeo alcançou cerca de 132 milhões de visualizações nas primeiras 24 horas, superando outros grandes lançamentos recentes. Ou seja, a polémica não afastou o público — pelo contrário, amplificou a visibilidade do projecto.

Nos bastidores, a transformação de Dwayne Johnson foi tudo menos superficial. O actor revelou que passava cerca de duas horas e meia por dia na maquilhagem, num processo que incluía não só a peruca, mas também um fato protésico significativo. A decisão de optar por efeitos práticos, em vez de recorrer exclusivamente a soluções digitais, foi deliberada, com o objectivo de manter uma ligação mais fiel à versão animada da personagem.

Ainda assim, as críticas não se ficaram pelo visual de Maui.

Alguns espectadores apontaram também à estética geral do filme, considerando que certas imagens parecem menos vibrantes do que seria expectável num universo inspirado na cultura polinésia. Parte dessa percepção poderá estar ligada ao facto de o filme ainda não estar finalizado ao nível de correcção de cor e efeitos visuais — uma fase que costuma sofrer alterações até perto da estreia.

Apesar disso, fontes próximas da produção indicam que não estão previstas mudanças criativas significativas. A estratégia passa por manter o rumo definido, mesmo perante reacções mistas nas redes sociais.

Este tipo de recepção inicial não é, de resto, incomum. Outros projectos recentes passaram por fases semelhantes antes da estreia, com reacções negativas a determinados aspectos visuais que acabaram por não comprometer o sucesso final. Em muitos casos, o impacto mediático inicial acaba por funcionar como publicidade adicional.

No caso de Moana, há ainda um factor decisivo: o apelo junto do público familiar. Comentários positivos, especialmente de pais e espectadores mais jovens, sugerem que o entusiasmo permanece elevado, independentemente das críticas mais visíveis.

A estreia está prevista para os próximos meses, e será aí que se fará o verdadeiro teste.

Até lá, uma coisa é certa: entre críticas e elogios, ninguém ficou indiferente.

E, em Hollywood, isso costuma ser meio caminho andado.

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Antes de se tornar um rosto conhecido do cinema, Gina Gershon esteve muito perto de entrar numa das sagas mais emblemáticas do terror — mas decidiu recusar o papel por razões que continuam a gerar debate.

Numa revelação feita no seu mais recente livro de memórias, a actriz explicou que lhe foi proposto o papel principal em Friday the 13th Part 2, mas acabou por rejeitar a oportunidade devido à forma como a personagem estava escrita, em particular numa das cenas mais marcantes do filme.

Segundo Gershon, o tipo de representação feminina presente em muitos filmes do género naquela época levantava-lhe reservas. Em declarações recentes, recordou que era comum essas histórias incluírem momentos que considerava desnecessários, especialmente quando associados à forma como as personagens femininas eram colocadas em situações de vulnerabilidade antes das suas mortes.

Para a actriz, o problema não era apenas a violência típica do género, mas sim a sensação de que certas escolhas criativas não acrescentavam valor à narrativa. A cena em questão, explicou, parecia-lhe mais um recurso fácil do que uma necessidade dramática.

Apesar de reconhecer que estava entusiasmada com a possibilidade de iniciar a carreira no cinema, Gershon optou por recusar o papel — uma decisão que tomou depois de refletir cuidadosamente sobre os seus limites pessoais e profissionais.

Curiosamente, essa escolha foi também influenciada por uma conversa com o pai. A actriz recorda que esperava uma resposta mais protectora ou até conservadora, mas acabou por receber um conselho diferente: a decisão deveria ser sua. Essa liberdade de escolha acabou por reforçar a sua confiança e definir a forma como passou a encarar propostas ao longo da carreira.

Lançado em 1981, Friday the 13th Part 2 deu continuidade ao sucesso do filme original e ajudou a consolidar uma das franquias mais duradouras do terror, centrada nos acontecimentos em Camp Crystal Lake. Ao longo dos anos, a saga cresceu até incluir mais de uma dezena de filmes, tornando-se uma referência incontornável do género.

O caso agora revelado por Gershon lança também um olhar retrospectivo sobre uma fase específica de Hollywood, em que certos padrões narrativos eram amplamente aceites, mas que hoje são frequentemente reavaliados à luz de novas sensibilidades.

Mais do que uma curiosidade de bastidores, trata-se de um exemplo de como decisões aparentemente pequenas podem ter impacto duradouro — tanto na carreira de um actor como na forma como olhamos para o cinema de outras épocas.

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Há dinossauros à solta… e a Patrulha Pata vai enfrentar a sua maior aventura no cinema

A Patrulha Pata prepara-se para regressar ao grande ecrã com um salto inesperado — e ambicioso — para um território completamente novo. O primeiro trailer de Patrulha Pata: O Filme dos Dinossauros já foi revelado, antecipando aquilo que está a ser apresentado como a maior aventura de sempre destas personagens.

Desta vez, a acção abandona os cenários habituais e leva a equipa para uma ilha tropical desconhecida, onde o perigo surge sob a forma de dinossauros… e de um vulcão prestes a entrar em erupção. A mudança de ambiente não é apenas estética; representa uma expansão clara do universo da série, com desafios mais complexos e uma escala significativamente maior.

Segundo a informação oficial, tudo começa quando a Patrulha Pata é apanhada por uma tempestade misteriosa e acaba por aterrar de emergência neste território isolado  . É aí que conhecem Rex, um cão que vive há anos na ilha e que se tornou especialista em dinossauros, assumindo um papel central na adaptação da equipa a este novo mundo.

Mas, como não podia deixar de ser, o verdadeiro problema não tarda a surgir.

O Presidente da Câmara Humdinger, antagonista habitual da saga, inicia uma exploração imprudente dos recursos naturais da ilha, desencadeando uma reacção em cadeia que culmina na erupção de um vulcão. A partir daí, a narrativa entra em modo de missão contínua, com sucessivas operações de resgate que colocam à prova o espírito de equipa e a capacidade de resposta dos protagonistas.

A realização volta a estar a cargo de Cal Brunker, que regressa ao universo da Patrulha Pata, garantindo continuidade ao nível visual e narrativo. No elenco de vozes internacionais, destacam-se nomes como Snoop Dogg, Jennifer Hudson, Terry Crews, Paris Hilton e Jameela Jamil, reforçando o apelo transversal do projecto.

Outro elemento curioso é a participação dos Backstreet Boys, responsáveis por um novo tema original incluído no filme, numa tentativa de cruzar gerações e alargar ainda mais o público-alvo.

Baseado na série criada por Keith Chapman, este novo capítulo surge como uma evolução natural de uma das marcas infantis mais bem-sucedidas dos últimos anos, mantendo o equilíbrio entre entretenimento, humor e mensagens de cooperação.

A estreia em Portugal está marcada para 6 de Agosto, com distribuição assegurada pela NOS Audiovisuais.

E se a promessa se confirmar, esta não será apenas mais uma missão.

Será, de facto, a maior de todas.

Novo filme de Super Mario esconde surpresa no final — e há quem garanta que vale mesmo a pena esperar

A poucos dias da estreia mundial de The Super Mario Galaxy Movie, começa a surgir um detalhe que está a despertar a curiosidade dos fãs — e que pode fazer toda a diferença na experiência em sala.

Segundo revelou Matt Ramos, criador de conteúdos que esteve presente na antestreia do filme, a nova aventura de Mario inclui não uma, mas duas cenas pós-créditos. A informação, partilhada sem qualquer revelação de conteúdo, deixa apenas um aviso claro: vale a pena ficar até ao fim.

Num momento em que as cenas adicionais após os créditos se tornaram quase uma tradição — especialmente em grandes produções — a decisão de incluir duas sequências sugere que o filme poderá estar a preparar terreno para algo maior. Seja uma continuação, a introdução de novas personagens ou até uma expansão do universo narrativo, tudo permanece, para já, em segredo.

O contexto ajuda a alimentar essa expectativa.

Depois do enorme sucesso de adaptações recentes de propriedades da Nintendo, a aposta num novo capítulo cinematográfico de Super Mario surge com ambição reforçada. A passagem para um ambiente mais vasto e visualmente expansivo, inspirado no conceito “Galaxy”, aponta para uma escala ainda maior, tanto em termos narrativos como visuais.

Este tipo de estratégia não é nova, mas continua eficaz. As cenas pós-créditos funcionam como um convite silencioso ao público: uma promessa de continuidade que transforma o final do filme num ponto de partida. No caso de um universo como o de Mario, com décadas de história e personagens, as possibilidades são praticamente ilimitadas.

Importa, no entanto, sublinhar que a informação não foi oficialmente confirmada pelo estúdio, baseando-se apenas no testemunho de quem já teve acesso antecipado ao filme. Ainda assim, este tipo de detalhe costuma revelar-se fiável, sobretudo quando não envolve qualquer tipo de spoiler.

A estreia está marcada para 1 de Abril, com lançamento global nos cinemas. Até lá, resta a recomendação simples — mas cada vez mais relevante: quando as luzes começarem a acender, talvez seja melhor não sair logo da sala.

Pode haver mais para ver.

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Novo Tomb Raider sofre revés inesperado: produção interrompida após lesão de Sophie Turner

A aguardada adaptação de Tomb Raider para a televisão sofreu um contratempo inesperado. A produção foi temporariamente interrompida depois de Sophie Turner ter sofrido uma lesão durante as filmagens, confirmou a Prime Video.

A actriz, que assume o papel de Lara Croft nesta nova versão, terá agravado um problema físico pré-existente nas costas. Embora a informação inicial tenha surgido na imprensa britânica, a plataforma de streaming confirmou que a pausa foi uma medida de precaução, sublinhando que se trata de uma lesão considerada ligeira. Ainda assim, o impacto no calendário de produção permanece incerto.

Segundo a mesma fonte, a interrupção deverá permitir a recuperação total da actriz antes do regresso às filmagens. Não foi, no entanto, avançado um prazo concreto, o que deixa em aberto a possibilidade de atrasos mais significativos, dependendo da evolução clínica.

Este projecto representa uma das apostas mais ambiciosas da Prime Video no universo das adaptações de videojogos. A série está a ser desenvolvida por Phoebe Waller-Bridge, conhecida pelo trabalho em Fleabag, que assume funções de argumentista e produtora executiva.

A escolha de Sophie Turner para interpretar Lara Croft gerou desde cedo expectativa, não apenas pelo peso da personagem — uma das mais icónicas da cultura pop — mas também pelo historial de adaptações anteriores. No cinema, a arqueóloga foi interpretada por Angelina Jolie no início dos anos 2000 e, mais tarde, por Alicia Vikander numa versão mais recente.

A nova série pretende reposicionar a personagem num contexto televisivo, com maior desenvolvimento narrativo e uma abordagem potencialmente mais aprofundada do que as versões anteriores. As filmagens tiveram início em Janeiro e contam com um elenco alargado, incluindo nomes como Sigourney Weaver e Jason Isaacs.

Apesar deste contratempo, a ambição do projecto mantém-se intacta. O sucesso recente de adaptações como Falloutreforçou a confiança das plataformas de streaming neste tipo de conteúdo, e Tomb Raider surge como uma das próximas grandes apostas nesse segmento.

Para já, a prioridade passa pela recuperação de Sophie Turner e pela retoma segura das filmagens. A estreia continua prevista para 2027, embora seja cedo para perceber se esta pausa terá consequências no calendário final.

Num projecto desta escala, pequenos imprevistos podem ter efeitos amplificados. E, neste caso, tudo depende agora de um factor essencial — tempo.

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Há séries que chegam discretamente e outras que entram em cena com uma proposta clara: provocar, desafiar e fazer falar. Não Esperes Mais pertence claramente à segunda categoria.

A nova produção espanhola estreia em Portugal já no início de Abril, com exibição marcada para o dia 2, às 22h10, no TVCine Edition  , trazendo consigo uma abordagem frontal — e assumidamente contemporânea — às relações amorosas e à forma como estas se reinventam nos dias de hoje.

No centro da história está Can, um piloto de sucesso que vive preso a uma tradição familiar pouco compatível com o seu estilo de vida. Regularmente confrontado com encontros organizados pelo pai, onde lhe são apresentadas potenciais parceiras, Can representa o conflito clássico entre expectativa e desejo. É precisamente num desses jantares que surge Sonia, uma organizadora de eventos que aparece fora de contexto… e acaba por mudar tudo.

O encontro entre os dois não segue os caminhos habituais do romance televisivo. Não há idealização excessiva nem promessas imediatas de compromisso. Pelo contrário, o que se estabelece é uma ligação directa, física e descomplicada, assente na vontade de explorar limites — ou, mais precisamente, de os ignorar.

Mas a série não se esgota nesta relação principal.

Em paralelo, acompanhamos Daryl, amigo de Can e também piloto, que começa a questionar a sua própria vida quando se envolve com Carol, uma assistente de bordo. Aqui, a narrativa ganha outra dimensão, explorando o momento em que a liberdade individual começa a colidir com a necessidade de ligação emocional.

Criada por Natalia Durán e realizada por David Martín Porras e Salvador García Ruiz, a série inspira-se nos romances de Megan Maxwell e assume uma identidade muito própria. O tom oscila entre o humor e a provocação, mas sem perder de vista uma intenção mais ampla: reflectir sobre as contradições das relações modernas, onde o desejo de independência convive, muitas vezes de forma tensa, com a procura de intimidade.

Há também uma clara aposta numa estética leve e acessível, que contrasta com os temas abordados. Essa combinação torna Não Esperes Mais particularmente eficaz, permitindo-lhe explorar territórios mais ousados sem cair no dramatismo excessivo.

Com episódios semanais disponíveis também no TVCine+, a série posiciona-se como uma das estreias mais curiosas da programação recente, especialmente para quem procura algo diferente do habitual romance televisivo.

Mais do que contar uma história de amor, Não Esperes Mais propõe uma pergunta simples — e desconfortável para alguns: até onde estamos realmente dispostos a ir quando deixamos de seguir as regras?

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