“Ela foi a escolha errada”: Kim Novak critica casting de Sydney Sweeney e lança polémica antes da estreia

A poucos meses de ganhar forma como um dos projectos mais comentados de Hollywood, Scandalous! já está envolto em controvérsia — e desta vez por iniciativa da própria figura que inspira a história. Kim Novak, um dos rostos mais icónicos do cinema clássico, manifestou publicamente o seu desagrado com a escolha de Sydney Sweeney para a interpretar no grande ecrã.

Numa entrevista ao The Times, Novak não poupou nas palavras ao avaliar o casting, afirmando que nunca teria aprovado essa decisão. A actriz, que ficou eternizada em filmes como Vertigo, considera que a escolha falha o essencial: captar a verdadeira essência da sua personalidade e da relação que manteve com Sammy Davis Jr. na década de 1950.

Segundo Novak, o problema não é apenas físico, mas sobretudo conceptual.

A antiga estrela de Hollywood teme que o filme acabe por reduzir uma relação complexa a uma dimensão excessivamente centrada na componente sexual. Na sua perspectiva, essa abordagem ignora aquilo que, na época, tornava a ligação entre ambos particularmente significativa: afinidades pessoais, cumplicidade e o contexto social em que viveram.

As críticas tornam-se ainda mais directas quando aborda a imagem pública de Sweeney. Novak sugere que a actriz contemporânea projecta uma sensualidade constante que, no seu entender, não corresponde à forma como gostaria de ser representada. Daí a conclusão sem rodeios: para si, trata-se de uma escolha errada.

Do outro lado, não houve resposta oficial por parte da equipa de Sydney Sweeney.

A actriz, conhecida pelo seu trabalho em Euphoria, está também envolvida na produção do filme, o que reforça o seu peso criativo no projecto. Foi, aliás, a própria Sweeney quem impulsionou a entrada de Colman Domingo como realizador — numa decisão que acabou por moldar a identidade do filme desde uma fase inicial.

Domingo, que aqui se estreia na realização, tem mantido contacto com Kim Novak, numa tentativa de construir uma ponte entre a visão artística do projecto e a realidade histórica que lhe serve de base. Ainda assim, as declarações recentes deixam claro que esse diálogo não foi suficiente para dissipar as reservas da actriz.

O filme centra-se na relação entre Novak e Sammy Davis Jr., uma história marcada não apenas pela dimensão pessoal, mas também pelo contexto racial e social da época, que colocou ambos sob forte escrutínio público. É precisamente essa complexidade que está agora no centro do debate: até que ponto o cinema contemporâneo consegue revisitar figuras históricas sem simplificar as suas narrativas.

Para já, Scandalous! ainda não tem data de estreia definida, mas já conquistou algo que muitos filmes procuram desde o início: atenção mediática.

Resta saber se essa atenção se traduzirá em curiosidade do público — ou em controvérsia difícil de ultrapassar.

Ninguém estava preparado para este domínio: Ryan Gosling lidera um dos maiores sucessos do ano enquanto Hollywood soma mais um fracasso

O panorama das bilheteiras norte-americanas voltou a confirmar aquilo que já se começava a desenhar nas últimas semanas: Project Hail Mary não é apenas um sucesso momentâneo, mas sim um dos fenómenos mais consistentes do ano. Protagonizado por Ryan Gosling, o filme manteve-se no topo pelo segundo fim-de-semana consecutivo, arrecadando 54,5 milhões de dólares e elevando o total doméstico para 164,3 milhões.

Mais do que o valor absoluto, há um indicador particularmente relevante: a quebra de apenas 32% em relação à estreia. Num mercado cada vez mais volátil, onde muitos filmes caem abruptamente após o primeiro impacto, este comportamento revela uma forte adesão do público e sugere uma trajectória longa nas salas de cinema. Para a Amazon MGM Studios, trata-se de um sinal encorajador numa fase em que a empresa tem vindo a reforçar o investimento em lançamentos exclusivamente pensados para o grande ecrã.

O filme, baseado na obra de Andy Weir, volta a provar a eficácia das adaptações do autor, depois do sucesso de The Martian. Aqui, Gosling assume o papel central de um professor transformado em improvável salvador da humanidade, numa narrativa que assenta quase inteiramente na sua presença. O resultado não só reforça o estatuto do actor como uma aposta segura em termos comerciais, como já começa a gerar expectativas para a temporada de prémios.

No extremo oposto do espectro, o fim-de-semana trouxe também um claro sinal de alerta para Hollywood.

A estreia de They Will Kill You revelou-se um falhanço significativo, com apenas 5 milhões de dólares em receita, apesar de uma distribuição alargada em mais de 2.700 salas. O thriller protagonizado por Zazie Beetz não conseguiu captar o interesse do público, agravando um início de ano complicado para a Warner Bros. e a New Line Cinema.

O resultado ganha ainda mais peso quando analisado no contexto recente do estúdio. Depois de um 2025 positivo, títulos como The Bride já tinham evidenciado dificuldades comerciais, e este novo insucesso reforça a sensação de instabilidade na estratégia adoptada. Mesmo com um orçamento relativamente contido, a fraca adesão torna difícil recuperar o investimento, tendo em conta a divisão de receitas com os exibidores.

Entre estes dois extremos, o resto do top revela um mercado diversificado, mas sem grandes surpresas. A animação Hoppers, da Pixar, continua a apresentar resultados sólidos, somando 12,2 milhões no fim-de-semana e aproximando-se dos 300 milhões globais. Já produções como Reminders of Him ou o thriller indiano Dhurandhar 2 mantêm desempenhos consistentes, ainda que longe do impacto do líder.

Curiosamente, também o género de terror atravessa um momento menos favorável. Filmes recentes não têm conseguido mobilizar o público como seria expectável, sugerindo uma possível saturação ou, pelo menos, uma necessidade de renovação dentro do género.

Olhando para as próximas semanas, a expectativa centra-se agora na chegada de The Super Mario Galaxy Movie, que poderá juntar-se rapidamente ao grupo de grandes sucessos de 2026. Para já, no entanto, há um dado incontornável: Ryan Gosling está no centro do primeiro verdadeiro blockbuster do ano — e Hollywood agradece.

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Depois de anos turbulentos, Mickey Rourke garante: “Agora é só trabalhar — e bem”

Depois de uma carreira marcada por momentos de enorme sucesso e outros de clara instabilidade, Mickey Rourke volta a dar sinais de mudança — desta vez, com um discurso mais consciente e uma postura que o próprio descreve como “profissional”.

O actor foi recentemente abordado no aeroporto de Los Angeles e não fugiu às perguntas sobre o seu passado. Pelo contrário, assumiu sem rodeios que, durante muitos anos, não soube lidar com as consequências das suas próprias decisões. Entre excessos, conflitos e episódios que contribuíram para a sua reputação imprevisível, Rourke reconhece hoje que houve um padrão de comportamento que precisava de ser corrigido.

Segundo o próprio, esse processo de mudança começou com ajuda externa. O actor revelou que um psiquiatra lhe apontou uma falha essencial: a dificuldade em assumir responsabilidades. Uma observação que, admite, teve impacto suficiente para o levar a repensar a forma como se posiciona, tanto na vida pessoal como no trabalho.

A essa reflexão juntou-se também uma dimensão mais espiritual. Rourke referiu a influência de um padre que o tem acompanhado nos últimos tempos, ajudando-o a olhar para o passado com maior clareza e a construir uma abordagem diferente para o futuro.

O resultado, garante, já se faz sentir no presente.

O actor afirma estar determinado a manter uma conduta irrepreensível nos projectos em que participa, afastando-se definitivamente dos episódios mais caóticos que marcaram outras fases da sua carreira — incluindo histórias bem conhecidas de comportamentos destrutivos fora de cena. A mensagem é clara: trabalhar, cumprir e valorizar as oportunidades que ainda surgem.

E oportunidades não têm faltado.

Rourke regressou recentemente aos sets de filmagem com Sol Hershowitz’s Guide to Extraterrestrial Life, onde integra o elenco principal. Para um actor que já viveu altos e baixos extremos em Hollywood, este regresso representa mais do que um simples projecto — é uma tentativa de reafirmação.

Curiosamente, quando questionado sobre o melhor filme da sua carreira, a resposta surpreende. Apesar de ter no currículo trabalhos marcantes e reconhecimento internacional — incluindo um Globo de Ouro — Rourke acredita que ainda não atingiu o auge. Para ele, o melhor papel continua por fazer.

Esta ambição surge numa fase em que também enfrenta desafios fora do ecrã. Recentemente, vieram a público problemas relacionados com rendas em atraso e uma possível ordem de despejo, situação que o actor justificou com alegadas condições insalubres na habitação, nomeadamente a presença de roedores.

Ainda assim, o tom actual é de reconstrução.

Depois de décadas a viver entre o talento reconhecido e escolhas difíceis de gerir, Mickey Rourke parece agora focado em algo mais simples — mas talvez mais exigente: consistência.

Se será suficiente para garantir um novo capítulo sólido em Hollywood, só o tempo dirá.

Mas, desta vez, o próprio garante que está preparado para fazer diferente.

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A instabilidade nos bastidores da DC Studios voltou a ganhar força nos últimos dias, com novas informações a circularem após a WonderCon, realizada nas imediações de Los Angeles. De acordo com vários relatos não confirmados de fontes ligadas à indústria, James Gunn poderá estar de saída da liderança criativa da DC antes mesmo da estreia de Superman: Man of Tomorrow, actualmente prevista para Julho de 2027.

Importa sublinhar que nenhuma destas informações foi confirmada oficialmente pela DC Studios ou pela Warner Bros. Discovery. Ainda assim, os rumores alinham-se com uma narrativa que tem vindo a ganhar consistência nos últimos meses: a de que o actual rumo do universo DC continua longe de estabilizar.

Segundo o que foi partilhado por várias fontes presentes na convenção, a saída de Gunn poderá acontecer de forma “discreta”, permitindo que os projectos em curso avancem, mas sem a sua presença a longo prazo. A ideia de uma transição silenciosa sugere que o estúdio poderá estar a preparar mudanças mais profundas, possivelmente relacionadas com reestruturações internas ou até com eventuais movimentos corporativos de maior escala.

Nesse contexto, volta a surgir um nome que nunca deixou verdadeiramente de pairar sobre o universo DC: Zack Snyder. De acordo com os mesmos relatos, terá sido o próprio estúdio — ou figuras com influência dentro dele — a sondar a possibilidade de um regresso do realizador, e não o contrário. A confirmar-se, este detalhe é particularmente relevante, pois indicaria uma mudança de postura face ao chamado “SnyderVerse”, que durante anos dividiu fãs e decisores.

Paralelamente, há factores externos que poderão estar a influenciar este cenário. Fontes próximas do processo referem que a instabilidade geopolítica recente, nomeadamente tensões no Médio Oriente, poderá estar a abrandar negociações empresariais envolvendo grandes grupos de media. Esse contexto terá impacto directo em potenciais acordos estratégicos, incluindo movimentos que envolvam a Paramount Global e a própria Warner Bros. Discovery.

Outro elemento apontado é uma eventual maior cautela por parte de investidores internacionais, nomeadamente da Arábia Saudita, cuja participação em operações de grande escala no sector do entretenimento tem sido significativa nos últimos anos. Uma eventual retracção poderá contribuir para travar decisões que, em circunstâncias normais, avançariam com maior rapidez.

No meio deste cenário, surgem também leituras políticas. Comentários recentes de Donald Trump nas redes sociais foram interpretados por alguns analistas como um sinal de que determinados processos mediáticos poderão estar mais próximos de uma resolução, embora o impacto real dessas declarações permaneça incerto.

Apesar de tudo isto, é fundamental distinguir entre informação confirmada e especulação. Para já, Superman: Man of Tomorrow mantém-se em produção, e não existe qualquer indicação oficial de alterações na liderança criativa da DC Studios.

Ainda assim, o simples facto de estes rumores persistirem revela algo mais profundo: a dificuldade contínua em definir uma estratégia clara e consistente para um dos universos cinematográficos mais importantes da actualidade.

Se haverá uma mudança de rumo — e quem a irá liderar — continua, para já, em aberto.

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Novo cartaz de Euphoria levanta o véu sobre a terceira temporada — e há uma mudança que ninguém esperava

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A HBO revelou finalmente o primeiro cartaz oficial da terceira temporada de Euphoria, e a imagem não deixa margem para dúvidas: a série está prestes a entrar numa nova fase — mais adulta, mais sombria e, ao que tudo indica, mais introspectiva.

Entre os vários elementos que compõem o poster, há um que se destaca de imediato: o novo visual de Sydney Sweeney, que regressa ao papel de Cassie. A personagem surge integrada num conjunto visual carregado de simbolismo, onde a estética habitual da série cruza agora referências religiosas e um tom mais existencial.

No topo da composição, domina a figura de Rue, interpretada por Zendaya, que observa o restante elenco a partir de um plano superior. Abaixo, distribuem-se várias personagens centrais, incluindo Maddy, Nate e Ali, enquanto figuras como Jules, Lexi e a própria Cassie ocupam a base do cartaz. A presença de uma serpente e de elementos como um letreiro “Jesus Saves” ou a frase “May God Have Mercy” reforçam a ideia de que a nova temporada irá explorar temas mais densos, nomeadamente fé, redenção e moralidade.

Esta mudança de tom não surge por acaso.

A terceira temporada avança cinco anos na narrativa, afastando-se definitivamente do ambiente escolar que marcou os primeiros capítulos da série. As personagens entram agora na idade adulta, confrontando-se com escolhas mais complexas e consequências mais duradouras. De acordo com a sinopse oficial, a história irá centrar-se precisamente na tensão entre a possibilidade de redenção e os erros do passado — um eixo temático que parece estar já presente na identidade visual agora revelada.

Criada por Sam Levinson, a série mantém-se fiel à sua abordagem estilizada, mas tudo indica que haverá uma evolução narrativa significativa. A aposta em simbologia religiosa e num discurso mais filosófico poderá representar uma tentativa de aprofundar o retrato emocional das personagens, acompanhando a sua transição para uma fase mais exigente da vida.

O elenco principal regressa em grande parte, com nomes como Alexa Demie, Jacob Elordi, Hunter Schafer e Colman Domingo a retomarem os seus papéis. A nova temporada contará ainda com participações especiais de figuras bem conhecidas, entre as quais Sharon Stone, Natasha Lyonne e Rosalía.

A estreia está marcada para 12 de Abril de 2026, com oito episódios lançados semanalmente, mantendo o modelo de exibição das temporadas anteriores.

Mais do que um simples regresso, este novo capítulo de Euphoria apresenta-se como uma reinvenção. E, a julgar pelo primeiro vislumbre, a série parece preparada para deixar para trás a adolescência — sem perder a intensidade emocional que a tornou um fenómeno global.

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Em 2007, tudo parecia alinhado para que Stardust se tornasse um ponto de viragem na carreira de Charlie Cox. A adaptação do romance de Neil Gaiman reunia um elenco de peso, contava com realização de Matthew Vaughn e chegava com boas críticas. No papel, era exactamente o tipo de projecto que costuma lançar novos protagonistas para o estrelato.

Mas a realidade acabou por ser bem diferente.

Apesar da recepção positiva — incluindo uma avaliação sólida da crítica — o filme teve um desempenho modesto nas bilheteiras, especialmente nos Estados Unidos. Com cerca de 38 milhões de dólares arrecadados no mercado norte-americano e pouco mais de 137 milhões a nível global, ficou aquém das expectativas para uma produção com esse nível de investimento e ambição.

Na altura, esse tipo de resultado tinha consequências directas.

O próprio Charlie Cox recorda que, naquele momento, o sucesso de um filme era medido quase exclusivamente pelo desempenho no fim-de-semana de estreia. E, nesse campo, Stardust não conseguiu competir, tendo sido ofuscado por lançamentos concorrentes como Rush Hour 3. O impacto foi imediato: de promessa em ascensão, Cox passou a actor com dificuldades em encontrar novos projectos.

Em entrevistas recentes, o actor britânico descreveu esse período como particularmente duro. Sem trabalho e com dificuldades financeiras, acabou por sair de Los Angeles, chegando a questionar se a carreira de actor teria futuro. A frustração era ainda maior ao ver contemporâneos como Andrew Garfield ou Robert Pattinson a alcançarem o sucesso que ele próprio esperava atingir.

A reviravolta surgiu de forma inesperada.

A oportunidade apareceu com Boardwalk Empire, uma série da HBO onde Cox conseguiu inicialmente um papel pequeno, com poucas garantias de continuidade. O que começou como uma participação limitada acabou por crescer à medida que a personagem ganhou espaço na narrativa, permitindo-lhe demonstrar aquilo que até então tinha passado despercebido ao grande público.

Foi esse trabalho que abriu caminho para o passo seguinte: Daredevil. No papel de Matt Murdock, Cox encontrou finalmente o reconhecimento que lhe tinha escapado no cinema, construindo uma base sólida de fãs e afirmando-se como uma das interpretações mais consistentes do universo Marvel televisivo.

O contraste é evidente.

Um filme que parecia destinado a impulsionar a sua carreira acabou por ter o efeito oposto. E, no entanto, foi precisamente essa fase mais difícil que acabou por conduzir às oportunidades que definiram o seu percurso nos anos seguintes.

Hoje, Stardust é frequentemente visto como um clássico de culto, valorizado pelo público muito depois da sua passagem discreta pelos cinemas. Para Charlie Cox, representa algo mais complexo: um ponto de quebra que quase encerrou a sua carreira, mas que, indirectamente, acabou por levá-lo ao papel que o tornaria conhecido em todo o mundo.

E é talvez aí que reside a ironia desta história.

Nem sempre os grandes momentos são aqueles que parecem, à partida, garantir o sucesso.

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Em Hollywood, há histórias de castings improváveis, mas poucas são tão irónicas quanto aquela que levou Danny Trejo a entrar em Predators.

Durante a fase de selecção de elenco, como é habitual, os produtores distribuíram descrições breves das personagens aos actores interessados. Entre elas estava Cuchillo, uma figura dura e perigosa, cuja descrição incluía um detalhe particularmente específico: tratava-se de “um tipo que parece o Danny Trejo”.

A indicação não era propriamente subtil. O objectivo era encontrar alguém com a presença física e a intensidade que o actor se habituou a trazer para o ecrã ao longo da sua carreira. No entanto, o que ninguém antecipava era que essa descrição acabaria por chegar ao próprio.

Ao saber do casting, Trejo decidiu não perder tempo. Pegou no telefone e contactou directamente Robert Rodriguez, um dos produtores do filme, com quem já tinha colaborado em vários projectos. A abordagem foi tão directa quanto eficaz: se estavam à procura de alguém que se parecesse com Danny Trejo, então não fazia muito sentido procurar mais.

O argumento, apesar de simples, era difícil de contestar.

A reacção foi imediata, e o actor acabou por garantir o papel sem passar pelo processo tradicional de audições. Em vez de competir com outros candidatos, apresentou-se como a solução óbvia para uma descrição que, na prática, já era inspirada nele próprio.

O episódio ilustra bem uma das particularidades da indústria: por vezes, as referências usadas para definir uma personagem acabam por se tornar mais fortes do que a própria intenção inicial do casting. Neste caso, a identidade visual e a presença de Trejo eram tão marcantes que qualquer tentativa de encontrar um substituto se tornava quase redundante.

Ao longo da carreira, o actor construiu uma imagem muito própria, frequentemente associada a personagens intensas, de moral ambígua ou claramente perigosas. Essa consistência acabou por se tornar uma marca reconhecível — ao ponto de ser usada como referência directa em descrições de casting.

No caso de Predators, essa identidade não só influenciou a criação da personagem como acabou por garantir o próprio papel.

E, num meio onde milhares de actores lutam por uma oportunidade, há algo de particularmente curioso nesta história: Trejo não teve de provar que era a escolha certa.

Bastou-lhe lembrar que já era

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