O regresso inesperado de um culto da ficção científica: “Firefly” vai renascer em versão animada

Mais de duas décadas depois da estreia da série original, o universo de Firefly prepara-se para regressar — desta vez em forma de animação. A revelação foi feita pelo ator Nathan Fillion, que confirmou que uma nova série animada baseada na popular saga de ficção científica está em desenvolvimento.

O projecto está a ser desenvolvido pela 20th Television Animation em parceria com a produtora de Fillion, Collision33. A série encontra-se ainda numa fase inicial, mas já existe um guião escrito e arte conceptual em desenvolvimento.

Uma série cancelada que se tornou fenómeno de culto

Criada por Joss Whedon, “Firefly” estreou em 2002 e teve apenas uma temporada de 11 episódios. Apesar da curta duração na televisão, a série conquistou rapidamente uma base de fãs extremamente dedicada.

O entusiasmo dos espectadores ajudou a transformar “Firefly” num verdadeiro fenómeno de culto, reforçado pela venda de DVDs, exibições em streaming e pela estreia do filme Serenity, que funcionou como continuação da história.

Agora, mais de vinte anos depois, o universo da nave Serenity poderá ganhar uma nova vida.

Uma história situada entre a série e o filme

A nova série animada deverá decorrer cronologicamente entre os acontecimentos da série original e do filme “Serenity”, explorando histórias ainda não contadas da tripulação da nave.

O projecto contará com produção da empresa de animação ShadowMachine, conhecida por trabalhos premiados com Óscares e Emmys.

A série será liderada pelos argumentistas e produtores Tara Butters e Marc Guggenheim, conhecidos por projectos como “Agent Carter”, “Dollhouse”, “Arrow” e “The Flash”.

Curiosamente, este será o primeiro projecto profissional em que os dois trabalham juntos como showrunners, apesar de ambos terem carreiras longas na televisão.

O apoio do criador original

Nathan Fillion revelou também que Joss Whedon deu a sua bênção ao projecto, um detalhe que deverá tranquilizar os fãs mais antigos da série.

O anúncio foi feito através de um vídeo publicado nas redes sociais do ator e durante um painel no evento Awesome Con, em Washington.

Nesse momento, Fillion estava acompanhado por vários colegas do elenco original, incluindo:

  • Alan Tudyk
  • Gina Torres
  • Jewel Staite
  • Morena Baccarin
  • Sean Maher
  • Summer Glau

O anúncio surgiu também durante a gravação ao vivo do podcast “Once We Were Spacemen”, apresentado por Nathan Fillion e Alan Tudyk.

Um projecto que pode ganhar nova vida no mercado

Apesar de ainda não ter uma plataforma confirmada, o projecto deverá ser apresentado em breve a potenciais compradores e plataformas de streaming.

A aposta numa versão animada poderá permitir expandir o universo da série sem as limitações orçamentais de uma produção de ficção científica em imagem real.

Para os fãs de longa data — conhecidos como “Browncoats” — a notícia representa algo que parecia improvável durante anos: o regresso de uma das séries de ficção científica mais queridas da televisão moderna.

E se tudo correr como esperado, a nave Serenity poderá voltar a levantar voo.

Uma herdeira da Yakuza no coração de São Paulo: o thriller “A Princesa da Yakuza” passa hoje na Televisão Portuguesa

“Zootopia 2” já chegou ao Disney+ e está entre os mais vistos em Portugal

Óscares 2026: política, guerra e direitos humanos marcaram a cerimónia de Hollywood

Depois do Óscar, Michael B. Jordan foi celebrar… com hambúrgueres e fãs

Uma herdeira da Yakuza no coração de São Paulo: o thriller “A Princesa da Yakuza” passa hoje na Televisão Portuguesa

Os fãs de ação estilizada e histórias de crime com influências orientais têm hoje uma boa razão para ligar a televisão. O filme Yakuza Princess pode ser visto esta segunda-feira, 16 de março, às 20h35, no canal Cinemundo.

Realizado por Vicente Amorim, o filme mistura ação, thriller e estética neo-noir numa história que transporta o universo da Yakuza japonesa para um cenário inesperado: o bairro japonês da cidade de São Paulo.

Uma história de herança, violência e destino

A narrativa acompanha Akemi, uma jovem japonesa que vive no Brasil sem conhecer verdadeiramente o seu passado. A sua vida muda radicalmente quando descobre que é herdeira de metade de um poderoso clã da Yakuza.

Essa revelação transforma-a imediatamente num alvo. A outra metade da organização criminosa considera que Akemi não pode assumir esse poder — e decide eliminá-la antes que isso aconteça.

Ao mesmo tempo surge um misterioso estrangeiro com amnésia, interpretado por Jonathan Rhys Meyers, que aparece na cidade com uma antiga katana. A arma está ligada tanto ao seu passado como ao destino da jovem.

Sem se conhecerem verdadeiramente, os dois acabam por formar uma aliança improvável enquanto uma guerra entre facções da Yakuza começa a desenhar-se nas ruas de São Paulo.

A estreia no cinema de Masumi

O papel principal é interpretado por Masumi, numa estreia em longa-metragem. A atriz e cantora assume o papel de Akemi, a jovem que descobre ser descendente de uma linhagem criminosa poderosa.

O elenco inclui ainda o ator japonês Tsuyoshi Ihara, conhecido por vários filmes e produções televisivas no Japão.

Uma estética neo-noir com influências japonesas

Um dos elementos mais marcantes de “A Princesa da Yakuza” é o seu estilo visual. O filme aposta numa estética neo-noir com muitas cenas noturnas iluminadas por néons, violência gráfica e sequências de combate coreografadas com espadas e armas de fogo.

A história explora também temas como identidade, herança familiar e destino, num cruzamento cultural entre Japão e Brasil. Não é por acaso que a narrativa se desenrola na maior comunidade japonesa fora do Japão — a de São Paulo.

O filme baseia-se na novela gráfica “Samurai Shiro”, criada pelo artista brasileiro Danilo Beyruth, que transporta o universo da cultura samurai e da Yakuza para um contexto urbano moderno.

Receção crítica dividida

Quando estreou em 2021, o filme recebeu críticas mistas. Muitos elogiaram a fotografia, o estilo visual e a atmosfera inspirada no cinema de ação asiático.

Por outro lado, alguns críticos consideraram que a narrativa e o desenvolvimento das personagens não estavam à altura do espetáculo visual apresentado.

Ainda assim, para quem aprecia filmes de ação estilizados e histórias de crime com uma forte componente estética, “A Princesa da Yakuza” oferece uma experiência visual intensa.

Para ver esta noite

Se procuras um thriller de ação com um cenário pouco habitual e influências de cultura japonesa, a proposta está marcada na televisão.

“A Princesa da Yakuza” pode ser visto hoje, às 20h35, no canal Cinemundo.

“Batalha Atrás de Batalha” domina os Óscares 2026, mas “Pecadores” também faz história na grande noite de Hollywood
Pai e Filho no Mesmo Herói: Como Monarch Juntou Kurt e Wyatt Russell Pela Primeira Vez no Ecrã
Michelle Pfeiffer Pediu Conselho a Helen Mirren Antes de Aceitar Nova Série de Taylor Sheridan
Jimmy Kimmel lança farpas a Trump e Melania durante anúncio dos Óscares de documentário.

“Zootopia 2” já chegou ao Disney+ e está entre os mais vistos em Portugal

Depois de conquistar milhões de espectadores nas salas de cinema, Zootopia 2 (Zootrópolis em Portugal) já chegou ao catálogo da plataforma Disney+. A aguardada sequela do fenómeno de animação da Disney estreou no serviço de streaming no passado dia 11 de março e rapidamente entrou para a lista dos conteúdos mais vistos em Portugal.

O regresso à colorida e movimentada cidade de Zootopia tem sido um sucesso entre os subscritores da plataforma, confirmando a enorme popularidade desta saga de animação que conquistou públicos de todas as idades.

O regresso de Judy Hopps e Nick Wilde

O novo filme volta a reunir duas das personagens mais adoradas da animação recente: a determinada coelha polícia Judy Hopps e o astuto raposo Nick Wilde.

Depois dos acontecimentos do primeiro filme, os dois tornaram-se parceiros oficiais na polícia da cidade. No entanto, a vida como colegas de trabalho não é tão tranquila quanto esperavam.

A dupla acaba envolvida num novo caso que rapidamente se transforma num enorme problema quando passam de investigadores a suspeitos. Para limpar o próprio nome, Judy e Nick são obrigados a mergulhar nas zonas mais misteriosas e perigosas da cidade.

Um novo mistério numa cidade cheia de surpresas

Durante a investigação, os protagonistas acabam por descobrir uma parte pouco conhecida de Zootopia: um submundo habitado por criaturas inesperadas.

Entre as novas personagens que entram na história está um castor podcaster chamado Nibbles Maplestick, que ajuda Judy e Nick a seguir as pistas do caso.

A aventura leva os protagonistas a enfrentar novas ameaças, incluindo uma misteriosa víbora que parece estar ligada ao crime que desencadeia toda a trama.

Como já aconteceu no primeiro filme, a narrativa mistura humor, ação e uma boa dose de mistério, mantendo o ritmo e a energia que tornaram a saga tão popular.

O legado de um clássico moderno da Disney

A sequela chega quase uma década depois do enorme sucesso de Zootopia, que se tornou num dos maiores êxitos da The Walt Disney Company nos últimos anos.

Lançado em 2016, o filme original arrecadou mais de mil milhões de dólares nas bilheteiras mundiais e conquistou o Óscar de Melhor Filme de Animação.

Além da animação vibrante e do humor acessível a todas as idades, o filme destacou-se também pela forma como abordava temas como preconceito, diversidade e convivência entre diferentes comunidades.

Esses elementos ajudaram a transformar Zootopia num clássico moderno do estúdio.

Um novo sucesso no streaming

Com a estreia no Disney+, “Zootopia 2” ganhou agora uma nova audiência. O facto de já estar entre os conteúdos mais vistos em Portugal mostra que o interesse pelo universo da cidade habitada por animais continua bem vivo.

Para as famílias e para os fãs da primeira aventura, o regresso de Judy Hopps e Nick Wilde promete mais uma viagem divertida, cheia de perseguições, mistérios e personagens memoráveis.

E se o entusiasmo dos espectadores for um indicador, a cidade de Zootopia ainda terá muitas histórias para contar.

Óscares 2026: política, guerra e direitos humanos marcaram a cerimónia de Hollywood

98.ª edição dos Academy Awards, realizada no Dolby Theatre, em Los Angeles, acabou por ser muito mais política do que muitos esperavam.

Apesar de o anfitrião Conan O’Brien ter sugerido antes da gala que pretendia evitar debates políticos, a verdade é que vários momentos da cerimónia abordaram temas como guerra, direitos humanos, liberdade de expressão e imigração.

Entre discursos emocionados, declarações contra conflitos armados e críticas indirectas à presidência dos Estados Unidos, a noite revelou como o cinema continua profundamente ligado às tensões do mundo real.

Conan O’Brien abriu a noite com humor político

Logo no início da cerimónia, Conan O’Brien deixou claro que a política poderia entrar na conversa.

Sem mencionar diretamente Donald Trump, o apresentador fez uma série de piadas sobre o actual clima político norte-americano.

Uma delas referia-se à polémica em torno do nome de Trump associado ao John F. Kennedy Center for the Performing Arts, insinuando que o presidente gosta de colocar o seu nome em edifícios.

O’Brien também ironizou sobre os ficheiros relacionados com Jeffrey Epstein, num comentário que provocou risos nervosos na sala.

No final do monólogo, o humorista adoptou um tom mais sério, reconhecendo que o mundo atravessa “tempos caóticos e assustadores”, e sublinhou o valor da colaboração artística global.

Filmes vencedores também trouxeram mensagens políticas

Os dois filmes que dominaram a cerimónia tinham, eles próprios, fortes dimensões políticas.

O grande vencedor da noite foi Batalha Atrás de Batalha, de Paul Thomas Anderson, que conquistou seis Óscares.

Durante um dos seus discursos, Anderson pediu desculpa às gerações mais jovens pelo “mundo confuso” que lhes está a ser deixado.

Javier Bardem fez um apelo contra a guerra

Um dos momentos mais directos da noite ocorreu quando o actor espanhol Javier Bardem subiu ao palco.

Ao apresentar o prémio de Melhor Filme Internacional, Bardem declarou: “Não à guerra e Palestina livre.”

O actor tem sido um defensor vocal dos direitos dos palestinianos e usava também um pin com a palavra “Palestine”, acompanhado por um símbolo tradicional da resistência palestiniana.

Várias outras figuras da cerimónia usaram pins políticos, incluindo símbolos do movimento Artists4Ceasefire, que pede um cessar-fogo em Gaza.

Discursos sobre crianças e vítimas da guerra

O realizador Joachim Trier, vencedor do Óscar de Filme Internacional por Sentimental Value, também aproveitou o momento para fazer um apelo político.

No palco, citou o escritor e activista James Baldwin, defendendo que todos os adultos têm responsabilidade sobre o futuro das crianças.

Nos bastidores, Trier explicou que pensa frequentemente nas crianças afectadas por guerras e crises humanitárias em regiões como Gaza, Ucrânia ou Sudão.

Jimmy Kimmel criticou censura e liberdade de expressão

Outro momento marcante ocorreu quando Jimmy Kimmel apresentou o prémio de Melhor Documentário.

Kimmel criticou aquilo que considera serem ameaças à liberdade de expressão, comparando regimes autoritários com situações controversas nos próprios Estados Unidos.

O humorista fez ainda uma piada sobre um alegado documentário sobre Melania Trump, insinuando que seria apenas um filme sobre escolhas de sapatos na Casa Branca.

Documentário vencedor criticou propaganda política

O Óscar de Melhor Documentário foi atribuído a Mr. Nobody Against Putin, um filme que acompanha um videógrafo que regista a forma como estudantes russos são doutrinados para apoiar a invasão da Ucrânia.

Durante o discurso de aceitação, o realizador David Borenstein afirmou que o documentário mostra “como um país pode ser perdido através de pequenos actos de cumplicidade”.

Já o co-realizador Pavel Talankin terminou com um apelo simples mas directo: parar todas as guerras.

Uma gala onde o cinema encontrou a realidade

Apesar de ser uma celebração do cinema, os Óscares 2026 acabaram por reflectir as tensões do mundo actual.

Entre críticas políticas, discursos sobre guerra e defesa da liberdade de expressão, a cerimónia mostrou que Hollywood continua a usar o palco mais mediático do cinema para discutir questões muito para além do grande ecrã

“Batalha Atrás de Batalha” domina os Óscares 2026, mas “Pecadores” também faz história na grande noite de Hollywood
Pai e Filho no Mesmo Herói: Como Monarch Juntou Kurt e Wyatt Russell Pela Primeira Vez no Ecrã
Michelle Pfeiffer Pediu Conselho a Helen Mirren Antes de Aceitar Nova Série de Taylor Sheridan
Jimmy Kimmel lança farpas a Trump e Melania durante anúncio dos Óscares de documentário.

Depois do Óscar, Michael B. Jordan foi celebrar… com hambúrgueres e fãs

A noite dos Academy Awards costuma terminar em festas exclusivas de Hollywood, rodeadas de estrelas, champanhe e fotógrafos. Mas Michael B. Jordan decidiu fazer algo bem diferente depois de conquistar o seu primeiro Óscar.

Horas após vencer a estatueta dourada de Melhor Actor pelo filme Pecadores, o actor apareceu num cenário muito mais… terreno: um restaurante de hambúrgueres.

E rapidamente transformou uma refeição simples num dos momentos mais simpáticos da noite.

Um Óscar na mão… e um hambúrguer na outra

Em vez de seguir directamente para uma das habituais festas privadas da indústria, Michael B. Jordan decidiu parar para comer algo rápido.

O actor entrou num restaurante informal — ainda vestido com o elegante fato da cerimónia — enquanto segurava o seu recém-ganho Óscar.

A presença da estrela rapidamente atraiu fãs e curiosos, que não esperavam encontrar um dos protagonistas da noite num ambiente tão descontraído.

Mas Jordan não só ficou como começou a conversar, tirar fotografias e partilhar o momento com quem estava no local.

Um momento que rapidamente se tornou viral

Um vídeo partilhado nas redes sociais mostra o actor rodeado por admiradores enquanto segura o hambúrguer e a estatueta dourada.

A cena rapidamente começou a circular online, sendo partilhada por milhares de pessoas que elogiaram a atitude simples e descontraída do actor.

Para muitos fãs, o momento simboliza algo raro em Hollywood: uma estrela no auge do sucesso que continua acessível e próxima do público.

Um ano marcante para Michael B. Jordan

A vitória nos Óscares marca um momento histórico na carreira de Michael B. Jordan.

Com apenas 39 anos, o actor tornou-se um dos poucos intérpretes negros a vencer o prémio principal de interpretação na história da Academia.

No seu discurso, Jordan homenageou nomes fundamentais da história do cinema, como Sidney PoitierDenzel WashingtonHalle BerryJamie FoxxForest Whitaker e Will Smith.

A vitória consolidou o actor como uma das figuras mais influentes da sua geração em Hollywood.

Uma celebração à maneira dele

Enquanto muitas estrelas celebravam em festas glamorosas pela cidade, Michael B. Jordan parece ter preferido algo bem mais simples: boa comida e contacto com os fãs.

Num mundo muitas vezes dominado por eventos exclusivos e tapetes vermelhos, um hambúrguer depois dos Óscares pode parecer banal.

Mas, para quem estava naquele restaurante naquela noite, foi provavelmente o hambúrguer mais memorável de sempre.

“Batalha Atrás de Batalha” domina os Óscares 2026, mas “Pecadores” também faz história na grande noite de Hollywood
Pai e Filho no Mesmo Herói: Como Monarch Juntou Kurt e Wyatt Russell Pela Primeira Vez no Ecrã
Michelle Pfeiffer Pediu Conselho a Helen Mirren Antes de Aceitar Nova Série de Taylor Sheridan
Jimmy Kimmel lança farpas a Trump e Melania durante anúncio dos Óscares de documentário

Jimmy Kimmel lança farpas a Trump e Melania durante anúncio dos Óscares de documentário

A cerimónia da 98.ª edição dos Academy Awards}, realizada no Dolby Theatre, em Los Angeles, teve vários momentos políticos — e um dos mais comentados envolveu o humorista Jimmy Kimmel.

Durante a apresentação das categorias de documentário, Kimmel aproveitou o momento para lançar uma crítica irónica ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e à primeira-dama Melania Trump.

A intervenção surgiu enquanto eram anunciados os vencedores das duas categorias dedicadas ao cinema documental.

Os vencedores do documentário

O Óscar de Melhor Documentário foi atribuído a Mr. Nobody Against Putin, realizado por David BorensteinPavel TalankinHelle Faber e Alžběta Karásková.

Já o prémio de Melhor Curta-Metragem Documental foi para All the Empty Rooms, de Joshua Seftel e Conall Jones.

Durante a apresentação, Kimmel destacou o valor do documentário enquanto forma de cinema dedicada à realidade.

Segundo o humorista, trata-se de um tipo de cinema “sem artifícios e sem censura”, comentário que serviu de introdução à crítica política que se seguiu.

A piada sobre Melania Trump

No momento mais comentado da intervenção, Kimmel ironizou sobre o facto de um alegado “filme da mulher do presidente” não ter sido nomeado.

O humorista referia-se sarcasticamente a um suposto documentário sobre escolhas de sapatos na Casa Branca — uma clara alusão a Melania Trump.

“Será que ele vai ficar furioso porque a mulher dele não foi nomeada para isto?”, perguntou Kimmel, arrancando risos da audiência, embora sem mencionar directamente Donald Trump pelo nome.

O apresentador também comparou o espírito crítico do cinema documental com realidades onde a liberdade de expressão é limitada, citando a Coreia do Norte e fazendo referência crítica à estação norte-americana CBS.

Outras categorias anunciadas no mesmo momento

Além dos documentários, foram revelados durante esse segmento vários prémios técnicos da cerimónia.

A banda sonora de Pecadores, composta por Ludwig Göransson, venceu o Óscar de Melhor Banda Sonora Original.

Já o prémio de Melhor Som foi atribuído ao filme F1, superando concorrentes como “Frankenstein”, “Pecadores” e Batalha Atrás de Batalha.

Entretanto, “Batalha Atrás de Batalha” conquistou também o Óscar de Melhor Montagem, atribuído ao editor Andy Jurgensen.

Um momento histórico na fotografia

Outro momento marcante da noite aconteceu na categoria de Melhor Fotografia.

O prémio foi atribuído à directora de fotografia Autumn Durald Arkapaw pelo trabalho em “Pecadores”.

A vitória teve significado histórico: Arkapaw tornou-se a primeira mulher a vencer um Óscar nesta categoria.

Durante o discurso de aceitação, a cineasta pediu que todas as mulheres presentes no teatro se levantassem, numa homenagem às profissionais que trabalham na indústria cinematográfica.

Humor político numa cerimónia relativamente discreta

Apesar de alguns comentários políticos isolados, a cerimónia — apresentada pelo comediante Conan O’Brien — manteve um tom relativamente moderado em comparação com outras edições.

Ainda assim, as piadas de Jimmy Kimmel garantiram um dos momentos mais comentados da noite, demonstrando que, mesmo numa cerimónia dedicada ao cinema, a política continua a encontrar o seu espaço no palco de Hollywood.

“Batalha Atrás de Batalha” domina os Óscares 2026, mas “Pecadores” também faz história na grande noite de Hollywood
Pai e Filho no Mesmo Herói: Como Monarch Juntou Kurt e Wyatt Russell Pela Primeira Vez no Ecrã
Michelle Pfeiffer Pediu Conselho a Helen Mirren Antes de Aceitar Nova Série de Taylor Sheridan

“Batalha Atrás de Batalha” domina os Óscares 2026, mas “Pecadores” também faz história na grande noite de Hollywood

98.ª edição dos Academy Awards, realizada a 15 de março no Dolby Theatre, em Los Angeles, terminou com um vencedor claro — mas também com um palmarés dividido que garantiu vários momentos históricos.

O grande destaque da noite foi Batalha Atrás de Batalha, realizado por Paul Thomas Anderson, que conquistou seis estatuetas, incluindo o cobiçado prémio de Melhor Filme.

Apesar do domínio do filme de Anderson, Pecadores, de Ryan Coogler, também marcou presença forte na cerimónia, garantindo quatro Óscares e vários momentos memoráveis.

Um triunfo tardio para Paul Thomas Anderson

“Batalha Atrás de Batalha” chegou à cerimónia como um dos favoritos, mas a vitória final só foi confirmada no último envelope da noite.

O filme — um épico político que retrata uma América marcada pela violência, pelo racismo e pela ascensão da supremacia branca — conquistou seis prémios da Academia.

Entre eles destacam-se Melhor FilmeMelhor Realização e Melhor Argumento Adaptado, todos atribuídos a Paul Thomas Anderson, cujo argumento se inspira livremente no romance Vineland, de Thomas Pynchon.

A produção, protagonizada por Leonardo DiCaprio, conta ainda com um elenco de peso que inclui Teyana TaylorSean Penn e Benicio del Toro.

Além das principais categorias, o filme venceu ainda MontagemCasting — categoria estreante nos Óscares — e Actor Secundário, com Sean Penn.

“Pecadores” conquista quatro estatuetas e um momento histórico

Apesar de não ter levado o prémio principal, “Pecadores” saiu da cerimónia com um palmarés respeitável.

O filme arrecadou quatro Óscares, incluindo Melhor Actor para Michael B. Jordan, que venceu pela primeira vez na carreira.

A vitória do actor teve um significado especial: Jordan tornou-se apenas o sétimo artista negro a vencer nas principais categorias de interpretação da história da Academia.

No discurso de agradecimento, o actor evocou nomes históricos como Sidney PoitierDenzel WashingtonHalle BerryJamie FoxxForest Whitaker e Will Smith.

O filme venceu ainda Argumento OriginalBanda Sonora — para o compositor Ludwig Göransson — e Fotografia, prémio que fez história ao distinguir Autumn Durald Arkapaw, a primeira mulher a vencer nesta categoria.

Outras vitórias importantes da noite

Nas categorias de interpretação feminina, o prémio de Melhor Atriz foi para Jessie Buckley pelo filme Hamnet, tornando-se a primeira actriz irlandesa a vencer nesta categoria.

Já Amy Madigan recebeu o Óscar de Melhor Atriz Secundária pela sua participação em Hora do Desaparecimento, um feito raro para um filme de terror.

Noutras categorias, o fenómeno global Guerreiras do K-Pop venceu Melhor Filme de Animação e Melhor Canção Original, enquanto Frankenstein garantiu três estatuetas técnicas.

Surpresas, empates e derrotas inesperadas

Nem todos os favoritos tiveram uma noite feliz.

Filmes como Marty Supreme, que tinha nove nomeações, terminaram a cerimónia sem qualquer prémio, tornando-se um dos grandes derrotados da noite.

Também houve um momento raro: um empate na categoria de Melhor Curta-Metragem de Imagem Real, dividido entre The Singers e Two People Exchanging Saliva — algo que apenas aconteceu seis vezes em quase um século de Óscares.

Conan O’Brien voltou a conduzir a cerimónia

Pelo segundo ano consecutivo, o anfitrião da gala foi Conan O’Brien.

O comediante abriu a cerimónia com um monólogo recheado de humor ácido, incluindo piadas sobre Hollywood, política internacional e até sobre a polémica recente envolvendo Timothée Chalamet e os comentários do actor sobre a ópera e o ballet.

A cerimónia durou três horas e 45 minutos, ligeiramente acima do tempo previsto, mas manteve um ritmo relativamente equilibrado.

Entre os momentos mais emocionantes da noite estiveram as actuações musicais de “Golden”, de Guerreiras do K-Pop, e “I Lied to You”, do filme Pecadores.

Uma celebração global do cinema

No discurso final do seu monólogo, Conan O’Brien destacou a diversidade da indústria cinematográfica, lembrando que 31 países de seis continentes estavam representados entre os nomeados.

Num período global marcado por tensões políticas e incertezas, o apresentador defendeu que o cinema continua a ser uma forma poderosa de união cultural.

E, no final da noite, a mensagem parecia clara: entre surpresas, recordes e consagrações tardias, os Óscares 2026 confirmaram que Hollywood continua a reinventar-se — batalha após batalha.

Ler também :
Jimmy Kimmel lança farpas a Trump e Melania durante anúncio dos Óscares de documentário
Pai e Filho no Mesmo Herói: Como Monarch Juntou Kurt e Wyatt Russell Pela Primeira Vez no Ecrã
Michelle Pfeiffer Pediu Conselho a Helen Mirren Antes de Aceitar Nova Série de Taylor Sheridan