Steven Spielberg Prepara um Western “Explosivo” — e Diz que Comentário de Obama Sobre Aliens Foi “Óptimo” para o Seu Novo Filme

Depois de décadas a explorar praticamente todos os géneros do cinema, Steven Spielberg revelou que está finalmente a preparar algo que há muito lhe escapava: um western.

A revelação surgiu durante uma conversa no festival South by Southwest (SXSW), onde o realizador falou sobre vários projectos em desenvolvimento — incluindo um filme do Velho Oeste que descreveu de forma entusiástica.

Segundo Spielberg, o projecto ainda está numa fase inicial, mas a promessa é clara: será um western “que arrasa”.

Um género que Spielberg nunca explorou a fundo

Durante a conversa moderada pelo crítico Sean Fennessey, Spielberg recordou que o western sempre foi um género que, curiosamente, ficou de fora da sua filmografia.

Apesar de já ter realizado clássicos de aventura, ficção científica, drama histórico e até fantasia, o realizador nunca fez um western tradicional.

Agora isso pode finalmente mudar.

Spielberg revelou apenas alguns detalhes sobre o projecto: haverá cavalos, armas e cenário típico do Oeste americano. No entanto, garantiu que pretende evitar clichés e estereótipos comuns ao género.

O realizador também afirmou que gostaria de filmar no Texas — uma observação que arrancou aplausos do público, já que o festival decorre em Austin.

Aliens e o novo filme “Disclosure Day”

A conversa acabou por enveredar também para outro projecto de Spielberg: o seu novo filme sobre fenómenos extraterrestres, Disclosure Day.

Durante o evento, o realizador comentou uma declaração recente de Barack Obama, que num podcast afirmou acreditar na existência de vida extraterrestre.

Spielberg reagiu com humor.

Segundo ele, quando ouviu a declaração pensou imediatamente que aquilo seria excelente publicidade para o seu novo filme.

Pouco tempo depois, no entanto, Obama clarificou que estava a referir-se à possibilidade de vida no cosmos — uma ideia amplamente aceite pela comunidade científica.

A eterna questão: estamos sozinhos no universo?

Spielberg também aproveitou a conversa para falar sobre o seu fascínio de longa data por fenómenos extraterrestres.

O realizador encorajou o público a investigar mais sobre os chamados Unidentified Aerial Phenomena — o termo actualmente utilizado para descrever avistamentos de objectos voadores não identificados.

Segundo ele, desde 2018 têm surgido vários documentários e investigações sobre o tema.

Spielberg admite que não sabe mais do que qualquer outra pessoa sobre o assunto, mas confessa ter uma forte intuição de que a humanidade pode não estar sozinha.

Essa curiosidade acompanha-o há décadas e já inspirou alguns dos seus filmes mais famosos.

Um realizador que continua a explorar novos territórios

Mesmo após uma carreira que inclui clássicos como JawsE.T. the Extra-TerrestrialJurassic Park e Schindler’s List, Spielberg continua a procurar novas histórias e novos géneros para explorar.

Se o seu futuro western cumprir a promessa de “arrasar”, poderá tornar-se mais um capítulo inesperado na filmografia de um dos realizadores mais influentes da história do cinema.

E se, pelo caminho, ainda houver espaço para aliens… Spielberg parece mais do que preparado para isso.

Nicole Kidman Impôs Regra Inusitada nas Filmagens de “Big Little Lies”: Nada de Falafel Antes das Cenas de Beijo

A Emoção que Ficou por Dizer: A Mulher de Chadwick Boseman Revela o Discurso que Teria Feito nos Óscares

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Nicole Kidman Impôs Regra Inusitada nas Filmagens de “Big Little Lies”: Nada de Falafel Antes das Cenas de Beijo

Nem todos os desafios de uma série dramática envolvem emoções intensas ou cenas fisicamente exigentes. Às vezes, o maior obstáculo pode ser… um simples sanduíche de falafel.

Foi isso que revelou Nicole Kidman durante uma entrevista no podcast Las Culturistas, ao recordar um episódio curioso ocorrido durante as filmagens da série Big Little Lies.

Segundo a actriz, houve um momento em que pediu diretamente ao colega Alexander Skarsgård para evitar comer falafel antes das cenas românticas entre os dois.

Uma regra muito clara no set

Kidman explicou que tem uma aversão absoluta a mau hálito — algo que considera um verdadeiro “deal breaker”.

Durante a gravação da primeira temporada de Big Little Lies, em que interpretava Celeste Wright, a actriz teve várias cenas intensas com Skarsgård, que dava vida ao marido da personagem, Perry Wright.

Num desses dias de filmagem, o actor apareceu depois de comer um sanduíche de falafel.

A reacção de Kidman foi imediata.

A actriz recorda ter dito diretamente ao colega que aquilo não era boa ideia quando se preparavam para filmar cenas de beijo ou de intimidade.

Nas palavras da própria, se alguém se aproximar com mau hálito, por mais atraente que seja, o momento perde imediatamente o encanto.

Uma relação intensa na série

Em Big Little Lies, Kidman e Skarsgård interpretavam um casal cuja relação era marcada por amor, manipulação e violência doméstica.

A intensidade dessas cenas exigia grande proximidade entre os actores, o que tornava pequenos detalhes — como o hálito — mais relevantes do que se poderia imaginar.

Apesar do episódio divertido, a colaboração entre os dois foi amplamente elogiada pela crítica.

Ambos acabaram por receber Primetime Emmy Awards pelas suas interpretações na primeira temporada da série.

O futuro da série

Embora a segunda temporada tenha concluído muitas das histórias centrais, o universo da série pode ainda não ter chegado ao fim.

Segundo informações avançadas recentemente, a HBO está a desenvolver uma terceira temporada.

O novo capítulo será escrito por Francesca Sloane, conhecida pelo seu trabalho na série Mr. & Mrs. Smith.

Nicole Kidman deverá regressar ao papel de Celeste, ao lado de Reese Witherspoon, que também continua envolvida na produção executiva.

Pequenos segredos dos bastidores

Histórias como esta revelam um lado menos conhecido das filmagens de grandes produções televisivas.

Entre iluminação, marcações de câmara e preparação emocional das cenas, existem também pequenos detalhes práticos que podem fazer toda a diferença.

E, aparentemente, no caso de Nicole Kidman, um deles é bastante simples:

Antes de uma cena romântica… falafel está fora de questão.

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A Emoção que Ficou por Dizer: A Mulher de Chadwick Boseman Revela o Discurso que Teria Feito nos Óscares

Cinco anos depois de uma das cerimónias dos Óscares mais invulgares da história recente, Simone Ledward Bosemanpartilhou finalmente algo que até agora permanecia guardado: o discurso que teria feito caso o seu marido, Chadwick Boseman, tivesse vencido o Óscar de Melhor Actor.

A revelação surgiu numa entrevista rara concedida ao The Hollywood Reporter, no âmbito de uma retrospectiva sobre a cerimónia dos Academy Awards de 2021 — realizada em plena pandemia de COVID-19.

Boseman estava nomeado pelo seu aclamado trabalho em Ma Rainey’s Black Bottom, um papel que muitos acreditavam que lhe garantiria o prémio póstumo.

Um discurso preparado… mas nunca pronunciado

Na entrevista, Ledward Boseman revelou que tinha preparado cuidadosamente um discurso caso o nome do actor fosse anunciado no final da noite.

Depois de procurar nas notas guardadas no computador, encontrou o texto que tinha escrito naquela altura.

No discurso, agradecia a Deus e celebrava a vida e o talento do marido, lembrando a humanidade, coragem e honestidade que marcaram tanto o homem como o artista.

Entre as palavras mais marcantes estavam frases como:

“Nunca deixarei de agradecer a Deus por ti.

Que pureza. Que honestidade. Que dor. Que papel.

Que actor. Que artista. Longa vida ao Rei.”

A expressão final era uma referência evidente ao legado de Boseman como T’Challa em Black Panther, um papel que o transformou numa figura cultural de enorme impacto.

Um momento difícil na história dos Óscares

A cerimónia dos Óscares de 2021 ficou marcada por várias circunstâncias extraordinárias.

Realizada durante a pandemia, decorreu principalmente na histórica Union Station, em Los Angeles, com vários centros internacionais espalhados pelo mundo.

Dado que Boseman tinha vencido praticamente todos os grandes prémios da temporada — incluindo os Golden Globe AwardsScreen Actors Guild Awards e Critics’ Choice Awards — muitos esperavam que a Academia confirmasse essa tendência.

Os produtores tomaram então uma decisão invulgar: apresentar o prémio de Melhor Actor no final da cerimónia, em vez de encerrar com Melhor Filme.

Mas quando Joaquin Phoenix abriu o envelope, o nome anunciado foi o de Anthony Hopkins, pelo filme The Father.

A surpresa foi total.

Hopkins, então com 83 anos, não estava presente na cerimónia — tinha decidido permanecer em casa no País de Gales por razões de saúde.

Um final estranho para uma noite emocional

Simone Ledward Boseman recorda o momento como particularmente desconfortável.

A cerimónia terminou abruptamente, sem discurso de agradecimento, deixando muitos espectadores perplexos.

Apesar disso, ela insiste que a nomeação já representava uma grande homenagem ao trabalho do marido.

“Ser nomeado para Melhor Actor continua a ser um reconhecimento extraordinário”, afirmou.

A homenagem de Anthony Hopkins

Na manhã seguinte à cerimónia, Anthony Hopkins publicou um vídeo nas redes sociais para agradecer o prémio — e fez questão de homenagear Chadwick Boseman.

O actor britânico afirmou sentir-se profundamente honrado e recordou que Boseman tinha sido “levado demasiado cedo”.

Para Simone Ledward Boseman, esse gesto teve um significado especial.

Segundo ela, Hopkins não tinha qualquer obrigação de o fazer, e o facto de ter mencionado Chadwick demonstrou grande generosidade.

Um legado que continua

Chadwick Boseman morreu a 28 de Agosto de 2020, após uma batalha privada de vários anos contra o cancro do cólon.

Durante grande parte desse período, continuou a trabalhar em projectos importantes — incluindo Ma Rainey’s Black Bottom — sem revelar publicamente a doença.

Para a sua mulher, revisitar esses momentos continua a ser emocionalmente difícil.

Mas também é uma forma de preservar a memória de um artista que marcou profundamente o cinema contemporâneo.

E, mesmo sem ter sido pronunciado no palco dos Óscares, o discurso que Simone Ledward Boseman escreveu permanece como uma poderosa homenagem.

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Steven Spielberg Responde à Polémica de Timothée Chalamet: “Cinema, Ballet e Ópera Devem Durar Para Sempre”

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O debate sobre o futuro das artes performativas ganhou um novo capítulo depois de Steven Spielberg comentar as recentes declarações de Timothée Chalamet sobre ballet e ópera.

Durante uma conversa no festival South by Southwest (SXSW), Spielberg falou sobre a importância das salas de cinema e acabou por abordar, com humor, a controvérsia que tem agitado o mundo cultural.

A magia de partilhar uma sala escura

Ao refletir sobre o impacto do cinema, Spielberg destacou aquilo que considera ser a verdadeira essência da experiência cinematográfica: ver um filme numa sala cheia de desconhecidos.

Segundo o realizador, há algo especial em reunir uma comunidade num espaço escuro para viver uma história em conjunto.

No final de um grande filme, explicou, o público sai da sala com emoções partilhadas — uma sensação colectiva que dificilmente pode ser replicada em casa.

Para Spielberg, esse fenómeno não acontece apenas no cinema.

Também se encontra em concertos, no ballet e na ópera — formas de arte que dependem igualmente da experiência ao vivo.

Ao mencionar estas duas últimas, o realizador sorriu perante a reacção da plateia e acrescentou que espera que todas essas experiências culturais continuem a existir durante muito tempo.

A polémica que começou com Timothée Chalamet

A intervenção de Spielberg surge na sequência de comentários feitos por Timothée Chalamet durante uma conversa pública com Matthew McConaughey.

Nessa ocasião, o actor sugeriu em tom de brincadeira que o ballet e a ópera poderiam estar a perder relevância cultural.

Chalamet afirmou que não gostaria de trabalhar numa área artística que precisasse constantemente de campanhas para “manter-se viva”, insinuando que alguns géneros culturais já não despertam o interesse do público.

Apesar de ter feito os comentários com humor, a reacção foi imediata.

Reacções fortes do mundo artístico

Várias figuras conhecidas criticaram as declarações do actor.

Entre elas esteve Whoopi Goldberg, que comentou o assunto no programa The View, classificando as palavras de Chalamet como superficiais.

A bailarina Misty Copeland também reagiu, lembrando que o actor chegou a utilizar a sua imagem na promoção do filme Marty Supreme, o que tornou os comentários particularmente controversos.

Outras figuras do mundo cultural, como Juliette BinocheAndrea Bocelli e Doja Cat, também se pronunciaram sobre o assunto.

No caso da cantora, no entanto, a intervenção acabou por ser posteriormente retirada, admitindo que tinha aproveitado a polémica para chamar atenção.

Um debate mais amplo sobre o futuro das artes

Apesar das críticas, alguns comentadores defenderam Chalamet em artigos publicados em meios como o The New York Times e a Vanity Fair.

Segundo esses textos, embora o actor tenha sido brusco na forma como se expressou, levantou uma questão real: tanto o ballet como a ópera enfrentam há anos uma diminuição do público e das vendas de bilhetes.

Para muitos analistas culturais, o verdadeiro receio é que o cinema venha um dia a enfrentar o mesmo problema.

É precisamente essa preocupação que Spielberg parece querer combater — defendendo a importância de preservar a experiência colectiva das artes ao vivo.

Seja numa sala de cinema, numa ópera ou num teatro de ballet, o realizador acredita que o poder de reunir pessoas em torno de uma história continua a ser insubstituível.

E, nas palavras do próprio Spielberg, todos queremos que essa experiência “continue para sempre”.

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Larry David Regressa à HBO com Nova Série Produzida por Barack Obama — E Já Tem Data de Estreia

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Depois do final de Curb Your Enthusiasm, muitos fãs perguntavam qual seria o próximo passo de Larry David. A resposta chegou agora — e vem acompanhada de uma parceria inesperada.

O criador da série regressa à HBO com um novo projecto de comédia produzido por Barack Obama.

A nova série chama-se Life, Larry & The Pursuit of Unhappiness e estreia a 26 de Junho, às 21h.

Uma comédia histórica… à maneira de Larry David

A revelação aconteceu durante o festival South by Southwest (SXSW), em Austin, onde Larry David apresentou a série ao lado do colaborador habitual Jeff Schaffer.

A produção será uma minissérie de sete episódios, cada um com cerca de meia hora, composta por vários sketches ambientados em diferentes momentos da História.

Cada episódio incluirá quatro histórias curtas, recriando episódios históricos com o humor ácido e desconfortável que caracteriza o estilo de David.

O primeiro trailer já revelou um exemplo desse tom irreverente: Larry David interpreta um marinheiro no famoso momento do beijo celebrado na fotografia do V-J Day, captada por Alfred Eisenstaedt em Times Square após o fim da Segunda Guerra Mundial. Como seria de esperar num projecto de Larry David, a situação rapidamente se transforma num desastre embaraçoso.

Um elenco cheio de nomes conhecidos

A série contará com vários actores bem conhecidos do público. Entre os nomes confirmados estão:

  • Bill Hader
  • Kathryn Hahn
  • Jon Hamm
  • Sean Hayes

Além disso, alguns rostos familiares do universo de Curb Your Enthusiasm também irão aparecer, incluindo Susie Essman e Vince Vaughn.

O próprio Barack Obama terá também uma pequena participação num dos sketches.

Entre as recriações históricas destacadas está uma sequência em que Bill Hader interpreta Abraham Lincoln, enquanto Larry David assume o papel de um assistente que o convence a ir ao teatro na noite do assassinato do presidente. Kathryn Hahn interpreta Mary Todd Lincoln.

Noutra sequência, David e Jerry Seinfeld aparecem como os exploradores Meriwether Lewis e William Clark, enquanto Jon Hamm e Sean Hayes interpretam os irmãos Orville Wright e Wilbur Wright.

Improvisação e sátira histórica

Tal como acontecia em Curb Your Enthusiasm, os actores trabalharam sobretudo a partir de guiões-base, com grande espaço para improvisação.

A série percorre vários períodos históricos — desde os tempos coloniais até à era moderna — e utiliza acontecimentos do passado para comentar de forma indirecta temas contemporâneos.

Segundo Jeff Schaffer, revisitar episódios históricos permite mostrar como a sociedade continua a repetir os mesmos erros ao longo do tempo.

A primeira série de Larry David após o fim de Curb

O projecto marca o primeiro trabalho televisivo de Larry David desde o final de Curb Your Enthusiasm, que terminou após 12 temporadas.

Além de escrever a série com Jeff Schaffer, David é também produtor executivo ao lado de Barack Obama, Michelle Obama, Vinnie Malhotra e Ethan Lewis, através da produtora Higher Ground Productions.

Se a combinação entre humor ácido, História e um ex-presidente como produtor parece improvável… provavelmente é exactamente esse o ponto.


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Durante anos, parecia impossível imaginar Buffy the Vampire Slayer regressar com Sarah Michelle Gellar no papel principal. A actriz foi sempre bastante clara: depois do final da série em 2003, não tinha interesse em voltar ao universo da caçadora de vampiros.

Mas em Hollywood — e na vida — raramente se deve dizer “nunca”.

Agora, com o projecto Buffy the Vampire Slayer: New Sunnydale a avançar, Gellar revelou que recusou a ideia várias vezes antes de finalmente aceitar regressar ao papel que marcou uma geração.

Uma decisão que levou anos

Numa entrevista recente, a actriz explicou que durante muito tempo acreditou genuinamente que a história de Buffy estava concluída.

Segundo Gellar, a experiência ensinou-lhe uma lição curiosa: nunca dizer “nunca”.

Durante anos não encontrou qualquer ideia que justificasse o regresso da personagem. Até que surgiu uma proposta diferente — apresentada pela realizadora Chloé Zhao, vencedora do Óscar por Nomadland.

Mesmo assim, a decisão não foi imediata.

A actriz admite que disse “não” várias vezes antes de começar a considerar a hipótese de voltar ao universo da série.

A proposta que mudou tudo

O que acabou por convencer Gellar não foi apenas o entusiasmo de Chloé Zhao, mas sobretudo a visão da realizadora para o projecto.

Segundo a actriz, Zhao demonstrou compreender profundamente o mundo de Buffy e apresentou uma abordagem clara sobre como e por que razão a história deveria regressar agora.

Ainda assim, o processo foi longo e cheio de hesitações.

Durante cerca de três anos, Gellar e Zhao conversaram repetidamente sobre a série. Em alguns momentos a actriz aceitava a ideia, apenas para mudar de opinião semanas depois.

Ela própria comparou esse ciclo de indecisão ao personagem Cameron Frye, do clássico Ferris Bueller’s Day Off, que passa o filme inteiro a repetir “again, again”.

Fazer um regresso… mas da forma certa

Para Gellar, regressar a uma personagem tão icónica exige tempo e cuidado.

A actriz recordou que projectos ligados a franquias populares podem demorar anos a desenvolver quando se quer garantir que o resultado final está à altura das expectativas dos fãs.

Curiosamente, citou até o exemplo de Ready or Not, cuja sequela levou anos a concretizar-se.

A lógica é simples: quando uma história significa muito para o público, não vale a pena regressar apenas por nostalgia.

Um regresso aguardado pelos fãs

O projecto Buffy the Vampire Slayer: New Sunnydale pretende revisitar o universo da série original, que se tornou um fenómeno cultural entre o final dos anos 90 e o início dos anos 2000.

Durante sete temporadas, Buffy Summers transformou-se numa das heroínas mais influentes da televisão, combinando terror sobrenatural, drama adolescente e humor.

Agora, mais de duas décadas depois do final da série, a pergunta é inevitável: será que o novo capítulo conseguirá capturar o mesmo espírito?

Se depender da persistência de Chloé Zhao — e da cautela de Sarah Michelle Gellar — os fãs podem esperar um regresso pensado com tempo e respeito pela história original.

E uma coisa a actriz aprendeu definitivamente com todo este processo:

Às vezes, em vez de dizer “nunca”… é melhor apenas dizer “talvez”.

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“Ready or Not 2: Here I Come” Estreia no SXSW Entre Gritos, Gargalhadas e Muito Sangue

A aguardada sequela Ready or Not 2: Here I Come teve a sua estreia mundial no South by Southwest (SXSW), em Austin, e a reação do público não podia ter sido mais intensa: gritos, gargalhadas e muitos suspiros de surpresa marcaram a sessão no histórico Paramount Theatre.

A protagonista Kathryn Newton foi uma das responsáveis pelo ambiente elétrico da noite. Antes mesmo de as luzes se apagarem, a actriz incentivou a plateia com entusiasmo, dando o tom para uma exibição que rapidamente se transformou numa experiência colectiva cheia de tensão e humor negro.

Uma estreia perfeita para sexta-feira 13

A escolha do filme para a noite de sexta-feira 13 no festival não poderia ter sido mais apropriada. O novo capítulo da saga de terror mistura novamente perseguições frenéticas, humor macabro e sequências de violência estilizada — uma combinação que conquistou os fãs do primeiro filme.

Entre os presentes na estreia estavam também actores como Shawn HatosySarah Michelle Gellar e Elijah Wood.

A ausência mais notada foi a de Samara Weaving, estrela da franquia desde o primeiro filme. A actriz não pôde viajar até Austin porque está grávida do seu primeiro filho, mas enviou uma mensagem em vídeo para os fãs que foi exibida antes da projeção.

Uma história que quase não teve continuação

Os realizadores Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett, conhecidos coletivamente como Radio Silence, revelaram após a sessão que uma sequela nunca esteve inicialmente nos planos.

Segundo explicaram, foi apenas quando receberam um novo argumento escrito por Guy Busick e R. Christopher Murphy que perceberam que a história poderia continuar — e de forma inesperada.

O novo filme explora ainda mais o universo macabro criado no original Ready or Not, incluindo a revelação de uma irmã afastada da protagonista Grace, interpretada agora por Kathryn Newton.

Sangue real… e efeitos práticos

Uma das marcas da saga continua a ser o uso de efeitos práticos, algo que os realizadores consideram essencial para a experiência do público.

Durante o debate após a sessão, Tyler Gillett explicou que muitas das reacções dos actores são genuínas porque as cenas envolvem literalmente canhões de sangue a disparar contra o elenco.

Segundo Kathryn Newton, esse realismo torna tudo mais divertido — e também mais caótico — durante as filmagens.

Houve mesmo uma cena em que o padrão de sangue no rosto da actriz ficou tão perfeito que a equipa teve de recriar exactamente o mesmo efeito no dia seguinte para garantir continuidade.

Já se fala num terceiro filme

Apesar de o segundo filme ainda nem ter estreado oficialmente nos cinemas, a conversa já começou a girar em torno de uma possível terceira parte.

Durante uma entrevista recente, Kathryn Newton brincou com a ideia de transformar o próximo capítulo num género completamente diferente.

A sua sugestão? Uma comédia romântica entre duas irmãs e dois irmãos… sem sangue, sem suspense e cheia de mal-entendidos amorosos.

A resposta arrancou gargalhadas da equipa — e provavelmente também de alguns fãs que conhecem bem o caos sangrento da franquia.

Estreia já marcada

Produzido pela Searchlight PicturesReady or Not 2: Here I Come chega aos cinemas a 20 de março.

Depois da receção explosiva no SXSW, tudo indica que a sequela poderá repetir o sucesso do filme original e tornar-se mais um favorito entre os fãs de terror moderno.

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“Project Hail Mary” Já Está a Gerar Polémica Antes da Estreia — E Tudo Por Causa de Um Alienígena

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A adaptação cinematográfica de Project Hail Mary ainda nem chegou aos cinemas e já está a provocar debate entre os fãs do livro. O motivo? Uma decisão de marketing que muitos leitores consideram… demasiado reveladora.

O filme Project Hail Mary, realizado por Phil Lord e Christopher Miller, estreia nos cinemas a 19 de março e conta com Ryan Gosling no papel principal. Mas, enquanto a receção inicial ao filme parece muito positiva, uma parte do público que conhece o romance de Andy Weir não está totalmente satisfeita com a forma como a história está a ser promovida.

O “spoiler” que os fãs não queriam ver nos trailers

O centro da polémica é Rocky, um personagem alienígena que desempenha um papel fundamental na narrativa.

No livro, a descoberta desta criatura extraterrestre é um dos momentos mais surpreendentes da história. O protagonista, o astronauta Ryland Grace, acorda sozinho numa nave espacial sem memória da missão que o levou até ali. Gradualmente, vai percebendo que a sua tarefa é salvar a Terra de um evento de extinção global.

É durante esta jornada que Grace descobre algo inesperado: uma nave alienígena.

Dessa nave surge Rocky, uma criatura com aparência semelhante a uma pequena aranha de rocha, sem rosto e capaz de comunicar através de padrões musicais. A partir daí nasce uma amizade improvável entre os dois sobreviventes — cada um proveniente de um mundo diferente, mas ambos envolvidos na mesma missão para salvar os seus planetas.

Para muitos leitores, esta revelação era um dos grandes momentos de surpresa do livro.

E é precisamente isso que a campanha de marketing do filme decidiu não esconder.

Realizadores defendem a decisão

Nos trailers e materiais promocionais, Rocky surge de forma clara e destacada — algo que deixou muitos fãs surpreendidos.

Segundo os realizadores Phil Lord e Christopher Miller, no entanto, essa escolha foi deliberada. Para eles, esconder o alienígena seria como fazer um filme como E.T. the Extra-Terrestrial… sem mostrar o próprio E.T.

Na visão dos cineastas, Project Hail Mary é acima de tudo uma história sobre uma relação — a amizade improvável entre dois seres de espécies completamente diferentes.

Por isso, consideram que o público precisa de saber desde cedo que o filme gira em torno desse encontro.

Livro e filme não são a mesma experiência

Esta diferença entre surpresa literária e estratégia cinematográfica levanta uma questão interessante: até que ponto uma adaptação deve preservar os segredos do material original?

Enquanto no livro a revelação de Rocky surge como uma viragem narrativa inesperada, no filme parece funcionar mais como ponto de partida para a história.

O próprio Andy Weir, que participa como produtor na adaptação, reconheceu que a revelação não tem o peso de um grande “twist” cinematográfico clássico — como a famosa revelação de Darth Vader em The Empire Strikes Back.

Ainda assim, alguns leitores continuam a achar que o momento teria sido mais impactante se tivesse permanecido secreto.

Um blockbuster com grandes expectativas

Apesar da controvérsia, as primeiras reacções ao filme têm sido bastante positivas. Muitos críticos acreditam que Project Hail Mary pode tornar-se um dos grandes filmes de ficção científica do ano, seguindo o caminho de sucesso de outra adaptação de Andy Weir: The Martian.

Com um orçamento elevado, efeitos visuais ambiciosos e uma história que mistura ciência, aventura e emoção, o filme promete conquistar tanto fãs de ficção científica como o público em geral.

E se a campanha de marketing já revelou um dos seus segredos mais curiosos, resta saber se a experiência completa no cinema conseguirá ainda surpreender os espectadores.

Uma coisa parece certa: Rocky está pronto para se tornar o alienígena mais improvável — e mais adorável — da ficção científica recente.

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Todos os anos, na véspera dos Óscares, há uma cerimónia que recorda que nem tudo o que chega ao grande ecrã merece aplausos. Falamos dos Golden Raspberry Awards, conhecidos mundialmente como Razzies, que distinguem o pior do cinema comercial. E na 46.ª edição, o grande “vencedor” foi o filme War of the Worlds, que arrecadou cinco framboesas douradas.

Disponível na Prime Video, o filme tornou-se o grande protagonista da cerimónia ao conquistar os prémios de Pior Filme, Pior Ator, Pior Realizador, Pior Argumento e Pior Prequela/Remake/Sequela — um verdadeiro pleno numa noite dedicada às produções mais criticadas do ano.

Ice Cube lidera a lista dos “derrotados”

Entre os principais premiados da noite está Ice Cube, distinguido com o Razzie de Pior Ator pela sua participação no filme de ficção científica.

A competição na categoria não era propriamente leve. Ice Cube ultrapassou nomes bem conhecidos de Hollywood, como The Weeknd, nomeado por Hurry Up TomorrowDave Bautista por In the Lost LandsScott Eastwood por Alarum e Jared Leto por Tron: Ares.

Já o prémio de Pior Realizador foi atribuído a Rich Lee, enquanto o Pior Argumento foi para os argumentistas Kenny Golde e Marc Hyman.

Rebel Wilson e a família Stallone também não escapam

No lado feminino, o Razzie de Pior Atriz foi para Rebel Wilson, pela comédia de ação Bride Hard.

Já o prémio de Pior Atriz Secundária acabou nas mãos de Scarlet Rose Stallone, filha de Sylvester Stallone, pela sua participação no filme Gunslingers.

Mas o momento mais surreal da cerimónia pertenceu à adaptação live-action de Snow White. Os sete anões criados digitalmente conseguiram uma façanha inédita ao vencer duas categorias: Pior Ator Secundário e Pior Duo no Ecrã.

Kate Hudson recebe o prémio da redenção

Nem tudo foram más notícias. A actriz Kate Hudson recebeu o Razzie Redeemer Award, um prémio especial que reconhece artistas que deram a volta à sua reputação depois de desempenhos criticados no passado.

Hudson foi distinguida pela sua performance no filme Song Sung Blue, que chegou mesmo a receber atenção durante a temporada de prémios.

Ao longo da carreira, a actriz acumulou várias nomeações aos Razzies, incluindo pelos filmes My Best Friend’s GirlMother’s Day e Music, tornando este reconhecimento uma espécie de reviravolta simbólica.

Os vencedores (ou perdedores) dos Razzies 2026

  • Pior Filme: War of the Worlds
  • Pior Ator: Ice Cube — War of the Worlds
  • Pior Atriz: Rebel Wilson — Bride Hard
  • Pior Ator Secundário: Os Sete Anões Digitais — Snow White
  • Pior Atriz Secundária: Scarlet Rose Stallone — Gunslingers
  • Pior Duo no Ecrã: Os Sete Anões Digitais — Snow White
  • Pior Realizador: Rich Lee — War of the Worlds
  • Pior Argumento: Kenny Golde e Marc Hyman — War of the Worlds
  • Pior Prequela/Remake/Sequela: War of the Worlds
  • Razzie Redeemer Award: Kate Hudson — Song Sung Blue

Com humor mordaz e uma boa dose de ironia, os Razzies continuam a lembrar que nem todas as grandes produções conseguem escapar à crítica — e que, em Hollywood, até os fracassos podem ganhar troféus.

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