Sharon Stone em Casino : O Papel Que Mudou a Sua Carreira e os Bastidores de um Clássico de Scorsese

Quando Martin Scorsese realizou Casino em 1995, o filme tornou-se rapidamente um dos grandes retratos cinematográficos de Las Vegas e do submundo do jogo. Mas, para Sharon Stone, o projecto representou muito mais do que apenas mais um papel: foi a interpretação que consolidou definitivamente a sua reputação como actriz dramática.

A história de como Stone conseguiu o papel de Ginger McKenna é quase tão dramática quanto o próprio filme — e revela muito sobre a persistência da actriz.

A audição que quase nunca aconteceu

Durante os comentários incluídos na edição Blu-ray de Casino, Sharon Stone contou que tentou várias vezes encontrar-se com Martin Scorsese, mas as duas primeiras audições acabaram canceladas por razões aparentemente banais.

Num dos casos, o realizador estava simplesmente preso noutra reunião. No entanto, Stone começou a acreditar que estava a ser ignorada.

Quando os representantes de Scorsese lhe pediram para tentar uma terceira audição, a actriz decidiu recusar. Em vez disso, saiu para jantar com uma amiga.

O que aconteceu a seguir parece uma cena de cinema: Martin Scorsese apareceu pessoalmente no restaurante para convencer Sharon Stone a aceitar a audição.

A insistência do realizador acabou por resultar — e Stone conquistou o papel que mudaria a sua carreira.

Um papel extremamente exigente

A personagem Ginger McKenna é uma mulher complexa, intensa e autodestrutiva. Inspirada em figuras reais da Las Vegas dos anos 70, Ginger vive entre o luxo dos casinos e uma espiral de dependência, manipulação e tragédia.

Para Sharon Stone, interpretar essa personagem significou longas jornadas de filmagens fisicamente exigentes.

A actriz sofria de problemas nas costas devido a uma lesão antiga, e algumas das cenas mais memoráveis exigiram que suportasse figurinos extremamente pesados.

Um dos vestidos que utiliza numa das sequências no casino — um elegante vestido branco e dourado cheio de contas — pesava cerca de 45 libras (mais de 20 quilos).

Filmar durante horas com aquele figurino tornou-se um verdadeiro teste físico.

Figurinos luxuosos à altura de Las Vegas

Os figurinos foram uma parte essencial da identidade visual de Casino. Para recriar o glamour exagerado da Las Vegas da época, a produção investiu cerca de um milhão de dólares apenas em guarda-roupa.

O resultado foi impressionante:

  • Robert De Niro usou cerca de 70 fatos diferentes ao longo do filme
  • Sharon Stone teve cerca de 40 figurinos distintos

Curiosamente, ambos os actores receberam autorização para ficar com os figurinos após o final das filmagens.

Pequenas histórias de bastidores

Entre os muitos episódios curiosos da rodagem, Sharon Stone também contou que incentivou Erika von Tagen, a jovem actriz que interpretava a filha da sua personagem, a provocar constantemente James Woods durante as filmagens.

Era uma forma divertida de manter o ambiente leve durante um projecto que, muitas vezes, mergulhava em emoções intensas e cenas dramáticas.

Uma interpretação que lhe valeu uma nomeação para o Óscar

O esforço de Sharon Stone foi amplamente reconhecido. A actriz recebeu uma nomeação para o Óscar de Melhor Actriz, além de vencer o Globo de Ouro pela interpretação.

Para muitos críticos e cinéfilos, Ginger McKenna continua a ser a melhor performance da carreira de Sharon Stone.

Hoje, quase três décadas depois da estreia, Casino permanece um dos grandes filmes de Martin Scorsese — e uma das obras definitivas sobre ambição, poder e decadência no coração de Las Vegas.

E tudo começou com um jantar inesperado e um realizador decidido a convencer uma actriz a aceitar o papel da sua vida.

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Hollywood está cheia de histórias sobre amizades improváveis e colaborações memoráveis. Mas há também o outro lado da moeda: actores que simplesmente não se entendem e que, ainda assim, conseguem trabalhar juntos o tempo suficiente para criar filmes de enorme sucesso.

Um dos exemplos mais famosos é o de Tom Cruise e Brad Pitt durante a rodagem de “Interview with the Vampire” (1994), o filme baseado no romance de Anne Rice. Apesar de hoje ser considerado um clássico do cinema gótico dos anos 90, os bastidores foram marcados por tensões entre as duas estrelas.

Dois estilos de actor completamente diferentes

Na altura da produção, tanto Cruise como Pitt já estavam a afirmar-se como grandes nomes de Hollywood, mas as suas personalidades e métodos de trabalho eram bastante distintos.

Tom Cruise era conhecido pelo seu profissionalismo extremo e pela disciplina quase obsessiva que leva para cada projecto. Brad Pitt, por outro lado, sempre cultivou uma imagem mais descontraída, menos formal e menos rígida nos bastidores.

Essa diferença de estilos criou um certo afastamento entre os dois actores durante as filmagens.

Segundo o próprio Brad Pitt, havia uma sensação de competição silenciosa entre ambos. Não se tratava de hostilidade aberta, mas de uma tensão subtil que impedia uma verdadeira proximidade.

Um ambiente de filmagens pouco agradável

As condições de rodagem também não ajudaram a melhorar o ambiente. Grande parte do filme foi filmada em Londres durante o inverno, com cenários escuros e iluminação mínima para manter o tom gótico da história.

Pitt chegou a dizer, anos depois, que passou “seis meses na escuridão”, referindo-se ao facto de quase todas as cenas serem filmadas em ambientes sombrios.

O actor confessou que houve momentos em que pensou seriamente abandonar o projecto, tal era o desgaste causado pelas condições de trabalho e pela dinâmica entre as personagens.

Uma rivalidade alimentada pela própria história

A própria estrutura narrativa do filme contribuiu para a tensão. A personagem de Tom Cruise, Lestat de Lioncourt, é extravagante, dominante e extremamente carismática — um vampiro sedutor que conduz grande parte da narrativa.

Já a personagem de Brad Pitt, Louis de Pointe du Lac, é introspectiva, melancólica e muito mais contida.

Para Pitt, isso significava muitas vezes assistir à acção em vez de a liderar. O actor chegou a comentar que, em certos momentos, sentia que o filme se transformava no “show do Tom Cruise”.

Ainda assim, Pitt nunca deixou de reconhecer o talento do colega, afirmando que Cruise é frequentemente criticado por estar no topo de Hollywood, mas que continua a ser um actor muito competente.

Um clássico que nasceu apesar das diferenças

Apesar das dificuldades nos bastidores, “Interview with the Vampire” tornou-se um enorme sucesso. O filme arrecadou mais de 220 milhões de dólares nas bilheteiras mundiais e ganhou estatuto de culto entre os fãs do género.

O elenco incluía ainda Kirsten Dunst, numa das primeiras grandes interpretações da sua carreira, que lhe valeu uma nomeação para o Globo de Ouro.

Curiosamente, Cruise e Pitt nunca voltaram a trabalhar juntos desde então. Mais de trinta anos passaram desde aquela colaboração — e o reencontro nunca aconteceu.

Quando o talento supera as diferenças

Histórias como esta mostram que o cinema nem sempre nasce de relações perfeitas. Muitas vezes, actores com estilos e personalidades completamente diferentes conseguem criar algo memorável precisamente por causa dessas diferenças.

No caso de Tom Cruise e Brad Pitt, a química no ecrã acabou por resultar num dos filmes de vampiros mais icónicos da década de 90.

Mesmo que, nos bastidores, os dois astros de Hollywood estivessem em polos completamente opostos.

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Sexta-Feira 13 com um Clássico do Terror: “Sei o Que Fizeste no Verão Passado” Regressa à Televisão

Há filmes que ficam inevitavelmente associados a determinadas datas do calendário — e poucos combinam tão bem com uma sexta-feira 13 como um bom slasher cheio de segredos, culpa e vingança. É precisamente esse o espírito que regressa à televisão com a estreia de Sei o Que Fizeste no Verão Passado, que chega ao TVCine Top no dia 13 de março, às 21h30, prometendo uma noite de suspense para os fãs do género.  

A nova versão recupera a essência da saga que marcou o cinema de terror dos anos 90, trazendo uma nova geração de personagens para um pesadelo que parece repetir-se.

Um segredo mortal que volta para assombrar

A história começa quando cinco amigos provocam inadvertidamente um acidente mortal e decidem fazer um pacto de silêncio. Convencidos de que conseguiram esconder o sucedido, seguem com as suas vidas — até que, um ano depois, o passado regressa de forma aterradora.

Uma mensagem arrepiante surge: alguém sabe exactamente o que aconteceu naquele verão.

A partir desse momento inicia-se uma perseguição implacável. Um assassino misterioso, armado com um gancho, começa a caçar o grupo um a um. À medida que o perigo aumenta, a confiança entre os amigos começa a ruir. Segredos escondidos emergem, suspeitas multiplicam-se e torna-se evidente que ninguém está verdadeiramente seguro.  

Um legado que remonta ao massacre de 1997

À medida que a situação se torna cada vez mais desesperada, os jovens descobrem que o que lhes está a acontecer já aconteceu antes.

A investigação leva-os a procurar os sobreviventes do lendário Massacre de Southport de 1997, numa tentativa de compreender quem está por detrás da nova onda de violência. Esse detalhe liga directamente esta nova história ao filme original que transformou a saga num fenómeno do cinema de terror no final dos anos 90.

O resultado é uma narrativa que mistura nostalgia com uma abordagem moderna ao género slasher.

Uma nova geração, com rostos familiares

Este novo capítulo é realizado por Jennifer Kaytin Robinson, que procura recuperar o ritmo intenso e as reviravoltas que definiram os filmes originais.

O elenco reúne nomes como Madelyn Cline, Chase Sui Wonders, Jonah Hauer-King e Tyriq Withers, representando uma nova geração de personagens que se vê apanhada numa espiral de violência e paranoia.

Para os fãs de longa data da saga, há ainda participações especiais que funcionam como uma ligação directa ao passado: Jennifer Love Hewitt e Freddie Prinze Jr., protagonistas do filme de 1997, regressam para reforçar a continuidade do universo da história.  

Terror clássico para uma sexta-feira 13

Mais de duas décadas depois do lançamento do filme original, “Sei o Que Fizeste no Verão Passado” continua a ser um dos títulos mais reconhecíveis do terror comercial.

A combinação de um segredo mortal, um assassino mascarado e um grupo de amigos que começa a desconfiar uns dos outros mantém-se como uma fórmula eficaz — especialmente quando a história se desenrola numa cidade marcada por um passado sombrio.

Para quem gosta de suspense, perseguições e reviravoltas típicas do cinema slasher, esta estreia promete uma noite perfeita para celebrar a superstição mais famosa do calendário.

E numa sexta-feira 13, poucas histórias parecem mais apropriadas.

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