A Noite Mais Esperada do Cinema Está de Volta — E Vai Poder Vê-la em Direto

A 98.ª edição dos Óscares® é transmitida no Disney+ a 15 de Março, às 23h00, com Conan O’Brien novamente como anfitrião

A contagem decrescente já começou. A 98.ª edição dos Óscares® será transmitida em direto em Portugal no próximo domingo, 15 de Março, às 23h00, através do Disney+, permitindo aos espectadores acompanhar em tempo real a cerimónia mais mediática do cinema mundial.

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Depois de anos em que o acesso à transmissão dependia de canais televisivos específicos, o streaming consolidou-se como plataforma privilegiada para assistir à gala. Pelo segundo ano consecutivo, o Disney+ assegura a emissão em território nacional, reforçando a sua posição como casa de grandes eventos ligados ao universo do entretenimento.

Conan O’Brien Regressa ao Palco

A conduzir a cerimónia estará novamente Conan O’Brien. O apresentador, argumentista e produtor, vencedor de um Emmy®, regressa como anfitrião após a recepção positiva da sua prestação anterior. Conhecido pelo humor inteligente e pela capacidade de improviso, O’Brien é uma escolha que equilibra tradição e irreverência — dois elementos fundamentais numa gala que procura manter relevância junto de diferentes gerações.

A presença de um anfitrião com experiência televisiva e sentido de ritmo é sempre determinante para o tom da noite. Entre discursos emocionados, momentos inesperados e inevitáveis referências à actualidade, a condução da cerimónia é parte essencial do espectáculo.

Uma Cerimónia Que Continua a Definir o Ano Cinematográfico

Os Óscares® continuam a ser o principal barómetro de reconhecimento na indústria cinematográfica. Para além das categorias de representação, realização e argumento, a gala distingue também áreas técnicas como montagem, fotografia, som e efeitos visuais, sublinhando o carácter colectivo da criação cinematográfica.

A transmissão em direto permite acompanhar não apenas a entrega das estatuetas, mas também a passadeira vermelha, os discursos e os momentos que marcam a narrativa mediática da temporada de prémios.

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Para os cinéfilos portugueses, a noite de 15 de Março será, mais uma vez, um encontro com o melhor — e o mais debatido — do cinema internacional.

O Regresso ao Inferno dos Açores: “Rabo de Peixe” Despede-se na Netflix a 10 de Abril

A terceira temporada promete fechar a história com tensão social, revolta e um ajuste de contas inevitável

Três anos depois de entrar na prisão, Eduardo está de volta a casa. Mas Rabo de Peixe já não é o mesmo lugar. A terceira e última temporada da série portuguesa estreia a 10 de Abril na Netflix e promete um desfecho intenso para uma das produções nacionais mais vistas da plataforma.

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Interpretado por José Condessa, Eduardo regressa a uma comunidade transformada. A vila açoriana enfrenta agora novos interesses económicos e políticos que ameaçam expulsar famílias, pôr fim à pesca tradicional e alterar de forma irreversível o equilíbrio social da ilha. O cenário é de tensão crescente — e de revolta contida.

“Justiça da Noite”: Resistência ou Radicalização?

Unidos por uma amizade que resistiu ao tempo e às circunstâncias, os quatro protagonistas decidem criar a “Justiça da Noite”, um movimento clandestino que opera nas sombras com o objectivo de devolver poder à comunidade. A ideia é simples: proteger os seus, travar abusos e enfrentar quem tenta silenciar a população.

Mas como a própria premissa sugere, a linha entre resistência legítima e violência começa a esbater-se. A temporada coloca uma questão central: quando a justiça se faz fora da lei, quem paga as consequências? A tensão moral deverá assumir um papel determinante na recta final da narrativa.

Desde a primeira temporada, a série destacou-se pela forma como combinou thriller, drama social e identidade regional, trazendo para o centro do ecrã uma realidade raramente explorada na ficção portuguesa. Esta última fase promete elevar os conflitos pessoais e colectivos a um novo patamar.

Uma Produção Nacional com Ambição Internacional

“Rabo de Peixe” é produzida pela Ukbar Filmes e pela RB Filmes. A série foi criada por Augusto Fraga, que assina também a realização desta temporada ao lado de Patrícia Sequeira. O argumento é da autoria de Augusto Fraga, Hugo Gonçalves e Tiago R. Santos.

Ao longo das suas temporadas, a produção afirmou-se como um dos maiores sucessos internacionais do audiovisual português, alcançando públicos fora de Portugal e consolidando o investimento da Netflix em ficção nacional.

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Com estreia marcada para 10 de Abril, a terceira temporada encerra a história prometendo um final em grande estilo — e, tudo indica, sem concessões fáceis.

Cansado da Big Tech? Há Alternativas — E o Cinema Europeu Pode Ganhar com Isso

Da Google à Amazon, passando pela Apple e Meta: porque é que a dependência tecnológica também afecta o futuro do audiovisual

Falamos muitas vezes de streaming, de bilheteiras e de Hollywood. Mas raramente paramos para pensar numa questão estrutural: quem controla a infraestrutura digital onde o cinema hoje vive? Motores de busca, sistemas operativos, cloud, redes sociais, lojas de aplicações, inteligência artificial — um punhado de gigantes norte-americanos domina quase tudo. E essa concentração de poder não é apenas um tema tecnológico. É também cultural.

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Google, Apple, Amazon, Meta e Microsoft tornaram-se intermediários quase obrigatórios na distribuição, promoção e monetização de conteúdos audiovisuais. Controlam os algoritmos que decidem o que vemos, as plataformas onde os trailers circulam, os sistemas de pagamento, os dados dos utilizadores e até as ferramentas de produção baseadas em inteligência artificial. A indústria do cinema depende delas mais do que gosta de admitir.

Nos últimos anos, críticas à chamada “enshittificação” — termo popularizado pelo escritor Cory Doctorow para descrever a degradação progressiva de plataformas digitais em favor da rentabilização agressiva — tornaram-se comuns. Motores de busca menos fiáveis, redes sociais saturadas de conteúdos patrocinados, algoritmos opacos que privilegiam retenção em vez de qualidade. Tudo isto tem impacto directo na forma como o cinema é descoberto e consumido.

A Europa Procura Autonomia — E o Cinema Pode Beneficiar

Na Europa, cresce a consciência de que depender quase exclusivamente de infraestruturas digitais norte-americanas é um risco estratégico. Não apenas económico, mas também cultural. Quando plataformas e serviços estão sujeitos a decisões políticas externas ou a interesses corporativos globais, a soberania tecnológica passa a ser um tema inevitável.

Há alternativas. No campo dos motores de busca, surgem soluções europeias focadas em privacidade e sustentabilidade. No email e cloud, serviços sediados na Suíça, Alemanha ou França apostam em encriptação e menor exploração de dados. Em software de produtividade, soluções open source como LibreOffice estão a ganhar terreno em administrações públicas. E no domínio da inteligência artificial, empresas como a francesa Mistral apresentam-se como resposta europeia ao domínio da OpenAI ou da Google.

Isto pode parecer distante do cinema, mas não é. A IA já está a entrar nos processos de escrita, pós-produção e marketing. A cloud é essencial para armazenamento e distribuição. As redes sociais são decisivas para a promoção de filmes. E os sistemas operativos móveis controlam as lojas de apps onde plataformas de streaming operam — cobrando comissões significativas.

Quanto mais diversificado for o ecossistema tecnológico, maior será a margem de manobra para produtores independentes, festivais e distribuidores europeus.

E o Público? Também Tem Poder

Há uma dimensão individual nesta discussão. Escolher motores de busca mais éticos, navegadores focados em privacidade ou lojas alternativas não é apenas uma decisão ideológica — é também uma forma de reduzir a concentração de dados nas mesmas empresas que dominam o entretenimento global.

No universo do streaming, por exemplo, a dependência de lojas de aplicações controladas por Apple e Google significa que parte significativa das receitas de plataformas passa por esses intermediários. A discussão sobre taxas, comissões e regulação tem impacto directo nos modelos de negócio das plataformas de cinema e séries.

Nada disto implica abandonar tecnologia ou regressar a uma era pré-digital. Significa, antes, reconhecer que o cinema contemporâneo não vive isolado das grandes infraestruturas tecnológicas. A batalha pela diversidade cultural passa também pela diversidade digital.

Num momento em que a inteligência artificial, os algoritmos e as plataformas moldam o que vemos e como vemos, a questão já não é apenas “que filmes estão a ser feitos?”. É também “quem controla as ferramentas que determinam quais chegam até nós?”.

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E essa é uma discussão que o mundo do cinema não pode ignorar.

A Verdade Por Trás de “Indiana Jones e o Marcador do Destino”: Porque Spielberg Saiu e Mangold Mudou Tudo

A despedida de Harrison Ford foi pensada como um “pôr-do-sol” para o herói

Quando Steven Spielberg anunciou, em Fevereiro de 2020, que deixaria a realização de Indiana Jones e o Marcador do Destino (2023), muitos fãs ficaram surpreendidos. Afinal, era a primeira vez que outro cineasta assumia a saga desde o seu início em 1981. A decisão, porém, foi estratégica: Spielberg quis entregar a série a uma nova voz criativa, capaz de trazer uma perspectiva diferente ao universo do arqueólogo mais famoso do cinema.

O escolhido foi James Mangold, confirmado em Maio de 2020. A ligação entre o realizador e Harrison Ford já existia. Mangold tinha anteriormente oferecido ao actor um papel em Ford v Ferrari (2019), e ambos colaboraram em The Call of the Wild (2020), produzido por Mangold. Segundo vários relatos, terá sido o próprio Ford a sugerir o nome do realizador a Spielberg e à produtora Kathleen Kennedy.

Mangold tornou-se assim o primeiro realizador, além de Spielberg, a comandar um filme da saga.

Um Calendário Apertado e um Imprevisto Decisivo

Apesar do prestígio do convite, Mangold quase recusou o projecto. O estúdio pretendia iniciar as filmagens num prazo de apenas seis meses, com o objectivo de cumprir uma data de estreia em 2021. O realizador considerava esse calendário insuficiente para desenvolver um argumento sólido.

Foi a pandemia de COVID-19 que acabou por alterar o rumo dos acontecimentos. Os atrasos globais na produção cinematográfica adiaram o quinto filme de Indiana Jones e também o projecto seguinte de Mangold, a biografia musical A Complete Unknown (2024). Esse adiamento acabou por lhe conceder o tempo necessário para trabalhar o guião com maior profundidade.

Envelhecer Como Parte da História

Uma das principais preocupações de Mangold e de Harrison Ford prendia-se com a abordagem à idade da personagem. Ambos sentiram que Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal (2008) não explorara suficientemente o facto de Indy já não ser o herói jovem das décadas anteriores. Existiam referências humorísticas à idade, mas o tema não era verdadeiramente integrado na narrativa.

Para Mangold, ignorar essa realidade seria um erro. Em entrevistas, explicou que quis transformar o filme numa história sobre um herói no ocaso da sua jornada. Em vez de contornar o envelhecimento, decidiu enfrentá-lo frontalmente. Para o realizador, a vulnerabilidade da personagem deveria ser assumida como elemento central da narrativa.

Tempo, Mudança e Relações Familiares

Mais do que um filme sobre envelhecer, Indiana Jones e o Marcador do Destino foi concebido como uma reflexão sobre o tempo — a forma como ele transforma pessoas, sociedades e relações. O mundo mudou, e Indy tem de encontrar o seu lugar numa nova era.

Segundo Mangold e Ford, o filme aborda também a dinâmica familiar e o legado, acrescentando uma dimensão emocional à habitual aventura arqueológica.

Se a despedida agradou a todos é outra questão. A recepção dividiu opiniões, como acontece frequentemente com capítulos finais de grandes franquias. No entanto, uma coisa é clara: este quinto filme não tentou fingir que o tempo tinha parado.

Pelo contrário, fez dele o seu tema central — e talvez a sua maior aposta narrativa.

Crispin Glover Processado por Ex-Companheira: Actor Nega “Alegações Sem Fundamento”

Estrela de “Back to the Future” enfrenta acusações de agressão, fraude e danos emocionais

Crispin Glover, conhecido do grande público pelo papel de George McFly em Back to the Future, foi processado por uma ex-namorada, que o acusa de agressão, fraude, despejo ilegal e de causar sofrimento emocional intencional.

De acordo com a queixa judicial divulgada pela imprensa norte-americana, a mulher — identificada como “Jane Doe” — alega ter sido alvo de uma série de comportamentos abusivos por parte do actor, incluindo agressão física e controlo coercivo. O processo inclui ainda alegadas violações da legislação de direitos civis do estado da Califórnia.

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A representação legal de Glover rejeitou categoricamente as acusações, classificando-as como “alegações sem fundamento”.

As Alegações

Segundo a queixa, Jane Doe, descrita como modelo britânica, afirma ter conhecido Glover através das redes sociais em 2015. Alega que o actor a terá incentivado a mudar-se para Los Angeles, prometendo apoio profissional e oportunidades na indústria do entretenimento.

A mulher afirma que, em 2024, aceitou mudar-se do Reino Unido para trabalhar como assistente de Glover em Los Angeles, sob promessa de habitação e emprego. Contudo, sustenta que, após a mudança, se encontrou numa situação que descreve como perturbadora, alegando que o actor pretendia controlar os seus movimentos e dependência financeira.

No processo, Jane Doe afirma ainda que foi despejada sem aviso prévio da residência de Glover e que, quando tentou regressar para recolher os seus pertences e os seus gatos, terá sido agredida. Entre as alegações, consta que o actor a terá agarrado pelo pescoço, deixando marcas físicas.

A queixosa acusa também Glover de ter apresentado um relatório policial falso, descrevendo-a como intrusa ilegal na propriedade, e de ter solicitado uma ordem de restrição que, segundo ela, terá prejudicado a sua reputação profissional.

A Resposta de Crispin Glover

Através do seu representante, Glover apresentou uma versão distinta dos acontecimentos. Segundo a declaração enviada ao TMZ, o actor afirma que, a 2 de Março de 2024, foi ele a vítima de uma agressão grave não provocada na sua residência em Los Angeles.

De acordo com essa versão, a polícia de Los Angeles (LAPD) terá sido chamada ao local, conduzido uma investigação e procedido à detenção de Jane Doe. A equipa de Glover sustenta que os registos policiais e a ordem de restrição requerida pelo actor documentam esses factos.

A representação legal acrescentou que Glover tenciona defender-se vigorosamente em tribunal e está confiante de que o processo judicial demonstrará que as acusações são infundadas.

Processo Segue para Tribunal

Jane Doe solicita julgamento por júri para determinar eventuais indemnizações por danos materiais e morais, bem como custas judiciais e honorários legais.

Até ao momento, não foram tornadas públicas decisões judiciais sobre o caso. O processo deverá seguir os trâmites normais no sistema judicial da Califórnia.

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Crispin Glover, actualmente com 61 anos, construiu uma carreira que inclui cinema independente, papéis excêntricos e projectos autorais, mantendo ao longo das décadas uma imagem singular em Hollywood. O desfecho deste caso dependerá agora da apreciação do tribunal.

Ghostface Está de Volta — E Desta Vez a Ameaça é Pessoal

“Gritos 7” estreia hoje nos cinemas portugueses com Neve Campbell novamente no centro do pesadelo

O telefone volta a tocar. E quando isso acontece, ninguém está seguro. Gritos 7 estreia hoje nas salas portuguesas, inaugurando um novo capítulo da saga que redefiniu o terror contemporâneo e que, pela primeira vez, pode ser visto também em formato IMAX®  .

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O regresso mais aguardado é o de Neve Campbell, que volta a vestir a pele de Sidney Prescott. Depois de anos a tentar construir uma vida tranquila longe da violência que marcou o seu passado, Sidney vê-se novamente confrontada com o ressurgimento de Ghostface. Mas desta vez o perigo é ainda mais íntimo: a sua filha, interpretada por Isabel May, torna-se o novo alvo do assassino  .

Um Novo Capítulo Sob o Olhar de Kevin Williamson

A realização está a cargo de Kevin Williamson, criador da saga e responsável pelo argumento em conjunto com Guy Busick  . O regresso de Williamson atrás das câmaras reforça a ligação às origens, num filme que promete honrar o legado da série enquanto introduz novas personagens e reviravoltas.

Além de Neve Campbell e Isabel May, o elenco inclui Courteney Cox, Jasmin Savoy Brown, Mason Gooding, Anna Camp, Joel McHale, McKenna Grace e Celeste O’Connor, entre outros  . A mistura entre rostos clássicos e novos elementos tem sido uma das marcas da fase mais recente da franquia.

Tecnologia, IMAX® e Uma Experiência Digital Global

A estreia assinala também uma novidade tecnológica: é a primeira vez que um filme da saga é exibido em IMAX®  , prometendo uma experiência mais imersiva para os fãs do terror.

Paralelamente, foi estabelecida uma parceria global entre a Meta AI e a Paramount Pictures para promover o lançamento do filme através de uma activação digital que permite aos utilizadores criar vídeos personalizados inspirados no universo de Ghostface  . A iniciativa aposta na inteligência artificial generativa como forma de envolver novas audiências e potenciar a presença do filme nas redes sociais.

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A História Continua

A sinopse coloca Sidney novamente frente a frente com os fantasmas do passado. Quando um novo Ghostface surge na cidade onde construiu uma nova vida, a protagonista é forçada a enfrentar, mais uma vez, a violência que a perseguiu durante décadas — agora com a responsabilidade de proteger a própria filha  .

Distribuído pela NOS Audiovisuais, Gritos 7 já está em exibição nos cinemas portugueses, incluindo formatos IMAX®, 4DX, ScreenX e D-BOX  . O terror regressa às salas — e desta vez promete ser ainda mais pessoal.

Uma Assassina em Fuga e um Elenco de Luxo: “Ava” Passa Hoje no Cinemundo

Thriller de acção com Jessica Chastain e Colin Farrell marca o fecho do especial dedicado ao actor irlandês

Há filmes de acção que vivem apenas das explosões. E há outros que tentam ir um pouco mais fundo na psicologia das suas personagens. Ava pertence à segunda categoria. O thriller realizado por Tate Taylor é exibido hoje, 27 de Fevereiro, às 20h20, no Canal Cinemundo, encerrando o ciclo “Estrela do Mês: Colin Farrell”  .

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Lançado em 2020, Ava coloca no centro da narrativa uma assassina profissional altamente treinada que começa a questionar as missões que lhe são atribuídas. Jessica Chastain interpreta a protagonista, uma operativa de uma organização secreta que viaja pelo mundo eliminando alvos de alto risco. No entanto, ao começar a interrogar os motivos por detrás das ordens que recebe, passa de caçadora a alvo.

O filme constrói-se sobre essa inversão de papéis. A protagonista, marcada por um passado conturbado e por relações familiares por resolver, regressa à sua cidade natal enquanto tenta sobreviver a uma perseguição implacável. O conflito não é apenas físico — é também moral e emocional.

Um Confronto de Estrelas

O elenco é um dos trunfos evidentes da produção. Além de Jessica Chastain, o filme conta com Colin Farrell, John Malkovich e Geena Davis. Farrell assume o papel de um elemento da organização que representa a ameaça mais directa à sobrevivência de Ava, num registo frio e calculista.

John Malkovich interpreta Duke, mentor da protagonista, funcionando como a sua ligação mais humana dentro de um universo onde a lealdade é frágil. Já Geena Davis surge como figura central no núcleo familiar de Ava, reforçando a dimensão dramática da história.

Acção com Peso Emocional

Embora inclua sequências de combate e perseguições coreografadas com energia, Ava procura diferenciar-se através da exploração do desgaste psicológico da protagonista. A dependência química, os conflitos familiares e a sensação de isolamento são elementos que atravessam o argumento.

O realizador Tate Taylor, conhecido por trabalhos anteriores em géneros distintos, aposta aqui numa narrativa mais intimista dentro da estrutura tradicional do thriller de espionagem.

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Hoje às 20h20 no Cinemundo

A exibição desta noite marca o encerramento do ciclo dedicado a Colin Farrell no Canal Cinemundo durante o mês de Fevereiro  . Uma oportunidade para rever um thriller que combina tensão, drama pessoal e um elenco de nomes reconhecidos.

O Mundo em Alerta no Porto: Fantasporto 2026 Promete Uma Edição de Confronto com o Presente e o Futuro

Guerra, Inteligência Artificial e Migrações dominam a 46ª edição do Festival Internacional de Cinema do Porto

O Fantasporto regressa em 2026 para a sua 46ª edição com um programa que volta a afirmar o festival como um dos grandes palcos internacionais do cinema de vanguarda. Com 73 países a enviarem filmes para selecção e mais de mil obras analisadas, a programação final integra produções de 29 países, distribuídas por várias secções competitivas e paralelas, confirmando o alcance global do certame  .

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A abertura oficial, a 27 de Fevereiro, no Batalha, ficará a cargo da super-produção japonesa “Suzuki=Bakudan”, de Akira Naguai, que já ultrapassou os 20 milhões de yens de receita no Japão. O encerramento será feito com o filme finlandês “After Us, The Flood”, de Arto Halonen, uma reflexão sobre o impacto das decisões actuais no futuro do planeta, recorrendo a uma narrativa que envolve viagens no tempo  .

A edição deste ano volta a colocar no centro da programação os grandes temas contemporâneos. A Guerra e a Inteligência Artificial assumem papel dominante, numa linha de continuidade com a reflexão iniciada em 2025. Entre os títulos destacados encontra-se “Post Truth”, de Alkan Avcioglu, que questiona o poder dos algoritmos e a manipulação digital da informação  .

A ficção científica surge como território privilegiado para pensar o amanhã. “Futuro, Futuro”, do brasileiro Davi Pretto, aborda desigualdades sociais extremadas, enquanto o chinês “Journey to No End” imagina um mundo virtual obrigatório aos 40 anos como resposta à solidão. Já “Skeleton Girls, a Kidnapped Society”, da Austrália, cruza especulação imobiliária e crítica mediática num registo de “punk thriller”  .

O festival mantém também o seu ADN fantástico, com a Competição Oficial de Cinema Fantástico a integrar títulos como “The Curse”, “Gaua”, “Lenore” ou “Under Your Feet (Bajo Tus Piés)”, confirmando a vitalidade do género e o peso crescente do cinema espanhol e asiático na produção europeia e mundial  .

Entre as longas da Semana dos Realizadores destacam-se “Cativos”, de Luís Alves, o único filme português em competição nesta secção, “Papa Buka”, do indiano Dr. Biju Damodaran, e “Don’t Call Me Mama”, da norueguesa Nina Knag  .

A presença portuguesa é reforçada no Prémio de Cinema Português, que inclui longas e curtas-metragens, bem como uma competição dedicada às Escolas de Cinema, envolvendo sete instituições de ensino superior  .

Em paralelo, regressam as Movie Talks, que em 2026 centram o debate nas transformações da indústria cinematográfica e nas condições de produção num sector impactado pelos avanços tecnológicos. As conferências decorrem no Bar do Batalha, com entrada livre  .

A programação inclui ainda uma retrospectiva dedicada ao cinema contemporâneo da Noruega, organizada em colaboração com o Norwegian Film Institute, reforçando o compromisso do Fantasporto com a descoberta de cinematografias emergentes  .

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Com dezenas de antestreias mundiais, internacionais e europeias, convidados de vários continentes e um alinhamento que cruza ficção científica, horror, drama histórico e reflexão social, o Fantasporto 2026 reafirma-se como um festival atento às convulsões do presente e às interrogações do futuro  .

Ainda Há Quem Se Atire Contra Touros e Explosões: “Jackass Para Sempre” Está de Volta ao TVCine

Johnny Knoxville reúne os suspeitos do costume (e novos reforços) para mais uma dose de caos absoluto

Há franquias que evoluem. Outras reinventam-se. E depois há Jackass, que simplesmente continua a fazer exactamente aquilo que sempre fez — mas com mais dores, mais hematomas e, estranhamente, ainda mais entusiasmo. Jackass Para Sempre estreia na televisão portuguesa no domingo, 1 de Março, às 22h00, no TVCine Top e no TVCine+, recuperando o espírito anárquico que transformou o grupo num fenómeno mundial  .

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Neste quarto filme principal da saga, Johnny Knoxville volta a assumir a liderança de uma equipa que parece não reconhecer o conceito de autopreservação. Ao lado de veteranos como Steve-O e Chris Pontius, surgem novos elementos que injectam energia fresca numa fórmula que vive do risco, da imprevisibilidade e de uma relação quase científica com o disparate.

A estrutura mantém-se fiel ao ADN da marca: acrobacias absurdas, experiências físicas levadas ao limite, encontros pouco aconselháveis com animais e engenhocas concebidas com um único objectivo — falhar de forma espectacular  . O resultado é uma sucessão de momentos que oscilam entre o desconfortável e o hilariante, sempre com a consciência de que ninguém ali está a fingir.

O universo Jackass nasceu como série televisiva na MTV no início dos anos 2000 e rapidamente ultrapassou o pequeno ecrã, tornando-se um caso raro de sucesso comercial sustentado no cinema. Ao longo dos anos, a equipa construiu um estatuto de culto, incluindo o spin-off Jackass Apresenta: O Avô Descarado, que provou que a marca conseguia expandir-se sem perder identidade  .

Em Jackass Para Sempre, há também uma dimensão inevitável: o tempo passou. Os protagonistas já não têm vinte anos, e isso acrescenta uma camada curiosa ao espectáculo. A resistência física pode não ser a mesma, mas a disposição para arriscar permanece intacta. É precisamente essa combinação entre nostalgia e persistência que sustenta o filme.

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A estreia televisiva acontece no domingo, 1 de Março, às 22h00, no TVCine Top, com disponibilidade também no TVCine+  . Para quem acompanha a saga desde os tempos da MTV ou para quem apenas procura uma noite de humor físico levado ao extremo, esta é uma oportunidade para revisitar um fenómeno que nunca teve pretensões de ser elegante — apenas eficaz.

Silêncio, Maternidade e Resistência: O Filme Espanhol Que Conquistou Berlim Chega ao TVCine

“Surda” estreia a 28 de Fevereiro e propõe um olhar íntimo sobre a surdez e a construção de uma família

Há filmes que falam alto sem levantar a voz. Surda, da realizadora espanhola Eva Libertad, é um desses casos. A longa-metragem, distinguida no Festival de Cinema de Berlim, estreia na televisão portuguesa no dia 28 de Fevereiro, às 22h00, no TVCine Edition e no TVCine+.

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O filme acompanha Ángela, uma mulher surda que se prepara para ser mãe ao lado do marido, Héctor. A chegada da filha — uma bebé ouvinte — desencadeia um conjunto de inquietações que ultrapassam a felicidade do nascimento. Ángela confronta-se com receios profundos: será capaz de comunicar plenamente com a filha? Conseguirá criar um vínculo forte num mundo concebido maioritariamente para ouvintes?

A narrativa centra-se precisamente nessa tensão entre pertença e exclusão. Héctor apoia a companheira, mas nem sempre compreende totalmente a sua experiência sensorial e emocional. Ao mesmo tempo, surgem pressões externas, médicas e sociais, que apontam para a necessidade de “normalizar” a criança. A maternidade transforma-se, assim, num campo onde se cruzam expectativas, preconceitos e afectos.

Eva Libertad opta por um registo contido e naturalista, evitando dramatizações excessivas. O foco está na intimidade das personagens e na forma como constroem um “idioma familiar” próprio. Mais do que um drama sobre deficiência auditiva, Surda é uma reflexão sobre comunicação, identidade e adaptação — sobre o modo como cada família inventa a sua própria linguagem.

A interpretação de Miriam Garlo, actriz surda e figura relevante do cinema inclusivo espanhol, é central para a autenticidade do projecto. Ao seu lado, Álvaro Cervantes compõe um retrato convincente de um companheiro dividido entre apoio, incompreensão e aprendizagem.

O reconhecimento internacional não tardou. O filme integrou a secção Panorama do Festival de Cinema de Berlim em 2025, onde recebeu o Prémio do Público e o C.I.C.A.E. Award. Também foi distinguido com vários galardões no Festival de Málaga, consolidando-se como uma das obras espanholas mais relevantes do ano.

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Surda chega agora ao público português como uma proposta que alia sensibilidade e rigor, abordando a surdez sem paternalismo e explorando as dinâmicas familiares com subtileza. Uma estreia que merece atenção no panorama televisivo nacional.

Facadas nos Bastidores: A Queda e o Regresso de “Scream 7” ao Topo


Demissões polémicas, reescrita milionária e um cachet de 7 milhões para Neve Campbell marcam o novo capítulo

Quando Ghostface regressar aos cinemas, tudo indica que o fará em grande estilo. Scream 7 está a ser apontado para uma estreia entre 45 e 50 milhões de dólares na América do Norte — números que poderão representar a melhor abertura da longa saga de terror iniciada em 1996.

Mas o caminho até aqui esteve longe de ser tranquilo. Entre despedimentos polémicos, saídas de peso no elenco e uma reescrita significativa do argumento, o sétimo capítulo da franquia passou por uma verdadeira montanha-russa nos bastidores.

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Uma Demissão Que Abalou a Produção

No final de 2023, Melissa Barrera, protagonista do reboot de 2022 e de Scream VI, foi afastada do projecto pela Spyglass devido a publicações nas redes sociais consideradas anti-semitas pela produtora. A decisão gerou reacções intensas entre fãs e dividiu opiniões online.

Pouco depois, Jenna Ortega anunciou que não regressaria para o novo filme, alegando conflitos de agenda com a série Wednesday. A saída das duas actrizes — que tinham assumido o protagonismo nos capítulos mais recentes — deixou o projecto num impasse criativo.

Como se não bastasse, o realizador inicialmente associado ao filme, Christopher Landon, abandonou a produção após receber ameaças online relacionadas com a polémica.

Recomeçar do Zero (Quase)

Perante o cenário turbulento, os produtores recorreram a um veterano da casa: Kevin Williamson, argumentista do filme original, assumiu a realização. Em conjunto com Guy Busick, trabalhou numa reconfiguração substancial do guião, processo que terá custado cerca de 500 mil dólares.

A mudança foi necessária porque as personagens de Barrera e Ortega eram centrais na narrativa anterior, sobretudo após a ausência de Neve Campbell em “Scream VI”, motivada por divergências salariais.

O Regresso de Sidney Prescott — e um Cachet de Peso

Sem Ortega no elenco, a Paramount e a Spyglass sabiam que precisavam de um trunfo forte para manter o interesse do público. Esse trunfo chama-se Sidney Prescott.

Neve Campbell regressa à saga com um acordo que ronda os 7 milhões de dólares — um valor significativo para o género de terror. Já Courteney Cox, presença constante desde o original de Scream, terá assegurado cerca de 2 milhões.

A aposta na nostalgia é clara. Tal como Jamie Lee Curtis se tornou sinónimo de “Halloween”, Campbell continua a ser vista como o coração da saga “Scream”.

Orçamento em Alta, Expectativas Também

O orçamento de “Scream 7” terá subido para 45 milhões de dólares, acima dos 35 milhões do capítulo anterior, em parte devido a atrasos e ao aumento geral dos custos de produção. Ainda assim, o desempenho robusto de “Scream VI” — que arrecadou 161 milhões globalmente — reforçou a confiança do estúdio.

Apesar das polémicas, analistas acreditam que a curiosidade em torno das mudanças e o regresso de personagens clássicas estão a alimentar o interesse do público. O pêndulo, que parecia inclinar-se para a incerteza, começa agora a oscilar a favor da expectativa.

E, ao que tudo indica, Ghostface poderá não ficar por aqui. Fontes próximas da produção sugerem que planos para um oitavo filme já estarão em cima da mesa.

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Para já, os sobreviventes que se preparem. A máscara branca e a lâmina afiada continuam prontas para mais um reinado de terror.