Uma América Sob o Domínio Nazi? A Série Distópica Que Vai Chegar à Netflix

“The Man in the High Castle”, com Rufus Sewell, imagina um mundo onde o Eixo venceu a Segunda Guerra Mundial

E se os Aliados tivessem perdido a Segunda Guerra Mundial? É essa a pergunta inquietante que está no centro de The Man in the High Castle, a aclamada série de história alternativa que chega à Netflix a 11 de Março.

Estreada originalmente em 2015, a produção adapta o romance homónimo de Philip K. Dick e constrói uma realidade distópica onde os Estados Unidos foram divididos entre o Reich nazi e o Império Japonês. Ao longo de quatro temporadas, a série explorou resistência, propaganda, lealdade e identidade num mundo profundamente transformado.

“Não Fazia Ideia Quem Ela Era”: Actor de 83 Anos Surpreende em Vídeo de Taylor Swift

Um Ponto de Partida Assustadoramente Plausível

Criada por Frank Spotnitz — conhecido pelo seu trabalho em The X-Files e pelas séries históricas Medici e Leonardo — a narrativa arranca com um acontecimento crucial: o assassinato do presidente norte-americano Franklin D. Roosevelt em 1933. Esse evento desencadeia uma cadeia de acontecimentos que culmina na vitória do Eixo na Segunda Guerra Mundial.

Produzida executivamente por Spotnitz e por Ridley Scott, a série apresenta uma América ocupada, onde Nova Iorque está sob controlo nazi e São Francisco integra a esfera japonesa.

Um Elenco de Peso Num Mundo Oprimido

Rufus Sewell lidera o elenco como John Smith, um americano que se junta ao Reich e investiga movimentos de resistência em Nova Iorque. A sua personagem é uma das mais complexas da série, dividida entre dever, ambição e consciência moral.

Alexa Davalos interpreta Juliana Crain, residente em São Francisco sob domínio japonês, que acaba por envolver-se na rebelião liderada pela misteriosa figura do “Homem no Castelo Alto”, personagem associada a Stephen Root.

O elenco inclui ainda Rupert Evans, Bella Heathcote, DJ Qualls, Joel de la Fuente, Cary-Hiroyuki Tagawa, Chelah Horsdal, Jason O’Mara e Rick Worthy.

Recepção Crítica e Evolução

A série mantém uma média de 84% de aprovação no Rotten Tomatoes. A primeira temporada alcançou o selo “Certified Fresh”, com 95% de aprovação, sendo descrita como “ambiciosa e inteligente” e “diferente de tudo o que se vê na televisão”.

Embora a segunda temporada tenha registado uma descida nas avaliações — actualmente nos 62% — a quarta e última temporada recuperou o fôlego crítico, atingindo 92%.

Um Clássico Moderno da Distopia

“The Man in the High Castle” consolidou-se como uma das produções mais marcantes da televisão da última década no campo da ficção especulativa. Ao conjugar intriga política, drama humano e uma atmosfera opressiva, constrói um retrato perturbador de um mundo alternativo que ecoa medos bem reais.

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A partir de 11 de Março, os subscritores da Netflix poderão revisitar — ou descobrir pela primeira vez — esta visão sombria de uma América que nunca existiu… mas que poderia ter existido.

“Não Fazia Ideia Quem Ela Era”: Actor de 83 Anos Surpreende em Vídeo de Taylor Swift

Barrie Reynolds participa em “Opalite” mas só descobriu a dimensão da estrela depois

Um dos rostos inesperados no mais recente videoclipe de Taylor Swift revelou que, até ao dia das filmagens, não fazia ideia de quem era a cantora. Barrie Reynolds, de 83 anos, natural de Capel-le-Ferne, em Kent, participa no vídeo de “Opalite”, o segundo single do álbum The Life Of A Showgirl, mas garante que só percebeu a dimensão da artista depois de ler sobre a sua digressão no jornal.

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“Receio não fazer ideia de quem ela era”, contou à BBC Radio Kent, recordando a reacção incrédula das netas, Millie e Francesca, quando souberam que o avô iria aparecer num vídeo de uma das maiores estrelas do planeta

De Kent para um Set em Londres

Reynolds actua regularmente com o grupo St Nicholas Players, em Ringwold, mas foi através de uma agência de representação que surgiu o convite para o projecto. Recebeu instruções para estar no norte de Londres às 07h00 — e como não havia comboios disponíveis, a produção enviou-lhe um táxi.

No final das filmagens, conseguiu tirar uma fotografia com a cantora. E não resistiu a uma brincadeira: chamou-lhe “Niftie Swiftie”, numa alusão bem-humorada à agilidade da artista enquanto dançava.

Um Vídeo Surreal com Toque Oitocentista

“Opalite” apresenta uma estética surreal inspirada nos anos 80. A narrativa acompanha uma mulher solitária que utiliza um spray mágico para transformar a sua vida e encontrar romance — papel interpretado por Domhnall Gleeson. A história culmina numa competição de dança, onde Reynolds surge como um dos jurados.

Apesar de ter atribuído à cantora uma pontuação de zero na competição fictícia, Reynolds descreveu a música como “muito cativante” e elogiou Swift pela simpatia e disponibilidade para conversar com todos os envolvidos. Ainda assim, notou que “a segurança era muito apertada”.

O vídeo reúne também Lewis Capaldi e o apresentador Graham Norton, que participaram com Swift no programa The Graham Norton Show em Outubro. Inclui ainda uma breve narração de Cillian Murphy.

Um Sucesso Confirmado

“Opalite” é o segundo single do 12.º álbum de Taylor Swift, The Life Of A Showgirl, que foi o disco mais vendido no Reino Unido no último ano. Parte das filmagens decorreu no Whitgift Centre, em Croydon.

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Para Barrie Reynolds, a experiência foi sobretudo uma aventura inesperada — e uma história que certamente ficará para contar nas próximas reuniões familiares.

“Um Aspirante a Rei Tresloucado”: Late Night Arrasa Discurso de Trump

Jimmy Kimmel, Stephen Colbert e Seth Meyers reagiram ao mais longo “State of the Union” de sempre

O discurso do Estado da União de Donald Trump — com 107 minutos, o mais longo de sempre — dominou os monólogos dos principais programas de late night norte-americanos. Entre ironias, sarcasmo e críticas mordazes, apresentadores como Jimmy Kimmel, Stephen Colbert e Seth Meyers não pouparam comentários à intervenção presidencial, marcada por divisões políticas e afirmações controversas.

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Jimmy Kimmel: “Que discurso… não foi”

No Jimmy Kimmel Live!, o anfitrião classificou a intervenção como errática e excessivamente longa. “Quando se divaga incoerentemente durante duas horas, isso continua a ser um discurso ou passa a ser outra coisa?”, questionou, com o seu habitual tom satírico.

Kimmel destacou o que considerou ser o tom divisivo da mensagem, referindo que o Presidente voltou a atacar opositores políticos e a vangloriar-se de medidas polémicas. No final do monólogo, deixou uma avaliação directa: “Temos um aspirante a rei tresloucado”, disse, criticando aquilo que entende ser uma tendência para silenciar opiniões divergentes e favorecer interesses económicos específicos.

O apresentador também comentou o contraste com administrações anteriores, numa comparação que arrancou risos do público em estúdio.

Stephen Colbert: “Se tens de dizer que és respeitado…”

Já Stephen Colbert, no The Late Show, gravado em directo após o discurso, centrou-se no tema oficial anunciado pela Casa Branca — “América aos 250: Forte, Próspera e Respeitada”. Para o humorista, o simples facto de sublinhar essas qualidades revelaria insegurança. “Se tens de dizer que és forte e respeitado, talvez não sejas assim tanto”, ironizou.

Colbert citou ainda uma sondagem recente da CNN que aponta para uma taxa de aprovação de 36% entre adultos, utilizando o dado como ponto de partida para questionar a eficácia política da mensagem presidencial. Segundo o apresentador, o discurso repetiu ideias já conhecidas e dificilmente conquistará eleitores desencantados com o clima de polarização.

Seth Meyers: Fact-check antecipado

No Late Night, Seth Meyers, cujo programa foi gravado antes da intervenção, antecipou-se com humor às declarações do Presidente. “Não és capaz de ser breve”, comentou, sugerindo que até um haiku teria intervalo pelo meio.

Meyers também respondeu a uma queixa recorrente de Trump — a de não receber crédito pelas suas conquistas — com uma piada sobre uma hipotética cura para o cancro. O comentário arrancou gargalhadas, mantendo a tradição do programa de combinar sátira política com referências culturais.

The Daily Show: Kristi Noem sob fogo

No The Daily Show, Desi Lydic desviou a atenção do discurso para outra polémica política: alegações de que a secretária da Segurança Interna, Kristi Noem, terá utilizado recursos públicos para deslocações associadas a uma alegada relação pessoal. Tanto Noem como Corey Lewandowski negaram as acusações.

Lydic explorou o tema em tom satírico, questionando a utilização de um avião de luxo avaliado em 70 milhões de dólares para viagens oficiais. Segundo reportagens citadas no programa, o aparelho terá sido justificado como necessário para voos de deportação.

Mudança Radical no Universo “Tulsa King”: Série com Samuel L. Jackson Ganha Novo Nome e Novo Estado

O discurso presidencial poderá ter batido recordes de duração, mas, no universo do late night, a verdadeira maratona foi de comentários críticos. Como é habitual, a comédia política norte-americana voltou a servir de barómetro para o clima polarizado que marca o debate público nos Estados Unidos.

Martin Short de Luto: Filha do Actor Morre aos 42 Anos

Katherine Short era assistente social e a mais velha dos três filhos adoptados

Martin Short confirmou a morte da filha, Katherine Hartley Short, aos 42 anos. A informação foi divulgada através de um comunicado enviado à BBC News pelo representante do actor, no qual a família pede respeito pela sua privacidade neste momento.

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“É com profunda tristeza que confirmamos o falecimento de Katherine Hartley Short. A família Short está devastada com esta perda e pede privacidade neste momento”, refere a nota oficial.

Segundo a imprensa norte-americana, Katherine trabalhava como assistente social e era a mais velha dos três filhos adoptados por Martin Short e pela actriz e cantora Nancy Dolman, que morreu em 2010, vítima de cancro do ovário.

Fontes policiais citadas pelo Los Angeles Times e pelo TMZ indicam que a morte terá sido um aparente suicídio. A família não prestou mais declarações públicas sobre as circunstâncias.

Espectáculos Adiados

Na sequência da morte da filha, Martin Short adiou vários espectáculos que tinha agendados com o seu parceiro artístico de longa data, Steve Martin. O espectáculo previsto para 27 de Fevereiro, em Milwaukee, foi adiado por “circunstâncias imprevistas”, segundo comunicado da sala que iria receber o evento. Uma actuação marcada para Minneapolis, no dia seguinte, também foi adiada.

O actor encontra-se actualmente nomeado para Melhor Actor numa Série de Comédia nos Actor Awards deste fim-de-semana, pela sua interpretação de Oliver Putnam na série Only Murders in the Building.

Uma Carreira de Décadas

Com uma carreira consolidada no cinema e na televisão, Martin Short tornou-se conhecido do grande público por participações em filmes como The Three AmigosFather of the Bride e Innerspace. Nos últimos anos, voltou a ganhar destaque com o sucesso da série Only Murders in the Building, onde contracena com Steve Martin e Selena Gomez.

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A família solicitou respeito pela sua privacidade neste momento.


Se estiver em Portugal e precisar de apoio emocional, pode contactar o SNS 24 através do número 808 24 24 24. No Brasil, está disponível o Centro de Valorização da Vida (CVV), pelo número 188, com atendimento gratuito e confidencial.

Mudança Radical no Universo “Tulsa King”: Série com Samuel L. Jackson Ganha Novo Nome e Novo Estado

Taylor Sheridan assume todos os episódios de “Frisco King” após reformulação criativa

O universo de Tulsa King acaba de sofrer uma reviravolta significativa. O aguardado spin-off protagonizado por Samuel L. Jackson foi oficialmente rebatizado como Frisco King, depois de uma profunda reformulação criativa que incluiu a mudança do cenário da narrativa.

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Inicialmente conhecido como NOLA King — numa referência a Nova Orleães — o projecto abandona agora a Louisiana e instala-se no Texas, mais concretamente em Frisco. E há mais: Taylor Sheridan irá escrever os oito episódios da primeira temporada.

De Nova Orleães para o Texas

O spin-off tinha começado a ser desenvolvido com argumento-piloto de Dave Erickson, que assumiria também funções de showrunner. Contudo, Erickson deixou o projecto em Julho, e até ao momento não foi anunciado substituto. Aliás, nem é certo que venha a existir um showrunner tradicional — algo que não é inédito nas produções de Sheridan.

As filmagens arrancam no final de Março, em Fort Worth, Texas, onde Sheridan e o seu colaborador David C. Glasserinauguraram recentemente um campus de produção com o apoio da Paramount.

Sheridan Assume o Controlo Total

Taylor Sheridan não é estranho a assumir o controlo criativo absoluto das suas séries. Escreveu as primeiras temporadas de Yellowstone e Mayor of Kingstown, bem como todos os episódios dos spin-offs 1883 e 1923. Também é responsável por todos os episódios até à data de Lioness e Landman.

Curiosamente, em Tulsa King, Sheridan está creditado apenas como co-argumentista do episódio piloto. A série original, protagonizada por Sylvester Stallone, foi renovada para uma quarta temporada em Setembro.

Um Novo Rei no Texas

Samuel L. Jackson dará continuidade à personagem Russell Lee Washington Jr., introduzida na terceira temporada de Tulsa King, estreada em Setembro na Paramount+. A aposta representa mais uma expansão do universo criminal criado por Sheridan, que continua a atrair nomes sonantes da indústria.

Segundo Matt Thunell, presidente da Paramount Television Studios, a decisão de colocar Sheridan a escrever todos os episódios garante uma voz autoral consistente. Jane Wiseman, responsável pelos conteúdos originais da Paramount+, sublinhou que a entrada de Jackson neste universo demonstra a ambição crescente da plataforma.

Novo Capítulo Sob Nova Liderança

A produção de Frisco King marca também a primeira nova série de Sheridan a avançar sob a recente mudança de liderança na Paramount+. O argumentista e produtor manter-se-á ligado ao estúdio até Janeiro de 2029, altura em que deverá transitar para a NBCUniversal.

Produzida pela Paramount Television Studios e pela 101 Studios, a série conta com um leque alargado de produtores executivos, incluindo Sheridan, Stallone, Jackson e Glasser. Em Portugal a série deve estrear no SkyShowtime.

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Se o império televisivo de Taylor Sheridan já era vasto, agora ganha um novo território. E, ao que tudo indica, o Texas será o próximo palco de confrontos, lealdades e jogos de poder.

Um Trio de Ouro com Reforço Britânico: Jared Harris Junta-se a DiCaprio e Jennifer Lawrence no Novo Filme de Scorsese

“What Happens at Night” será produzido pela Apple e promete atmosfera onírica e inquietante

Há encontros que fazem história antes mesmo de começarem as filmagens. Jared Harris acaba de se juntar a Leonardo DiCaprio e Jennifer Lawrence em What Happens at Night, o novo projecto realizado por Martin Scorsese para a Apple Original Films.

Produzido em parceria com a Studiocanal, o filme adapta o romance homónimo de Peter Cameron, com argumento assinado por Patrick Marber.

E o ponto de partida já é suficientemente intrigante.

Uma Viagem à Neve… e ao Desconhecido

A história acompanha um casal americano que viaja até uma pequena e isolada cidade europeia coberta de neve para adoptar um bebé. O que começa como uma jornada íntima rapidamente ganha contornos oníricos e perturbadores, sugerindo uma narrativa mais psicológica do que convencional.

Além do trio principal, o elenco inclui Patricia Clarkson e Mads Mikkelsen, reforçando um conjunto artístico de luxo.

Scorsese realizará e produzirá o filme através da sua produtora Sikelia Productions, dando continuidade à sua relação criativa com DiCaprio — uma das mais frutíferas do cinema contemporâneo.

Scorsese, DiCaprio e Apple: Uma Parceria de Prestígio

Este projecto marca mais uma colaboração entre Scorsese, DiCaprio e a Apple, depois do aclamado Killers of the Flower Moon, nomeado para 10 Óscares. A parceria tem sido estratégica para a Apple, que continua a investir em cinema de autor com peso artístico e ambição global.

Jennifer Lawrence também mantém uma ligação consistente com a Apple Original Films, tendo participado em Causewaye no documentário Bread & Roses. Está ainda associada ao futuro projecto The Wives, onde será protagonista e produtora.

Jared Harris: Um Actor de Culto com Carreira Impecável

Reconhecido tanto no Reino Unido como internacionalmente, Jared Harris construiu uma carreira marcada por escolhas exigentes e interpretações intensas. No cinema, destacou-se em títulos como I Shot Andy Warhol, Sherlock Holmes: A Game of Shadows e Lincoln.

Em televisão, deixou marca em séries como Mad Men, The Crown, The Terror e, talvez de forma mais memorável, Chernobyl, onde a sua interpretação foi amplamente elogiada.

Actor de palco e de ecrã, Harris é frequentemente associado a personagens densas, moralmente complexas e emocionalmente exigentes — uma combinação que encaixa naturalmente no universo de Scorsese.

Expectativas Elevadas

“What Happens at Night” reúne um realizador lendário, dois vencedores de Óscares e um dos actores mais respeitados da sua geração. A premissa intimista, envolta numa atmosfera gelada e misteriosa, sugere um drama psicológico de grande intensidade.

Ainda sem data oficial de estreia, o projecto já figura entre os mais aguardados do catálogo futuro da Apple.

Quando Scorsese chama, poucos recusam. E quando o elenco inclui DiCaprio, Lawrence e Jared Harris, as expectativas sobem inevitavelmente para outro nível.

Um Novo Pistoleiro no Oeste: Matt Dillon Vai Liderar a Série “The Magnificent Seven”

MGM+ aposta numa reinvenção televisiva do clássico western com produção de peso

O Oeste volta a chamar — e desta vez em formato de série. Matt Dillon foi confirmado como protagonista e produtor executivo da nova adaptação televisiva de The Magnificent Seven, uma reinterpretação do clássico western de 1960. O projecto será desenvolvido para o canal e serviço de streaming MGM+ e contará com oito episódios.

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A série nasce da mente de Tim Kring, criador de Heroes, que assume a escrita e produção executiva. A produção deverá arrancar em Junho de 2026, em Calgary, no Canadá.

Chris Adams Regressa — Com Novo Rosto

Matt Dillon dará vida a Chris Adams, o líder de sete pistoleiros contratados para proteger uma aldeia indefesa de um poderoso barão da terra determinado a expulsar os seus habitantes. A personagem foi imortalizada por Yul Brynner no filme original de 1960 e teve uma espécie de sucessor espiritual interpretado por Denzel Washington na versão realizada por Antoine Fuqua em 2016.

Nesta nova abordagem, Chris Adams é descrito como estóico, firme sob pressão e guiado por um código moral silencioso mas inabalável. Não tolera hipocrisia nem crueldade, e é esse sentido de justiça que o leva a aceitar uma missão moralmente complexa.

Violência, Fé e Moralidade no Centro da Narrativa

Ambientada no turbulento Oeste americano da década de 1880, a série acompanha sete mercenários talentosos mas imperfeitos, contratados para defender uma aldeia quaker devastada por homens ao serviço de um impiedoso latifundiário. À medida que se preparam para enfrentar probabilidades esmagadoras, surge uma questão central: será legítimo recorrer à violência para proteger uma comunidade cuja fé se baseia na não-violência?

A série promete aprofundar o passado de cada um dos sete protagonistas, explorando temas como honra, redenção, sacrifício, moralidade e fé. Trata-se de um western que ambiciona ir além do confronto armado, mergulhando nos dilemas éticos que moldam as decisões das personagens.

Um Elenco e uma Estratégia com Ambição Cinematográfica

A aposta faz parte da estratégia da MGM+ de desenvolver séries com ADN cinematográfico — tanto no visual como na ambição narrativa. Michael Wright, responsável global da plataforma, elogiou a escolha de Dillon, destacando a sua capacidade de interpretar personagens complexas e moralmente ambíguas.

Matt Dillon, nomeado ao Óscar por Crash, tem construído uma carreira sólida e versátil. Recentemente participou na série High Desert e prepara-se para integrar o elenco de I Play Rocky, produção da Amazon MGM Studios realizada por Peter Farrelly. Ao longo das décadas, destacou-se em títulos como The Outsiders, Drugstore Cowboy, There’s Something About Mary e Asteroid City.

Um Clássico com Nova Vida

“The Magnificent Seven” é um dos westerns mais emblemáticos da história do cinema, ele próprio inspirado em Seven Samurai, de Akira Kurosawa. A nova versão televisiva terá o desafio de honrar esse legado enquanto encontra uma voz própria.

Num momento em que o género western conhece um renascimento em televisão, esta aposta da MGM+ (em Portugal deve ser a Prime Video ) pode marcar um ponto de viragem — especialmente se conseguir equilibrar espectáculo, densidade dramática e relevância contemporânea.

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O Oeste regressa. E desta vez, promete discutir não apenas quem dispara mais rápido, mas quem carrega o peso moral do gatilho.

Hollywood Despede-se de Robert Carradine: Uma Vida Entre Rebeldes, Nerds e Família

Actor de “The Long Riders”, “Revenge of the Nerds” e “Lizzie McGuire” morreu aos 71 anos

Robert Carradine morreu aos 71 anos. O actor, conhecido por papéis marcantes em várias décadas de cinema e televisão, pôs termo à própria vida na passada segunda-feira, segundo confirmou a família. A notícia abalou Hollywood e reacendeu a conversa sobre saúde mental no meio artístico.

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Membro de uma das famílias mais emblemáticas do cinema norte-americano, Carradine era descrito pelo irmão mais velho, Keith Carradine, como “a base” da família. No entanto, enfrentou durante quase duas décadas uma batalha contra a perturbação bipolar — luta que, segundo os familiares, acabou por se revelar devastadora.

Uma declaração com propósito

Num comunicado enviado à imprensa, a família sublinhou a importância de falar abertamente sobre a doença mental. Destacaram a “valente luta” de Carradine contra a perturbação bipolar e expressaram a esperança de que o seu percurso ajude a combater o estigma associado à saúde mental.

Keith Carradine afirmou que não há vergonha na doença, classificando-a como “uma enfermidade que levou a melhor”. Preferiu celebrar o talento, o humor e a generosidade do irmão mais novo, lembrando-o como alguém sábio, tolerante e incapaz de guardar ressentimentos.

A família pediu privacidade neste momento de luto.

De John Wayne a Scorsese: O Início de Uma Carreira Promissora

Nascido a 24 de Março de 1954, Robert era o filho mais novo do lendário John Carradine e irmão de David Carradine e Keith Carradine. Estreou-se no grande ecrã em The Cowboys, ao lado de John Wayne — uma audição incentivada pelo irmão David.

Seguiram-se participações em Mean Streets, de Martin Scorsese, e em Coming Home, de Hal Ashby, ao lado de Jane Fonda e Jon Voight. A intensidade da sua prestação levou alguns críticos a sugerir que poderia ser o actor mais talentoso da família.

Cannes, Irmãos e Westerns

Em 1980, dois filmes seus marcaram presença no Festival de Cannes: The Big Red One e The Long Riders. Este último reuniu vários irmãos reais para interpretar irmãos fora-da-lei históricos — uma decisão ousada do realizador Walter Hill.

As histórias de bastidores tornaram-se lendárias. Durante as filmagens, David Carradine apaixonou-se pelo cavalo que montava e acabou por o comprar. O animal viveu depois na propriedade de Robert em Hollywood Hills, tornando-se parte do folclore familiar.

O Nerd Que Marcou Uma Geração

O maior êxito comercial da carreira chegou em 1984 com Revenge of the Nerds. No papel de Lewis Skolnick, Carradine deu rosto ao arquétipo do “nerd” inteligente e resiliente, transformando o filme numa das comédias mais icónicas da década. A franquia consolidou-o na cultura popular.

Anos mais tarde, conquistou uma nova geração como o pai compreensivo na série Lizzie McGuire, mostrando versatilidade e capacidade de reinvenção.

Música, Velocidade e Família

Fora do ecrã, Robert Carradine cultivava paixões intensas. Tocava guitarra com os irmãos, apesar de nunca ter tido formação musical formal. Actuou com artistas como Peter Yarrow e Ramblin’ Jack Elliott.

Outra grande paixão era o automobilismo. Competiu ao nível do Grande Prémio e integrou a equipa Lotus ao lado de Paul Newman. Dizia frequentemente que correr era o seu verdadeiro amor, porque vencer uma corrida significava que ninguém fora melhor naquele momento.

Mas acima de tudo, era um homem de família. Pai da actriz Ever Carradine, avô dedicado e tio querido — descrito pela sobrinha Martha Plimpton como o “tio favorito” de todos.

Um Legado de Talento e Humanidade

Robert Carradine deixa filhos, netos, irmãos, sobrinhos e uma comunidade artística que o recorda como generoso, bem-disposto e genuinamente bondoso. A sua carreira atravessou westerns, dramas de autor, comédias juvenis e séries familiares, provando uma rara capacidade de adaptação.

A sua morte relembra, com dolorosa clareza, que o sucesso e o talento não imunizam ninguém contra batalhas invisíveis.

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Se estiver a atravessar um momento difícil, procure ajuda junto de profissionais de saúde ou linhas de apoio especializadas. Falar pode fazer a diferença.

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Fusão com a Warner Bros. Discovery levanta alertas antitrust nos Estados Unidos

A possível aquisição da Warner Bros. Discovery pela Netflix está a transformar-se num verdadeiro campo de batalha político nos Estados Unidos. Onze procuradores-gerais republicanos enviaram uma carta formal ao Departamento de Justiça norte-americano a exigir uma análise rigorosa da operação, alertando para riscos de concentração excessiva de mercado.

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Em causa está a proposta aceite de cerca de 83 mil milhões de dólares pelos activos de estúdio e streaming da Warner Bros. Discovery, num contexto em que também decorre uma disputa paralela envolvendo a Paramount, liderada por David Ellison, que terá apresentado uma oferta hostil avaliada em 108 mil milhões de dólares.

“Concentração excessiva” e risco para os consumidores

Na carta enviada à procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, os 11 responsáveis estaduais defendem que a fusão poderá resultar numa concentração indevida de mercado, com impacto directo nos consumidores norte-americanos.

Segundo os signatários, uma consolidação desta dimensão poderá traduzir-se em preços mais elevados, menor fiabilidade dos serviços e menos inovação num dos sectores mais relevantes da economia cultural dos Estados Unidos. Os procuradores invocam a necessidade de uma revisão “exaustiva e rigorosa” ao abrigo da Clayton Act, legislação federal destinada a prevenir práticas anticoncorrenciais.

Entre os subscritores encontram-se procuradores-gerais de estados como Alabama, Alasca, Iowa, Kansas, Nebraska, Dakota do Norte, Carolina do Sul, Tennessee, Utah, Virgínia Ocidental e Montana.

Departamento de Justiça já abriu investigação

A polémica intensificou-se poucos dias depois de o United States Department of Justice ter iniciado uma investigação formal antitrust à Netflix, liderada pelos co-CEOs Ted Sarandos e Greg Peters.

Do ponto de vista político, o momento não é irrelevante. No mesmo dia em que a carta foi tornada pública, David Ellison — CEO da Paramount — marcou presença como convidado de legisladores republicanos no discurso do Estado da União de Donald Trump, um sinal claro de que o sector do entretenimento está a ser observado também sob uma lente estratégica e ideológica.

Apesar disso, tanto a Netflix como a Paramount optaram por não comentar oficialmente a nova carta enviada aos reguladores.

Netflix rejeita cenário de monopólio

Em diversas entrevistas e intervenções públicas, Ted Sarandos tem insistido que a Netflix não detém, nem deterá, uma posição monopolista — com ou sem a aquisição da Warner Bros. Discovery. O executivo argumenta que o verdadeiro concorrente da empresa não são outros serviços de streaming, mas sim plataformas digitais de grande escala como o YouTube.

Esta visão “macro” do mercado coloca a disputa num plano mais vasto, onde o consumo de vídeo online ultrapassa largamente a guerra tradicional entre estúdios e serviços de subscrição.

Um momento decisivo para a indústria

A eventual fusão entre Netflix e Warner Bros. Discovery representaria uma das maiores consolidações da história recente do entretenimento global. Estaria em jogo não apenas um catálogo vastíssimo de conteúdos — do cinema clássico às produções televisivas contemporâneas — mas também uma enorme capacidade de distribuição e influência cultural.

Os críticos da operação receiam que tal concentração reduza a diversidade de oferta e dificulte a entrada de novos operadores no mercado. Já os defensores argumentam que, num cenário dominado por gigantes tecnológicos globais, a escala é essencial para competir.

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O desfecho desta batalha regulatória poderá redefinir o equilíbrio de forças em Hollywood e no streaming internacional. E, como tantas vezes acontece na indústria do entretenimento, os bastidores prometem ser tão dramáticos quanto qualquer argumento cinematográfico.

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“The Ministry of Ungentlemanly Warfare” estreia no TVCine com ação, humor e uma missão suicida pouco convencional

Há guerras que se travam com estratégia. Outras, com pura ousadia. E depois há aquelas em que o cavalheirismo é deixado à porta. É precisamente esse o espírito de The Ministry of Ungentlemanly Warfare, o mais recente filme de Guy Ritchie, que chega à televisão portuguesa no dia 27 de fevereiro, às 21h30, no TVCine Top  .

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Inspirado em factos reais — ainda que com uma boa dose de ficção à mistura — o filme mergulha numa das operações mais arrojadas da Segunda Guerra Mundial, misturando comédia de ação, espionagem e aventura num cocktail explosivo ao estilo inconfundível de Ritchie.

Uma Missão Fora de Todos os Protocolos

Estamos em 1941, no auge da Segunda Guerra Mundial. A Grã-Bretanha enfrenta o avanço das forças do Eixo na Europa e precisa desesperadamente de virar o jogo. Com o aval de Winston Churchill, nasce a Operação Postmaster: uma missão não sancionada, não autorizada e totalmente fora das regras militares convencionais  .

Sob a coordenação do brigadeiro Colin Gubbins e a liderança operacional do major Gus March-Phillipps, forma-se uma unidade ultrassecreta composta por soldados renegados, homens dispostos a tudo para atacar os nazis. O objectivo? Sabotar navios de apoio do Eixo que sustentam os temidos U-boats no Atlântico.

Como o próprio título sugere — “O Ministério da Guerra Pouco Cavalheiresca” — esta equipa especial adopta métodos nada ortodoxos. Sabotagens, infiltrações e confrontos diretos tornam-se rotina numa missão que parece saída de um romance de espionagem, mas que tem raízes históricas bem documentadas  .

Guy Ritchie em Território Familiar

Conhecido pelo seu estilo visual dinâmico e diálogos rápidos, Guy Ritchie volta a apostar numa narrativa de ação estilizada, depois de títulos como Snatch, Operation Fortune: Ruse de Guerre e The Covenant.

Aqui, o realizador combina sequências de ação vertiginosas com momentos de humor e camaradagem, criando uma versão cinematográfica vibrante da história real retratada no livro Churchill’s Secret Warriors: The Explosive True Story of the Special Forces Desperadoes of WWII, de Damien Lewis  .

O filme apresenta uma interpretação fortemente ficcionada do papel do Executivo de Operações Especiais (SOE) durante a guerra, transformando um episódio histórico numa aventura cinematográfica cheia de ritmo e personalidade.

Um Elenco de Peso em Missão Especial

À frente do elenco está Henry Cavill, acompanhado por Eiza González, Alan Ritchson, Alex Pettyfer, Henry Golding e Cary Elwes  .

O resultado é um grupo carismático que equilibra intensidade bélica com ironia e espírito de equipa, dando corpo a uma história de coragem pouco convencional.

Uma Estreia a Não Perder

Para os fãs de narrativas históricas com energia contemporânea, The Ministry of Ungentlemanly Warfare promete duas horas de puro entretenimento, onde estratégia militar e irreverência caminham lado a lado.

A estreia acontece na sexta-feira, 27 de fevereiro, às 21h30, no TVCine Top, estando também disponível no TVCine+  .

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Quando o mundo estava em guerra, houve quem decidisse lutar… sem pedir licença.