Universo Bosch Expande-se: Ariana Guerra Junta-se à Prequela Bosch: Start of Watch

Nova série da MGM+ recua até 1991 para explorar os primeiros dias de Harry Bosch na polícia de Los Angeles

O universo televisivo de Bosch continua a crescer e ganha agora um novo rosto. Ariana Guerra foi confirmada no elenco de Bosch: Start of Watch, a nova série da MGM+ que servirá de prequela às histórias do célebre detective criado por Michael Connelly. A actriz junta-se aos protagonistas já anunciados, Cameron Monaghan e Omari Hardwick, numa produção que promete explorar um período ainda pouco conhecido da vida de Harry Bosch.

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Ambientada em 1991, em Los Angeles, a série acompanha um Bosch de apenas 26 anos, nos seus primeiros dias como agente da polícia. Interpretado por Cameron Monaghan, o jovem Harry enfrenta uma cidade à beira do colapso, marcada por tensões raciais, violência de gangues e um Departamento de Polícia profundamente fracturado. Entre ocorrências aparentemente rotineiras e um clima de crescente instabilidade social, Bosch vê-se envolvido num assalto de grande escala e numa teia de corrupção criminal que irá moldar o seu futuro e consolidar o código moral que viria a definir a personagem: “Everybody counts or nobody counts.”

Um território inexplorado no universo de Michael Connelly

Ao contrário da série original, Bosch: Start of Watch não adapta directamente um livro específico da saga literária. Michael Connelly nunca escreveu uma prequela formal das aventuras de Harry Bosch. Em vez disso, a narrativa foi construída a partir de referências dispersas ao passado do detective, espalhadas por diferentes romances. O próprio autor descreveu esta nova série como uma incursão em “território inexplorado da personagem”, abrindo espaço para aprofundar as origens do seu carácter e da sua ética.

Omari Hardwick dará vida a Eli Bridges, uma personagem inédita que não existe nos livros. Bridges será o agente de formação de Bosch, desempenhando um papel crucial nos primeiros passos do jovem polícia dentro de um sistema complexo e muitas vezes contraditório.

Ariana Guerra será Rosa, uma rookie sob pressão

Ariana Guerra interpretará Rosa, também ela agente em início de carreira na LAPD e natural de Los Angeles. Criada nos bairros que agora patrulha, Rosa representa uma nova geração de polícias numa cidade ainda marcada pelo caso Rodney King. A personagem combina maturidade e astúcia de rua, mas carrega inseguranças profundas: uma gravidez precoce, uma primeira carreira falhada e a responsabilidade de sustentar o filho durante o seu ano probatório.

O argumento promete explorar ainda uma relação nascente entre Rosa e Bosch, romance que poderá pôr em causa a sua credibilidade profissional. A jovem agente terá de provar que é capaz de concluir o que começa, num ambiente onde qualquer fragilidade pode ser fatal para uma carreira em formação.

Equipa criativa e próximos projectos

Produzida pela Fabel Entertainment, a série é co-criada por Tom Bernardo e Brian Anthony, ambos envolvidos em Bosch: Legacy. Bernardo assume também o cargo de showrunner. Michael Connelly integra a equipa de produtores executivos, ao lado de Henrik Bastin, Jamie Boscardin Martin e Jasmine Russ, enquanto Theresa Snider participa como co-produtora executiva.

Ariana Guerra prepara-se ainda para integrar o elenco principal de Nemesis, nova série dramática criada por Courtney Kemp para a Netflix. No pequeno ecrã, a actriz já passou por produções como CSI: VegasPromised Land e Helstrom. No cinema, destacou-se como protagonista de Madres, produção da Amazon que lhe valeu uma nomeação para os Imagen Awards.

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Com Bosch: Start of Watch, a MGM+ aposta numa expansão ambiciosa de um universo que continua a conquistar fãs. Resta agora perceber se o jovem Harry Bosch conseguirá cativar o público tanto quanto a sua versão mais experiente.

Chris Hemsworth “Subornou” a Filha para Voltar ao Universo Marvel: “Já Acabámos?”

Actor revela que teve de negociar — e prometer uma mota — para convencer India Rose a filmar 

Avengers: Doomsday

Nem todos os super-heróis conseguem resolver problemas com um martelo mágico. Chris Hemsworth revelou que teve de recorrer a “negociações” bastante terrenas para convencer a filha, India Rose, a regressar ao papel de Love em Avengers: Doomsday. E sim, isso incluiu dinheiro… e possivelmente uma nova mota.

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O actor, que interpreta Thor no Universo Cinematográfico Marvel, contou a história durante a sua participação no programa norte-americano The View. Segundo Hemsworth, a filha de 13 anos já não encara as filmagens com o mesmo entusiasmo que demonstrava quando participou em Thor: Love and Thunder (2022). “Ela entrou no set e disse: ‘Quanto tempo é que isto vai demorar?’ E eu respondi: ‘Ainda nem começámos!’”, recordou, entre risos.

Adolescência vs. super-produções

A primeira tomada não ajudou. Mal terminaram, India perguntou: “Já acabámos?” Ao saber que ainda faltavam dois ou três dias de filmagens, a reacção não foi propriamente entusiástica. Hemsworth descreveu a atitude como tipicamente adolescente — alguma impaciência, algum ar enfadado, e várias retiradas estratégicas para a tenda ou para uma cadeira longe das câmaras.

“Não foi uma birra, de todo”, esclareceu o actor. Mas admitiu que a filha já demonstra traços de “actriz difícil”. A certa altura, segundo contou, India questionou mesmo a razão de estar ali: “Eu nem sequer estou a ser paga. O que é que estou aqui a fazer?” Hemsworth respondeu que o pagamento existia, mas que o dinheiro ficaria guardado até ela completar 18 anos. A resposta da jovem foi imediata: queria parte do valor “agora”.

No meio da situação, os realizadores Joe e Anthony Russo aguardavam que a jovem actriz regressasse ao set. E foi então que surgiu a solução inesperada.

A mota como argumento final

Hemsworth revelou que a filha compete e anda de mota, pelo que decidiu jogar essa carta. Quando India perguntou se poderia comprar a mota que desejava com o dinheiro ganho no filme, o actor deixou a possibilidade em aberto. “Talvez possas”, respondeu. Foi o suficiente para que a jovem aceitasse voltar ao trabalho.

Outro detalhe ajudava a explicar a impaciência: nessa mesma noite, India queria ir a um concerto de Billie Eilish. Hemsworth garantiu que não perderiam o espectáculo, mas precisava que ela terminasse primeiro as cenas.

O que esperar de Avengers: Doomsday

Pai e filha surgem já num teaser trailer divulgado em Dezembro, onde Thor aparece a rezar a Odin por força para enfrentar um último combate. O filme estreia nos cinemas a 18 de Dezembro e promete reunir um elenco de luxo.

Entre os nomes confirmados estão Chris Evans, Vanessa Kirby, Anthony Mackie, Pedro Pascal, Tom Hiddleston, Letitia Wright, Ian McKellen, Patrick Stewart e Rebecca Romijn. Robert Downey Jr. regressa ao universo Marvel, mas não como Tony Stark — desta vez interpretará o vilão Dr. Doom.

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Chris Hemsworth, recorde-se, é pai de três filhos — India Rose e os gémeos Sasha e Tristan — fruto da sua relação com a actriz Elsa Pataky. Pelo menos para já, parece que o Deus do Trovão conseguiu manter a sua jovem co-protagonista no caminho certo. Mesmo que tenha sido preciso um ligeiro “acordo comercial” familiar.

Produtor de Melania Acusa Nomeados aos Óscares de Mentira: “Temos Direito Legal à Música”

Disputa sobre banda sonora de Phantom Thread aquece polémica em torno do documentário da primeira-dama

A polémica em torno do documentário Melania ganhou um novo capítulo depois de o produtor Marc Beckman ter reagido publicamente às críticas de Paul Thomas Anderson e Jonny Greenwood. Em causa está a utilização de música composta para o filme Phantom Thread (2017), que os dois artistas consideram ter sido usada sem o devido respeito pelo acordo contratual existente.

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Beckman, produtor do documentário realizado por Brett Ratner sobre Melania Trump, rejeitou categoricamente as acusações. Em declarações ao site Breitbart News, classificou as críticas como “uma mentira flagrante” e garantiu que a produção detém todos os direitos necessários para utilizar a música em questão. “Temos o direito legal e a permissão para usar cada música e cada peça musical no filme. Fizemos tudo correctamente, seguimos o protocolo, respeitamos os artistas e compensámos todos pela utilização da sua música”, afirmou.

A posição de Paul Thomas Anderson e Jonny Greenwood

Do outro lado, Paul Thomas Anderson e Jonny Greenwood divulgaram uma declaração conjunta onde expressam desagrado com a inclusão de uma peça da banda sonora de Phantom Thread no documentário. Segundo os dois criadores, a Universal — estúdio responsável pelo filme original — não terá consultado Greenwood relativamente à utilização da música num projecto de terceiros, o que consideram uma violação do acordo celebrado com o compositor.

Na declaração enviada à Entertainment Weekly, afirmam que, embora Greenwood não detenha os direitos de autor sobre a partitura, o contrato previa consulta prévia para este tipo de utilização. Como consequência, pediram que a música fosse retirada do documentário.

Importa sublinhar que as críticas foram dirigidas à Universal e não directamente à equipa de produção de Melania, que foi produzido pela Amazon MGM Studios.

Contexto de prémios e tensão na indústria

A controvérsia surge numa altura particularmente visível para os envolvidos. Greenwood foi nomeado para o Óscar de Melhor Banda Sonora Original por Phantom Thread em 2018, enquanto Anderson recebeu nomeações para Melhor Filme e Melhor Realização pelo mesmo projecto. Este ano, ambos voltaram a ser nomeados pelos seus trabalhos em One Battle After Another, com Anderson a somar ainda uma nomeação para Melhor Argumento Adaptado.

O episódio acrescenta mais um elemento à já debatida trajectória do documentário Melania, que marca o regresso de Brett Ratner à realização depois de, em 2017, ter sido acusado de má conduta sexual por várias mulheres. Desde então, o realizador afastou-se de grandes produções até este projecto.

Bilheteira e investimento milionário

Apesar da polémica, Melania tem tido um percurso sólido nas salas de cinema, acumulando cerca de 13,3 milhões de dólares em bilheteira mundial até ao momento. A Amazon terá investido aproximadamente 75 milhões de dólares na aquisição e promoção do documentário, num movimento que chamou a atenção da indústria pelo valor envolvido num projecto documental.

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Resta agora perceber se a disputa sobre a banda sonora terá implicações legais ou se será resolvida nos bastidores. Para já, as posições estão bem definidas: de um lado, criadores que alegam violação contratual; do outro, produtores que garantem ter seguido todos os trâmites legais.

Revelada a Causa da Morte de Catherine O’Hara: Ícone de “Sozinho em Casa” Partiu aos 72 Anos

Actriz vencedora de Emmy faleceu vítima de embolia pulmonar associada a cancro retal

Foi agora revelada a causa da morte de Catherine O’Hara, actriz canadiana amplamente reconhecida pelos seus papéis em Sozinho em Casa e Schitt’s Creek. De acordo com o certificado de óbito emitido pelo condado de Los Angeles, a actriz morreu vítima de uma embolia pulmonar, resultante de um cancro retal subjacente.

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A informação, avançada por órgãos internacionais como a Associated Press e a Rolling Stone, esclarece que a causa oficial foi um coágulo sanguíneo nos pulmões, consequência de complicações relacionadas com a doença oncológica. O documento indica ainda que O’Hara estava a ser acompanhada por um oncologista desde Março do ano passado e que foi vista pela última vez em consulta a 27 de Janeiro. A actriz faleceu a 30 de Janeiro num hospital em Santa Monica, na Califórnia, após aquilo que inicialmente foi descrito como uma breve doença.

Uma carreira marcada por personagens inesquecíveis

Catherine O’Hara construiu uma das carreiras mais versáteis e respeitadas da comédia contemporânea. Para muitos espectadores, será sempre Kate McCallister, a mãe atarefada que, inadvertidamente, deixa o filho para trás em Sozinho em Casa e na sua sequela, ao lado de Macaulay Culkin. A personagem tornou-se um símbolo do cinema familiar dos anos 90 e permanece profundamente enraizada na cultura popular.

Já para gerações mais recentes, o nome de O’Hara está inevitavelmente associado a Moira Rose, a excêntrica ex-actriz da série Schitt’s Creek. A sua interpretação extravagante, simultaneamente caricatural e profundamente humana, valeu-lhe aclamação crítica e uma nova vaga de reconhecimento internacional. Foi precisamente por este papel que conquistou o Emmy de Melhor Actriz em Série de Comédia em 2020, consolidando um regresso tardio mas triunfante ao centro da indústria.

Uma presença constante no cinema de culto

Para além dos sucessos mais mainstream, O’Hara foi uma presença regular no universo do realizador Christopher Guest, participando em filmes como Waiting for GuffmanBest in Show e A Mighty Wind. Estas produções, frequentemente construídas em formato de falso documentário, cimentaram a sua reputação como actriz de ensemble, com uma capacidade singular para improvisação e criação de personagens memoráveis.

Também colaborou com Tim Burton, assumindo o papel de Delia Deetz nos filmes Beetlejuice e dando voz à personagem Sally em The Nightmare Before Christmas. Estes projectos contribuíram para alargar o seu público e reforçar a sua ligação ao cinema fantástico e ao imaginário gótico moderno.

Reconhecimento e legado

Ao longo da carreira, Catherine O’Hara acumulou dez nomeações para os Emmy e venceu por duas vezes: além do prémio por Schitt’s Creek, foi distinguida em 1982 pela escrita em série de variedades com SCTV, programa que marcou profundamente o humor televisivo norte-americano.

O seu percurso reflecte uma rara longevidade artística, capaz de atravessar décadas, géneros e gerações. De mãe dedicada a diva decadente, de artista conceptual excêntrica a figura de culto no cinema independente, O’Hara soube reinventar-se continuamente sem perder identidade.

Uma despedida que deixa marca

A confirmação da causa da morte encerra dias de especulação e presta maior clareza a uma perda sentida em múltiplas frentes da indústria do entretenimento. Catherine O’Hara deixa um legado marcado pelo humor inteligente, pela entrega às personagens e por uma versatilidade pouco comum.

Num panorama onde a comédia muitas vezes depende da repetição de fórmulas, O’Hara destacou-se pela originalidade e pelo risco. As suas personagens nunca foram apenas caricaturas; eram estudos minuciosos de comportamento humano, envoltos em exagero, mas sempre ancorados em verdade emocional.

A indústria perde uma das suas figuras mais singulares. O público perde uma presença que atravessou gerações com naturalidade rara. Mas as personagens que criou permanecem — e continuarão a ser revisitadas por muitos anos.

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Catherine O’Hara tinha 72 anos.

Ryan Coogler Entre o Triunfo e a Dúvida: O Homem por Trás de Sinners e da Revolução no Cinema de Autor

Do recorde histórico nos Óscares à sombra de Chadwick Boseman, o realizador enfrenta o sucesso com humildade — e ainda luta contra o síndrome do impostor

Ryan Coogler tem 39 anos, cinco filmes realizados e uma marca que poucos cineastas da sua geração conseguem reivindicar: mudou o centro de gravidade de Hollywood. E, no entanto, continua a falar como alguém que sente que ainda tem de provar que pertence ali. O sucesso avassalador de Sinners, o seu mais recente filme, veio calar cépticos, bater recordes e colocar o seu nome no centro da temporada de prémios — mas não silenciou totalmente as dúvidas interiores do realizador.

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O audaz cruzamento de géneros que é Sinners tornou-se no filme mais nomeado de sempre na história dos Óscares, com 16 nomeações, ultrapassando o recorde de 14 que durante décadas pertenceu a All About Eve e que mais tarde seria igualado por Titanic e La La Land. Distribuído pela Warner Bros., o filme tornou-se ainda o maior sucesso de bilheteira na América do Norte para uma obra não baseada em propriedade intelectual pré-existente desde Inception, em 2010. Para um projecto original de 90 milhões de dólares — vampiros, blues, trauma histórico e entretenimento puro — o feito é ainda mais notável.

No próximo mês, Coogler pode fazer história uma vez mais: nomeado para o Óscar de Melhor Realização, pode tornar-se o primeiro realizador negro a vencer a categoria. Está também nomeado para Melhor Filme, como produtor, e Melhor Argumento Original. É um momento de consagração. Mas o próprio insiste que a luta interior não desaparece com os prémios.

O peso da herança e o trauma da perda

Coogler fala frequentemente do chamado “síndrome do impostor”. Mesmo depois de Fruitvale StationCreed e os dois filmes de Black Panther, admite que houve momentos em que se sentiu deslocado no sistema que o celebrava. A origem dessa tensão remonta aos seus primeiros passos e à responsabilidade que sentiu quando Fruitvale Station explodiu no Sundance. O retrato da morte de Oscar Grant tornou-se um manifesto urgente sobre injustiça racial. Mas, após o sucesso, Coogler caiu numa depressão. Não estava convencido de que merecia o que vinha a seguir.

A perda de Chadwick Boseman, estrela de Black Panther, marcou-o de forma profunda. Quando o actor morreu em 2020, Coogler estava a escrever a sequela. O projecto teve de ser completamente reformulado. O luto foi pessoal e criativo. “Foi como se o sol tivesse desaparecido”, confessou. Wakanda Forever nasceu desse lugar de dor, e o realizador reconhece hoje que aprendeu ali uma lição decisiva: permitir-se viver o momento e aceitar o valor do seu próprio trabalho.

Da independência à escala global

O percurso de Coogler é raro na forma como transitou do cinema independente para o blockbuster sem perder identidade autoral. Fruitvale Station foi um triunfo íntimo e político. Creed revitalizou a saga Rocky com sensibilidade contemporânea e um profundo respeito pelo legado. Black Panther tornou-se um fenómeno cultural global, arrecadando 1,35 mil milhões de dólares e uma nomeação para Melhor Filme.

Mas foi com Sinners que Coogler regressou a um território inteiramente original. Inspirado pelas raízes familiares no Mississippi e pela tradição do blues, o filme acompanha dois gémeos, interpretados por Michael B. Jordan, que tentam abrir um clube nocturno em 1932, apenas para enfrentarem forças sobrenaturais. É um espectáculo ousado que mistura erotismo, terror e reflexão histórica — e que demonstra uma maturidade formal impressionante.

Coogler negociou ainda algo pouco comum: a reversão dos direitos do filme para si próprio 25 anos após o lançamento. A decisão alimentou debate na indústria, sobretudo num momento de incerteza na Warner Bros. Mas o sucesso de Sinnersdissipou qualquer dúvida sobre o risco.

Um realizador que pensa no público

Um dos momentos mais comentados do lançamento foi um vídeo divulgado pela Kodak, onde Coogler explica, com entusiasmo quase académico, os diferentes formatos de imagem e as melhores formas de ver o filme em sala. Milhões assistiram. O gesto foi simbólico: para o realizador, o cinema continua a ser uma experiência colectiva, pensada para o grande ecrã.

Hoje, enquanto trabalha no reboot de The X-Files — série que via religiosamente com a mãe — Coogler assume um papel cada vez mais central na indústria. Mas a ambição mantém-se simples: continuar a trabalhar, aprender e colaborar com artistas que admira.

Se há algo que define Ryan Coogler neste momento, é a tensão entre o reconhecimento externo e a humildade interior. Talvez seja essa combinação que torna o seu cinema tão vibrante: uma consciência aguda da responsabilidade histórica aliada a uma energia juvenil que recusa acomodar-se.

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O realizador fará 40 anos em Maio. E, ao que tudo indica, está apenas a começar.

“Parem de Falar da Minha Idade”: Halle Berry Responde Sem Filtros em Plena Promoção de Crime 101

A actriz denuncia o duplo padrão de Hollywood — e a internet dividiu-se

Há perguntas que se tornam automáticas nas entrevistas. E depois há perguntas que revelam um problema estrutural. Durante a promoção do seu novo filme, Crime 101, Halle Berry perdeu a paciência com um tema que, segundo a própria, surge repetidamente sempre que fala com a imprensa: a sua idade.

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A actriz, actualmente em digressão promocional, não hesitou quando confrontada com a questão numa entrevista recente ao programa “Heart Evening Show”. A reacção foi imediata e frontal: “Parem de perguntar pela minha idade.” Berry explicou que o tema surge invariavelmente, como se fosse impossível falar do seu trabalho sem sublinhar quantos anos tem. “Tenho 59 anos porque vivi 59 anos”, afirmou, apontando aquilo que considera ser um padrão aplicado sobretudo às mulheres.

A estrela de Catwoman e vencedora do Óscar não questiona o número — questiona a obsessão. Segundo Berry, dificilmente actores masculinos da sua geração são constantemente confrontados com o mesmo tipo de comentário. E essa discrepância é o que mais a incomoda. “Será que conseguimos alguma vez fugir da idade? Tem de ser sempre isso a definir-nos enquanto mulheres?”, questionou.

Um novo filme, um velho problema

A polémica surge numa altura em que Berry se prepara para estrear Crime 101, um thriller de assalto onde interpreta uma corretora de seguros desiludida que cruza caminhos com um ladrão de jóias envolvido num grande golpe. O filme conta ainda com Chris Hemsworth, Mark Ruffalo, Barry Keoghan e Corey Hawkins, reunindo um elenco de peso.

Ainda assim, em vez de a conversa se centrar na personagem ou na complexidade do projecto, a idade da actriz voltou a dominar o discurso mediático. E foi precisamente esse desvio que levou Berry a traçar a linha.

A questão não é nova em Hollywood. Atrizes continuam a ser frequentemente avaliadas com base na aparência e na juventude percebida, enquanto os seus colegas masculinos são enquadrados sobretudo pela carreira, estatuto ou desempenho artístico. A diferença de tratamento, subtil ou explícita, tem sido apontada ao longo dos anos por várias profissionais da indústria.

Reacções divididas nas redes sociais

As declarações de Halle Berry rapidamente circularam nas redes sociais, onde muitos utilizadores concordaram com a sua frustração. Vários comentários sublinharam que a constante associação entre idade e aparência feminina é redutora e cansativa. Outros destacaram que a actriz deve ser celebrada pelo percurso e talento, não pela forma como “mantém” a idade.

Houve também quem sugerisse uma leitura alternativa, defendendo que a referência à idade poderia ser interpretada como elogio. Ainda assim, o debate expôs uma tensão maior: até que ponto a idade continua a ser um filtro através do qual as mulheres são avaliadas publicamente?

Uma discussão que continua

Halle Berry não é a primeira actriz a abordar este tema, mas a sua resposta directa reacende uma conversa que permanece actual. A idade, inevitável e universal, torna-se frequentemente uma etiqueta quando aplicada às mulheres em posição de destaque.

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No meio da promoção de um novo filme, Berry conseguiu desviar o foco para algo mais estrutural: a forma como o discurso mediático pode perpetuar expectativas desiguais. E, concorde-se ou não com o tom, a questão permanece válida.

Crime 101 marca mais um capítulo numa carreira longa e consistente. E talvez seja precisamente isso que mereça maior atenção: o trabalho, e não o número.

Crime 101estreia nas salas de cinema em Portugal já no dia 12.

Apple TV Acelera em 2026: Monstros, Corrida Espacial e Keanu Reeves numa Comédia de Luxo

Ficção científica em força e uma comédia de luxo marcam os próximos meses da plataforma

A Apple TV+ prepara um início de ano particularmente forte, com o regresso de duas das suas séries de ficção científica mais populares e a estreia de uma comédia protagonizada por um elenco de luxo. Entre Fevereiro e Abril, a plataforma oferece razões mais do que suficientes para manter a subscrição activa.

De um universo povoado por monstros colossais a uma realidade alternativa onde a corrida espacial nunca terminou, passando por uma sátira mordaz ao mundo de Hollywood, os próximos meses prometem diversidade — e ambição.

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O regresso de Monarch: Legacy of Monsters

A primeira grande estreia chega já em Fevereiro com uma nova temporada de Monarch: Legacy of Monsters, série que expande o chamado “MonsterVerse” e aprofunda o universo das criaturas gigantes que regressaram ao centro da cultura popular nos últimos anos.

Com Kurt Russell, Wyatt Russell e Anna Sawai nos papéis principais, a série cruza drama familiar, conspirações governamentais e ameaças titânicas que desafiam qualquer tentativa de controlo humano. O espectáculo mantém a escala cinematográfica, mas sem abdicar da dimensão emocional que tem sustentado a narrativa.

For All Mankind: a corrida espacial continua

Em Março, é a vez de For All Mankind regressar com nova temporada. A série parte de uma premissa alternativa: e se a União Soviética tivesse chegado primeiro à Lua?

A partir dessa divergência histórica, constrói-se um mundo onde a corrida espacial nunca perdeu intensidade e onde o avanço tecnológico se tornou ainda mais acelerado. Ao longo das temporadas, a série tem explorado não apenas a exploração espacial, mas também as consequências políticas, sociais e humanas dessa competição prolongada.

Com uma abordagem rigorosa e personagens complexas, For All Mankind tornou-se num dos pilares da identidade da Apple TV+ no género da ficção científica.

Keanu Reeves lidera a comédia Outcome

Keanu Reeves, Cameron Diaz e Matt Bomer

Mas nem só de ficção científica vive a plataforma. A 10 de Abril estreia Outcome, uma comédia protagonizada por Keanu Reeves, Cameron Diaz e Matt Bomer, com realização de Jonah Hill — que também integra o elenco.

O filme acompanha uma estrela de Hollywood confrontada com a iminente divulgação de um vídeo capaz de arruinar a sua reputação. Para tentar descobrir quem está por trás da ameaça, o protagonista vê-se obrigado a revisitar o passado e a fazer as pazes com pessoas que poderá ter prejudicado ao longo da carreira.

Além dos nomes principais, o elenco inclui figuras como Martin Scorsese, Susan Lucci, Laverne Cox e David Spade, reforçando o carácter satírico e auto-reflexivo da produção.

Uma estratégia clara

Com estes três títulos, a Apple TV+ demonstra uma estratégia consistente: investir em conteúdos originais com escala, identidade e elencos fortes. Seja através da ficção científica especulativa, do espectáculo de monstros ou da comédia centrada no lado menos glamoroso de Hollywood, a plataforma procura afirmar-se como um espaço de criação autoral e ambiciosa.

TVCine Emotion Celebra o Amor com Uma Maratona Romântica no Dia dos Namorados

Para os próximos meses, a mensagem é evidente: a aposta continua a ser em variedade — mas sempre com qualidade.

Nicolas Cage é o Spider-Noir nas Primeiras Imagens da Nova Série da Prime Video

A versão noir do universo Homem-Aranha ganha vida com atmosfera sombria e um elenco de peso

Já tínhamos ouvido falar do projecto. Agora podemos finalmente vê-lo. A série Spider-Noir revelou as primeiras imagens oficiais e confirma aquilo que já era uma das maiores curiosidades do ano televisivo: Nicolas Cage assume o papel principal na adaptação em imagem real do universo noir da Marvel.

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Depois de ter dado voz à personagem na animação Homem-Aranha: No Universo Aranha, Cage regressa agora como Ben Reilly — também conhecido como “The Spider” — numa Nova Iorque dos anos 30 mergulhada em crime, corrupção e sombras expressionistas.

Um herói caído num mundo sem esperança

Baseada na banda desenhada Spider-Man Noir, a série acompanha Ben Reilly, um detective privado experiente e em má fase, que já foi o único super-herói da cidade. Após uma tragédia pessoal devastadora, abandona a máscara e tenta sobreviver como homem comum.

Mas, como qualquer narrativa noir exige, o passado nunca fica enterrado. Um novo caso obriga-o a confrontar quem foi — e a decidir se está disposto a voltar a vestir o sobretudo e a máscara.

Quem é quem em Spider-Noir

Ao lado de Cage surge Lamorne Morris no papel de Robbie Robertson, um jornalista ambicioso que tenta afirmar-se numa cidade implacável.

Li Jun Li interpreta Cat Hardy, a estrela de um clube nocturno nova-iorquino, cuja aparente frieza esconde motivações mais complexas.

Já Karen Rodriguez assume o papel de Janet Smart, a secretária leal e determinada de Ben Reilly.

O elenco inclui ainda Brendan Gleeson, Jack Huston e Abraham Popoola, reforçando o peso dramático do projecto.

Uma equipa criativa de alto nível

Produzida pela Sony Pictures Television para a MGM+ e a Prime Video, a série conta com Harry Bradbeer na realização dos dois primeiros episódios.

O argumento é supervisionado por Oren Uziel e Steve Lightfoot, com desenvolvimento da equipa vencedora do Óscar por Homem-Aranha: No Universo Aranha: Phil Lord, Christopher Miller e Amy Pascal.

Quando estreia?

Spider-Noir estreia na Primavera. Nos Estados Unidos chegará primeiro ao canal MGM+, seguindo-se a disponibilização global na Prime Video.

Se as primeiras imagens servirem de indicador, estamos perante a versão mais adulta e atmosférica do universo aranha — e com Nicolas Cage ao centro, o imprevisível é garantido

TVCine Emotion Celebra o Amor com Uma Maratona Romântica no Dia dos Namorados

Sete filmes, um sofá e muitas histórias de paixão para ver a 14 de Fevereiro

No próximo 14 de Fevereiro, o amor toma conta da programação do TVCine Emotion com um especial dedicado às grandes histórias românticas do cinema. Sob o mote “TVCine & Chill”, o canal prepara um dia inteiro de comédias e dramas românticos, encontros improváveis, segundas oportunidades e paixões intensas — para ver a dois… ou para suspirar sozinho.

A maratona arranca às 11h05 e prolonga-se até à noite, numa programação pensada para atravessar várias tonalidades do romance: do humor leve ao melodrama musical, do amor que nasce no caos ao que sobrevive ao destino  .

Começar com contratempos… e acabar em grande

O dia abre com Forças da Natureza, onde Ben Affleck e Sandra Bullock vivem um romance inesperado durante uma viagem marcada por imprevistos. Uma comédia romântica clássica sobre como, por vezes, o amor surge quando menos se espera — e no pior momento possível.

Segue-se, às 12h50Kate e Leopold, onde Meg Ryan e Hugh Jackman protagonizam uma história de amor que atravessa séculos, graças a uma viagem no tempo que transporta um duque do século XIX para a Nova Iorque contemporânea.

Às 14h45, entra em cena a comédia Como Despachar Um Encalhado, com Matthew McConaughey e Sarah Jessica Parker, numa história sobre maturidade tardia, independência e relações que começam por interesse… e acabam por surpresa.

Destino, perseguições e lua-de-mel desastrosa

A meio da tarde, às 16h20Feliz Acaso junta Kate Beckinsale John Cusack numa narrativa sobre destino e segundas oportunidades, onde o acaso pode ser o maior aliado do amor.

Pelas 17h50, a aventura romântica ganha ritmo com A Mexicana, reunindo Julia Roberts e Brad Pitt numa história marcada por desencontros, perseguições e muita tensão sentimental.

Já em horário nobre, às 19h50O Mal Casado coloca Ben Stiller no centro de uma lua-de-mel que rapidamente descamba num triângulo amoroso caótico, ao lado de Malin Akerman e Michelle Monaghan.

Um final à altura do dia

A fechar o especial, às 21h45, surge Assim Nasce Uma Estrela, a intensa história de amor e música protagonizada por Lady Gaga e Bradley Cooper. Um drama emocionalmente poderoso que equilibra paixão, sucesso e fragilidade, e que se tornou num dos romances mais marcantes do cinema recente.

Um Dia dos Namorados para todos

O Especial Dia dos Namorados do TVCine Emotion não se limita aos românticos incuráveis. É também para quem gosta de revisitar clássicos modernos, rir com os desencontros do amor ou emocionar-se com histórias de superação a dois.

No dia 14 de Fevereiro, o convite está feito: desligar o mundo, preparar o sofá e deixar o cinema tratar do resto.

28 Anos Depois: Danny Boyle Regressa ao Inferno Pós-Apocalíptico que Mudou o Terror Moderno

A aguardada sequela de 28 Dias Depois chega à televisão portuguesa a 13 de Fevereiro, no TVCine Top

Vinte e três anos depois de 28 Dias Depois ter redefinido o cinema de terror contemporâneo, Danny Boyle regressa finalmente ao universo que ajudou a criar com 28 Anos Depois, um novo capítulo que aprofunda o colapso social iniciado pelo vírus da raiva — e as cicatrizes deixadas por décadas de sobrevivência.

O filme estreia na televisão portuguesa sexta-feira, 13 de Fevereiro, às 21h30, no TVCine Top e no TVCine+, trazendo de volta um mundo onde o perigo já não vem apenas dos infectados, mas também daqueles que aprenderam a viver sem regras.

Um mundo isolado… e ainda mais perigoso

Em 28 Anos Depois, acompanhamos um grupo de sobreviventes que vive isolado numa pequena ilha, ligada ao continente por uma passagem fortemente vigiada. A aparente segurança deste refúgio é posta em causa quando um dos membros da comunidade parte numa missão arriscada ao interior do país. O que encontra do outro lado não é apenas um território devastado por novas mutações do vírus, mas também comunidades humanas profundamente marcadas por quase três décadas de colapso social.

O filme coloca o foco numa nova geração — pessoas que nunca conheceram o mundo “antes” — e questiona até que ponto a Humanidade sobreviveu intacta. Aqui, o terror não é apenas físico; é moral, psicológico e social.

O regresso de Danny Boyle ao universo que o definiu

Depois de 28 Dias Depois (2002) e de 28 Semanas Depois, realizado por Juan Carlos Fresnadillo, Danny Boyle volta a assumir o controlo criativo da saga, trazendo consigo a abordagem crua e experimental que tornou o primeiro filme tão influente.

Vencedor do Óscar por Quem Quer Ser Bilionário? (2008) e autor de obras como Trainspotting e 127 Horas, Boyle opta novamente por soluções técnicas pouco convencionais. Grande parte de 28 Anos Depois foi filmada com um iPhone, recuperando o espírito digital e instável do original, rodado em baixa definição — uma escolha estética que reforça a sensação de urgência, precariedade e caos permanente.

Um elenco de peso para um mundo em ruínas

O filme conta com um elenco de luxo, liderado por Jodie ComerAaron Taylor-JohnsonRalph Fiennes e Jack O’Connell. As personagens que interpretam reflectem diferentes formas de adaptação ao novo mundo — desde a tentativa de preservar valores antigos até à aceitação plena da brutalidade como norma.

Sem recorrer a explicações fáceis, 28 Anos Depois constrói um retrato inquietante de uma sociedade que já não sabe se quer ser salva… ou apenas sobreviver mais um dia.

Terror visceral com comentário social

Tal como os filmes anteriores, esta nova entrada na saga equilibra terror visceral com uma leitura política e social clara. O vírus continua a ser o catalisador do colapso, mas o verdadeiro horror nasce da forma como os sobreviventes se organizam, se isolam e se transformam.

28 Anos Depois não oferece conforto nem nostalgia. É um regresso a um futuro sombrio onde a civilização foi substituída por rotinas de medo, vigilância e violência latente — um espelho perturbador das ansiedades contemporâneas.

Na sexta-feira 13, Danny Boyle convida-nos a regressar ao pesadelo que nunca terminou.