Harrison Ford emocionou Michael J. Fox no plateau de Shrinking: “Reconheci o Parkinson nos olhos dele”

O encontro entre Harrison Ford e Michael J. Fox na terceira temporada de Shrinking foi muito mais do que uma simples colaboração entre duas lendas de Hollywood. Tornou-se um momento profundamente emocional, marcado pela empatia, pelo respeito mútuo e por uma representação da doença de Parkinson que tocou quem a vive na primeira pessoa.

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Um reencontro carregado de significado

Michael J. Fox, de 64 anos, junta-se ao elenco da terceira temporada da série da Apple TV+, onde Harrison Ford interpreta o Dr. Paul Rhoades, um terapeuta diagnosticado com Parkinson. A particularidade desta colaboração é evidente: Fox vive com a doença há mais de três décadas e tornou-se uma das vozes mais importantes na sensibilização para o Parkinson a nível mundial.

Em declarações à Vanity Fair, Fox não poupou elogios à forma como Ford abordou a personagem. “Não precisei de o convencer de que tenho Parkinson, mas ele teve de me convencer de que o tinha”, confessou. O actor explicou que ficou surpreendido com a profundidade emocional que Ford trouxe para o papel, acrescentando: “Reconheci o Parkinson nos olhos dele. As coisas que eu sinto estavam lá, na forma como ele se expressava”.

Uma interpretação que foi além da representação

A força da interpretação de Harrison Ford foi tal que Michael J. Fox admitiu ter sido levado às lágrimas durante as gravações. Para Ford, esse reconhecimento resume quem Fox é enquanto pessoa e enquanto artista. O actor descreveu o colega como “generoso, solidário, aberto” e não resistiu a acrescentar, com humor, que Fox é também “um actor incrivelmente bom”.

Ford sublinhou ainda a responsabilidade de representar uma doença tão complexa: “É uma condição intimidante e também um trabalho intimidante retratá-la da forma certa. Foi uma experiência muito importante para mim”. Apesar de interpretar uma personagem numa fase diferente da doença, o actor fez questão de estudar e compreender o Parkinson com rigor e respeito.

Mais do que dois actores, uma história necessária

Antes de Shrinking, Harrison Ford admitiu que não conhecia bem Michael J. Fox, apesar de se terem cruzado algumas vezes ao longo dos anos. Ainda assim, destacou a importância da presença do actor na série: “A vontade dele em fazer parte do projecto dá-nos um propósito real. Não somos apenas dois actores a trabalhar juntos. Há uma história para contar”.

Fox, por sua vez, elogiou a subtileza do trabalho de Ford, considerando-o um actor muitas vezes subestimado, apesar do reconhecimento generalizado da sua carreira. Acrescentou ainda que Ford foi “extremamente protector” durante as filmagens, garantindo que a experiência fosse positiva e segura.

Uma série que ganha nova profundidade

Shrinking, criada por Bill Lawrence, tem sido elogiada pela forma honesta e humana como aborda temas difíceis, equilibrando drama, humor e emoção. A entrada de Michael J. Fox na terceira temporada acrescenta uma camada extra de autenticidade e impacto emocional, reforçando a série como uma das propostas mais sensíveis da televisão actual.

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Os novos episódios de Shrinking estreiam às quartas-feiras na Apple TV+, prometendo momentos tão comoventes quanto memoráveis.

Matt Damon escolhe o maior actor cómico de sempre – e não é quem está a pensar

Ao longo de uma carreira marcada por thrillers, dramas intensos e blockbusters de grande escala, Matt Damon nunca foi exactamente catalogado como um actor de comédia. Ainda assim, quem acompanha o seu percurso sabe que o actor sempre revelou um apurado sentido de tempo cómico, mesmo quando o riso não era o objectivo principal.

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Uma carreira onde a comédia aparece de surpresa

Nos anos 90, Damon mostrou essa faceta em filmes como Chasing Amy e Dogma, de Kevin Smith, onde provou que sabia lidar com diálogos rápidos e humor mordaz. Mais tarde, voltou a surpreender em Stuck on You, dos irmãos Farrelly, uma comédia hoje impensável em muitos aspectos, mas que na altura funcionou como um produto típico do início dos anos 2000.

Apesar de nunca se ter dedicado de corpo e alma ao género, Damon continuou a espalhar pequenos momentos cómicos ao longo da sua filmografia. A trilogia Ocean’s ElevenOcean’s Twelve e Ocean’s Thirteen, realizada por Steven SoderberghThe Informant!, de Tom McCarthy, ou até as suas participações nos filmes de Thor realizados por Taika Waititi demonstram uma versatilidade rara. E sim, EuroTrip continua a ser citado com carinho por toda uma geração.

O génio que todos admiram, mesmo fora da comédia

Naturalmente, alguém com esta sensibilidade não deixa de reconhecer o verdadeiro génio quando o vê. Numa conversa com a Rotten Tomatoes, Matt Damon foi claro ao apontar quem considera ser o maior actor cómico de todos os tempos: Peter Sellers.

A escolha não é inocente. Sellers é o protagonista de Dr. Strangelove, de Stanley Kubrick, um dos filmes preferidos de Damon. No clássico de 1964, o actor britânico interpreta várias personagens com uma mestria que continua a surpreender décadas depois. Para Damon, a dúvida nem sequer se colocava entre vários títulos: o importante era garantir que Peter Sellers estava presente.

“Ele é absolutamente brilhante e terrivelmente engraçado”, afirmou o actor, resumindo uma opinião partilhada por nomes como Jim CarreySteve MartinMike Myers ou Will Ferrell, todos assumidamente influenciados pelo trabalho de Sellers.

Um legado impossível de ignorar

Apesar da fama de difícil nos bastidores, poucos negam o impacto duradouro de Peter Sellers na história do cinema. A sua capacidade camaleónica, o risco constante e a inteligência do seu humor fizeram dele uma referência transversal, respeitada tanto por actores de comédia como por intérpretes mais associados ao drama.

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Será Peter Sellers o maior actor cómico de sempre? A resposta continua aberta, mas quando um actor como Matt Damon o coloca nesse pedestal, é difícil discordar. Pelo menos, no panteão dos grandes, o seu lugar está mais do que garantido.

De McDreamy a assassino: Patrick Dempsey estreia-se na acção numa série que está a dividir a crítica

Durante anos, Patrick Dempsey foi sinónimo de charme televisivo. Para milhões de espectadores, será sempre o eterno “McDreamy” de Grey’s Anatomy. Mas os tempos mudam — e Dempsey decidiu trocar o bloco operatório por algo bem mais sombrio. A nova série Memory of a Killer, da Fox, marca a sua estreia como protagonista num registo de acção pura e dura… com resultados curiosos.

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Um assassino com Alzheimer e uma vida dupla

Em Memory of a Killer, Dempsey interpreta Angelo, um assassino profissional de elite que vê a sua vida virar do avesso após ser diagnosticado com Alzheimer de início precoce. À medida que a memória começa a falhar, algo inesperado acontece: a consciência desperta. Como se não bastasse, Angelo começa a suspeitar que a recente morte da mulher pode não ter sido um simples acidente, empurrando-o para um caminho de vingança inevitável.

O conceito joga deliberadamente com contrastes fortes. Angelo vive duas vidas completamente separadas: durante a semana é um pacato vendedor de fotocopiadoras em Cooperstown e pai dedicado; nas sombras, é um temido assassino em Nova Iorque. Uma compartimentação perfeita… até deixar de o ser.

Um remake com várias camadas de ADN cinematográfico

A série é um remake directo do filme Memory, protagonizado por Liam Neeson, que por sua vez foi inspirado no premiado filme belga De Zaak Alzheimer. Segundo Michael Thorn, responsável da Fox, o tom da série pode ser descrito como uma mistura improvável entre 24 e House — acção, urgência e dilemas morais em doses generosas.

Crítica dividida, elogios a Dempsey

As primeiras reacções não tardaram e são tudo menos consensuais. No Rotten Tomatoes, Memory of a Killer apresenta, para já, uma pontuação modesta de 43%, reflectindo uma recepção claramente dividida. Ainda assim, há um elemento que reúne elogios quase transversais: Patrick Dempsey.

Wall Street Journal considera-o “sólido”, destacando as cenas de perseguição, enquanto a USA Today sublinha que sem o carisma de Dempsey — e de Michael Imperioli, seu colega de elenco — a série seria facilmente esquecível. Já a Variety e a Hollywood Reporter são menos simpáticas, apontando falta de personalidade e um excesso de suspensão de descrença.

Vale a pena dar uma oportunidade?

Apesar das fragilidades apontadas, Memory of a Killer tem curiosidade suficiente para justificar uma espreitadela. Ver Patrick Dempsey abandonar definitivamente o estatuto de galã televisivo para abraçar um anti-herói marcado pela culpa, pela doença e pela violência não deixa de ser um passo arrojado. Mesmo que a série ainda não saiba exactamente o que quer ser, o potencial está lá.

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McDreamy pode já não salvar vidas num hospital, mas como “McKiller”, pelo menos, conseguiu dar que falar. 🔫🧠

Depois de longa espera, o novo thriller de acção de Guy Ritchie com Henry Cavill já tem data marcada

Demorou mais do que o previsto, alimentou rumores e levantou dúvidas, mas agora é oficial: Guy Ritchie está finalmente pronto para regressar ao grande ecrã com In the Grey. O aguardado thriller de acção protagonizado por Henry Cavillestreia a 10 de Abril de 2026, mais de um ano depois da data inicialmente anunciada.

Um regresso à acção com assinatura Ritchie

In the Grey acompanha uma equipa secreta de operacionais de elite que vive nas sombras do sistema global. São tão eficazes a manipular poder e influência como a manusear armas automáticas e explosivos de alto calibre. Quando um déspota implacável se apodera de uma fortuna avaliada em mil milhões de dólares, a equipa é enviada para a recuperar numa missão que, para qualquer outra pessoa, seria puro suicídio.

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Aquilo que começa como um golpe aparentemente impossível rapidamente se transforma num conflito total, onde estratégia, engano e sobrevivência se misturam num cenário de guerra aberta. Tudo elementos familiares para quem conhece o cinema de Guy Ritchie, aqui novamente a escrever e a realizar, prometendo ritmo acelerado, diálogos afiados e personagens maiores do que a vida.

Um elenco de luxo e um adiamento estratégico

Além de Henry Cavill, o filme conta com Jake GyllenhaalEiza GonzálezKristofer HivjuFisher Stevens e Rosamund Pike. Um elenco claramente pensado para dar músculo dramático e carisma a um projecto ambicioso.

Originalmente previsto para Janeiro de 2025, poucos meses após The Ministry of Ungentlemanly Warfare, o filme acabou por ser retirado do calendário no final de 2024. Na altura, a Lionsgate justificou a decisão afirmando que o projecto “ainda não estava pronto”. Houve quem especulasse que o adiamento estaria ligado ao desempenho modesto do anterior filme da dupla nas salas de cinema — algo que acabou por ser parcialmente compensado pelo sucesso posterior em streaming.

Confiança total no projecto

Benjamin Kramer, responsável pela distribuição nos EUA da Black Bear, não esconde o entusiasmo: elogia Guy Ritchie como um dos grandes mestres do cinema de acção moderno e garante que In the Grey concentra “cada grama do seu estilo e humor característicos”, sublinhando ainda a importância da colaboração com a Lionsgate para tornar o lançamento possível.

Ritchie e Cavill: dois nomes sempre em movimento

Desde a última colaboração, ambos têm mantido agendas recheadas. Ritchie lançou Fountain of Youth na Apple TV+, com John Krasinski, e prepara ainda a comédia negra Wife & Dog. Pelo caminho, esteve envolvido em séries como The GentlemenMobland e Young Sherlock, além de vários documentários.

Já Henry Cavill, após uma participação especial em Deadpool & Wolverine, prepara um futuro igualmente intenso, que inclui Enola Holmes 3Voltron, o aguardado remake de Highlander e uma ambiciosa série de Warhammer 40,000 para a Prime Video.

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Depois de tanta espera, In the Grey começa finalmente a ganhar forma concreta. Resta agora saber se o filme vai corresponder às expectativas… mas com Guy Ritchie e Henry Cavill no comando, pelo menos matéria-prima não falta.

Um homem armado de canções: Bob Marley: One Love chega à televisão portuguesa

Há figuras que ultrapassam o estatuto de artista e se transformam em símbolos universais. Bob Marley é uma dessas raras exceções. Ícone global da música, voz maior do reggae e mensageiro de paz num mundo marcado por divisões, Marley é agora celebrado no grande drama biográfico Bob Marley: One Love, que estreia na televisão portuguesa no dia 30 de Janeiro, às 21h30, no TVCine Top e no TVCine+  .

Mais do que uma biografia, um retrato de momentos decisivos

Longe de seguir o formato clássico de “vida desde a infância até à morte”, Bob Marley: One Love opta por se concentrar em períodos-chave da vida e da carreira do músico jamaicano. O filme acompanha momentos determinantes como a criação do lendário álbum Exodus, a tentativa de assassinato sofrida em 1976 e o histórico One Love Peace Concert, realizado em 1978, num contexto de extrema tensão política na Jamaica  .

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É através destes episódios que o filme constrói o retrato de um homem dividido entre a pressão externa, os conflitos internos e a responsabilidade de usar a sua voz como instrumento de mudança social. Marley surge não apenas como músico, mas como figura espiritual e política, profundamente ligada ao movimento rastafári e à ideia de união entre povos e classes.

Kingsley Ben-Adir dá corpo e alma à lenda

No papel principal, Kingsley Ben-Adir oferece uma interpretação amplamente elogiada, captando não só a presença em palco de Bob Marley, mas também a sua fragilidade, determinação e humanidade fora dos holofotes. Ao seu lado, Lashana Lynch interpreta Rita Marley, companheira de vida e de luta, figura essencial no percurso pessoal e artístico do cantor.

O filme acompanha ainda a dinâmica com The Wailers, mostrando como a música se tornou uma arma pacífica num país dividido pela violência e por rivalidades políticas profundas.

Uma celebração do poder transformador da música

Realizado por Reinaldo Marcus Green, nomeado para os Óscares por King Richard: Para Além do JogoBob Marley: One Love aposta numa abordagem sensível e emotiva, sem fugir aos momentos mais duros da história. A banda sonora — distinguida nos Grammy Awards 2025 — reforça a força emocional do filme e sublinha o impacto duradouro das canções de Marley, ainda hoje usadas como hinos de resistência, esperança e fraternidade  .

Mais do que um simples retrato cinematográfico, o filme funciona como uma homenagem sentida a um homem que acreditava genuinamente que a música podia mudar o mundo. E, de certa forma, mudou mesmo.

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Uma estreia a não perder

Bob Marley: One Love é uma proposta imperdível para quem aprecia cinema biográfico, música com mensagem e histórias de coragem em tempos difíceis. A estreia acontece sexta-feira, 30 de Janeiro, às 21h30, no TVCine Top, com disponibilidade também no TVCine+ — uma oportunidade perfeita para revisitar o legado de uma das maiores vozes da história da música.