Luxo, intrigas e mortes à vista: The White Lotus escolhe Saint-Tropez para a 4.ª temporada

Um château do século XIX torna-se o novo epicentro do caos

A próxima paragem de The White Lotus já está definida — e promete elevar ainda mais a fasquia do luxo. A série criada por Mike White* vai instalar-se no imponente Château de la Messardière, em Saint-Tropez, no sul de França, que servirá como principal localização da quarta temporada. O edifício do século XIX fará as vezes de mais um hotel de luxo da fictícia cadeia onde, como manda a tradição da série, os hóspedes raramente saem ilesos.

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Situado ligeiramente afastado do centro da cidade, mas com vistas privilegiadas sobre o Mediterrâneo, o Château de la Messardière é um verdadeiro postal da Riviera Francesa. Aberto apenas entre o final de Abril e meados de Outubro, o hotel pratica preços à altura do seu estatuto: uma noite no quarto mais modesto pode ultrapassar os 1.300 dólares logo no fim-de-semana de abertura da época.

França volta a receber a sátira mordaz da HBO

A HBO confirmou ainda em Novembro que a quarta temporada seria filmada em França, marcando a segunda incursão europeia da série, depois da muito comentada segunda temporada rodada em Itália. Antes disso, The White Lotus passou pelo Havai e pela Tailândia, sempre usando destinos paradisíacos como pano de fundo para uma crítica feroz às elites endinheiradas e às suas contradições morais.

Como é habitual, os detalhes da nova temporada estão a ser mantidos sob forte sigilo. Ainda assim, já se sabe que os primeiros actores confirmados no elenco são Alexander Ludwig e AJ Michalka. Mike White encontra-se actualmente a escrever os novos episódios, ao mesmo tempo que prepara a sua participação na 50.ª temporada do programa Survivor, da CBS — um detalhe curioso para um criador conhecido por explorar jogos de poder, alianças frágeis e conflitos latentes.

Um cenário com história… e passado aristocrático

O Château de la Messardière não foi escolhido ao acaso. De acordo com o site oficial do hotel, o edifício foi construído no século XIX por Gabriel Dupuy d’Angeac, um abastado comerciante de conhaque, que o ofereceu como presente de casamento à filha Louise. Após a morte do marido, Louise transformou a propriedade num hotel, que se tornou refúgio da elite parisiense nos anos 1920.

Depois de décadas de abandono, o château foi restaurado em 1989 e integra hoje o exclusivo grupo Airelles, especializado em hotéis de luxo. Um passado aristocrático, decadência e renascimento — ingredientes que encaixam perfeitamente no ADN de The White Lotus.

Produção arranca na Primavera

As filmagens da quarta temporada deverão arrancar já na Primavera, recorrendo não só ao château como também a outras localizações em França. Mike White volta a assumir a produção executiva ao lado de David Bernad e Mark Kamine, garantindo continuidade criativa a uma das séries mais comentadas e premiadas dos últimos anos.

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Se o cenário promete glamour absoluto, a história deverá, como sempre, expor o lado mais feio por trás das fachadas douradas. Em The White Lotus, quanto mais luxuoso é o hotel, maior costuma ser a contagem de cadáveres.

Processo contra Top Gun: Maverick entra em queda livre e Paramount soma nova vitória em tribunal

Juiz federal rejeita alegações de co-autoria do argumento

A turbulência judicial em torno de Top Gun: Maverick voltou a terminar com uma vitória clara para a Paramount. Pela segunda vez em menos de uma semana, um tribunal federal norte-americano rejeitou uma acção judicial que colocava em causa a autoria do argumento do sucesso de 2022, desta vez de forma ainda mais contundente.

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O juiz federal Jed Rakoff decidiu arquivar definitivamente o processo movido por Shaun Gray, que alegava ter contribuído de forma substancial para o argumento do filme. Mais do que isso, o magistrado abriu caminho para que avancem as contra-acusações da Paramount Pictures, incluindo alegações de fraude e violação de direitos de autor por parte do próprio queixoso.

Na decisão, o juiz foi directo: o alegado copyright de Gray é inválido, o que torna inútil analisar qualquer outro argumento apresentado pela defesa. Um veredicto que, na prática, coloca o processo “fora de combate” antes mesmo de ganhar altitude.

Alegações frágeis e um argumento já protegido

Shaun Gray, primo e antigo assistente do argumentista creditado Eric Warren Singer, defendia que trabalhou directamente no guião com Singer e com o realizador Joseph Kosinski, tendo escrito cenas-chave de acção que ajudaram a transformar o filme num fenómeno de bilheteira.

O problema, segundo o tribunal, é simples: Gray nunca informou formalmente a Paramount de que estaria a escrever para o projecto. Mais ainda, o juiz sublinhou que Top Gun é uma propriedade intelectual totalmente protegida desde o filme original de 1986, sendo “evidente” que quaisquer cenas alegadamente escritas por Gray derivam directamente desse universo, personagens e estrutura narrativa.

Ou seja, mesmo que tivesse contribuído, estaria sempre a trabalhar sobre material pré-existente pertencente ao estúdio, o que enfraquece de forma decisiva qualquer pretensão de direitos de autor independentes.

Contra-ataque da Paramount segue para julgamento

A decisão judicial não se limitou a encerrar o processo de Gray. Pelo contrário, mantém vivas as contra-acusações da Paramount, que alega que o autor desvalorizou deliberadamente a propriedade intelectual do estúdio ao ocultar as suas alegadas contribuições enquanto colaborava informalmente com Singer.

Para o estúdio, este silêncio estratégico terá criado riscos legais desnecessários e potenciais danos comerciais. Um argumento que o tribunal considerou suficientemente sólido para seguir para julgamento.

Em comunicado, a Paramount mostrou-se satisfeita com o desfecho: o estúdio sublinha que a decisão confirma a fragilidade das alegações e permite avançar com a defesa activa da sua propriedade intelectual.

Um historial recente favorável ao estúdio

Este caso surge pouco depois de outra derrota judicial relacionada com Top Gun, quando um tribunal de recurso rejeitou a tentativa da família de Ehud Yonay — autor do artigo “Top Guns” que inspirou o filme original — de travar legalmente Top Gun: Maverick e futuros projectos da saga, incluindo um eventual Top Gun 3.

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Com estas decisões, o franchise protagonizado por Pete “Maverick” Mitchell parece finalmente livre de ameaças legais sérias. Tal como no ecrã, também nos tribunais, mexer com Top Gun continua a revelar-se uma má ideia.

De Hollywood para África Ocidental: Meagan Good e Jonathan Majors tornam-se cidadãos da Guiné

Uma cerimónia discreta, mas carregada de simbolismo

Meagan Good e Jonathan Majors, um dos casais mais comentados de Hollywood nos últimos anos, receberam oficialmente a cidadania da Guiné, país da África Ocidental, após terem rastreado a sua ascendência até à região através de testes de ADN. A distinção foi atribuída numa cerimónia privada realizada na sexta-feira, em Conacri, capital do país, longe dos holofotes mediáticos, mas com um forte peso simbólico e político.

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Durante o evento, Djiba Diakité, chefe do gabinete do Presidente da Guiné, deixou palavras claras sobre o significado do gesto: “Pensamos que fazem parte dos filhos e filhas dignos desta Guiné. Representam o nosso país, a bandeira vermelho-amarelo-verde, em todo o mundo.” O casal tem ainda prevista uma visita a vários pontos turísticos do país, num gesto que procura reforçar a ligação agora formalizada.

O percurso atribulado de Jonathan Majors

Para Jonathan Majors, esta distinção surge num momento particularmente delicado da sua carreira. O actor parecia destinado ao topo absoluto da indústria cinematográfica após o reconhecimento crítico em filmes como Da 5 Bloods e na série Lovecraft Country. A sua escolha para interpretar Kang, o Conquistador, no universo da Marvel colocava-o como uma das grandes apostas do estúdio para os próximos anos.

Tudo mudou em 2023, quando foi detido após uma altercação com a então namorada, acabando por ser condenado por agressão e assédio. A Marvel afastou-o imediatamente dos seus projectos futuros e Magazine Dreams, filme que chegou a ser apontado como potencial candidato aos Óscares, ficou congelado até ao ano passado. Desde então, Majors tem tentado reconstruir a sua imagem pública e profissional, num processo longo e longe de consensos.

Uma relação sob escrutínio constante

Meagan Good, actriz com uma carreira sólida em cinema e televisão, começou a namorar Majors em 2023 e manteve-se sempre ao seu lado durante o mediático julgamento em Nova Iorque. O casal ficou noivo em 2024 e acabou por casar no ano passado, numa cerimónia pequena e improvisada, coincidindo com a promoção de Magazine Dreams. A atribuição da cidadania guineense surge, assim, como um novo capítulo numa história pessoal e pública marcada por altos e baixos.

Um movimento mais amplo de regresso às origens

A Guiné junta-se a outros países africanos que têm concedido cidadania a descendentes de pessoas escravizadas. Em 2024, a cantora Ciara tornou-se cidadã do Benim, enquanto o Gana naturalizou mais de 500 afro-americanos, na sequência do convite lançado em 2019 pelo então Presidente Nana Akufo-Addo, no âmbito das comemorações dos 400 anos da chegada dos primeiros africanos escravizados à América do Norte.

O contexto político guineense

Esta decisão surge num momento politicamente sensível para o país. A Guiné é governada desde 2021 pelo líder da junta militar, o general Mamadi Doumbouya, que chegou ao poder após um golpe de Estado. No mês passado, foi declarado vencedor das eleições presidenciais, num processo fortemente criticado pela repressão da oposição e pela ausência de adversários relevantes.

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Ainda assim, a atribuição da cidadania a figuras internacionais como Good e Majors reforça a estratégia do país em projectar uma imagem de reconexão histórica e cultural com a diáspora africana.