Ariana Grande Quer Muito Ficar de Fora da “Narrativa 6-7” — E Adam Sandler Não Tem Culpa Nenhuma

Ariana Grande está em plena campanha de promoção para Wicked: For Good, mas acabou, involuntariamente, no centro de um meme que nem sabia que existia. A cantora e actriz sentou-se recentemente com Adam Sandler para uma nova edição do Actors on Actors, da Variety/CNN — uma conversa descontraída, calorosa e cheia de admiração mútua. Mas bastou uma expressão ligeiramente franzida de Grande para incendiar a internet.

A origem do episódio é quase absurda. Durante a conversa, Sandler comentou que Grande tinha filmado “seis ou sete” cenas emocionais consecutivas no set de Wicked: For Good. Uma frase totalmente inocente. Porém, no exacto momento em que as palavras “six or seven” saíram da boca de Sandler, Ariana fez um micro-franzir de sobrancelha, quase imperceptível, mas suficiente para que o público mais online entrasse em alvoroço. Era, para muitos, a prova de que Ariana Grande estava — mais uma vez — a reagir ao famigerado meme “6-7”.

Para os espectadores que não vivem mergulhados na cultura de internet, o fenómeno precisa de explicação. “6-7” tornou-se um meme universal entre adolescentes e jovens adultos depois de o rapper de Filadélfia, Skrilla, usar os números no refrão do seu tema viral “Doot Doot (6 7)”. O significado? Depende de quem se pergunta. O artista já disse que os números “representam o seu cérebro”. Outros vêem ali referências a ruas, códigos policiais ou simplesmente nonsense puro. A verdade é que os miúdos não querem saber: “6-7” tornou-se uma espécie de piada automática. Se alguém diz as palavras “seis” e “sete” juntas, o meme ganha vida.

Ariana, que costuma estar bem sintonizada com os fenómenos virais, tornou-se alvo desta narrativa há semanas, quando fãs alegaram que já tinha reagido a um “6-7” num momento anterior da tour promocional. Daí que o simples comentário de Sandler tenha sido interpretado como o gatilho perfeito. O clipe do franzir de sobrancelha espalhou-se rapidamente pelas redes sociais.

Só que Ariana Grande insiste que não percebe nada disto. Numa caixa de comentários do Instagram, foi directa ao assunto: “i don’t know what this means !”, escreveu, exasperada. Explicou que a expressão no rosto era apenas reacção às palavras de Sandler sobre o número de cenas dramáticas que teve de gravar de seguida. E depois deixou escapar um inocente pânico digital: “i’m scared what is 67.

Poucos minutos depois, publicou um segundo comentário ainda mais clarificador — e divertido: “actually i don’t want to know please i love you all enjoy”. Ou seja, Ariana Grande está oficialmente fora da narrativa. Ou, como diria Taylor Swift, “I would very much like to be excluded from this story.”

Ainda assim, o momento tornou-se mais um capítulo delicioso na crónica moderna da cultura pop, onde qualquer sobrancelha levantada pode alimentar memes globais. E tudo isto enquanto Grande e Sandler falavam calmamente sobre os seus novos trabalhos — ele com Jay Kelly, ela com o musical que promete redefinir o universo de Wicked.

Ironia máxima: Adam Sandler, lenda da comédia, não demonstrou o mais pequeno sinal de saber que o meme existia. Ariana, que teoricamente estaria mais por dentro, também não. Mas a internet, sempre vigilante, viu mais do que estava lá.

No fim, fica um daqueles episódios que são puro oxigénio para os fãs de cultura digital e um lembrete de que, na era dos vídeos curtos e reacções instantâneas, ninguém está imune a tornar-se meme — nem mesmo quando só está a falar de cenas emocionais. E Ariana Grande, pelo menos desta vez, prefere manter-se bem longe disso.

Kate Winslet Critica a Moda do Ozempic: “É Assustador” — E Defende a Beleza das Mãos Envelhecidas

Kate Winslet, que sempre recusou ceder às pressões mais agressivas de Hollywood, voltou a posicionar-se com firmeza num tema que está a dominar tanto a indústria como o quotidiano das redes sociais: a normalização dos fármacos para perda de peso. Em entrevista recente, a actriz de 50 anos descreveu a actual obsessão com injecções como o Ozempic como “frightening” e admitiu que está mais preocupada do que nunca com a forma como a aparência continua a comandar a autoestima, mesmo numa era que se pretende mais inclusiva.

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Winslet assume que a adesão generalizada a estas medicações a deixa profundamente desconfortável, sobretudo porque a maioria das pessoas, segundo ela, não faz ideia real do que está a colocar no corpo. “A falta de cuidado com a própria saúde é aterradora”, afirmou, num dos momentos mais contundentes da conversa. Para a actriz, é como se a cultura visual contemporânea tivesse entrado num estado de caos: por um lado, há mulheres que abraçam a sua identidade e o seu corpo; por outro, há quem corra para alterar tudo quanto possível, numa tentativa desesperada de corresponder a expectativas irreais.

A actriz também falou das pressões para evitar o envelhecimento, rejeitando frontalmente procedimentos como botox e preenchimentos estéticos, que considera retirar algo essencial do rosto — uma espécie de assinatura emocional. Winslet confessou, aliás, que uma das coisas que mais aprecia no processo de envelhecer são as mãos a ganhar marcas, pequenas cartografias de experiências vividas. “As mãos envelhecidas são a minha coisa favorita”, disse, celebrando nelas uma beleza autêntica e profundamente humana. Mas reconheceu que esta visão não é partilhada pelas gerações mais novas, que, segundo ela, “não têm noção do que é realmente ser bonita”.

A actriz não fala do tema a partir de um pedestal distante; fala a partir da memória do que foi crescer sob vigilância global. Aos 19 anos, depois do fenómeno Titanic, Winslet viu-se catapultada para níveis de fama que não soubera antecipar. Hoje lembra que a imprensa pode ser cruel, e que ela própria foi alvo de um escrutínio particularmente agressivo sobre o corpo. “Os media foram vis, atacaram-me de forma contínua”, recorda. Sente que foi demasiado jovem para enfrentar tamanha exposição e admite que se sentiu invadida numa fase em que tentava apenas sobreviver ao sucesso e à pressão.

Nos últimos anos, Winslet tem revisitado esses episódios com uma clareza nova. Em 2022, no podcast Happy Sad Confused, admitiu que gostaria de voltar atrás para enfrentar directamente alguns jornalistas que a diminuíram publicamente. “Eu teria usado a minha voz de outra forma. Teria dito: ‘Não te atrevas a tratar-me assim’.” Esse impulso de coragem traduz-se agora numa presença pública mais firme e militante, sobretudo quando sente que outras mulheres estão a ser condicionadas pelos mesmos mecanismos que a magoaram.

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A posição de Winslet não é, portanto, uma reacção moralista ou superficial; é o resultado de uma carreira moldada pela crítica, pelo peso da fama e por uma experiência íntima de corpo e imagem que ela aprendeu a proteger. Hoje, aos 50 anos, a actriz continua a combater aquilo que considera ser uma distorção perigosa sobre o que é beleza, saúde e valor próprio. E fá-lo com a mesma sinceridade que desde sempre lhe marcou a carreira: sem filtros, sem complacência e com um sentido profundo de responsabilidade para com as mulheres que a seguem.

Jennifer Garner Revela o Truque Para Fazer Comida Saudável Que os Filhos Adoram — E Fala do Equilíbrio Que Só Agora Aprendeu a Aceitar

Jennifer Garner está oficialmente em modo Natal muito antes do calendário o permitir. A actriz, conhecida desde os tempos de Alias e eternizada em filmes como 13 Going on 30, confessou que, quando ainda faltavam duas semanas para o Thanksgiving, já tinha as luzes de Natal montadas e a casa pronta para a época festiva. É um ritual que leva muito a sério: toda a família reúne-se religiosamente para uma viagem de ski no Natal e, pelo que garante, há tanta comida caseira que ninguém sai de lá com frio ou com fome.

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Este ano, Garner está particularmente entusiasmada com a cozinha graças à parceria que fez com uma marca de electrodomésticos — e ao facto de ter tido a oportunidade de gravar um vídeo ao lado da mãe, Patricia, recriando a cozinha da sua infância. As duas aparecem a preparar os famosos “cowboy cookies”, tão grandes que, segundo a própria, “um cowboy conseguia fazer uma refeição inteira com um só”. Quando fala do vídeo, a actriz assume que se emocionou antes de entrar na chamada: “É tão doce… parece que me deram um presente.”

Garner descreve a mãe como alguém naturalmente carismático, divertida e impossível de não adorar — alguém que, segundo ela, até pode ser mais à vontade em frente às câmaras do que a própria filha. As duas partilham uma cumplicidade visível e Garner reconhece que a mãe continua a ser a sua maior fonte de inspiração, tanto no ecrã como na cozinha.

Quando chega a época das festas, Garner transforma-se numa verdadeira força culinária. Para o jantar de Natal, prepara sempre um boeuf bourguignon da receita de Ina Garten que toda a família disputa — ao ponto de ter de triplicar a receita para garantir sobras. Junta-lhe um pão de dez cereais, tirado directamente do livro The Bread Bible, e toda uma panóplia de iguarias caseiras que fazem parte do calendário interno da família: há dias de bagels, dias de muffins ingleses, dias de pão de canela… e a casa enche-se de sobrinhos e filhos a pedir: “O que é que há amanhã?”

Apesar de adorar doces festivos, Garner é também uma defensora assumida de alimentação saudável. É cofundadora da Once Upon a Farm, dedicada a comida orgânica para crianças, e tenta replicar em casa as lições que aprendeu com a mãe: comida feita do zero, ingredientes simples e o mínimo de açúcar possível. “É perfeitamente possível ter comida deliciosa sem açúcar adicionado”, explica. Muitas vezes reduz as quantidades, substitui o açúcar por ingredientes de digestão mais lenta ou elimina-o por completo. Para Garner, se algo é feito em casa, já está meio caminho andado para ser mais saudável — uma filosofia que herdou de Patricia, que fazia tudo: comida, roupa e uma infância completa dentro de uma cozinha sempre a borbulhar.

Mas a actriz também admite que a sua relação com o bem-estar mudou. Aos 53 anos, já não treina às quatro da manhã para encaixar o exercício antes das filmagens. Agora dorme — porque percebeu que, sem descanso, o corpo e a mente simplesmente não respondem. Há dias em que prefere uma hora extra de sono ao ginásio, e assume essa escolha sem culpa. “Se é para estar no set às quatro e meia da manhã, acordo às quatro. Mas não acordo às quatro só para treinar. Sinto a diferença no meu humor e no meu corpo.”

O que mais deseja é que os filhos levem consigo uma ideia equilibrada de alimentação e saúde — algo que não se resuma a regras rígidas, mas sim a sensações de bem-estar, gratidão e respeito pelo corpo. Considera-se uma mãe pragmática: quer que os filhos sejam saudáveis, sim, mas também quer que apreciem a criatividade e o conforto da comida. E sabe que eles crescerão e tomarão decisões sozinhos, tal como ela e as irmãs fizeram com os ensinamentos da mãe.

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A filosofia de Garner é simples e profundamente humana: criar tradições, cozinhar com amor, evitar excessos sem transformar a comida num campo minado emocional, e ensinar que equilíbrio não é perfeição — é continuidade. “A minha mãe deu-nos um começo tão saudável que nós continuámos isso para os nossos filhos. Só esperas que essa bondade continue a rolar.” E, pelo que parece, na família Garner, continua mesmo.

Paul Dano Junta-se ao Novo Thriller Psicológico de Florian Zeller — “Bunker” já é um dos filmes mais aguardados de 2026

Florian Zeller volta à realização com um dos projectos mais cobiçados do próximo ano, e o elenco acaba de ganhar mais um nome de peso: Paul Dano. O actor norte-americano, conhecido pelas suas interpretações intensas e quase sempre perturbadoras em filmes como There Will Be BloodThe Batman e The Fabelmans, integra agora o elenco principal de “Bunker”, o novo thriller psicológico do realizador francês que conquistou Hollywood com The Father e The Son.

Dano junta-se assim a um conjunto de actores que, por si só, já sustentava grande expectativa: Javier Bardem e Penélope Cruz lideram o elenco, acompanhados por Stephen Graham e Patrick Schwarzenegger, num projecto que promete explorar territórios emocionais e dramáticos característicos do cinema de Zeller. A produção encontra-se na segunda semana de filmagens e está a ser dividida entre Madrid e Londres.

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Com The Father, Zeller conduziu Anthony Hopkins a um Óscar e conquistou o prémio de Melhor Argumento Adaptado. Com The Son, levou Hugh Jackman a uma nomeação para Melhor Actor nos Globos de Ouro. Bunker surge assim como o passo natural de um cineasta que construiu, em apenas dois filmes, uma reputação de dirigir actores para performances profundamente transformadoras. A expectativa é, portanto, altíssima.

A história de Bunker acompanha a lenta desintegração de uma família quando um projecto misterioso — um bunker encomendado por um poderoso magnata tecnológico — começa a infiltrar-se nas suas vidas. Zeller volta a explorar o terreno onde melhor se movimenta: o colapso emocional, a fragilidade humana e a forma como ambientes opressivos podem deformar relações. O filme está a ser descrito, nos bastidores, como uma das grandes apostas de 2026.

Zeller não poupou elogios ao novo reforço do elenco. Disse estar “entusiasmado por receber Paul Dano”, sublinhando que desde Little Miss Sunshine até There Will Be Blood o actor demonstrou possuir “uma singularidade extraordinária — algo verdadeiramente único”. Para o realizador, Dano é “irremplacável”, o que deixa antever um papel exigente e, provavelmente, mais um mergulho profundo na mente de uma personagem fracturada.

A produção está a cargo da Blue Morning Pictures, integrada no grupo Mediawan, em coprodução com a MOD Producciones. FilmNation Entertainment assegura as vendas internacionais, enquanto a CAA Media Finance e a WME Independent tratam dos direitos nos Estados Unidos. O projecto conta ainda com um conjunto sólido de produtores e executivos, incluindo Federica Sainte-Rose, Fernando Bovaira, Simon de Santiago, Mariano Cohn e Gastón Duprat — estes últimos, aliás, fonte de inspiração directa para Zeller, que confessou ter encontrado influência decisiva no filme El hombre de al lado.

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A escolha de Paul Dano reforça a ideia de que Bunker está a ser construído como um thriller psicológico de grande densidade emocional, sustentado por interpretações fortes e uma atmosfera de crescente inquietação. É, em tudo, a zona de conforto de Zeller — e um território onde Dano se move com uma facilidade quase assustadora. Resta agora esperar para ver como este encontro entre um realizador de precisão cirúrgica e um actor de intensidade inesquecível irá moldar um dos filmes mais promissores do próximo ano.

Tom Cruise Recebe o Seu Primeiro Óscar — e Repete Duas Palavras Que Estão a Fascinar Hollywood

Tom Cruise esperou décadas para subir ao palco e receber um Óscar — e, quando finalmente o fez, não foi por um papel específico, mas por um prémio que celebra uma carreira inteira dedicada ao cinema. O actor de 62 anos recebeu o Óscar Honorário, atribuído pela Academia a figuras cuja contribuição para a arte cinematográfica é considerada excepcional. Um momento histórico, sobretudo porque Cruise, apesar do seu estatuto de superestrela global, nunca tinha sido distinguido pela Academia.

Mas o que verdadeiramente marcou a noite não foi o prémio, mas sim o discurso que se seguiu: dez minutos intensos, emocionados e, acima de tudo, repetidos vezes sem conta por espectadores que viram o vídeo no YouTube mais de 1,7 milhões de vezes. O motivo? Cruise repetiu a mesma expressão — “thank you” — mais de vinte vezes. E fê-lo com tal sinceridade que especialistas em liderança e psicologia já o destacam como um exemplo raro de inteligência emocional aplicada ao poder.

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Cruise abriu o discurso a agradecer ao realizador Alejandro Iñárritu, com quem está actualmente a trabalhar num novo filme ainda sem título. Depois, desviou o foco para os outros homenageados da noite: Debbie Allen, Wynn Thomas e Dolly Parton. O actor usou a maior parte do seu tempo a celebrar o trabalho de colegas, criadores e equipas que, segundo ele, formam o coração do cinema. Foi isso que impressionou tantos espectadores: um dos homens mais poderosos de Hollywood preferiu partilhar o holofote.

O que se tornou evidente à medida que Cruise continuava foi a forma como tratava a gratidão — não como formalidade, mas como acto. A cadência da palavra “obrigado”, repetida com o mesmo peso emocional desde o início até ao último minuto, transformou o discurso numa espécie de homenagem colectiva ao cinema e aos que o constroem. Cruise agradeceu aos artistas, argumentistas, realizadores, equipas técnicas, duplos, montadores, directores de fotografia, designers, exibidores e até aos proprietários de salas, sublinhando que sem eles, e sem o público, “nada disto teria significado”.

Num dos momentos mais inesperados, Cruise pede à audiência que se levante — não para o aplaudir, mas para que fossem reconhecidos todos aqueles com quem já tinha trabalhado ao longo da carreira. Metade da sala ergueu-se. Cruise, de mãos juntas, repetiu o seu mantra: “Thank you. Thank you. Thank you.” Para muitos, foi um gesto simples; para outros, um lembrete poderoso de que liderança também é saber reconhecer quem nos acompanha.

A psicologia organizacional tem vindo a reforçar esta ideia: expressar gratidão de forma autêntica contribui para criar ambientes mais saudáveis, aumenta a confiança e fortalece as relações hierárquicas. Estudos recentes demonstram que quando um líder agradece com genuinidade, a atitude espalha-se — primeiro pela equipa, depois pela cultura alargada da organização. Talvez por isso o discurso de Cruise tenha ecoado tanto dentro e fora de Hollywood.

Os comentários ao vídeo vão na mesma linha. Houve quem descrevesse o discurso como “um acto de classe”, sublinhando que Cruise dedicou metade do tempo a elogiar outros vencedores e o restante a valorizar quem constrói a indústria. Outro espectador escreveu: “Ele usou o discurso para elevar todos à sua volta — é a marca de um verdadeiro cavalheiro.” E houve ainda quem brincasse que o actor merecia um segundo Óscar, só pela forma como falou.

A apresentação do prémio ficou a cargo de Iñárritu, que fez o melhor resumo possível do fenómeno Cruise: “Todos os que já trabalharam com ele contam a mesma história. Ele agradece-te todas as manhãs. Exige excelência e dá-te coragem para a igualares. E sabe o teu nome.” Não é preciso muito mais para compreender a chave do seu impacto.

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No fim, a lição que fica do primeiro Óscar de Tom Cruise é estranhamente simples: dizer “obrigado” não diminui ninguém — pelo contrário, engrandece. Uma carreira com dezenas de filmes de acção, recordes de bilheteira e façanhas físicas aparentemente impossíveis acabou por destacar algo ainda mais raro: a humildade de um actor que retribui ao cinema tudo o que o cinema lhe deu. E que, depois de tantos anos, sabe que as duas palavras mais importantes da sua carreira continuam a ser as mesmas. Obrigado.

Kristen Stewart Incendeia a Internet ao “Arrasar” os Homens do Método: “Pobres actores masculinos…”

Kristen Stewart nunca foi famosa por meias-palavras — e a mais recente entrevista ao New York Times só reforça essa reputação. A actriz, que há muito deixou de ser apenas o rosto de Twilight para se transformar numa das vozes mais afiadas e irreverentes de Hollywood, lançou uma reflexão que está a deixar a internet ao rubro: a obsessão masculina pelo método, esse território sagrado do sofrimento performativo.

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O ponto de partida foi inesperado — Marlon Brando e a forma como decidiu pronunciar “Krypton” como “Kryp-tin” num dos filmes de Superman, uma pequena rebeldia para preservar o que considerava ser a sua “independência artística” num projecto mais comercial. Quando questionada sobre isso, Stewart não perdeu tempo: “Pobres actores masculinos. Deve ser tão doloroso.”

A provocação parece ligeira, mas abre caminho para uma crítica mais funda ao mito do “grande actor” que precisa de se torturar para alcançar a genialidade. Para Stewart, a aura de virilidade que envolve o método é, em si mesma, profundamente teatral — e profundamente masculina. “A performance é inerentemente vulnerável, portanto é embaraçosa e nada masculina. Não há bravura em admitir que és veículo para as ideias de outra pessoa”, argumenta. A actriz vai mais longe e questiona: “Já alguma vez ouviram falar de uma actriz que fosse ‘do método’?”

Stewart sugere que o método, tal como é romanticamente retratado, funciona quase como um ritual de reapropriação da masculinidade: o actor que, antes de chorar numa cena, precisa de fazer cinquenta flexões ou de se afirmar de algum modo para evitar o desconforto da vulnerabilidade. “É uma forma de protrair para fora a fragilidade, um bater no peito antes de ter de expor algo mais íntimo”, diz. E acrescenta que esta actuação exterior, este pequeno espectáculo de dureza, transforma a vulnerabilidade em truque de prestidigitação: a ideia de que o que o actor faz é tão extraordinário que só ele poderia fazê-lo.

A actriz considera isso revelador — e defensivo. Para si, a necessidade de reforço da identidade masculina antes da emoção é um sintoma de desconforto cultural com o acto genuíno de se expor. No fim, é quase como um escudo. Um escudo ruidoso.

Num momento particularmente revelador, Stewart conta que discutiu o assunto com um actor colega. Perguntou-lhe se alguma vez tinha conhecido uma actriz que precisasse de gritar, bater em paredes ou de entrar num estado alterado antes de filmar uma cena dramática. A reacção imediata? “Nem penses em mencionar isso.” E logo a seguir, a resposta clássica, quase automática: “Ah, as actrizes são loucas.” Stewart deixa a ironia no ar — o duplo padrão é tão óbvio que dispensa sublinhado.

A discussão desencadeada por Stewart toca em feridas antigas de Hollywood: a construção do génio masculino, a normalização do sofrimento como ferramenta artística e a distinção quase mística entre o trabalho de homens e mulheres no ecrã. Stewart, com a sua habitual franqueza e um humor que nunca resvala para o cínico, desmonta essa mitologia peça por peça.

Não se trata de negar o método como abordagem — afinal, ao longo das décadas, resultou em interpretações icónicas — mas de expor a forma como a cultura o envolveu numa aura masculina de dor, sacrifício e heroicidade que raramente é aplicada às mulheres, mesmo quando elas trabalham com igual profundidade emocional.

No fundo, o que Stewart parece dizer é simples: a vulnerabilidade é parte essencial da arte de representar, e não precisa de ser mascarada por rituais de testosterona ou declarações grandiosas. Se é para expor a alma, façamo-lo sem fanfarras.

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A reacção do público mostra que o tema ressoa — não apenas como curiosidade sobre o processo artístico, mas como espelho de questões mais amplas sobre género e expectativas culturais. E se há alguém que nunca teve medo de enfrentar o “elefante na sala”, esse alguém é Kristen Stewart.

Amy Schumer Perde 23 Quilos e Revela: “Fiz Isto Para Sobreviver” — A Verdadeira História Por Trás da Transformação

Amy Schumer voltou a ser notícia, mas desta vez a razão está longe de qualquer polémica ou nova comédia. A actriz e comediante norte-americana revelou aos seus seguidores que perdeu 23 quilos — e explicou que esta mudança drástica não teve nada de estético. Foi, nas suas palavras, “para sobreviver”. Schumer foi diagnosticada com Síndrome de Cushing, uma doença rara que provoca uma produção excessiva de cortisol e que, quando não tratada, pode ser fatal. A actriz contou que sofreu durante meses com um inchaço pronunciado no rosto e outras alterações físicas e emocionais que lhe dificultavam o dia-a-dia. O diagnóstico não só lhe trouxe respostas, como a obrigou a transformar profundamente a relação com o próprio corpo.

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Numa mensagem publicada no Instagram, Schumer fez questão de sublinhar que a perda de peso não veio de qualquer desejo de se “tornar mais bonita” — algo que considera efémero e irrelevante — mas sim de uma urgência clínica. “Eu fiz isto para sobreviver,” escreveu, num dos desabafos mais sinceros da sua carreira. Explicou ainda que só agora se encontra curada da condição, após um processo exigente que envolveu tratamentos, vigilância médica e uma atenção redobrada à sua saúde hormonal, já afectada pela perimenopausa.

A Síndrome de Cushing, tal como descrita por especialistas, pode manifestar-se com aumento de gordura no tronco, perda de massa nos braços e pernas, estrias vermelhas, nódoas negras frequentes e perturbações de humor ou sono. Schumer viveu tudo isto, muitas vezes sob o olhar impiedoso das redes sociais, que comentavam as alterações no seu rosto sem saberem a verdadeira causa. A comediante decidiu, por isso, falar abertamente sobre a doença, não só como forma de pôr termo às especulações, mas também para aumentar a literacia sobre uma condição que a maioria das pessoas nunca ouviu mencionar.

A actriz revelou igualmente que utiliza Mounjaro, um fármaco injectável usado na perda de peso, e lembrou que já tinha recorrido a uma lipoaspiração em 2022 — sempre de forma transparente, recusando alimentar mitos de perfeição ou silêncios convenientes. Para Schumer, este percurso não é uma narrativa de emagrecimento, mas sim de sobrevivência, de adaptação e, acima de tudo, de respeito pelo corpo que tem.

O mais relevante neste momento é a forma como a actriz escolhe expor a vulnerabilidade. Num meio em que a perda de peso é frequentemente celebrada como vitória estética, Schumer devolve a discussão ao lugar que deveria sempre ocupar: o da saúde. A transformação física existe, sim, mas o que verdadeiramente impressiona é a honestidade com que relata o processo, sem glamourizações, sem discursos motivacionais artificiais e sem esconder os momentos difíceis.

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Amy Schumer continua a trabalhar, a escrever, a actuar — e a partilhar com o público uma versão de si própria que resiste à pressão de Hollywood para permanecer impecável. A sua história recente não é sobre vaidade, mas sobre resiliência. E, ironicamente, talvez seja por isso que tantas pessoas se revêm nela: porque, por detrás do humor e das provocações, existe alguém que luta, cai, levanta-se e decide contar tudo, mesmo quando o “tudo” não é bonito.

Globos de Ouro 2026: “One Battle After Another” e “The White Lotus” lideram nomeações da nova edição

A temporada de prémios arranca com força e com várias surpresas no cinema e televisão

Os nomeados para os Golden Globes 2026 foram anunciados esta sexta-feira, antecipando uma cerimónia que promete ser uma das mais concorridas dos últimos anos. A grande força desta edição é o filme de acção “One Battle After Another”, protagonizado por Leonardo DiCaprio, que lidera na secção de cinema e se posiciona como um dos títulos mais fortes da temporada.

No universo televisivo, o destaque volta a ir para “The White Lotus”, presença habitual entre os favoritos e novamente a produção mais reconhecida nos Globos, confirmando o domínio continuado da série antológica da HBO.

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As categorias deste ano revelam uma competição diversificada, onde filmes de autor, super-produções internacionais, musicais, animação e projectos independentes disputam espaço em pé de igualdade. Nomes como Leonardo DiCaprio, Timothée Chalamet, Cynthia Erivo, Jessie Buckley, Jennifer Lawrence, Michael B. Jordan, Oscar Isaac e Ariana Grande surgem entre os candidatos mais mediáticos.

Em televisão, a luta promete ser apertada entre títulos aclamados como “Severance”, “Slow Horses”, “The Diplomat”, “The Bear” e “Only Murders in the Building”, além do regresso triunfante de “The White Lotus” com um elenco renovado.

A cerimónia decorre em Janeiro e marca o arranque oficial da temporada de prémios, funcionando como barómetro antecipado para os Óscares — especialmente nas categorias dramáticas e de comédia/musical, onde a diversidade de nomeados é maior do que nunca.

Seguem-se agora todos os nomeados, categoria a categoria.

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📜 Lista completa de nomeados — Golden Globes 2026

(Mantida exactamente como divulgada oficialmente, apenas formatada para leitura clara.)

FILME

Melhor Filme — Drama

  • Alexandre Desplat – Frankenstein
  • Max Richter – Hamnet
  • It Was Just An Accident
  • The Secret Agent
  • Sentimental Value
  • Sinners

Melhor Filme — Musical ou Comédia

  • Blue Moon
  • Bugonia
  • Marty Supreme
  • No Other Choice
  • Nouvelle Vague
  • One Battle After Another

Melhor Filme em Língua Não-Inglesa

  • It Was Just An Accident
  • No Other Choice
  • The Secret Agent
  • Sentimental Value
  • Sirât
  • The Voice of Hind Rajab

Melhor Filme de Animação

  • Arco
  • Demon Slayer: Infinity Castle
  • Elio
  • KPop Demon Hunters
  • Little Amélie or The Character of Rain
  • Zootopia 2

Melhor Actriz — Drama

  • Jessie Buckley – Hamnet
  • Jennifer Lawrence – Die, My Love
  • Renate Reinsve – Sentimental Value
  • Julia Roberts – After the Hunt
  • Tessa Thompson – Hedda
  • Eva Victor – Sorry, Baby

Melhor Actor — Drama

  • Joel Edgerton – Train Dreams
  • Oscar Isaac – Frankenstein
  • Dwayne Johnson – The Smashing Machine
  • Michael B. Jordan – Sinners
  • Wagner Moura – The Secret Agent
  • Jeremy Allen White – Springsteen: Deliver Me From Nowhere

Melhor Actriz — Musical ou Comédia

  • Rose Byrne – If I Had Legs I’d Kick You
  • Cynthia Erivo – Wicked: For Good
  • Kate Hudson – Song Sung Blue
  • Chase Infiniti – One Battle After Another
  • Amanda Seyfried – The Testament of Ann Lee
  • Emma Stone – Bugonia

Melhor Actor — Musical ou Comédia

  • Timothée Chalamet – Marty Supreme
  • George Clooney – Jay Kelly
  • Leonardo DiCaprio – One Battle After Another
  • Ethan Hawke – Blue Moon
  • Lee Byung-Hun – No Other Choice
  • Jesse Plemons – Bugonia

Melhor Actriz Secundária

  • Emily Blunt – The Smashing Machine
  • Elle Fanning – Sentimental Value
  • Ariana Grande – Wicked: For Good
  • Inga Ibsdotter Lilleaas – Sentimental Value
  • Amy Madigan – Weapons
  • Teyana Taylor – One Battle After Another

Melhor Actor Secundário

  • Benicio Del Toro – One Battle After Another
  • Jacob Elordi – Frankenstein
  • Paul Mescal – Hamnet
  • Sean Penn – One Battle After Another
  • Adam Sandler – Jay Kelly
  • Stellan Skarsgård – Sentimental Value

Melhor Realização

  • Paul Thomas Anderson – One Battle After Another
  • Ryan Coogler – Sinners
  • Guillermo del Toro – Frankenstein
  • Jafar Panahi – It Was Just An Accident
  • Joachim Trier – Sentimental Value
  • Chloé Zhao – Hamnet

Melhor Argumento

  • Paul Thomas Anderson – One Battle After Another
  • Ronald Bronstein, Josh Safdie – Marty Supreme
  • Ryan Coogler – Sinners
  • Jafar Panahi – It Was Just An Accident
  • Eskil Vogt, Joachim Trier – Sentimental Value
  • Chloé Zhao, Maggie O’Farrell – Hamnet

Melhor Canção Original

  • Miley Cyrus, Andrew Wyatt, Mark Ronson, Simon Franglen – Avatar: Fire and Ash; Dream As One
  • Joong Gyu Kwak et al. – KPop Demon Hunters; Golden
  • Raphael Saadiq, Ludwig Göransson – Sinners; I Lied To You
  • Stephen Schwartz – Wicked: For Good – No Place Like Home
  • Stephen Schwartz – Wicked: For Good – The Girl in the Bubble
  • Nick Cave, Bryce Dessner – Train Dreams; Train Dreams

Melhor Banda Sonora

  • Alexandre Desplat – Frankenstein
  • Ludwig Göransson – Sinners
  • Jonny Greenwood – One Battle After Another
  • Kanding Ray – Sirât
  • Max Richter – Hamnet
  • Hans Zimmer – F1

Conquista Cinematográfica e de Bilheteira

  • Avatar: Fire and Ash
  • F1
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TELEVISÃO

Melhor Série — Drama

  • The Diplomat
  • The Pitt
  • Pluribus
  • Severance
  • Slow Horses
  • The White Lotus

Melhor Série — Comédia ou Musical

  • Abbott Elementary
  • The Bear
  • Hacks
  • Nobody Wants This
  • Only Murders in the Building
  • The Studio

Melhor Minissérie

  • Adolescence
  • All Her Fault
  • The Beast in Me
  • Black Mirror
  • Dying for Sex
  • The Girlfriend

Melhor Actriz — Drama

  • Kathy Bates – Matlock
  • Britt Lower – Severance
  • Helen Mirren – Mobland
  • Bella Ramsey – The Last of Us
  • Keri Russell – The Diplomat
  • Rhea Seehorn – Pluribus

Melhor Actor — Drama

  • Sterling K. Brown – Paradise
  • Diego Luna – Andor
  • Gary Oldman – Slow Horses
  • Mark Ruffalo – Task
  • Adam Scott – Severance
  • Noah Wyle – The Pitt

Melhor Actriz — Comédia ou Musical

  • Kristen Bell – Nobody Wants This
  • Ayo Edebiri – The Bear
  • Selena Gomez – Only Murders in the Building
  • Natasha Lyonne – Poker Face
  • Jenna Ortega – Wednesday
  • Jean Smart – Hacks

Melhor Actor — Comédia ou Musical

  • Adam Brody – Nobody Wants This
  • Steve Martin – Only Murders in the Building
  • Glen Powell – Chad Powers
  • Seth Rogen – The Studio
  • Martin Short – Only Murders in the Building
  • Jeremy Allen White – The Bear

Melhor Actriz — Minissérie

  • Claire Danes – The Beast in Me
  • Rashida Jones – Black Mirror
  • Amanda Seyfried – Long Bright River
  • Sarah Snook – All Her Fault
  • Michelle Williams – Dying for Sex
  • Robin Wright – The Girlfriend

Melhor Actor — Minissérie

  • Jacob Elordi – The Narrow Road to the Deep North
  • Paul Giamatti – Black Mirror
  • Stephen Graham – Adolescence
  • Charlie Hunnam – Monster: The Ed Gein Story
  • Jude Law – Black Rabbit
  • Matthew Rhys – The Beast in Me

Melhor Actor Secundário — TV

  • Owen Cooper – Adolescence
  • Billy Crudup – The Morning Show
  • Walton Goggins – The White Lotus
  • Jason Isaacs – The White Lotus
  • Tramell Tillman – Severance
  • Ashley Walters – Adolescence

Melhor Actriz Secundária — TV

  • Carrie Coon – The White Lotus
  • Erin Doherty – Adolescence
  • Hannah Einbinder – Hacks
  • Catherine O’Hara – The Studio
  • Parker Posey – The White Lotus
  • Aimee-Lou Wood – The White Lotus

Melhor Performance de Stand-Up em Televisão

  • Bill Maher – Is Anyone Else Seeing This?
  • Brett Goldstein – The Second Best Night of Your Life
  • Kevin Hart – Acting My Age
  • Kumail Nanjiani – Night Thoughts
  • Ricky Gervais – Mortality
  • Sarah Silverman – PostMortem

PODCAST

Melhor Podcast

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  • Call Her Daddy
  • Good Hang with Amy Poehler
  • The Mel Robbins Podcast
  • SmartLess
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Paramount Declara Guerra à Netflix: Oferta Hostil de 108 mil milhões pela Warner Bros Abala Hollywood

Um duelo corporativo que pode redefinir o futuro do cinema

Se a proposta da Netflix para comprar a Warner Bros Discovery já tinha causado ondas sísmicas na indústria, a resposta da Paramount transformou o cenário num autêntico terramoto. Estamo-nos a aproximar rapidamente daquela que poderá ser a maior batalha corporativa da história de Hollywood — e as consequências podem alterar profundamente todo o ecossistema audiovisual.

Esta segunda-feira, a Paramount lançou uma oferta hostil de 108,4 mil milhões de dólares pela totalidade da Warner Bros Discovery (WBD), ultrapassando de forma agressiva o acordo de 72 mil milhões firmado dias antes entre a Netflix e a empresa liderada por David Zaslav.

Ler também : Netflix Quer Comprar a Warner Bros — e Trump Diz Que “Pode Ser um Problema”

A decisão marca uma escalada dramática: em vez de negociar apenas com o conselho de administração, a Paramount decidiu ir directamente aos accionistas da WBD, pedindo-lhes que rejeitem o acordo com a Netflix e abracem uma proposta “superior, mais rápida e mais segura”.

O que a Paramount está a oferecer — e porque diz ser melhor

A oferta rival faz-se valer de um argumento simples: mais dinheiro, menos incerteza.

Enquanto a Netflix propõe uma combinação de dinheiro e acções, a Paramount oferece 30 dólares em numerário por cada acção da WBD, um valor significativamente superior aos cerca de 27,75 dólares totais (entre dinheiro e acções) da proposta do serviço de streaming.

Segundo a Paramount, a sua oferta representa:

  • 18 mil milhões de dólares a mais em liquidez imediata para os accionistas,
  • uma conclusão mais rápida,
  • menor risco regulatório (apesar de também existir risco),
  • e a aquisição da empresa inteira, incluindo o segmento Global Networks — algo que o acordo da Netflix não inclui.

David Ellison, CEO da Paramount, foi taxativo:

“Os accionistas da WBD merecem a oportunidade de considerar a nossa oferta em dinheiro pela totalidade da empresa. Acreditamos que o conselho está a perseguir uma proposta inferior.”

Ellison sublinha ainda que o conselho da WBD nunca respondeu de forma “significativa” às seis propostas enviadas pela Paramount nas últimas 12 semanas. Assim, a ofensiva tornou-se inevitável.

O que muda em relação ao plano da Netflix?

A proposta original da Netflix previa a separação da empresa em duas partes:

  1. Warner Bros Discovery (estúdios + streaming, incluindo HBO Max), que seria comprada pela Netflix;
  2. Discovery Global, que reuniria canais lineares como CNN, Cartoon Network e TNT, e não integraria a fusão.

A Paramount rejeita esta divisão e propõe adquirir tudo, sem deixar pedaços órfãos ou empresas-filhas autónomas.

Para muitos investidores, isso pode ser atractivo — mas também traz outro tipo de preocupações, desde a escala assustadora do novo conglomerado até potenciais despedimentos massivos.

Trump volta a entrar em cena — e pode mudar tudo

A indústria ainda estava a digerir o impacto da oferta da Netflix quando Donald Trump declarou no domingo que o acordo “pode ser um problema” devido à enorme quota de mercado que resultaria da fusão.

“Vou estar envolvido nessa decisão”, afirmou o presidente, levantando o espectro de intervenção governamental.

A intervenção não é neutra: a família Ellison, que controla a Paramount, tem ligações conhecidas ao presidente.

  • Larry Ellison, fundador da Oracle e pai de David Ellison, é aliado próximo de Trump.
  • Jared Kushner, genro de Trump, está envolvido no consórcio favorável à oferta da Paramount.

Analistas como Danni Hewson (AJ Bell) consideram “natural” que Trump olhe com mais simpatia para a proposta rival.

Assim, tanto a fusão com a Netflix como a aquisição pela Paramount enfrentam obstáculos regulatórios — mas o clima político pode dar vantagem ao lado da Paramount.

Um confronto que pode rasgar Hollywood ao meio

A escala desta disputa não tem precedentes:

  • A Netflix, já líder global em streaming, quer absorver um dos maiores estúdios do planeta.
  • A Paramount quer impedir isso e, simultaneamente, transformar-se num super-conglomerado audiovisual.

Ambos os cenários motivam receios profundos:

  • Menos concorrência e aumento da concentração de poder,
  • Ameaças à diversidade criativa,
  • Possíveis despedimentos massivos,
  • Impacto directo nas salas de cinema, dependentes de conteúdo de estúdios como Warner e Paramount,
  • Choque regulatório inevitável nos EUA e na Europa.

Hollywood está dividida: alguns vêem a união Netflix-Warner como um empurrão inevitável para o futuro; outros temem que ambos os cenários — Netflix ou Paramount — criem monstros demasiado grandes para serem controlados.

David Zaslav, CEO da WBD, defendeu publicamente o acordo com a Netflix:

“A junção destas duas empresas garantirá que as melhores histórias do mundo continuem a chegar às pessoas durante gerações.”

A Paramount, porém, afirma que Zaslav está a trair os accionistas ao apoiar uma proposta “inferior”.

E agora?

A batalha está oficialmente aberta — e promete ser longa.

Ambas as propostas enfrentarão meses de escrutínio intensivo e pressão política. Os accionistas da WBD terão de decidir entre:

  • Mais dinheiro imediato (Paramount)
  • Uma fusão estratégica com potencial de alcance global (Netflix)

Enquanto isso, Hollywood mantém-se suspensa, consciente de que qualquer desfecho poderá redefinir para sempre o mapa do entretenimento.

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Seja qual for o vencedor, uma coisa já é certa: nunca houve um combate corporativo tão grande, tão público e tão carregado de consequências para a sétima arte.

Netflix Quer Comprar a Warner Bros — e Trump Diz Que “Pode Ser um Problema”

O negócio que está a incendiar Hollywood e a dividir Washington

A Netflix voltou a abalar a indústria audiovisual com um anúncio que ninguém esperava ver tão cedo: a gigante do streaming pretende adquirir a Warner Bros Discovery, incluindo os estúdios de cinema e televisão e o serviço HBO Max, num negócio avaliado em 72 mil milhões de dólares. Se concretizada, esta operação será a maior fusão de sempre no sector do entretenimento — e os alarmes já soam em Hollywood, em Wall Street e, agora, também na Casa Branca.

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, afirmou esta semana que estará “envolvido” na decisão regulatória sobre a aquisição, deixando no ar a possibilidade de travar o acordo. Falando aos jornalistas, Trump admitiu que “pode ser um problema”, reconhecendo preocupações sobre o domínio de mercado da Netflix. Crucialmente, o presidente não revelou a sua posição concreta — apenas reforçou que a decisão será “complexa” e que os economistas terão um papel determinante na análise.

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O que está em causa: um único gigante com demasiado poder?

A notícia caiu como uma bomba na sexta-feira: a Netflix, já líder mundial de streaming, pretende absorver um dos seus maiores concorrentes e, simultaneamente, passar a controlar algumas das marcas mais icónicas da história do audiovisual — da Warner Bros Pictures à HBO, passando por séries, filmes e canais de televisão de várias décadas.

O acordo só deverá ficar concluído no final do próximo ano, depois de a componente de legacy media (canais de notícias, desporto e animação) ser autonomizada. Mas a crítica chegou antes que a tinta secasse no contrato.

Hollywood está em alvoroço.

Writers Guild of America foi das primeiras entidades a reagir e não poupou nas palavras:

“A maior empresa de streaming do mundo a engolir um dos seus maiores concorrentes é exactamente o que as leis antitrust foram feitas para impedir.”

O sindicato alerta para riscos sérios: perda de empregos, salários mais baixos, piores condições de trabalho, aumento de preços para os consumidores e menor diversidade de conteúdos.

Do lado político, a oposição é bipartidária. O senador republicano Roger Marshall classificou o negócio como “um problema antitrust de manual”, alertando para os riscos de concentração total — vertical e horizontal — numa única empresa.

Segundo Marshall:

“Preços, escolha e liberdade criativa estão em risco.”

Paramount Skydance e Comcast foram derrotadas — mas Trump entra no debate

A Reuters avançou que Paramount Skydance, liderada por David Ellison, e a Comcast, dona da Sky News, também apresentaram propostas. As ofertas não foram seleccionadas, alegadamente devido a preocupações de financiamento (no caso da Paramount) e falta de vantagens de curto prazo (no caso da Comcast).

É aqui que o cenário político ganha outra cor.

David Ellison é filho de Larry Ellison

, bilionário tecnológico e aliado próximo de Trump.

Mesmo assim, o presidente evitou qualquer favoritismo e insinuou que terá uma palavra a dizer na decisão regulatória.

“Estarei envolvido nessa decisão”, afirmou Trump.

“É uma fatia grande de mercado. Não há dúvida de que pode ser um problema.”

Para Hollywood, uma intervenção presidencial directa é tão invulgar quanto alarmante. Para as empresas, adiciona incerteza ao processo. Para o público, abre a porta a uma disputa que pode moldar o cinema e o streaming na próxima década.

O que significa esta fusão para o futuro do cinema?

Se a Netflix controlar a Warner Bros, a indústria poderá enfrentar mudanças profundas:

  • Perigo de homogeneização criativa
  • Menos competição entre plataformas
  • Preços potencialmente mais altos
  • Maior controlo do pipeline: do produtor ao consumidor
  • Riscos para salas de cinema que dependem de conteúdos da Warner
  • Enfraquecimento de vozes independentes no sector

Não é apenas uma questão financeira — é uma questão cultural. A Warner Bros não é apenas um estúdio; é uma instituição centenária com marcas como Harry PotterDC ComicsLooney TunesThe Matrix e milhares de clássicos do cinema.

A Netflix, por sua vez, tem um historial de priorizar o streaming sobre a exibição em sala, tendência que muitos temem ver reforçada.

E agora?

O negócio ainda terá de passar por escrutínio rigoroso das autoridades de concorrência dos EUA e da União Europeia. O facto de o presidente ter já sinalizado reservas — mesmo que vagas — coloca a fusão sob maior pressão política e mediática.

Se aprovada, será uma das maiores reconfigurações da história do entretenimento.

Se bloqueada, marcará um precedente claro sobre os limites do poder das gigantes tecnológicas.

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Para já, uma coisa é certa: Hollywood está a observar cada movimento, ansiosa para perceber se caminha para uma nova era de mega-conglomerados… ou se o sistema ainda consegue travar o avanço de um colosso antes que engula os restantes.