Uma ausência inesperada nos créditos de Thunderbolts. E sim, foi escolha da própria… 👀

Scarlett Johansson explicou por que motivo pediu para ser retirada do novo filme da Marvel — e a razão pode surpreender

Quem espreitou os créditos de Thunderbolts com atenção reparou numa ausência curiosa: Scarlett Johansson, figura central do universo Marvel durante mais de uma década, não aparece listada como produtora executiva — apesar de, originalmente, o seu nome constar no projecto.

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Agora, em conversa com David Harbour para a Interview Magazine, a actriz explicou tudo. E a resposta não é bem o que se esperava.

“Pedi que o meu nome fosse retirado”

Durante o bate-papo com Harbour — que também faz parte de Thunderbolts e contracenou com Scarlett em Black Widow— a pergunta surgiu de forma casual:

“Já viste o filme? A tua personagem está por todo o lado…”

Johansson sorriu, hesitou… e largou a bomba:

“Pedi para retirarem o meu nome dos créditos. Não estive envolvida.”

Apesar de ter sido originalmente listada como produtora executiva, a actriz revelou que não teve qualquer participação criativa no novo filme. E por isso, preferiu não constar nos créditos. Uma decisão invulgar, especialmente num franchise onde o nome conta — e muito.


Entre afecto e frustração: o legado da Viúva Negra

Scarlett Johansson foi uma das grandes protagonistas da saga Marvel, dando corpo (e alma) a Natasha Romanoff desde Iron Man 2 (2010). A sua despedida aconteceu em Avengers: Endgame (2019), mas ainda voltou em Black Widow (2021), numa prequela que ajudou a fechar o arco da personagem.

Na mesma conversa, a actriz foi sincera sobre a experiência de mais de 10 anos no MCU:

“Alguns filmes envolveram mais a minha personagem, noutros sentia-me apenas como um mecanismo para avançar a história. Às vezes, como actriz, isso é frustrante.”

E admitiu ainda que o envolvimento prolongado numa personagem pode consumir:

“A tua identidade fica presa a esse papel. E se não estás a fazer trabalho estimulante, isso pode pesar.”

E regressar? A resposta é (ainda) não

Apesar do carinho óbvio que tem pela personagem e pelos colegas — “tenho saudades dos meus amigos e adorava estar com eles para sempre” — Johansson é clara: não quer mexer numa história que considera encerrada.

“O que funcionou com a Natasha foi precisamente ter um fim. E acho que os fãs também precisam disso.”

Thunderbolts: sucesso, polémica… e um spoiler no cartaz

Thunderbolts tornou-se um dos filmes mais bem recebidos da Marvel nos últimos anos, com mais de 374 milhões de dólares em bilheteira. Mas também teve o seu quinhão de polémica — desde as mudanças de título em plena campanha (revelando um twist importante) até à própria ausência de Scarlett nos créditos.

Com o MCU a tentar recuperar o fôlego após uma série de lançamentos mornos, Thunderbolts parece ter funcionado — mesmo que com ausências sentidas.

O que vem a seguir?

Todas as atenções voltam-se agora para The Fantastic Four: First Steps, com estreia a 25 de julho e um novo elenco de luxo liderado por Pedro Pascal, Vanessa Kirby, Joseph Quinn e Ebon Moss-Bachrach. Mas por agora, o mistério dos créditos (ou da sua ausência) de Thunderbolts continua a dar que falar.

Almodóvar regressa ao castelhano com “Amarga Navidad”🎄

Cineasta espanhol troca o inglês por um Natal emocional em Lanzarote e Madrid

Depois da sua primeira longa-metragem inteiramente falada em inglês, O Quarto ao Lado, Pedro Almodóvar volta ao idioma que o consagrou. E fá-lo com estilo, emoção e um título que promete aquecer (e amargar) os corações: Amarga Navidad.

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A rodagem da 24.ª longa-metragem do realizador espanhol mais internacional arrancou oficialmente e está a decorrer entre Madrid e a paradisíaca Lanzarote, nas Ilhas Canárias. O filme deverá estrear-se em 2026 nas salas de cinema espanholas, antes de seguir diretamente para a plataforma Movistar Plus+ — tal como aconteceu com o anterior.

Um elenco almodovariano de luxo

No centro do novo filme está um elenco que já é, em muitos casos, da casa:

🔹 Leonardo Sbaraglia, que já tinha brilhado em Dor e Glória

🔹 Aitana Sánchez-Gijón e Milena Smit, ambas de Mães Paralelas

🔹 Victoria Luengo, que participou no mais recente O Quarto ao Lado

🔹 Bárbara LenniePatrick Criado e Quim Gutiérrez, que completam o elenco

A escolha de actores volta a reflectir o estilo inconfundível de Almodóvar: talento, intensidade dramática e uma paleta de emoções em constante ebulição.


O enredo: ficção, luto e realidade misturada

Amarga Navidad vai cruzar duas histórias paralelas:

🎁 Elsa, uma publicitária em luto, que viaja até Lanzarote com uma amiga após a morte da mãe;

🎥 Raúl Durán, um cineasta que vive numa corda bamba entre a ficção e a realidade, numa espécie de autorreflexão que cheira a metacinema.

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O comunicado da produtora El Deseo, dos irmãos Agustín e Pedro Almodóvar, promete uma narrativa com o ADN do realizador: intimista, emocional, provocadora e com espaço para a surpresa. Como sempre.

Entre Hollywood e a sua casa

O regresso ao castelhano marca também um retorno simbólico às raízes. Depois de aventuras internacionais (e de ter dirigido nomes como Tilda Swinton e Ethan Hawke em inglês), Almodóvar parece querer recentrar-se. O calor humano, os dramas familiares e as paisagens da Península Ibérica (e arredores) continuam a ser o seu palco preferido — e, sejamos honestos, o mais eficaz.

Ainda não são conhecidos os planos para distribuição internacional, mas é de esperar que Amarga Navidad chegue a festivais de peso — e que as plataformas em Portugal e Brasil fiquem atentas.

The Batman II está a caminho! James Gunn promete novo guião “em breve” 🦇

Robert Pattinson continua em Gotham, e o universo de Matt Reeves mantém-se firme (e sombrio)

Os fãs do Batman de Robert Pattinson podem respirar de alívio: apesar da reconstrução total do universo DC pelos olhos de James Gunn, a saga iniciada por Matt Reeves em 2022 está bem viva. E segundo o próprio Gunn, um novo guião de The Batman Part II está prestes a chegar.

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“O que o Matt está a fazer continua a ser realmente importante, apesar de tudo o que se tem dito em contrário”, declarou Gunn à Entertainment Weekly.

“Devemos receber o novo guião em breve. Mal posso esperar.”


Um Batman à parte do novo DCU

Importa relembrar: o universo de Matt Reeves — que inclui The Batman (2022) e o spin-off televisivo The Penguin (Max, 2024) — existe fora do novo DCU que Gunn e Peter Safran estão a construir. É, por assim dizer, uma Gotham paralela. Enquanto o novo Superman de Gunn (a estrear a 11 de julho) inicia uma nova cronologia, o “Batman noir” de Pattinson continua o seu caminho — mais sombrio, mais contido e, para muitos fãs, mais autoral.

Filmagens este ano, estreia em 2027

Depois de vários rumores e adiamentos, The Batman Part II está agora previsto para 1 de outubro de 2027 — um ano após a data inicialmente apontada. Matt Reeves já confirmou que as filmagens arrancam ainda em 2025.

Robert Pattinson, com o humor característico, comentou:

“Comecei como Batman jovem, e vou acabar como Batman velho… Já tenho 38 anos, estou velho!”

O que esperar da sequela?

Ainda não há detalhes oficiais sobre a narrativa, mas Reeves já disse que a história continuará diretamente os acontecimentos do primeiro filme — embora com surpresas reservadas.

Entre os pontos expectáveis:

  • A evolução da personagem de Bruce Wayne, ainda num registo marcado pelo trauma e isolamento;
  • O regresso de Colin Farrell como Oswald Cobblepot (Penguin), já estabelecido como figura central do submundo;
  • A possibilidade de introdução de novos vilões — com rumores constantes sobre o Mr. Freeze e a Corte das Corujas.

O tom continuará provavelmente a seguir a linha mais noir e realista que Reeves já definiu, com influências assumidas de SevenZodiac e do cinema policial dos anos 70.

Entre Gotham e Metropolis: dois caminhos paralelos

Com Superman a iniciar um novo capítulo do DCU, e The Batman a seguir o seu próprio caminho, o que se adivinha é uma coexistência de universos — algo inédito mas promissor.

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James Gunn já esclareceu que há espaço para ambos. E se tudo correr bem, os fãs vão ter dois sabores de DC: um mais épico e colorido, e outro mais sombrio e psicológico. E sinceramente? Nós queremos os dois.

Robert Eggers vai reinventar A Christmas Carol — e Willem Dafoe pode ser o novo Scrooge 🎄👻

Depois de Nosferatu, Eggers troca vampiros por fantasmas natalícios e já escreve o papel de Ebenezer Scrooge para o seu ator fetiche

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Sim, leste bem: Robert Eggers vai adaptar A Christmas Carol, o clássico de Charles Dickens, para a Warner Bros — e o papel principal está a ser escrito com Willem Dafoe em mente. Se a ideia de um Natal vitoriano envolto em nevoeiro, espíritos inquietos e angústia existencial ao estilo Eggers te soa bem… junta-te ao clube.

Segundo o Deadline, Eggers vai escrever e realizar esta nova versão do conto imortal de Dickens, que tem sido adaptado inúmeras vezes, desde as versões da Disney até às variações mais sombrias (Scrooged, alguém se lembra?). Mas desta vez, a história do velho avarento Ebenezer Scrooge ganha contornos bem mais góticos — como só Eggers sabe fazer.

Willem Dafoe, o Scrooge que nunca pensámos… mas agora não queremos outro

Ainda não há negociações formais em curso, mas fontes próximas do projeto confirmam que Eggers está a escrever o papel de Scrooge com Dafoe em mente. E faz todo o sentido: os dois trabalharam juntos em The LighthouseThe Northman e mais recentemente em Nosferatu, onde Dafoe roubou todas as cenas em que apareceu.

Scrooge, com a sua amargura, isolamento e confronto com o passado e o além, parece feito à medida do tipo de personagem que Dafoe domina como ninguém. E nas mãos de Eggers, podemos esperar algo mais próximo de O Sétimo Selo do que de Um Conto de Natal com sinos e fitas.

Fantasmas, crítica social e atmosferas carregadas: sim, é mesmo um projeto de Eggers

A escolha de A Christmas Carol pode parecer insólita para quem associa Eggers ao terror histórico — mas se olharmos bem, a história encaixa perfeitamente no seu universo.

  • É uma narrativa assombrada, literalmente;
  • Está situada numa Londres vitoriana decadente;
  • Lida com culpa, redenção e o peso do tempo — temas que Eggers já explorou com mestria.

Depois de Nosferatu, Eggers em alta

Esta nova aposta surge no seguimento do enorme sucesso de Nosferatu, que arrecadou 181 milhões de dólares mundialmente e quatro nomeações aos Óscares (Fotografia, Direção de Arte, Guarda-Roupa e Maquilhagem). Foi o maior êxito comercial da carreira de Eggers até à data — e consolidou o seu estatuto como um dos realizadores mais visuais e autorais da atualidade.

Antes de avançar com A Christmas Carol, Eggers tem ainda na agenda a rodagem de Werwulf, um novo projeto com a Focus Features previsto para este ano.

Produção com selo familiar (e natalício)

A produção do filme será assinada por Chris Columbus e Elenor Columbus (via Maiden Voyage), com o próprio Eggers também creditado como produtor. Ou seja, um encontro curioso entre o realizador de Harry Potter e o cineasta de The Witch — talvez o espírito do Natal esteja mesmo a juntar mundos improváveis.

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Scrooge nunca foi tão promissor

Ainda sem data de estreia anunciada, esta versão de A Christmas Carol promete ser uma das mais faladas (e possivelmente mais assustadoras) adaptações do clássico. Com Eggers a afinar o guião e Dafoe na calha para vestir o sobretudo de Ebenezer Scrooge, o Natal nunca mais será o mesmo — e ainda bem.

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Realizador de Nebraska, The Descendants e Sideways será distinguido no Festival de Locarno a 15 de agosto

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O Festival de Locarno acaba de anunciar o seu próximo homenageado com o Pardo d’Onore, e o nome não podia ser mais justo: Alexander Payne, um dos mais consistentes e elegantes cronistas da comédia humana no cinema norte-americano contemporâneo, será distinguido no dia 15 de agosto com o icónico Leopardo de Honra.

A cerimónia contará com a exibição de dois dos seus filmes mais marcantes: The Descendants (2011), protagonizado por George Clooney, e Nebraska (2013), com Bruce Dern e Will Forte — duas obras que sintetizam a sua assinatura: sensibilidade, humor agridoce e um olhar profundamente humano sobre a condição (e contradição) americana.

Um cineasta com voz própria — e sempre em diálogo com o público

Payne é um daqueles autores que consegue o equilíbrio raro entre o prestígio crítico e o afeto do público. Desde Citizen Ruth (1996), passando por ElectionAbout Schmidt ou Sideways, tem construído uma filmografia coerente, repleta de personagens imperfeitas, histórias com sabor a vida real e um estilo que conjuga o clássico com o contemporâneo.

Segundo o diretor artístico de Locarno, Giona A. Nazzaro:

“Alexander Payne é um autor erudito, com uma sensibilidade simultaneamente clássica e moderna. Um diretor exímio de actores, com um conhecimento profundo da poesia e do savoir-faire do cinema de Hollywood.”

A lista de colaborações de Payne fala por si: Jack NicholsonPaul GiamattiGeorge ClooneyLaura DernReese WitherspoonMatt Damon, entre outros, já passaram pelo seu olhar minucioso e empático.

Oscarizado e sempre relevante

Com dois Óscares de Melhor Argumento Adaptado no currículo (Sideways e The Descendants) e três nomeações como Melhor Realizador, Payne continua a afirmar-se como uma das vozes mais distintas do cinema norte-americano. A sua mais recente longa-metragem, The Holdovers (2023), com Paul Giamatti, foi mais uma prova de que ainda tem muito a dizer — com subtileza, humor e humanidade.

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Na companhia de gigantes

Pardo d’Onore de Locarno é um dos prémios honorários mais prestigiados da Europa, e já distinguiu nomes como Jean-Luc GodardWerner HerzogKen LoachJane CampionAgnes VardaBernardo BertolucciTodd HaynesTerry Gilliam e Manoel de Oliveira.

A inclusão de Alexander Payne nesta lista de titãs é não só apropriada, como um lembrete de que, por vezes, o cinema mais subtil é o que mais perdura.

Harvey Weinstein declarado culpado por agressão sexual a Miriam Haley

Produtor de “Pulp Fiction” e “Shakespeare in Love” enfrenta novo veredicto após repetição do julgamento em Nova Iorque

Harvey Weinstein, outrora um dos nomes mais poderosos de Hollywood, foi esta quarta-feira, 11 de Junho, considerado culpado de agressão sexual contra a sua antiga assistente de produção, Miriam Haley. O veredicto foi conhecido no âmbito da repetição do julgamento em Nova Iorque, após a decisão de 2024 que anulou o veredicto original de 2020, alegando erros processuais.

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O ex-magnata do cinema, hoje com 73 anos e visivelmente debilitado — sentado numa cadeira de rodas e de fato escuro — ouviu o júri pronunciar-se “culpado” relativamente à acusação de Haley, uma das primeiras mulheres a falar publicamente e a denunciar os abusos de Weinstein, tornando-se uma das vozes mais marcantes do movimento #MeToo.

Inocente no caso Sokola, decisão em aberto no caso Mann

No mesmo julgamento, Weinstein foi considerado inocente das acusações de agressão sexual apresentadas pela ex-modelo polaca Kaja Sokola. Este caso havia sido incluído na nova versão do julgamento e resultou da reabertura processual depois da anulação do primeiro julgamento em 2020.

Fica agora pendente a deliberação sobre a acusação mais grave: a de violação da aspirante a actriz Jessica Mann. O júri irá reunir-se novamente esta quinta-feira, dia 12, para deliberar sobre esse ponto.

Weinstein, que já está a cumprir uma pena de 16 anos de prisão na Califórnia por outro caso de agressão sexual, poderá ver o seu tempo de reclusão agravado com este novo processo.

Um julgamento entre tensão, divisões e silêncio judicial

O ambiente no tribunal foi marcado por tensão crescente, com relatos de disputas internas entre os doze jurados, o que levou a temer um eventual impasse que poderia provocar nova repetição do julgamento — cenário que agora parece menos provável após os primeiros veredictos.

O juiz responsável pelo caso determinou que as equipas jurídicas de ambas as partes não poderiam prestar declarações públicas, numa tentativa de preservar o decurso do processo judicial.

Weinstein, através da sua defesa, já tinha solicitado a anulação do processo por diversas vezes, sem sucesso. O seu rosto permaneceu impassível durante a leitura do veredicto — um contraste evidente com o impacto emocional que a decisão teve para as vítimas que acompanham este caso desde o início do movimento #MeToo.

Um novo capítulo no caso que abalou Hollywood

Com este novo veredicto, o caso Harvey Weinstein volta a ocupar as manchetes e reafirma a sua importância histórica na transformação da forma como a indústria — e a sociedade — encara os crimes de abuso sexual, especialmente em contextos de poder e silêncio forçado.

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Resta agora aguardar pela conclusão do julgamento e pelo veredicto final no caso de Jessica Mann, cuja acusação poderá agravar ainda mais o quadro judicial de um dos nomes mais manchados da história de Hollywood.

Dwayne Johnson dá KO aos clichés em The Smashing Machine: Coração de Lutador

O papel mais ousado de “The Rock” chega aos cinemas portugueses a 2 de outubro — e promete emocionar e surpreender

Esquece o herói indestrutível de blockbusters ou o ex-lutador simpático das comédias familiares. Em The Smashing Machine: Coração de LutadorDwayne Johnson surpreende tudo e todos com a interpretação mais vulnerável e intensa da sua carreira. Sem tatuagens, com próteses faciais, sotaque alterado e — talvez o mais chocante — com cabelo, Johnson mergulha no papel de Mark Kerr, um verdadeiro colosso do MMA, cuja força nos ringues esconde um homem em desintegração.

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Realizado por Benny Safdie, uma das metades da dupla criativa de Diamante Bruto e Good Time, e produzido pela prestigiada A24, o filme estreia em Portugal no dia 2 de outubro, com distribuição da NOS Audiovisuais.

Uma história real. E brutalmente humana.

Mark Kerr foi uma das figuras mais temidas e respeitadas do circuito de Vale Tudo, Pride e UFC no final dos anos 90. Mas o que The Smashing Machine faz é mostrar o que raramente se vê: a fragilidade por trás da força, o vício por trás da glória e o colapso por trás da imagem pública.

Ambientado no virar do milénio, o filme acompanha Kerr no auge da sua carreira, enquanto luta com dependências, crises de identidade, pressões externas e uma relação amorosa à beira do abismo.

Dwayne Johnson como nunca o vimos

É impossível não destacar a transformação impressionante de Johnson. Longe do estilo leve e carismático que o tornou um fenómeno global, aqui vemos um actor empenhado em desconstruir a sua própria persona. A performance é contida, física, sofrida — e genuinamente comovente.

A crítica internacional já começou a apontar este como um possível ponto de viragem na carreira do actor, e The Smashing Machine poderá mesmo vir a ser o papel que lhe traga a consagração nos círculos mais exigentes da sétima arte.

Emily Blunt: o coração partido fora do ringue

Ao seu lado, Emily Blunt, recentemente nomeada ao Óscar por Oppenheimer, interpreta Dawn Staples, a companheira de Kerr e testemunha da sua espiral de autodestruição. A actriz oferece uma performance firme e emocional, ancorando o lado humano do filme com grande sensibilidade.

Safdie + A24 = tensão garantida

Com Benny Safdie na realização, é garantido que este não será um filme desportivo convencional. Tal como Diamante Bruto criou claustrofobia em lojas de penhores e corredores de apostas, aqui o ringue é apenas mais uma arena de ansiedade. A tensão está no silêncio, no colapso, no que se esconde por detrás dos golpes.

A produção da A24, que continua a redefinir o cinema independente contemporâneo, garante um nível estético e narrativo acima da média — com enfoque na densidade emocional e na complexidade psicológica das personagens.

Um retrato íntimo do caos interior

The Smashing Machine: Coração de Lutador não é um filme sobre combates. É sobre o que resta quando o combate acaba. É um retrato cru sobre identidade, fracasso e redenção, com a força de uma uppercut emocional que nos atinge onde menos esperamos.

Preparem-se para um filme que vai além do suor e sangue — e que pode muito bem marcar o regresso inesperado de Dwayne Johnson à corrida aos prémios.

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Estreia: 2 de outubro de 2025

Com: Dwayne Johnson, Emily Blunt, realização de Benny Safdie

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Hugh Grant a fazer de vilão? Sim. Hugh Grant a assustar genuinamente? Também. Hugh Grant nomeado para Globos de Ouro e BAFTAs por um papel em terror psicológico? Pode acreditar. Herege (Heretic, no original) é um dos filmes mais inesperados e hipnóticos deste ano — e o mérito é, em grande parte, do homem que costumávamos associar a comédias românticas com cara de quem nunca parte um prato.

A estreia em televisão está marcada para 13 de junho, às 21h30, em noite de Sexta-Feira 13, no TVCine Top e em streaming no TVCine+. E é o filme perfeito para essa data maldita.


De porta em porta até ao inferno

A história começa de forma quase banal: duas jovens missionárias mórmon — Irmã Barnes (Sophie Thatcher) e Irmã Paxton (Chloe East) — andam de porta em porta à procura de fiéis. Quando tudo parece perdido e uma tempestade se aproxima, batem à última porta do dia. São recebidas por um homem afável, simpático, que até oferece tarte de mirtilo.

O nome dele é Sr. Reed. E ele é interpretado, com arrepiante subtileza e intensidade, por Hugh Grant.

Mas rapidamente a hospitalidade dá lugar ao desconforto — e depois ao terror puro. À medida que a casa se transforma num labirinto psicológico e físico, as duas jovens percebem que estão presas num jogo doentio, onde fé, manipulação e sobrevivência se confundem.

Grant: do charme ao abismo

Ver Hugh Grant neste registo é simplesmente fascinante. Conhecido por papéis charmosos, comedidos e até algo caricatos, o ator reinventa-se por completo como o Sr. Reed — uma figura ao mesmo tempo carismática, desconcertante e absolutamente ameaçadora.

Há algo de deliciosamente perverso na forma como nos conquista no início… para depois nos fazer arrepender da confiança. E é exactamente essa transformação que o torna tão eficaz. Não há gritos nem efeitos especiais exagerados — só uma presença sinistra e um controlo absoluto da cena. Nomeações para BAFTA e Globos de Ouro? Merecidíssimas.

Terror com assinatura A24 (e pedigree de “Um Lugar Silencioso”)

Com argumento e realização da dupla Scott Beck e Bryan Woods — os mesmos que assinaram Um Lugar Silencioso — Herege estreou-se no Festival de Toronto e não demorou a conquistar aplausos pela sua tensão meticulosamente construída, pela atmosfera opressiva e, claro, pelo elenco.

Sophie Thatcher (Yellowjackets) e Chloe East (The Fabelmans) brilham como protagonistas ingénuas mas resilientes, e a química (ou a ausência dela) com Grant mantém-nos colados ao ecrã. O jogo psicológico que se desenrola é tão desconcertante quanto envolvente.

Um “filme de terror religioso”? Sim, mas com cérebro

Herege insere-se numa linhagem cada vez mais rica de thrillers com temas religiosos, mas evita o óbvio. Mais do que uma crítica à fé ou ao fanatismo, o filme convida-nos a reflectir sobre a manipulação, a culpa e os limites da devoção. E fá-lo com tensão constante, sem recorrer ao susto fácil.

Conclusão: Hugh Grant está possuído (no melhor sentido possível)

Herege é uma prova de que o terror não precisa de monstros para nos assombrar — basta um homem com um sorriso, uma casa demasiado silenciosa e uma tarte de mirtilo que nunca parece inocente.

ver também : “O Exorcista: Crente” chega ao TVCine — o regresso arrepiante de um clássico absoluto

Se ainda tinhas dúvidas sobre o talento de Hugh Grant fora da sua zona de conforto, este filme trata de dissipá-las. E se estavas à procura de uma boa razão para passar a Sexta-Feira 13 em casa… acabaste de encontrar.

 Génio do Mal: O Início — O Diabo também tem uma origem… e começa em Roma 🕍👶😈

A prequela do clássico The Omen chega ao TVCine Top a 14 de junho e promete ser uma das noites mais assustadoras do ano

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No sexto dia, do sexto mês, à sexta hora… ele nascerá. Esta é a premissa de O Génio do Mal: O Início, a prequela do icónico The Omen, que estreia sábado, 14 de junho, às 21h30, no TVCine Top e no TVCine+. A escolha da data — bem no fim de semana seguinte à sexta-feira 13 — não é inocente. O mal está a chegar… e é melhor deixar as luzes acesas.

De Roma com terror

A protagonista desta nova entrada na saga é Margaret, uma jovem americana enviada para Roma para servir a Igreja. Mas em vez de encontrar paz e vocação, depara-se com uma conspiração sinistra no seio do Vaticano — um plano meticuloso que visa preparar o nascimento do próprio Anticristo.

O cenário, entre criptas, arquivos secretos e corredores sombrios do Vaticano, é o palco perfeito para um filme de terror clássico com atmosfera pesada, fé abalada e o eterno confronto entre luz e trevas.

Uma saga que já faz parte da história do terror

Tudo começou em 1976 com o filme original de Richard Donner, onde conhecemos o pequeno Damien, a criança marcada com o número da besta. Seguiram-se sequelas, uma adaptação para televisão nos anos 90, um remake em 2006 e uma série em 2016. Agora, com O Génio do Mal: O Iníciorecuamos até ao momento zero — o plano para trazer Damien ao mundo.

É um regresso ao terror satânico clássico, feito com respeito pela mitologia original, mas com um toque moderno de tensão e realização eficaz.

Um elenco possuído de talento

Dirigido por Arkasha Stevenson, o filme conta com um elenco de luxo:

  • Nell Tiger Free (de Servant), no papel principal
  • Bill Nighy, sempre inquietante e carismático
  • Ralph Ineson (The WitchThe Green Knight) com a sua voz arrepiante
  • Charles Dance (Game of Thrones)
  • E até Sônia Braga, numa presença que promete deixar marca

Todos contribuem para uma narrativa intensa, que prefere o suspense à facilidade dos sustos, e que vai lentamente enroscando-se como uma serpente em redor do espectador.

Porque gostamos tanto de ver o mal nascer?

Prequelas são, por natureza, trágicas: sabemos sempre como acabam. Mas O Génio do Mal: O Início não pretende apenas explicar o passado — quer dar-lhe um novo peso emocional. A queda de Margaret, os dilemas espirituais e a sensação de inevitabilidade tornam esta entrada na saga uma experiência tensa e envolvente, com espaço para reflexões sobre fé, culpa e o eterno fascínio pelo lado negro.