Gérard Depardieu Está a Filmar nos Açores e Reacende Polémica: Fanny Ardant Defende, Acusadora Reage 🎥🌋

O actor francês, acusado de vários crimes sexuais, está a rodar um filme em São Miguel com Fanny Ardant. A presença de Depardieu volta a dividir a opinião pública — e a reacção de uma das actrizes que o acusa não se fez esperar.

Gérard Depardieu está em Portugal, mais precisamente na ilha de São Miguel, nos Açores, a filmar o novo projecto da realizadora Fanny Ardant. A presença do actor francês, alvo de múltiplas acusações de crimes sexuais, reacendeu a controvérsia em torno da sua carreira — agora estendida a solo português.

ver também : Morreu Jean-François Davy, o Realizador Irreverente que Levou o Erotismo à Croisette 🎬🍌

O filme, cujo título ainda não foi divulgado, conta com Depardieu como protagonista, num gesto claro de apoio por parte de Ardant, sua amiga de longa data. Contudo, uma das actrizes que o acusam reagiu publicamente, criticando a decisão de continuar a dar espaço mediático e artístico a alguém sobre quem recaem acusações graves.

O filme nos Açores e a escolha de Depardieu

A produção, em fase inicial de rodagem em São Miguel, é o mais recente projecto de Fanny Ardant, nome incontornável do cinema francês e realizadora de obras como Le divan de Staline (também com Depardieu). A amizade entre os dois é conhecida há décadas, e a decisão de a realizadora voltar a trabalhar com o actor — num momento tão delicado — foi recebida com perplexidade por muitos sectores do meio artístico.

Ardant tem defendido publicamente Depardieu, rejeitando o conceito de “cancelamento” e apelando à presunção de inocência, algo que já gerou críticas em França e agora ecoa também em Portugal, dado o envolvimento da ilha açoriana na rodagem.

Reacção de Hélène Darras: “Apoiar Depardieu é ferir as vítimas”

A actriz Hélène Darras, uma das mulheres que acusou Gérard Depardieu de comportamentos sexuais abusivos, reagiu com firmeza à notícia da rodagem em Portugal.

Numa publicação partilhada nas redes sociais e citada pelo Libération, Darras afirma que “dar um papel principal a um homem acusado por dezenas de mulheres é uma mensagem clara: não ouvimos as vítimas, não as levamos a sério”. A actriz acusa ainda Fanny Ardant de “cumplicidade silenciosa” e questiona se “o talento justifica a indiferença moral”.

Esta reacção surge numa altura em que várias personalidades do meio artístico francês começam a distanciar-se de Depardieu — embora outros ainda o defendam ou prefiram manter-se em silêncio.

Contexto: o processo e as acusações em curso

Gérard Depardieu foi formalmente acusado de violação e agressões sexuais em 2020, num caso relacionado com a actriz Charlotte Arnould. Desde então, surgiram várias outras denúncias — incluindo no seio de produções cinematográficas e televisivas — detalhadas em reportagens de investigação.

O actor tem negado todas as acusações e continua a trabalhar, sem condenações formais até ao momento. A justiça francesa ainda não encerrou os processos em curso, e a questão permanece altamente sensível.

O cinema e a responsabilidade ética

A presença de Depardieu num projecto internacional, filmado em território português, levanta também questões sobre a responsabilidade das produtoras, dos financiadores e dos festivais que poderão vir a exibir o filme. Num contexto de maior consciência sobre abusos no meio cultural, a escolha de protagonistas com historial polémico é cada vez mais escrutinada.

Fanny Ardant, por sua vez, mantém a sua posição firme, e até ao momento não comentou a reacção de Darras.

A polémica continua — e Portugal está agora no centro da narrativa

Com a filmagem de Marcello Mio a atrair atenção mediática por outras razões e Cannes a aproximar-se, a presença de Depardieu nos Açores promete marcar o debate sobre ética, criação artística e limites da colaboração no cinema europeu.

ver também : Nicolas Cage Contra Tubarões, Marés e Existencialismo: Bem-vindos a The Surfer 🦈🏄‍♂️

Portugal, sem querer, entrou nesta equação — e será curioso perceber como o país (e os seus organismos culturais) reagem ao tema nos próximos meses.

Morreu Jean-François Davy, o Realizador Irreverente que Levou o Erotismo à Croisette 🎬🍌

Cineasta maldito? Provocador? Visionário do X com alma de documentarista? Jean-François Davy morreu aos 79 anos, deixando uma filmografia única que oscilava entre o escândalo e a comédia popular

O cinema francês despede-se de uma figura tão marginal quanto inesquecível: Jean-François Davy, realizador e produtor de espírito livre e obra provocadora, morreu a 2 de maio de 2025 vítima de ataque cardíaco, aos 79 anos. O seu nome pode não ser tão conhecido fora do circuito cinéfilo francês, mas Davy assinou alguns dos filmes mais ousados e controversos da década de 70 — com um lugar garantido na história do cinema erótico e independente europeu.

ver também : 🎬 10 filmes perfeitos para celebrar o Dia da Mãe — e onde os ver em Portugal e no Brasil

Um percurso à margem da indústria… desde o primeiro dia

Jean-François Davy começou no cinema de forma clássica: com curtas-metragens e como assistente de realização de Luc Moullet, em Brigitte et Brigitte (1966). Mas rapidamente percebeu que a sua voz era demasiado irreverente para os circuitos tradicionais. O seu primeiro longa, L’Attentat, nunca chegou sequer a ser distribuído. Seguiu-se Traquenards(1969), um polar sombrio que também não causou ondas — pelo menos não as que Davy esperava.

Mas seria na viragem dos anos 70 que encontraria o seu terreno natural: a comédia paillarde, um subgénero francês carregado de trocadilhos sexuais, erotismo desinibido e um certo espírito anárquico. Títulos como Bananes mécaniques(1973), Prenez la queue comme tout le monde e Q marcaram o tom.


Exhibition: quando o porno se fez arte em Cannes

O momento-chave da sua carreira viria em 1975 com Exhibitionum documentário sobre os bastidores do cinema pornográfico, com especial foco na actriz Claudine Beccarie — uma das primeiras estrelas X em França. O filme, ousado e revelador, foi apresentado em Cannes, o que causou escândalo e fascínio em doses iguais. Um feito notável, numa altura em que o erotismo ainda era tratado como um tabu cinematográfico.

Davy não parou por aí. Em 1978, lançou Exhibition 2, centrado em Sylvia Bourdon, e completou a trilogia de retratos com Les Pornocrates (1976) e Prostitution (1975), onde investigava os meandros da prostituição em França. O cinema de Davy não era pornografia gratuita — era uma exploração frontal e humanizada de corpos, desejos e margens sociais.


Entre o riso e o choque: da pornografia à comédia popular

Apesar da associação ao universo X, Davy nunca se confinou a um único estilo. Produziu comédias mais acessíveis, como Chaussette surprise (1978), com Bernadette Lafont, Michel Galabru e Bernard Le Coq, ou Ça va faire mal ! (1982), protagonizado por Bernard Ménez e Henri Guybet.

Nos anos 80, afastou-se progressivamente da realização e apostou no mercado de vídeo doméstico, fundando empresas como a Fil à Film e a Opening, e o laboratório de duplicação Vidéo Pouce. Um verdadeiro empresário do audiovisual, sempre ligado ao mundo das imagens.


Um regresso tardio e inesperado

Depois de mais de duas décadas de ausência atrás das câmaras, Jean-François Davy voltou em 2006 com Les Aiguilles rouges, um drama de sobrevivência inspirado em experiências pessoais de juventude. Seguiu-se a comédia Tricheuse(2008), com Hélène de Fougerolles, e, em 2016, a sua última longa-metragem: Vive la crise !, uma comédia política com Jean-Marie Bigard e Jean-Claude Dreyfus.

Fiel a si mesmo até ao fim, Davy manteve o seu gosto por provocar, divertir e incomodar, cruzando géneros como quem atravessa ruas: sem pedir licença.


Um realizador que nunca pediu desculpa por ser diferente

Jean-François Davy deixa uma obra difícil de classificar. Parte do público vê-o como um cronista libertário de uma época de revolução sexual; outros como um provocador que nunca quis agradar. Talvez tenha sido tudo isso — e ainda mais. O que é certo é que teve coragem para filmar o que poucos ousavam e abrir caminhos entre o erotismo, a sátira e o documentário social.

E por muito que alguns filmes seus sejam hoje vistos como relíquias de uma época passada, a sua abordagem sem filtros continua a inspirar cineastas que procuram explorar zonas cinzentas da condição humana. O cinema precisa de gente assim.

ver também : Dee Wallace vs Spielberg: O Dia em que a Mãe do E.T  Disse “Não!” a uma Cena de Cama 👽🛏️


Nicolas Cage Contra Tubarões, Marés e Existencialismo: Bem-vindos a The Surfer 🦈🏄‍♂️

No novo filme, Cage troca os carros em chamas por pranchas e ondas violentas — e garante que esta é uma das experiências mais intensas da sua carreira

ver também : Filho de Matthew McConaughey Pronto Para Entrar em Hollywood: Levi Segue o Caminho do Pai 🎬🌟

Nicolas Cage já enfrentou praticamente tudo: demónios, caçadores de tesouros, abelhas assassinas e até ele próprio. Mas em The Surfer, o actor mergulha — literalmente — num novo tipo de desafio: a natureza selvagem… e a alma humana. Esquece os blockbusters convencionais. Aqui, a acção vem das emoções, das marés, e de tubarões que não perdoam.

Sim, o filme tem surf, tem suspense, tem desespero existencial, e tem Nicolas Cage a fazer o que melhor sabe: ser Nicolas Cage.


A história: um regresso à origem com sabor amargo

Em The Surfer, Cage interpreta um homem que regressa à sua terra natal na Austrália com o filho, apenas para descobrir que a praia onde costumava surfar em criança — e onde forjou grande parte da sua identidade — está agora dominada por um grupo local de surfistas agressivos.

O que se segue é um confronto físico, emocional e até filosófico, entre o homem e o mar, entre o passado e o presente. E, claro, entre ele e os predadores que o aguardam na água.


“Foi um dos papéis mais exigentes da minha vida” — diz Cage

Numa entrevista à Entertainment Weekly, Nicolas Cage admitiu que filmar The Surfer foi mais difícil do que muitos dos seus filmes de acção. “Havia tubarões, havia correntes perigosas, e houve momentos em que me perguntei: o que raio estou aqui a fazer? Mas a verdade é que foi libertador”, confessou.

Segundo o actor, a experiência de gravar em mar aberto, sujeito às forças da natureza, acabou por influenciar a sua própria abordagem à personagem. “Não dá para fingir medo quando estás num mar agitado. O corpo reage, e a câmara capta tudo.”

Tubarões reais? Sim. Mas com regras

Uma das curiosidades do filme é que parte das cenas aquáticas foram feitas em locais conhecidos por avistamentos de tubarões — com todas as medidas de segurança, claro. Ainda assim, Nicolas Cage garante que sentiu o perigo de forma muito real. “Tínhamos especialistas na água, mas basta um movimento estranho ao longe para entrares em modo de sobrevivência”, contou.

A produção australiana manteve uma abordagem prática e visceral, apostando em efeitos reais sempre que possível. Nada de ecrãs verdes: aqui, o sal é verdadeiro, e o medo também.

Um filme de género ou uma experiência espiritual?

Realizado por Lorcan Finnegan (Vivarium), The Surfer é mais do que um filme de sobrevivência — é também uma história de identidade, trauma e superação. O realizador descreveu-o como “um estudo sobre o ego masculino colocado sob pressão”, e a crítica internacional já começa a destacar a obra como uma curiosa fusão entre thriller psicológico e drama existencialista.

Há quem o compare a The Lighthouse, mas com pranchas. Ou a Jaws, mas com terapia.

Cage continua imparável — e imprevisível

Num momento em que Nicolas Cage vive uma das fases mais criativas da sua carreira (com projectos como PigDream Scenario e Renfield), The Surfer surge como mais uma peça numa filmografia que recusa ser rotulada.

O actor já afirmou que quer continuar a desafiar-se — e, ao que tudo indica, isso inclui enfrentar tubarões reais em mar aberto e fazer monólogos sobre o sentido da vida enquanto apanha ondas.

E nós agradecemos.

ver também: A Favor Não Tão Simples: Sequela com Blake Lively É Maltratada pela Crítica 🍸💅

Filho de Matthew McConaughey Pronto Para Entrar em Hollywood: Levi Segue o Caminho do Pai 🎬🌟

Com apenas 15 anos, Levi McConaughey está a preparar-se para entrar no mundo do entretenimento — e com um pai como Matthew, o carisma parece ser hereditário

A família McConaughey prepara-se para um novo capítulo no grande palco de Hollywood. Levi Alves McConaughey, o filho mais velho de Matthew McConaughey e da empresária e modelo Camila Alves, está prestes a dar os primeiros passos no mundo do entretenimento — e o próprio pai já confirmou que é uma estreia muito aguardada.

ver também : A Favor Não Tão Simples: Sequela com Blake Lively É Maltratada pela Crítica 🍸💅

Com apenas 15 anos, Levi tem mostrado talento e presença que não passam despercebidos, e a entrada no meio artístico parece agora uma questão de tempo.


“Está quase pronto para mostrar o que vale” — diz o pai orgulhoso

Numa entrevista recente, Matthew McConaughey revelou que o filho está “a preparar-se para entrar no ramo” e que a família tem dado espaço para que isso aconteça de forma orgânica e com responsabilidade.

“Queremos ter a certeza de que ele está pronto, tanto emocional como mentalmente. Mas ele tem muito para dar. Está curioso, está criativo, e estamos entusiasmados para o ver mostrar isso ao mundo”, afirmou o actor de Interstellar e Dallas Buyers Club.

O mais curioso é que Levi não se limita ao interesse por representação. Segundo os pais, o jovem também demonstra talento para design gráfico, moda e produção criativa.


Uma família com os pés (quase) sempre na terra

Matthew McConaughey e Camila Alves são conhecidos por manterem os filhos longe dos holofotes — algo cada vez mais raro entre celebridades. Levi, por exemplo, só começou a ter presença nas redes sociais em 2023, e mesmo assim de forma bastante moderada.

Mas isso não impediu que o público reparasse nele. Entre aparições em eventos com os pais, vídeos de surf partilhados pela mãe e um estilo cada vez mais distinto, o jovem McConaughey foi conquistando a curiosidade do público.

“Ele tem uma personalidade forte, mas sabe ouvir. É respeitador, mas também sabe aquilo que quer. E isso é uma combinação poderosa”, disse Camila numa entrevista anterior.


Vai ser actor? Modelo? Designer? Tudo em aberto

Apesar de ainda não haver um projecto concreto anunciado, tudo indica que Levi está a explorar várias frentes dentro do mundo criativo. O próprio Matthew McConaughey confessou que o filho já teve propostas e que o interesse é mútuo — “mas queremos que seja no tempo certo”.

E se herdou metade da segurança em palco do pai, já vai bem lançado.


A nova geração de Hollywood continua a crescer

Com nomes como Maya Hawke (filha de Ethan Hawke e Uma Thurman), Jack Quaid (filho de Meg Ryan e Dennis Quaid), ou Lily-Rose Depp (filha de Johnny Depp e Vanessa Paradis) a consolidarem-se na indústria, Levi McConaughey poderá ser mais um nome forte a juntar-se à lista dos “filhos de estrelas” com talento próprio.

ver também: Hollywood em Pânico: Trump Quer Taxar o Cinema Estrangeiro a 100% 🍿💣

Por agora, ficamos à espera de ver se o famoso “Alright, alright, alright” passará de pai para filho — ou se Levi criará a sua própria marca.

A Favor Não Tão Simples: Sequela com Blake Lively É Maltratada pela Crítica 🍸💅

“Another Simple Favor 2” chega com promessas de intriga, glamour e… um tomate podre no Rotten Tomatoes. A crítica não perdoou, mas será mesmo assim tão mau?

Sete anos depois de Um Pequeno Favor (A Simple Favor, no original), Blake Lively e Anna Kendrick voltam ao ecrã com a aguardada sequela — e, aparentemente, a crítica não ficou muito encantada com este reencontro. Another Simple Favorchega com uma pontuação nada simpática no Rotten Tomatoes, e o entusiasmo inicial está a ser abafado por avaliações pouco generosas.

ver também : Hollywood em Pânico: Trump Quer Taxar o Cinema Estrangeiro a 100% 🍿💣

A pergunta impõe-se: esta sequela era mesmo necessária ou estamos perante mais um caso de “só porque sim”?

Glamour, martinis e mistério… mas menos charme

Realizado novamente por Paul Feig (BridesmaidsSpy), o filme retoma o tom elegante e cheio de reviravoltas que conquistou um nicho de fãs em 2018. A história volta a centrar-se na relação disfuncional entre Stephanie (Kendrick), uma vlogger de lifestyle com um dom para se meter em sarilhos, e Emily (Lively), a enigmática fashionista com um passado mais negro do que um martini extra seco.

No entanto, onde o primeiro filme surpreendia com humor ácido e tensão bem calibrada, a sequela parece cair na armadilha do exagero. Segundo a crítica especializada, Another Simple Favor troca a subtileza pelo absurdo — e não no bom sentido.

Rotten Tomatoes: uma pontuação indigesta

Com uma pontuação que ronda os 40% no Rotten Tomatoes, o filme tem sido acusado de ser uma cópia diluída do original. Os críticos apontam o dedo a um guião preguiçoso, falta de inovação narrativa e a sensação de déjà vu constante. Alguns chegam mesmo a compará-lo a uma versão esticada de um episódio de série — visualmente apelativo, mas emocionalmente vazio.

Apesar disso, há elogios às interpretações: Blake Lively continua a dominar o ecrã com o seu carisma glacial, e Anna Kendrick mantém a sua habitual energia nervosa. O problema parece estar mesmo na história, que tenta replicar o sucesso do original sem apresentar novidades reais.

A culpa é da expectativa?

Há quem defenda que o problema nem é o filme em si, mas sim a memória do primeiro. Um Pequeno Favor não foi um fenómeno de massas, mas ganhou estatuto de culto graças ao seu tom ousado, mistura de Gone Girl com comédia negra. Voltar a esse universo sem realmente ter algo novo a dizer pode ser o erro fatal.

Paul Feig já demonstrou mestria em equilibrar humor com emoção, mas neste caso, parece ter perdido o equilíbrio no salto.

ver também : Dee Wallace vs Spielberg: O Dia em que a Mãe do E.T  Disse “Não!” a uma Cena de Cama 👽🛏️

Vale a pena ver?

Para os fãs do original, Another Simple Favor poderá valer o bilhete — nem que seja para rever Lively a desfilar casacos impossíveis e brindar com estilo. Mas para o espectador médio, este poderá ser um favor que ninguém pediu… e que poucos agradecerão.

Hollywood em Pânico: Trump Quer Taxar o Cinema Estrangeiro a 100% 🍿💣

O ex-presidente norte-americano volta a provocar polémica com uma proposta que deixou os estúdios de Los Angeles em estado de alerta. Filmes estrangeiros com tarifa de importação? Sim, está mesmo a acontecer.

Poderíamos estar a falar de uma sátira ao estilo de Don’t Look Up, mas não — é a mais recente proposta de Donald Trump, que garante que, se regressar à Casa Branca, vai aplicar uma tarifa de 100% sobre todos os filmes produzidos fora dos Estados Unidos.

ver também : Dee Wallace vs Spielberg: O Dia em que a Mãe do E.T  Disse “Não!” a uma Cena de Cama 👽🛏️

A ideia, aparentemente inspirada num certo nacionalismo cinéfilo (e talvez num visionamento recente de Top Gun em repeat), deixou o mundo do entretenimento em estado de choque. A indústria de Hollywood, já abalada por greves, mudanças nos modelos de distribuição e as consequências do streaming, vê agora uma ameaça real à diversidade e sustentabilidade do mercado global.


“Se não é feito na América, então não merece estar em solo americano” 🇺🇸📽️

Foi durante um comício em Michigan que Trump atirou a bomba: “Os nossos estúdios estão a ser ultrapassados por produções estrangeiras baratas. Vamos proteger o cinema americano. Tarifa de 100%. Filme francês, indiano, britânico — não interessa. Se não é nosso, paga para entrar.”

A promessa é clara: se for eleito novamente, vai aplicar esta tarifa com efeitos imediatos sobre filmes de produção internacional. O argumento? Proteger os trabalhadores de Hollywood. Mas os efeitos colaterais, dizem especialistas e executivos da indústria, seriam catastróficos.


Hollywood reage: “É um ataque à arte e à liberdade cultural”

As reações não se fizeram esperar. Estúdios, produtores independentes e distribuidores norte-americanos que trabalham regularmente com produções estrangeiras lançaram comunicados inflamados.

Motion Picture Association of America (MPAA) classificou a proposta como “um retrocesso perigoso e economicamente desastroso”. Já vários realizadores, incluindo nomes como Martin Scorsese e Ava DuVernay, usaram as redes sociais para criticar a medida como “anti-cultural”, “retrógrada” e “incompatível com os valores democráticos”.

E não faltaram memes, claro — incluindo um em que Parasitas aparece com o selo “Proibido na América”.

ver também : 🌌 4 de Maio: O dia em que a Força está mais viva do que nunca — A história por detrás do feriado extraoficial de Star Wars

Impacto imediato? Filmes como Poor Things,The Zone of Interest e Anatomie d’une Chute  seriam afectados 🎬🚫

Numa época em que produções internacionais têm vindo a conquistar cada vez mais atenção — e Óscares — esta política seria um murro no estômago para o cinema de autor e para os cinéfilos americanos.

Filmes premiados como The Zone of InterestAnatomie d’une Chute ou Poor Things seriam afectados por tarifas de importação, encarecendo a sua exibição nos EUA e, provavelmente, levando muitos distribuidores a desistir da compra de direitos.

Isto sem falar de plataformas como a MUBI, Criterion ou mesmo a Netflix, que apostam regularmente em filmes estrangeiros para enriquecer os seus catálogos e responder à procura de um público mais exigente.

Um precedente perigoso com ecos dos anos 30

A proposta de Trump fez muitos recordar as políticas proteccionistas dos anos 30, quando alguns países (incluindo os EUA) impuseram taxas sobre produtos culturais estrangeiros — um movimento que levou a boicotes, cortes de financiamento e, em alguns casos, à quase extinção do cinema independente fora dos grandes estúdios.

Curiosamente, até Reagan — herói conservador americano e antigo actor de Hollywood — era contra tarifas deste género, defendendo a liberdade de circulação cultural como pilar da democracia.

E o resto do mundo? Rir… ou retaliar?

Na Europa, a reacção foi mista: entre o riso e a preocupação. Um produtor francês declarou: “Talvez devêssemos nós também taxar filmes americanos. Que tal uma tarifa de 200% para cada explosão em filmes do Michael Bay?”

Já na Índia, onde Bollywood tem uma presença enorme no mercado americano, a resposta foi mais séria: “Vamos rever os acordos de distribuição caso esta medida avance”, disse um representante da Eros International.


O cinema como campo de batalha político?

Com esta medida, Trump parece querer transformar o ecrã grande num campo de batalha ideológica. E como é habitual nas suas declarações, o impacto real (caso fosse implementada) está longe de ser claro. Mas numa altura em que o cinema se quer global, diverso e acessível, a proposta soa a mais um muro, não de betão, mas de celulóide.

ver também : Marvel Respira de Novo com Thunderbolts mas é Sinners que continua a roubar o espectáculo!

Se chegar à presidência, esta pode ser a nova guerra comercial. Não por aço ou petróleo, mas por histórias — e bilhetes de cinema.

Dee Wallace vs Spielberg: O Dia em que a Mãe do E.T  Disse “Não!” a uma Cena de Cama 👽🛏️

A icónica actriz revela que quase saiu do filme por causa de uma linha de diálogo numa cena que (felizmente) foi cortada. Afinal, nem tudo em E.T. era mágico fora do ecrã…

Mais de quatro décadas depois da estreia de E.T. – O Extraterrestre, Dee Wallace, que interpretou a inesquecível mãe de Elliott, decidiu abrir o livro sobre um momento tenso durante a rodagem do clássico de Steven Spielberg. Num painel recente dedicado ao filme, a actriz revelou que teve uma acesa discussão com Spielberg sobre uma linha de diálogo que envolvia… o seu quarto. E a verdade é que esteve perto de abandonar a produção.

ver também : 🎌 Shōgun vai regressar — Segunda temporada já tem elenco confirmado e data para o início das filmagens

“Era um erro. Eu sabia que era um erro. E não ia fazer aquilo.”

Foi com estas palavras que Dee Wallace descreveu o momento em que enfrentou Spielberg, então com pouco mais de 30 anos e já considerado um dos realizadores mais promissores de Hollywood. A polémica? Uma linha que indicava que a personagem da mãe tinha passado a noite com um homem (aparentemente o professor do filho), e que seria ouvida por uma das crianças da casa.

Segundo Wallace, a frase estava num rascunho do guião e seria dita por Gertie (a pequena Drew Barrymore): “Ele dormiu contigo na tua cama?”. Para a actriz, essa sugestão sexualizada, ainda que subtil, “quebrava a inocência e o tom emocional da história”.

Uma discussão intensa… e a linha foi eliminada

Dee Wallace não teve papas na língua. Segundo o seu testemunho, enfrentou Spielberg de forma directa: “Disse-lhe que estava errada, que não fazia sentido para a personagem nem para a história. E disse-lhe também que não a ia dizer. Ponto final.”

Spielberg, apesar de inicialmente tentar defender a cena, acabou por ceder. A linha foi cortada do guião final — e, ironicamente, poucos se recordam hoje de que alguma vez esteve em cima da mesa.

Para Wallace, foi uma vitória não apenas pessoal, mas artística. “A Mary era uma mãe solteira a tentar manter a sua família unida. Era vulnerável, sim, mas não era para ser objecto de humor ou insinuação. Ainda bem que mantivemos essa pureza.”

Spielberg: génio aberto à crítica

Apesar da firmeza da actriz, Dee Wallace não guarda ressentimentos do episódio — antes pelo contrário. Fez questão de elogiar Spielberg pela forma como lidou com o conflito.

“Ele ouviu-me. E isso diz muito sobre o realizador que ele é. Não me mandou calar, não me substituiu. Respeitou-me como artista e como mulher. Isso ficou comigo para sempre.”

Esta pequena história dos bastidores revela algo que os fãs muitas vezes esquecem: mesmo os maiores clássicos são feitos de negociações, desacordos e decisões que, felizmente, nem sempre seguem o plano original. E ainda bem.

E.T. continua a emocionar… mas a verdade faz-nos adorá-lo ainda mais

Para muitos de nós, E.T. não é apenas um filme — é uma memória emocional gravada a laser na infância. Saber que houve momentos de tensão criativa só o torna mais fascinante. Dee Wallace teve a coragem de se impor, e Spielberg teve a inteligência de escutar. O resultado? Um clássico que continua intocável.

ver também : Marvel Respira de Novo com Thunderbolts mas é Sinners que continua a roubar o espectáculo!

Num tempo em que os bastidores dos grandes filmes estão cada vez mais expostos, é refrescante ouvir uma história em que a integridade artística venceu — sem escândalos, sem egos feridos, apenas respeito mútuo e amor pelo cinema.

Marvel Respira de Novo com Thunderbolts mas é Sinners que continua a roubar o espectáculo!

O novo filme da Marvel lidera o box office com críticas surpreendentemente positivas — mas há um fenómeno a crescer de forma inesperada e silenciosa: 

Sinners, de Ryan Coogler, que continua a encantar o público pela terceira semana consecutiva

O verão cinematográfico arrancou oficialmente — e claro, tinha de ser com a Marvel a abrir caminho. Thunderbolts, o mais recente capítulo do MCU, estreou com $76 milhões no mercado norte-americano, garantindo o primeiro lugar no box office. A surpresa? A crítica gostou. Bastante, até. Mas por muito que a Disney queira puxar os holofotes de volta para a sua galáxia de super-heróis, o verdadeiro protagonista do momento parece estar nos bastidores: Sinners, de Ryan Coogler, continua a crescer nas bilheteiras com uma força inesperada e já ameaça os recordes do mês de abril.

ver também : 🌌 4 de Maio: O dia em que a Força está mais viva do que nunca — A história por detrás do feriado extraoficial de Star Wars

Thunderbolts: Um sucesso moderado… mas promissor

Com um orçamento de $180 milhões e um peso simbólico no calendário da Marvel, Thunderbolts tinha tudo para ser mais um blockbuster entre tantos outros. No entanto, a recepção crítica surpreendeu. Com 88% no Rotten Tomatoes, é o filme da MCU com melhor pontuação desde Spider-Man: No Way Home. Isto significa que superou títulos como Black Panther: Wakanda Forever (82%), Guardians of the Galaxy Vol. 3 (82%) e até o muito esperado Deadpool & Wolverine(79%).

A nível financeiro, os $76 milhões são respeitáveis — mas longe dos picos a que a Marvel nos habituou. É apenas a 28.ª melhor estreia de um filme do universo cinematográfico da editora. Ainda assim, ultrapassou em apenas três dias toda a bilheteira doméstica de The Marvels, que nem nos créditos finais convenceu.

Para uma franquia que tem sofrido desgaste desde 2021, Thunderbolts parece finalmente inverter a maré — ou pelo menos gerar alguma boa vontade junto da crítica e do público. Mas agora surge a grande questão: conseguirão os fãs casuais voltar a apaixonar-e pela fórmula da Marvel?


Sinners não larga o pódio — e pode ser o maior sucesso do ano

Se Thunderbolts é o filme da semana, Sinners é claramente o filme da estação. O drama com contornos místicos de Ryan Coogler continua a surpreender no box office, acumulando agora $179.7 milhões em apenas três semanas. Só neste fim de semana, arrecadou mais $33 milhões — uma queda de apenas 28%, o que revela um boca-a-boca fortíssimo.

O mais impressionante? Está a deixar para trás pesos pesados como Fast Five e The Fate of the Furious no que toca a receitas acumuladas nos primeiros 17 dias. E se continuar assim, não é descabido imaginar que Sinners possa atingir os $300 milhões só nos EUA.

Infelizmente, a performance internacional é menos explosiva (com apenas $57 milhões), mas isso não tem impedido o filme de se tornar um fenómeno inesperado — sem super-heróis, sem sequelas, sem efeitos especiais em overdose. Apenas uma história bem contada. Lembras-te do tempo em que isso bastava?


A Minecraft Movie quer cavar até ao bilião… e está quase lá! 🧱

Nem só de dramas e super-heróis vive o cinema. A adaptação do icónico videojogo Minecraft pode ter parecido uma aposta arriscada, mas está a render como ouro digital. Com $398.2 milhões já no bolso, a entrada no clube dos $400 milhões é garantida esta semana.

Globalmente, o filme já ultrapassou os $873 milhões — e se mantiver o ritmo (e a construção em blocos), vai chegar ao bilião com uma tranquilidade assustadora. Neste momento, já está a ultrapassar as performances de The Dark Knight Rises e Captain America: Civil War ao fim de 31 dias em exibição.

Nada mau para um filme baseado num jogo sem enredo. Parece que há público para tudo, desde que a fórmula esteja certa.


The Accountant 2: O regresso que poucos pediram

Enquanto uns sobem, outros tropeçam. The Accountant 2, protagonizado por Ben Affleck, caiu mais de 60% na segunda semana, ficando-se pelos $9.4 milhões no fim de semana. Ao fim de 10 dias, acumula $41.1 milhões — cerca de $6 milhões abaixo do original, que teve uma segunda semana bem mais robusta.

As contas são simples: com um orçamento de $80 milhões e pouca tração internacional (apenas $25 milhões fora dos EUA), dificilmente haverá espaço para uma terceira entrada na saga. Talvez o accountant precise de rever os números antes de regressar aos ecrãs.


As últimas posições: indie, terror e uma pitada de Nicolas Cage

  • Until Dawn arrecadou $3.8 milhões e soma $34.7 milhões no total — um bom retorno para um filme que custou apenas $15 milhões.
  • The Amateur chega aos $85 milhões globais, mas ainda longe de compensar os $60 milhões que custou produzir.
  • The King of Kings caiu para $1.6 milhões no fim de semana, mas soma $57.6 milhões no total.
  • Warfare, o novo filme de Alex Garland e Ray Mendoza, vai nos $24 milhões.
  • HIT: The 3rd Case, thriller indiano, arrecadou $900 mil e tem agora um total de $2.1 milhões.
  • E Nicolas Cage? Estreou com The Surfer, mas os $675 mil de estreia em 1085 salas deixam pouco para surfar…

O que se segue: palhaços, vingança e… Shakespeare?

O próximo fim de semana será mais calmo, mas há estreias curiosas para os mais atentos:

  • Shadow Force, com Kerry Washington e Omar Sy, mistura acção com drama familiar.
  • Clown in a Cornfield, do realizador de Tucker and Dale vs. Evil, promete terror campestre com um toque de sátira.
  • Juliet & Romeo, uma inversão moderna da tragédia de Shakespeare, chega via Briarcliff.
  • E atenção ao limitado Friendship, com Paul Rudd e Tim Robinson — a A24 vai alargá-lo em breve, e já se fala num possível “sleeper hit” do verão.

Box Office EUA (2 a 4 de Maio de 2025)

  1. Thunderbolts* – $76.0M
  2. Sinners – $33.0M (Total: $179.7M)
  3. A Minecraft Movie – $13.7M (Total: $398.2M)
  4. The Accountant 2 – $9.4M (Total: $41.1M)
  5. Until Dawn – $3.8M (Total: $14.3M)
  6. The Amateur – $1.8M (Total: $36.9M)
  7. The King of Kings – $1.6M (Total: $57.6M)
  8. Warfare – $1.2M (Total: $24.0M)
  9. HIT: The 3rd Case – $900K (Total: $2.1M)
  10. The Surfer – $675K

ver também : 🎬 Patrick Schwarzenegger quer ser Patrick Bateman no novo American Psycho de Luca Guadagnino