Javier Bardem Protagoniza Novo Filme de Rodrigo Sorogoyen

O ator espanhol Javier Bardem, recentemente homenageado com o Prémio Donostia no Festival de San Sebastián, revelou que será o protagonista do próximo filme do cineasta Rodrigo Sorogoyen. Intitulado El Ser Querido, o projeto promete explorar o drama íntimo entre um pai e a sua filha, numa história que certamente trará novas camadas à já extensa e impressionante filmografia de Bardem.

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No filme, Bardem atuará ao lado de Vicky Luengo, estrela da série Riot Police, também dirigida por Sorogoyen. A narrativa gira em torno de um realizador de cinema (Bardem) e da sua filha, uma atriz frustrada, que tentam colaborar num projeto após anos de distanciamento. O enredo foca-se nos desafios pessoais e emocionais que ambos enfrentam, bem como nas feridas do passado que voltam a emergir.

Rodrigo Sorogoyen, conhecido por filmes intensos e carregados de tensão emocional, como As Bestas (2022) e Que Deus Nos Perdoe (2016), afirmou que este projeto será mais pessoal e intimista, comparado aos seus trabalhos anteriores. O realizador espanhol, em colaboração com a argumentista Isabel Peña, pretende criar um retrato autêntico da complexidade das relações familiares, algo que Bardem tem interpretado magistralmente ao longo da sua carreira.

As filmagens de El Ser Querido ainda não têm data oficial de início, mas a expectativa em torno desta colaboração entre Bardem e Sorogoyen já está a gerar grande interesse no mundo do cinema. O ator espanhol, vencedor de um Óscar por Este País Não é Para Velhos (2007), é conhecido por mergulhar profundamente nas suas personagens, e este novo papel poderá oferecer mais uma performance inesquecível.

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Charlie Hunnam Junta-se à Série “Monstros” da Netflix como Ed Gein

A terceira temporada da antologia Monstros, criada por Ryan Murphy e Ian Brennan para a Netflix, já encontrou o seu protagonista: Charlie Hunnam vai interpretar o infame assassino em série norte-americano Ed Gein, cuja história de crimes macabros inspirou várias personagens icónicas do cinema de terror.

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Hunnam, conhecido pelo seu papel em Sons of Anarchy e em filmes como Batalha do Pacífico (2013), irá dar vida a um dos mais perturbadores assassinos da história dos Estados Unidos. Ed Gein, além de cometer dois assassinatos confirmados, exumava corpos de cemitérios para confeccionar roupas e objetos a partir da pele e ossos das vítimas. A sua figura serviu de base para a criação de personagens como Norman Bates em Psico (1960), Leatherface em Massacre no Texas (1974) e Buffalo Bill em O Silêncio dos Inocentes (1991).

A série Monstros já se provou um grande sucesso com as suas duas primeiras temporadas, centradas nas histórias de Jeffrey Dahmer e dos irmãos Lyle e Erik Menendez. A terceira temporada sobre Ed Gein promete seguir a mesma linha, com Hunnam a liderar um elenco que certamente trará uma abordagem intensa e visceral a este novo capítulo.

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A produção da nova temporada está marcada para arrancar em outubro, e espera-se que chegue à Netflix em 2025. Com dez episódios previstos, a série irá explorar os detalhes dos crimes de Gein e o impacto que ele teve na cultura americana

Oprah Winfrey Bloqueia o Documentário Sobre a Sua Vida na Apple TV+

A lenda da televisão norte-americana Oprah Winfrey decidiu bloquear a exibição de um documentário sobre a sua vida e carreira que estava prestes a estrear na Apple TV+. Segundo informações, a apresentadora comprou os direitos do filme para garantir que ele não seja exibido, encerrando assim uma colaboração de longa data com a plataforma de streaming.

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O documentário, dirigido pelo realizador vencedor de um Óscar, Kevin Macdonald, pretendia narrar 25 anos da vida de Winfrey, desde as suas humildes origens até se tornar uma das mulheres mais influentes do mundo. O filme estava dividido em duas partes e prometia oferecer um retrato aprofundado da carreira da empresária e filantropa, mas parece que Winfrey entrou em conflito com Macdonald e, insatisfeita com o resultado final, decidiu impedir a sua distribuição.

De acordo com o Page Six, Winfrey teria comprado os direitos à Apple TV+, colocando o documentário na “prateleira”. Embora tenha havido rumores de que a apresentadora desembolsou milhões para garantir este bloqueio, uma fonte próxima ao processo garantiu que o valor pago não chegou aos sete dígitos. A Apple ainda não comentou oficialmente sobre o assunto, mas fontes ligadas à produção indicam que Winfrey devolveu os honorários pagos a Macdonald.

Esta decisão marca o fim do acordo entre a Apple e Winfrey, que tinha começado em 2018 e terminou em setembro de 2022. O contrato entre a Apple e a apresentadora foi um dos primeiros grandes negócios anunciados pela plataforma de streaming, que estava a tentar assegurar conteúdos de peso para atrair assinantes. No entanto, parece que Winfrey decidiu que “não era o momento certo” para lançar um documentário sobre a sua vida, deixando em aberto a possibilidade de revisitá-lo no futuro.

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O realizador Kevin Macdonald, conhecido por Munique 1972: Um Dia em Setembro (1999) e Whitney (2018), recusou fazer as alterações solicitadas por Winfrey, o que levou à decisão final de cancelar a exibição. Macdonald conta com um histórico impressionante no cinema documental, tendo abordado figuras como Bob Marley e Whitney Houston em trabalhos aclamados pela crítica. No entanto, este projeto em particular parece ter encontrado um desfecho inesperado.

Cate Blanchett Recebe Prémio Donostia em San Sebastián e Encanta o Público com Discursos Emotivos

No segundo dia do prestigiado Festival de Cinema de San Sebastián, a icónica atriz australiana Cate Blanchett foi homenageada com o Prémio Donostia em reconhecimento pela sua notável carreira cinematográfica. A atriz, vencedora de dois Óscares e considerada uma das intérpretes mais talentosas da sua geração, recebeu o prémio das mãos do cineasta mexicano Alfonso Cuarón, que a dirigiu em Difamação (2006). Durante a cerimónia, Blanchett emocionou-se ao receber uma mensagem especial de George Clooney, um amigo de longa data, que a encheu de elogios.

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“Fazes sempre com que todos nós à tua volta nos sintamos sortudos por trabalhar com alguém tão talentoso e gentil. E eu tenho orgulho de te chamar de amiga”, afirmou Clooney numa mensagem em vídeo, fazendo com que Blanchett, visivelmente comovida, agradecesse emocionada ao público. Ao aceitar o prémio, a atriz refletiu sobre o impacto do cinema e a sua capacidade de transcender fronteiras culturais e geográficas. “O cinema levou-me a todo o mundo e, agora, aqui no País Basco, neste festival extraordinário, sinto que estou a voltar para casa”, disse.

Uma Carreira de Excelência e Versatilidade

Cate Blanchett, de 55 anos, construiu uma carreira repleta de papéis memoráveis, tanto em filmes independentes como em grandes produções de Hollywood. Desde a sua estreia internacional como Elizabeth I em Elizabeth (1998), papel que lhe valeu a primeira nomeação ao Óscar, até à sua consagração com Blue Jasmine (2013), onde interpretou uma socialite decadente, a atriz destacou-se sempre pela sua versatilidade e profundidade emocional.

Blanchett venceu dois Óscares – Melhor Atriz por Blue Jasmine e Melhor Atriz Secundária por O Aviador (2004) – e quatro Globos de Ouro. Além disso, é reconhecida pelo seu trabalho em filmes aclamados como Carol (2015), O Despertar da Mente (2004), Notas Sobre um Escândalo (2006) e a trilogia O Senhor dos Anéis.

O Prémio Donostia, atribuído anualmente pelo Festival de San Sebastián, já homenageou algumas das maiores figuras do cinema mundial, incluindo Gregory PeckVittorio GassmanBette DavisLauren Bacall e Meryl Streep. Este ano, além de Cate Blanchett, o prémio também será entregue ao ator espanhol Javier Bardem e ao cineasta Pedro Almodóvar, reafirmando o compromisso do festival em reconhecer os melhores talentos da sétima arte.

San Sebastián Acolhe Filmes com Olhos no Óscar

No mesmo dia em que Blanchett foi homenageada, o festival exibiu dois candidatos à Concha de Ouro que já geram grande expectativa para os prémios Óscar. Um deles é Conclave, realizado pelo alemão Edward Berger (vencedor de quatro Óscares com A Oeste Nada de Novo), protagonizado por Ralph FiennesStanley Tucci e John Lithgow. O filme, baseado no romance homónimo de Robert Harris, aborda as tensões nos bastidores do Vaticano durante a eleição de um novo papa.

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Apesar de o tema religioso estar no centro da trama, Berger sublinhou que o filme é, na verdade, sobre “jogos de poder”, afirmando que a dinâmica retratada poderia ser aplicada em qualquer organização ou ambiente de trabalho. Conclave foi exibido anteriormente no Festival de Toronto, e já se especula que Ralph Fiennes possa ser um dos fortes concorrentes aos prémios da Academia.

Outro filme que chamou a atenção em San Sebastián foi Soy Nevenka, do realizador espanhol Icíar Bollaín. O filme conta a história real de Nevenka Fernández, uma conselheira do município de Ponferrada, em Castilla y León, que, em 2001, denunciou o então presidente da câmara Ismael Álvarez por assédio sexual. A denúncia foi histórica, tornando-se a primeira condenação de um político espanhol por assédio sexual. O filme regressa a este caso, refletindo sobre o impacto do assédio e o caminho percorrido desde então.

Um Festival que Celebra Talento e Cinema de Impacto

O Festival de Cinema de San Sebastián, que decorre entre 20 e 28 de setembro, continua a ser um dos eventos mais importantes da agenda cinematográfica internacional, acolhendo tanto grandes estrelas de Hollywood como novos talentos do cinema europeu e mundial. Este ano, com Blanchett, Bardem e Almodóvar a receberem as honras máximas, e com uma programação repleta de filmes que abordam questões políticas, sociais e culturais, o festival reafirma a sua posição como um espaço de diálogo e celebração do poder transformador do cinema.