Este domingo, dia 13, a partir das 17h25, a TVCine Action reúne num único especial três das franquias mais icónicas do cinema de género, todas reinventadas através da animação. “Três Sagas, Uma Nova Abordagem” é o mote: “O Senhor dos Anéis: A Guerra dos Rohirrim”, “Transformers: O Início” e “Predador: Derradeiro Assassino” chegam em sequência, cada um a explorar as origens ou episódios paralelos das suas mitologias, todos em versão original.
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O que une os três filmes não é apenas o canal e a data, mas uma estratégia comum: em vez de continuar as histórias principais, cada saga recuou no tempo para contar algo que os fãs só conheciam por alusão, usando a animação como ferramenta narrativa e não como substituto de orçamento.
“O Senhor dos Anéis: A Guerra dos Rohirrim”
Realizado por Kenji Kamiyama, nome habituado a território sombrio e adulto em animação (assinou “Blade Runner: Black Lotus” e “Ghost in the Shell: Stand Alone Complex”), este anime situa-se 183 anos antes dos acontecimentos da trilogia original de Peter Jackson. A história centra-se em Helm Martelo-de-Mão, nono Rei de Rohan, e no ataque de vingança lançado por Wulf após uma disputa que custa a Helm a vida do filho de Wulf num duelo. Quando Wulf cerca Edoras, é Héra, filha de Helm, quem lidera a resistência que se refugia em Hornburgo, a fortaleza que mais tarde ficaria conhecida como o Abismo de Helm. Brian Cox empresta a voz a Helm, um dos poucos elementos de elenco confirmados de peso internacional numa produção que, de resto, aposta na estética anime para expandir o legado tolkieniano sem repetir a fórmula live-action.
O filme estreou nos cinemas em dezembro de 2024 com resultados de bilheteira modestos face às expectativas, mas manteve-se fiel ao tom mais duro e menos family-friendly que Kamiyama é conhecido por explorar, distinguindo-se claramente da trilogia cinematográfica original.
“Transformers: O Início”
Título internacional “Transformers One”, este é o oitavo filme da franquia e o primeiro a apostar inteiramente em animação CGI. Reconta a génese de uma das relações mais centrais de toda a mitologia Transformers: a amizade entre Optimus Prime e Megatron antes de se tornarem líderes rivais, ainda em Cybertron, numa altura em que eram conhecidos por outros nomes e ocupavam posições muito mais humildes na hierarquia do planeta. A realização é de Josh Cooley, vencedor do Óscar de Melhor Filme de Animação por “Toy Story 4” e co-argumentista de “Inside Out”, o que ajuda a explicar o tom mais emocional e menos dependente de espetáculo mecânico do que seria de esperar.
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A aposta valeu a pena em termos críticos: o filme foi recebido com entusiasmo generalizado, incluindo uma cotação de 88% no Rotten Tomatoes e 98% de aprovação do público, apesar de a bilheteira ter ficado aquém das previsões iniciais. É hoje frequentemente citado como um dos pontos altos da franquia em anos recentes, precisamente por arriscar contar uma história de origem em vez de mais uma sequela de ação.
“Predador: Derradeiro Assassino”
Título internacional “Predator: Killer of Killers”, este é um antologia animada assinada por Dan Trachtenberg (responsável pela revitalização da franquia com “Prey”) e Joshua Wassung. A estrutura segue três guerreiros de diferentes épocas históricas: uma saqueadora viking que parte numa missão de vingança acompanhada do filho, um ninja no Japão feudal que se volta contra o irmão samurai numa batalha brutal pela sucessão, e um piloto da Segunda Guerra Mundial que investiga uma ameaça sobrenatural nos céus. As três histórias convergem quando todos se tornam presa do “assassino derradeiro”, o Predador.
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O filme estreou em 2025 e foi bem recebido pela crítica, elogiado pela animação estilizada e pela disposição em mostrar a violência das caçadas do Predador sem filtros, distinguindo-se dentro de uma franquia que nos últimos anos tem experimentado com formatos fora do modelo tradicional de ação em live-action.



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