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	<title>WikiLeaks cinema &#8211; Clube de Cinema</title>
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		<title>The Six Billion Dollar Man: O Documentário Mais Perturbador de 2025 Sobre Julian Assange</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Dec 2025 13:37:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[documentário político 2025]]></category>
		<category><![CDATA[Eugene Jarecki]]></category>
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<p><strong>Eugene Jarecki desmonta, com frieza cirúrgica, a máquina de poder que fez da destruição de Assange uma prioridade global</strong></p>



<p>Há documentários que informam. Outros que indignam.&nbsp;<em>The Six Billion Dollar Man</em>, realizado por&nbsp;<strong>Eugene Jarecki</strong>, faz algo mais inquietante:&nbsp;<strong>arrefece o sangue</strong>. Não tanto pela figura de&nbsp;<strong>Julian Assange</strong>, mas pela clareza com que expõe um sistema vasto, articulado e implacável onde se cruzam Estados, serviços secretos, interesses privados e uma hostilidade mediática persistente. O resultado é, sem exagero, um dos filmes mais perturbadores de 2025.</p>



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<p>Curiosamente, Assange é quase uma presença fantasmagórica ao longo das mais de duas horas de duração. É falado, analisado, perseguido — mas raramente visto. Essa ausência funciona como estratégia narrativa: Jarecki usa o vazio deixado pela figura central para alargar o foco e contar uma história maior, sobre&nbsp;<strong>como funciona o poder quando decide esmagar alguém</strong>. O documentário não é um retrato de personalidade; é uma autópsia política.</p>



<p>O filme revisita inevitavelmente os momentos mais conhecidos da trajectória de Assange e do&nbsp;<strong>WikiLeaks</strong>: o impacto sísmico do vídeo&nbsp;<em>Collateral Murder</em>, as revelações sobre as guerras no Iraque e no Afeganistão, e a divulgação massiva de telegramas diplomáticos que colocaram governos inteiros em estado de alerta. Jarecki não se limita a recapitular factos. Vai mais fundo, cruzando documentos, testemunhos e padrões de actuação que revelam até que ponto Assange se tornou um alvo prioritário para forças muito além da esfera judicial.</p>



<p>Um dos momentos mais explosivos do documentário prende-se com as&nbsp;<strong>acusações de violação na Suécia, em 2010</strong>. Durante anos, este caso funcionou como um elemento tóxico no debate público, frequentemente usado para descredibilizar Assange.&nbsp;<em>The Six Billion Dollar Man</em>&nbsp;apresenta entrevistas anonimizadas e mensagens trocadas à época pelas duas mulheres envolvidas, sugerindo algo profundamente perturbador:&nbsp;<strong>nenhuma delas acusou Assange de violação</strong>, e ambas demonstraram preocupação com a forma como as autoridades estavam a orientar os seus depoimentos.</p>



<p>Aquilo que durante anos circulou como suspeita surge aqui documentado de forma rigorosa: o caso parece ter sido moldado tanto por conveniência política como por factos concretos. Não se trata de absolver ou condenar, mas de demonstrar como&nbsp;<strong>processos judiciais podem ser instrumentalizados</strong>&nbsp;quando se tornam úteis a agendas mais amplas.</p>



<p>Ainda mais inquietante é o capítulo dedicado ao período em que Assange esteve refugiado na&nbsp;<strong>embaixada do Equador em Londres</strong>. Jarecki expõe como a empresa de segurança espanhola&nbsp;<strong>UC Global</strong>, contratada para garantir a protecção do fundador do WikiLeaks, acabou por transformar o espaço num verdadeiro laboratório de vigilância. Um antigo funcionário — assumidamente a fonte-chave do documentário — descreve um ambiente digno de um&nbsp;<em>thriller</em>&nbsp;paranoico: gravações clandestinas, recolha sistemática de dados, conversas sobre possíveis envenenamentos e até a captação de encontros íntimos.</p>



<p>Segundo o filme, esse material era depois transferido para um endereço IP nos Estados Unidos, localizado no&nbsp;<strong>Venetian Hotel, em Las Vegas</strong>, propriedade do magnata Sheldon Adelson, um dos maiores financiadores de Donald Trump. Jarecki não precisa de sublinhar ironias; elas impõem-se sozinhas.</p>



<p>Outro momento devastador envolve&nbsp;<strong>Sigurdur “Siggi” Thordarson</strong>, a principal testemunha da acusação norte-americana contra Assange. Condenado por crimes graves, incluindo abuso sexual de menores, Thordarson admite em frente à câmara que&nbsp;<strong>inventou partes essenciais do seu testemunho</strong>, nomeadamente a alegação de que Assange o teria instruído a piratear sistemas parlamentares da Islândia. Quando confrontado, encolhe os ombros: diz que “já não se lembra”.</p>



<p>É aqui que o documentário se torna verdadeiramente desconcertante. Mesmo para quem nunca teve grande simpatia por Julian Assange,&nbsp;<em>The Six Billion Dollar Man</em>&nbsp;obriga a encarar uma realidade difícil de ignorar:&nbsp;<strong>os mecanismos utilizados para o perseguir são, eles próprios, profundamente alarmantes</strong>. Doze anos de confinamento, vigilância constante, manipulação judicial e mediática — tudo isto é apresentado não como excepção, mas como método.</p>



<p>Jarecki não esconde a sua empatia pelo protagonista, mas isso não enfraquece o filme. Pelo contrário, torna-o mais claro naquilo que realmente importa:&nbsp;<strong>se este aparelho de poder pode ser activado contra Assange, pode sê-lo contra qualquer outro</strong>. A questão central deixa de ser se gostamos ou não da personagem, e passa a ser se estamos confortáveis com o mundo que o documentário revela.</p>



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<p><em>The Six Billion Dollar Man</em>&nbsp;não procura fechar debates. Abre-os. E fá-lo de forma metódica, inquietante e impossível de ignorar.</p>



<p>Não há data prevista para a estreia em Portugal, mas poderá ser vista em streaming no Mubi.</p>



<p></p>
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