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	<title>Tom Courtenay filme 2026 &#8211; Clube de Cinema</title>
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	<title>Tom Courtenay filme 2026 &#8211; Clube de Cinema</title>
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		<title>Quase Duas Décadas Depois, Lance Hammer Regressa com um Drama Devastador Sobre Demência e Consentimento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Feb 2026 14:46:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[No Meio]]></category>
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		<category><![CDATA[Berlinale 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[Juliette Binoche lidera Queen at Sea, um dos filmes mais perturbadores da Berlinale Durante anos, o nome de Lance Hammer foi sinónimo de promessa. Em 2008, o realizador destacou-se com Ballast, um drama cru passado no Mississippi que venceu o prémio de Melhor Realizador no Festival de Sundance e lhe valeu múltiplas nomeações nos Spirit Awards e Gotham Awards. [&#8230;]]]></description>
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<h2 class="wp-block-heading"><strong>Juliette Binoche lidera Queen at Sea, um dos filmes mais perturbadores da Berlinale</strong></h2>



<p>Durante anos, o nome de <strong>Lance Hammer</strong> foi sinónimo de promessa. Em 2008, o realizador destacou-se com <strong>Ballast</strong>, um drama cru passado no Mississippi que venceu o prémio de Melhor Realizador no Festival de Sundance e lhe valeu múltiplas nomeações nos Spirit Awards e Gotham Awards. Depois disso, silêncio. Quase vinte anos de ausência.</p>



<p>ler também : <a href="https://clubedecinema.pt/do-mundo-invertido-a-um-sofa-fatal-o-novo-capitulo-sombrio-de-uma-estrela-de-stranger-things/">Do Mundo Invertido a um Sofá Fatal: O Novo Capítulo Sombrio de uma Estrela de Stranger Things</a></p>



<p>Agora, Hammer regressa com <em>Queen at Sea</em>, apresentado no <strong>Berlin International Film Festival</strong> de 2026, onde causou impacto pela sua abordagem frontal, dolorosa e moralmente inquietante da demência — e, sobretudo, da questão do consentimento dentro de um casamento quando a memória desaparece.</p>



<p>O resultado é um filme difícil, perturbador e profundamente humano.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Uma família à beira da ruptura</strong></h2>



<p>No centro da narrativa está Amanda, interpretada por <strong><a href="https://clubedecinema.pt/?s=Juliette+Binoche" data-type="link" data-id="https://clubedecinema.pt/?s=Juliette+Binoche">Juliette Binoche</a></strong>, uma académica em pausa profissional que regressa a Londres para acompanhar a deterioração da mãe, Leslie. Esta última, vivida com devastadora precisão por Anna Calder-Marshall, perde gradualmente noção de tempo, memória e identidade.</p>



<p>Leslie vive com o marido, Martin, interpretado por <a href="https://clubedecinema.pt/?s=Tom+Courtenay" data-type="link" data-id="https://clubedecinema.pt/?s=Tom+Courtenay"><strong>Tom Courtenay</strong></a>, numa relação de 19 anos agora colocada à prova por uma doença que apaga tudo o que os uniu.</p>



<p>A tensão instala-se quando Amanda encontra o padrasto numa situação íntima com Leslie — num momento em que esta aparenta estar completamente desligada da realidade. O choque desencadeia uma espiral de decisões dolorosas: intervenção policial, separação do casal e eventual institucionalização.</p>



<p>Mas o filme não se limita ao choque inicial. O que&nbsp;<em>Queen at Sea</em>&nbsp;realmente explora é a zona cinzenta moral.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Pode haver consentimento quando já não há memória?</strong></h2>



<p>Ao contrário de obras como <strong>Amour</strong>, de <strong><a href="https://clubedecinema.pt/?s=Michael+Haneke" data-type="link" data-id="https://clubedecinema.pt/?s=Michael+Haneke">Michael Haneke</a></strong>, ou <strong>Away from Her</strong>, de <strong>Sarah Polley</strong>, que se concentram sobretudo na erosão emocional entre parceiros, Hammer introduz uma questão particularmente desconfortável: uma pessoa com demência pode consentir em manter relações sexuais?</p>



<p>Martin insiste que a mulher ainda sente prazer. Que há instintos que permanecem. Que o corpo continua a responder, mesmo quando a mente se dissolve. Amanda vê apenas vulnerabilidade.</p>



<p>O filme não oferece respostas fáceis. E talvez seja esse o seu maior mérito.</p>



<p>Uma das cenas mais perturbadoras envolve um exame forense imposto a Leslie após a denúncia. A humilhação é quase insuportável, sobretudo porque a própria não compreende o que está a acontecer. A questão ecoa: em que mundo poderia um homem violar a própria esposa? E, ao mesmo tempo, que mundo permite ignorar a possibilidade?</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Interpretações que elevam a dor</strong></h2>



<p>Juliette Binoche entrega uma das suas interpretações mais cruas dos últimos anos. Longe de sentimentalismos, constrói uma filha dividida entre proteger a mãe e destruir o único homem que talvez ainda a reconheça.</p>



<p>Tom Courtenay, recordado pelo drama conjugal em <strong>45 Years</strong>, compõe aqui um retrato devastador de um homem à deriva, agarrado à ideia de que ainda tem um lugar na vida da mulher que ama.</p>



<p>Hammer opta por uma realização íntima, muitas vezes com câmara à mão, captando o desconforto sem artifício. A fotografia de Adolpho Veloso envolve Londres numa luz esbatida, quase melancólica, contrastando com os interiores clínicos e frios das instituições.</p>



<p>Nem tudo resulta plenamente — a subtrama envolvendo a neta Sara parece menos integrada e algo esquemática — mas o núcleo emocional permanece firme.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Um regresso sem concessões</strong></h2>



<p><em>Queen at Sea</em>&nbsp;não oferece esperança reconfortante. Não há discursos redentores nem soluções fáceis. O que há é a exposição honesta daquilo que a demência faz às pessoas — e às relações.</p>



<p>ler também : <a href="https://clubedecinema.pt/ele-vai-ser-melhor-do-que-eu-daniel-radcliffe-reage-ao-novo-harry-potter-da-hbo/">“Ele Vai Ser Melhor do Que Eu”: Daniel Radcliffe Reage ao Novo Harry Potter da HBO</a></p>



<p>Lance Hammer regressa ao cinema com um filme que não procura agradar, mas confrontar. E com o apoio de um elenco extraordinário, transforma um tema doloroso numa experiência cinematográfica que dificilmente será esquecida.</p>



<p>O filme estreou em Berlim e encontra-se actualmente à procura de distribuição nos Estados Unidos. Depois de quase duas décadas de silêncio, Hammer volta a falar. E fá-lo num tom que ninguém consegue ignorar.</p>
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