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	<title>Tilly Norwood &#8211; Clube de Cinema</title>
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	<title>Tilly Norwood &#8211; Clube de Cinema</title>
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		<title>James Cameron Soa o Alarme Sobre a IA no Cinema: “É Horrorizante. Criar um Actor do Nada É o Oposto da Arte”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Dec 2025 17:33:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[No Meio]]></category>
		<category><![CDATA[As Pessoas]]></category>
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					<description><![CDATA[James Cameron sempre foi associado ao avanço tecnológico no cinema — pioneiro nos efeitos digitais, visionário no motion capture e defensor da fusão entre técnica e emoção. Mas, ao contrário do que muitos imaginam, o realizador de&#160;Avatar&#160;é também um dos mais firmes opositores à possibilidade de a Inteligência Artificial substituir actores humanos. Numa entrevista recente [&#8230;]]]></description>
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<p>James Cameron sempre foi associado ao avanço tecnológico no cinema — pioneiro nos efeitos digitais, visionário no motion capture e defensor da fusão entre técnica e emoção. Mas, ao contrário do que muitos imaginam, o realizador de&nbsp;<em>Avatar</em>&nbsp;é também um dos mais firmes opositores à possibilidade de a Inteligência Artificial substituir actores humanos.</p>



<p>Numa entrevista recente ao programa&nbsp;<em>Sunday Morning</em>, da CBS, Cameron não podia ter sido mais claro:&nbsp;<strong>a ideia de a IA gerar actores e interpretações completas através de prompts de texto é, para ele, “horrorizante”</strong>.</p>



<p></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>“Não estamos a substituir actores — estamos a celebrá-los”</strong></h2>



<p>Cameron recordou que, ainda durante o desenvolvimento do primeiro&nbsp;<em>Avatar</em>&nbsp;em 2005, circulavam rumores em Hollywood de que ele estaria a criar tecnologia para eliminar actores de carne e osso. A ironia, segundo o próprio, é que o processo de captura de performance utilizado pela saga&nbsp;<em>Avatar</em>&nbsp;depende profundamente da presença humana:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Quando se percebe realmente o que estamos a fazer, vê-se que é uma celebração do momento actor–realizador.”</p>
</blockquote>



<p>Para Cameron, o motor emocional de qualquer filme continua a ser o trabalho do actor — mesmo quando este é traduzido para corpos digitais ou mundos impossíveis.</p>



<p></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A fronteira que Cameron recusa atravessar</strong></h2>



<p>Mas se o motion capture ainda parte da expressividade humana, o mesmo já não pode ser dito da IA generativa. E é precisamente aí que Cameron traça um limite absolutíssimo:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Agora, no outro extremo do espectro, tens a IA generativa, onde se pode inventar uma personagem. Inventar um actor. Criar uma interpretação do zero com um prompt de texto. Não. Isso é horrorizante para mim. É o oposto. É exactamente aquilo que&nbsp;<em>não</em>&nbsp;estamos a fazer.”</p>
</blockquote>



<p>Para o realizador, esta tecnologia ameaça aquilo que considera o núcleo do cinema: presença humana, intenção emocional e a relação íntima entre actor e câmara.</p>



<p></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O caso Tilly Norwood e a reacção violenta da indústria</strong></h2>



<p>A discussão reacendeu recentemente com a apresentação de&nbsp;<strong>Tilly Norwood</strong>, uma performer criada inteiramente por IA e apresentada no Zurich Summit pela comediante e produtora&nbsp;<strong>Eline Van der Velden</strong>.</p>



<p>O anúncio — acompanhado pela revelação de que várias agências já tinham demonstrado interesse em representar esta “actriz digital” — provocou uma onda de indignação entre profissionais do sector.</p>



<p>Em entrevista à&nbsp;<em>Variety</em>, Van der Velden defendeu que a presença da IA no cinema é inevitável e que a transição será gradual:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Acho que será uma progressão lenta. Em breve veremos efeitos criados com IA, planos de estabelecimento, imagens de segunda unidade. Depois, avançaremos para um filme totalmente feito em IA.”</p>
</blockquote>



<p>Mais polémica ainda foi a sua convicção de que o público poderá nem perceber a diferença:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Se pagarem ou não por um filme feito em IA não dependerá da tecnologia, mas da narrativa.”</p>
</blockquote>



<p></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Um futuro em disputa: cinema feito por pessoas ou por prompts?</strong></h2>



<p>É neste ponto que a tensão se torna evidente. Cameron vê a IA como uma ameaça directa ao trabalho humano e à integridade artística da representação. Depressa se opõe à ideia de que um actor digital, criado matematicamente, possa substituir a vulnerabilidade e imprevisibilidade de um intérprete real.</p>



<p>Van der Velden, por outro lado, defende um futuro onde a IA se tornará mais uma ferramenta — e talvez, eventualmente, um criador autónomo de cinema.</p>



<p>O debate está longe de terminado. E, tal como Cameron avisa, a batalha não é apenas tecnológica: é filosófica, ética e profundamente emocional. O que é uma interpretação? O que é um actor? E o que acontece ao cinema quando o humano deixa de estar no centro da imagem?</p>



<p></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Cameron puxa o travão — e o resto da indústria terá de escolher um caminho</strong></h2>



<p>Num momento em que Hollywood enfrenta desafios laborais, greves e incertezas, as palavras de James Cameron tornam-se um aviso poderoso. Ele, que construiu algumas das mais avançadas formas de filmar rostos humanos, recusa-se a aceitar um futuro onde esses rostos deixam de pertencer a pessoas reais.</p>



<p>O mundo avança para a IA. Mas, para Cameron, o cinema só avança com humanidade.</p>
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		<title>Zelda Williams Critica Vídeos de IA com o Pai: “Parem. É Nojento e Não É Arte” 💔🤖</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Oct 2025 16:03:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[As Pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[No Meio]]></category>
		<category><![CDATA[cultura digital]]></category>
		<category><![CDATA[deepfake]]></category>
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		<category><![CDATA[Sam Altman]]></category>
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		<category><![CDATA[Zelda Williams]]></category>
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					<description><![CDATA[A filha de Robin Williams condena o uso de inteligência artificial para recriar a imagem e voz do lendário ator Zelda Williams, filha do inesquecível&#160;Robin Williams, fez um desabafo poderoso nas redes sociais — e com razão. A realizadora, conhecida por&#160;Lisa Frankenstein, usou o Instagram para pedir aos fãs que&#160;parem de lhe enviar vídeos criados [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>A filha de Robin Williams condena o uso de inteligência artificial para recriar a imagem e voz do lendário ator</strong></p>



<p>Zelda Williams, filha do inesquecível&nbsp;<strong>Robin Williams</strong>, fez um desabafo poderoso nas redes sociais — e com razão. A realizadora, conhecida por&nbsp;<em>Lisa Frankenstein</em>, usou o Instagram para pedir aos fãs que&nbsp;<strong>parem de lhe enviar vídeos criados por inteligência artificial</strong>&nbsp;que tentam imitar o seu pai.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Parem de acreditar que quero ver isso ou que vou compreender. Não quero e não vou”, escreveu Zelda. “Se tiverem um mínimo de decência, parem de fazer isto com ele, comigo e com todos. É estúpido, é uma perda de tempo e energia — e garanto-vos,&nbsp;<strong>não é o que ele gostaria</strong>.”</p>
</blockquote>



<p>ver também : <a href="https://www.clubedecinema.pt/tron-ares-as-primeiras-reacoes-ao-regresso-da-saga-sao-electrificantes-%e2%9a%a1%f0%9f%8e%ac/">Tron: Ares — As Primeiras Reações ao Regresso da Saga São Electrificantes <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/26a1.png" alt="⚡" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f3ac.png" alt="🎬" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></a></p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f4ac.png" alt="💬" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> “Isto não é arte, é um insulto”</strong></h4>



<p>Zelda, de 34 anos, foi ainda mais dura nas palavras ao condenar a forma como a IA tem sido usada para “reviver” figuras públicas falecidas, reduzindo a sua humanidade a meros algoritmos visuais.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Ver o legado de pessoas reais ser reduzido a ‘parece-se vagamente com eles, soa vagamente como eles, chega’ — só para gerar lixo no TikTok — é&nbsp;<strong>revoltante</strong>. Não estão a criar arte, estão a fazer salsichas industriais a partir das vidas de seres humanos e a enfiá-las pela goela abaixo de outros, à espera de um like.”</p>
</blockquote>



<p>As suas palavras ecoam uma preocupação crescente em Hollywood: a fronteira ética entre tecnologia e criação artística.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f9e0.png" alt="🧠" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> O debate sobre IA em Hollywood</strong></h4>



<p>Zelda Williams junta-se assim à lista de figuras de peso da indústria que&nbsp;<strong>denunciam os abusos da IA</strong>. Nas últimas semanas, sindicatos como o&nbsp;<strong>SAG-AFTRA</strong>&nbsp;e vários atores criticaram a criação de uma atriz gerada por computador chamada&nbsp;<strong>Tilly Norwood</strong>, apresentada por um novo estúdio de talentos digitais.</p>



<p>Executivos de grandes estúdios também expressaram receio sobre o uso indevido de&nbsp;<strong>Sora 2</strong>, a aplicação de vídeo da&nbsp;<strong>OpenAI</strong>, que levanta questões sobre direitos de imagem e propriedade intelectual.</p>



<p>O CEO da empresa,&nbsp;<strong>Sam Altman</strong>, prometeu “dar aos criadores mais controlo sobre o uso da sua propriedade intelectual”, mas a polémica continua a crescer.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f5e3.png" alt="🗣" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> “A IA não é o futuro — é o passado reciclado”</strong></h4>



<p>Numa segunda publicação, Zelda reforçou o tom crítico e o desprezo pela ideia de que a inteligência artificial representa uma evolução criativa:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“E, por amor de tudo, parem de chamar a isto ‘o futuro’. A IA está apenas a reciclar e a regurgitar o passado para ser consumido outra vez. Estão a engolir o&nbsp;<em>Human Centipede</em>&nbsp;do conteúdo, no fim da linha, enquanto os do topo riem e continuam a consumir.”</p>
</blockquote>



<h4 class="wp-block-heading"><strong><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f494.png" alt="💔" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> Um apelo pela memória e pela dignidade</strong></h4>



<p>Robin Williams, falecido em&nbsp;<strong>2014 aos 63 anos</strong>, continua a ser uma das figuras mais amadas da história do cinema — e também uma das mais exploradas em montagens e recriações digitais. Zelda deixou claro que a sua luta é&nbsp;<strong>pelo respeito e pela preservação da arte e da humanidade</strong>&nbsp;do pai, e de todos os artistas que já partiram.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“O meu pai não era um algoritmo. Era um homem — e é assim que quero que o recordem.”</p>
</blockquote>



<p>ver também : <a href="https://www.clubedecinema.pt/george-clooney-fugiu-de-hollywood-para-dar-uma-vida-normal-aos-filhos-em-franca-ninguem-quer-saber-da-fama-%f0%9f%87%ab%f0%9f%87%b7%f0%9f%8c%be/">George Clooney Fugiu de Hollywood para Dar uma Vida “Normal” aos Filhos: “Em França, Ninguém Quer Saber da Fama” <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f1eb-1f1f7.png" alt="🇫🇷" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f33e.png" alt="🌾" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></a></p>
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		<title>Atriz Virtual Criada por Inteligência Artificial Gera Polémica em Hollywood 🎭🤖</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Oct 2025 11:46:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[No Meio]]></category>
		<category><![CDATA[A Chegar]]></category>
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		<category><![CDATA[Eline Van der Velden]]></category>
		<category><![CDATA[IA na indústria do entretenimento]]></category>
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		<category><![CDATA[polémica Hollywood]]></category>
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					<description><![CDATA[O nascimento de Tilly Norwood O nome&#160;Tilly Norwood&#160;tornou-se rapidamente num dos temas mais comentados em Hollywood. Mas não se trata de uma atriz de carne e osso. Criada por&#160;inteligência artificial, Tilly é um projeto da produtora e comediante holandesa&#160;Eline Van der Velden, que lançou a sua “carreira” no estúdio de IA Particle6. Apresentada no passado [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>O nascimento de Tilly Norwood</strong></p>



<p>O nome&nbsp;<strong>Tilly Norwood</strong>&nbsp;tornou-se rapidamente num dos temas mais comentados em Hollywood. Mas não se trata de uma atriz de carne e osso. Criada por&nbsp;<strong>inteligência artificial</strong>, Tilly é um projeto da produtora e comediante holandesa&nbsp;<strong>Eline Van der Velden</strong>, que lançou a sua “carreira” no estúdio de IA Particle6. Apresentada no passado fim de semana no&nbsp;<strong>Zurich Summit</strong>, evento paralelo ao Festival de Cinema de Zurique, a personagem digital é apontada como “o primeiro talento artificial do mundo” e até já despertou o interesse de algumas agências.</p>



<p>ver também : <a href="https://www.clubedecinema.pt/emma-stone-confessa-a-favorita-foi-o-filme-mais-dificil-da-sua-carreira/">Emma Stone confessa: “A Favorita” foi o filme mais difícil da sua carreira</a></p>



<p>Mas a reação na indústria foi tudo menos entusiástica.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Rejeição imediata em Hollywood</strong></h2>



<p>O sindicato norte-americano&nbsp;<strong>SAG-AFTRA</strong>&nbsp;emitiu um comunicado duro contra a criação de Norwood:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Para ser claro, ‘Tilly Norwood’ não é uma atriz. É uma personagem gerada por computador, criada a partir do trabalho de inúmeros artistas profissionais — sem permissão ou remuneração.”</p>
</blockquote>



<p>O sindicato sublinha ainda que a criatividade deve permanecer centrada no ser humano e critica a falta de emoção ou de experiência de vida que uma criação artificial nunca poderá replicar.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Vozes contra: de Melissa Barrera a Natasha Lyonne</strong></h2>



<p>As críticas multiplicaram-se nas redes sociais. A atriz&nbsp;<strong>Melissa Barrera</strong>, conhecida por&nbsp;<em>Em Um Bairro de Nova Iorque</em>&nbsp;e&nbsp;<em>Pânico</em>, escreveu:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Espero que todos os atores representados pelo agente que faz isto se deem mal. Que nojo. Leiam o ambiente.”</p>
</blockquote>



<p>Também&nbsp;<strong>Natasha Lyonne</strong>, estrela de&nbsp;<em>Boneca Russa</em>, foi categórica:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Qualquer agência de talentos envolvida nisto deveria ser boicotada por todas as corporações. É profundamente equivocado e perturbador.”</p>
</blockquote>



<p>Curiosamente, Lyonne está a realizar o filme&nbsp;<em>Uncanny Valley</em>, onde pretende explorar o uso de inteligência artificial “ética”, mas sempre em conjugação com técnicas tradicionais de produção.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O debate sobre a IA no cinema</strong></h2>



<p>O tema da inteligência artificial tem estado no centro das tensões em Hollywood. Foi um dos pontos mais sensíveis nas greves prolongadas de 2023, que resultaram em cláusulas específicas para proteger a imagem e as atuações dos atores. Até na indústria dos videojogos houve paralisações, com contratos a exigir agora&nbsp;<strong>consentimento escrito</strong>&nbsp;para criar réplicas digitais.</p>



<p>Apesar disso, a IA continua a ser usada. O filme vencedor do Óscar de 2024,&nbsp;<em>O Brutalista</em>, recorreu a inteligência artificial para gerar diálogos em húngaro, uma decisão que também levantou debates acesos.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A defesa da criadora</strong></h2>



<p>Perante a onda de críticas, Van der Velden defendeu o projeto no Instagram:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Tilly Norwood não é uma substituta de um ser humano, mas uma obra criativa. Como muitas formas de arte, desperta conversas — e isso demonstra o poder da criatividade.”</p>
</blockquote>



<p>A criadora argumenta que personagens de IA deveriam ser vistos como um género próprio e comparou o processo de desenvolvimento à escrita de um papel ou à criação de uma personagem para cinema.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Uma atriz virtual em ascensão digital</strong></h2>



<p>Enquanto isso, Tilly Norwood vai conquistando seguidores. A sua conta oficial no Instagram já ultrapassou os&nbsp;<strong>33 mil fãs</strong>, onde publica imagens “a tomar café, a comprar roupas ou a preparar-se para novos projetos”. Numa das legendas, pode ler-se:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Diverti-me imenso a filmar alguns testes de câmara recentemente. Cada dia sinto que estou mais perto do grande ecrã.”</p>
</blockquote>



<p>ver também : <a href="https://www.clubedecinema.pt/honey-dont-margaret-qualley-e-detetive-no-novo-filme-de-ethan-coen/">“Honey Don’t”: Margaret Qualley é Detetive no Novo Filme de Ethan Coen</a></p>



<p>Se Tilly Norwood alguma vez chegará de facto às salas de cinema é uma incógnita. Mas uma coisa é certa: a sua mera existência já está a abalar os alicerces de Hollywood.</p>
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