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	<title>The Free Press &#8211; Clube de Cinema</title>
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		<title>Paramount em Revolução: O Plano Ambicioso (e Perigoso) de David Ellison para Dominar Hollywood</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Nuno Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Nov 2025 12:39:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Do cortejo a Tom Cruise às ligações à Casa Branca, passando por demissões em massa e ambições de IA: o novo patrão da Paramount quer um império que misture dados, franquias e músculo político. Hollywood treme — e a próxima presa pode chamar-se Warner Bros. Discovery. Aos 42 anos, David Ellison assumiu a Paramount e acelerou como se [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>Do cortejo a Tom Cruise às ligações à Casa Branca, passando por demissões em massa e ambições de IA: o novo patrão da Paramount quer um império que misture dados, franquias e músculo político. Hollywood treme — e a próxima presa pode chamar-se Warner Bros. Discovery.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Aos <strong>42 anos</strong>, <strong>David Ellison</strong> assumiu a Paramount e acelerou como se estivesse a produzir uma sequela de <em>Top Gun</em>. Em pouco mais de três meses, a nova direcção abriu a carteira, sacudiu organigramas, comprou media, convocou talentos… e, segundo várias fontes citadas no sector, <strong>posicionou-se para tentar comprar a Warner Bros. Discovery</strong>. O plano é claro: deixar de ser “um estúdio tradicional” e transformar a companhia num <strong>híbrido media-tecnologia</strong>, com <strong>dados</strong> no centro e <strong>franquias</strong> na linha da frente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ler também : <a href="https://clubedecinema.pt/the-mummy-regressa-com-brendan-fraser-e-rachel-weisz-a-dupla-original-esta-de-volta-a-aventura/">The Mummy Regressa com Brendan Fraser e Rachel Weisz — A Dupla Original Está de Volta à Aventura</a></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>O golpe de teatro na relva da Casa Branca</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto reorganiza a casa, Ellison cultiva relações no poder político.&nbsp;<strong>Fontes internas</strong>&nbsp;descrevem planos aprovados pelo Presidente&nbsp;<strong>Donald Trump</strong>&nbsp;para&nbsp;<strong>um evento da UFC nos jardins da Casa Branca</strong>, sob o guarda-chuva do acordo de 7,7 mil milhões com a liga de MMA — transmissão encabeçada por Trump e&nbsp;<strong>Dana White</strong>&nbsp;e com data falada para&nbsp;<strong>14 de Junho de 2026</strong>&nbsp;(80.º aniversário de Trump). A Casa Branca vende-o como celebração dos&nbsp;<strong>250 anos</strong>&nbsp;dos EUA. Entre a plateia, “dignitários” e câmaras. Entre as linhas, a mensagem: a Paramount quer estar onde está a atenção.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>“Mais, não menos”: 8 filmes por ano hoje, 18 até 2028</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">No lado industrial, a ordem é&nbsp;<strong>acelerar a produção</strong>: de cerca de&nbsp;<strong>8 estreias</strong>&nbsp;anuais para&nbsp;<strong>15 em 2026</strong>,&nbsp;<strong>17 em 2027</strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>18 em 2028</strong>. A lógica é recuperar&nbsp;<strong>bilheteira</strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>assinantes</strong>&nbsp;com&nbsp;<strong>grandes marcas</strong>. O estúdio corteja&nbsp;<strong>Tom Cruise</strong>&nbsp;para&nbsp;<strong>novos Top Gun e Days of Thunder</strong>, procura um&nbsp;<strong>novo fôlego para Star Trek</strong>&nbsp;(sem o elenco do reboot de J.J. Abrams) e injeta gasolina em projectos “América-cêntricos”, pensados para o público do meio do país. Ao mesmo tempo,&nbsp;<strong>Cindy Holland</strong>(ex-Netflix) recebe mandato para robustecer o Paramount+.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>O evangelho do “quem tem mais dados, vence”</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Ellison define a nova Paramount como&nbsp;<strong>“media &amp; tecnologia”</strong>&nbsp;e promete que a experiência e o “arsenal” da&nbsp;<strong>Oracle</strong>&nbsp;(do pai,&nbsp;<strong>Larry Ellison</strong>) transformarão o Paramount+ numa plataforma competitiva. Fala-se em&nbsp;<strong>modelos preditivos</strong>,&nbsp;<strong>grandes volumes de dados</strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>IA</strong>&nbsp;aplicada a desenvolvimento e marketing. Céticos no mercado lembram, porém, que&nbsp;<strong>Netflix, Amazon e Apple</strong>&nbsp;têm anos de vantagem algorítmica e de infraestrutura. A resposta Ellison?&nbsp;<strong>Escala e velocidade.</strong></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Aquisições, demissões e a viragem cultural</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">O sprint veio acompanhado de&nbsp;<strong>cortes duros</strong>&nbsp;(um primeiro pacote de ~<strong>1000 despedimentos</strong>&nbsp;a 29 de Outubro, com&nbsp;<strong>mulheres</strong>&nbsp;entre as mais atingidas em cargos de topo de TV e alguns cortes na redacção de&nbsp;<strong>CBS News</strong>), e de operações de compra pouco ortodoxas para um estúdio:&nbsp;<strong>The Free Press</strong>, de&nbsp;<strong>Bari Weiss</strong>, por cerca de&nbsp;<strong>150 milhões de dólares</strong>. A segurança da jornalista e co-fundadora&nbsp;<strong>Nellie Bowles</strong>&nbsp;terá sido reforçada com uma equipa diária de guarda-costas, e as&nbsp;<strong>posições pró-Israel</strong>&nbsp;da cúpula ficaram mais visíveis — num contexto em que a empresa&nbsp;<strong>diz manter listas</strong>&nbsp;de talentos a evitar por comportamento considerado&nbsp;<strong>antissemita, xenófobo ou homofóbico</strong>. Internamente, há relatos de&nbsp;<strong>debate aberto</strong>(e quente) sobre estratégia e cultura.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Nem tudo são vitórias: a fuga de Taylor Sheridan</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">O criador de&nbsp;<em>Yellowstone</em>&nbsp;e&nbsp;<em>Tulsa King</em>,&nbsp;<strong>Taylor Sheridan</strong>,&nbsp;<strong>saltou para a NBCUniversal</strong>&nbsp;com novo acordo — duro golpe para uma plataforma onde o “universo Sheridan” pesava fortemente na audiência. Ainda assim, antes de sair, Sheridan&nbsp;<strong>escreverá o argumento</strong>&nbsp;de&nbsp;<strong><em>Call of Duty</em></strong>, longa de acção patriótica a realizar por&nbsp;<strong>Peter Berg</strong>&nbsp;— alinhada com a estética que Ellison quer imprimir.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Tom Cruise ao telefone, Mangold na box, Chalamet de viseira</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Ellison terá cortejado&nbsp;<strong>James Mangold</strong>&nbsp;(que desenvolve&nbsp;<strong><em>A Complete Unknown</em></strong>, com&nbsp;<strong>Timothée Chalamet</strong>) e autorizado até&nbsp;<strong>$100 milhões</strong>&nbsp;para o&nbsp;<em>high-concept</em>&nbsp;motorizado&nbsp;<strong>High Side</strong>&nbsp;(o estúdio diz que será menos). Em paralelo, projectos como&nbsp;<strong>Winter Games</strong>&nbsp;(Miles Teller) foram para&nbsp;<em>turnaround</em>. A palavra de ordem:&nbsp;<strong>foco em títulos que metem gente nas salas</strong>.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>O elefante na sala: Warner Bros. Discovery</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">“No topo três, não no fundo três.” O mantra de Ellison sustenta&nbsp;<strong>duas propostas</strong>&nbsp;para a WBD já feitas (segundo fontes do mercado), com&nbsp;<strong>Netflix</strong>&nbsp;a rondar a jogada (talvez para&nbsp;<strong>inflacionar o preço</strong>). Se resultar, o grupo&nbsp;<strong>herdará HBO, DC, partes de Harry Potter e uma biblioteca de outro planeta</strong>. A&nbsp;<strong>WGA</strong>&nbsp;já avisou: seria “um desastre para os escritores, consumidores e a concorrência” e promete lutar junto dos reguladores. Analistas mais frios deixam a cautela clássica:&nbsp;<strong>“quase todos os megamergers de media acabam mal”</strong>&nbsp;— integração lenta, sinergias que não aparecem, três anos de digestão.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>O risco regulatório… e o trunfo político</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Críticos sublinham que a aprovação do&nbsp;<strong>negócio Paramount-Skydance</strong>&nbsp;pelo actual governo, bem como o conforto com a compra parcial de&nbsp;<strong>TikTok</strong>&nbsp;por um consórcio onde está&nbsp;<strong>Larry Ellison</strong>, mostram uma&nbsp;<strong>janela política</strong>&nbsp;favorável. O próprio Presidente terá dito, em voo de imprensa, que os Ellison “farão a coisa certa”. Mas história e antitrust não costumam ser indulgentes com&nbsp;<strong>consolidações gigantes</strong>&nbsp;— sobretudo quando&nbsp;<strong>noticiários e entretenimento</strong>&nbsp;se cruzam.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>O que isto significa para o Cinema (e para nós, espectadores)</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">No curto prazo,&nbsp;<strong>mais filmes</strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>mais marcas reconhecíveis</strong>:&nbsp;<em>Top Gun</em>,&nbsp;<em>Days of Thunder</em>,&nbsp;<em>Star Trek</em>,&nbsp;<em>Call of Duty</em>&nbsp;e afins. No médio prazo, uma&nbsp;<strong>aposta total em dados</strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>IA</strong>&nbsp;para calibrar conteúdos e campanhas. No longo prazo, se a WBD cair,&nbsp;<strong>duas bibliotecas colossais</strong>&nbsp;sob a mesma égide — com&nbsp;<strong>vantagens claras de escala</strong>… e&nbsp;<strong>riscos sérios de concentração</strong>, homogeneização criativa e impacto laboral (já visível nos cortes).</p>



<p class="wp-block-paragraph">ler também . <a href="https://clubedecinema.pt/o-predador-primeira-presa-quando-a-cacadora-se-torna-a-cacada/">O Predador: Primeira Presa — Quando a Caçadora se Torna a Caçada</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">No meio de tudo,&nbsp;<strong>Tom Cruise</strong>&nbsp;aparece como termómetro do&nbsp;<em>box office</em>&nbsp;(e Ellison sabe isso). Se o actor embarcar em novas missões com a Paramount, a mensagem é inequívoca:&nbsp;<strong>as salas ainda mandam</strong>&nbsp;— e a Paramount quer voltar a ser a casa dos&nbsp;<strong>eventos cinematográficos</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Woody Allen Recorda Diane Keaton: “Fiz Filmes Apenas Para Uma Pessoa — Ela” 🎬❤️</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Oct 2025 13:41:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[No Meio]]></category>
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		<category><![CDATA[AFI Life Achievement Award]]></category>
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					<description><![CDATA[O realizador presta um comovente tributo à atriz, amiga e antiga companheira, após a sua morte aos 79 anos Poucos pares definiram o cinema americano como&#160;Woody Allen&#160;e&#160;Diane Keaton. Agora, após a morte da atriz aos 79 anos, o realizador — que foi seu companheiro, cúmplice artístico e amigo de toda a vida — escreveu um [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>O realizador presta um comovente tributo à atriz, amiga e antiga companheira, após a sua morte aos 79 anos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Poucos pares definiram o cinema americano como&nbsp;<strong>Woody Allen</strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>Diane Keaton</strong>. Agora, após a morte da atriz aos 79 anos, o realizador — que foi seu companheiro, cúmplice artístico e amigo de toda a vida — escreveu um texto de despedida profundamente pessoal, publicado no&nbsp;<em>The Free Press</em>, onde recorda uma mulher “única na história do planeta” e confessa que “fazia filmes apenas para ela”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ver também : <a href="https://www.clubedecinema.pt/karen-allen-revela-como-teve-de-lutar-para-regressar-em-indiana-jones-e-o-marcador-do-destino-%f0%9f%8f%ba%f0%9f%8e%ac/">Karen Allen Revela Como Teve de Lutar Para Regressar em Indiana Jones e o Marcador do Destino <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f3fa.png" alt="🏺" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f3ac.png" alt="🎬" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></a></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>“Diane Keaton era o meu público de uma pessoa só”</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">No ensaio, Allen, de 89 anos, relembra o momento em que a conheceu em 1969, durante os ensaios da peça&nbsp;<em>Play It Again, Sam</em>, e o início da relação que marcaria ambos para sempre. “À medida que o tempo passava, fazia filmes para um público de uma pessoa: Diane Keaton. Nunca li uma única crítica do meu trabalho — só me importava com o que ela tinha a dizer.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">O cineasta recorda ainda o riso inconfundível da atriz e o seu impacto imediato em qualquer ambiente. “Ela era diferente de qualquer pessoa que o planeta tenha conhecido — e é improvável que volte a existir alguém como ela. O seu rosto e o seu riso iluminavam qualquer espaço onde entrasse.”</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Uma parceria para a eternidade</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Allen e Keaton conheceram-se no final dos anos 60, viveram um romance de cinco anos e trabalharam juntos em&nbsp;<strong>oito filmes</strong>, incluindo&nbsp;<em>Sonhos de um Sedutor</em>,&nbsp;<em>A Última Noite de Boris Grushenko</em>,&nbsp;<em>Manhattan</em>&nbsp;e, claro,&nbsp;<em>Annie Hall</em>&nbsp;(1977), que valeu a Keaton o Óscar de Melhor Atriz. Mesmo depois da separação, mantiveram uma amizade sólida e cúmplice.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No texto, Allen escreve com pesar:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“Há poucos dias, o mundo era um lugar que incluía Diane Keaton. Agora, é um mundo que não a tem. E, por isso, é um mundo mais triste. Ainda assim, ficam os seus filmes. E o seu riso continua a ecoar na minha cabeça.”</p>
</blockquote>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Admiração que nunca cessou</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Ao longo dos anos, Diane Keaton foi uma das vozes mais firmes em defesa de Allen, mesmo nos períodos mais controversos da carreira do realizador. Durante o movimento #MeToo, quando antigas acusações voltaram a ser discutidas, Keaton afirmou:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“Woody Allen é meu amigo, e continuo a acreditar nele. Vejam a entrevista dele no&nbsp;<em>60 Minutes</em>&nbsp;de 1992 e tirem as vossas próprias conclusões.”</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Allen, por sua vez, referia-se frequentemente a Keaton como a sua “estrela polar” — a pessoa cuja opinião mais valorizava.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>“Ela deu-me tudo”</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">A própria Keaton, em entrevista ao&nbsp;<em>The Guardian</em>&nbsp;em 2023, descreveu o realizador como uma influência determinante:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“Foi sempre especial estar com o Woody. Ele era tudo para mim. Deu-me tudo. Woody tornou as coisas mais leves, e isso ajudou-me imenso.”</p>
</blockquote>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Um amor que evoluiu em amizade</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">No ensaio, Allen também recorda momentos íntimos do casal, como um memorável Dia de Ação de Graças passado a jogar póquer com a família de Keaton. “Tivemos alguns anos maravilhosos juntos. Depois, cada um seguiu o seu caminho — e só Deus e Freud saberão porquê”, escreve com ironia melancólica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2017, o realizador que raramente comparece a cerimónias de prémios quebrou o hábito para entregar a Keaton o&nbsp;<strong>AFI Life Achievement Award</strong>, dizendo:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“Desde o minuto em que a conheci, ela foi uma grande inspiração para mim. Muito do que alcancei devo-o, sem dúvida, a ela. Ver a vida pelos olhos da Diane foi uma dádiva. Ela é extraordinária — tudo o que faz, faz bem.”</p>
</blockquote>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>O eco de uma risada imortal</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Com a sua partida, Woody Allen despede-se não apenas de uma atriz, mas da mulher que marcou a sua arte e o seu coração. E como ele próprio escreve: “Ainda ouço o seu riso. Está gravado em mim — e em todos os que a amaram.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">ver também : <a href="https://www.clubedecinema.pt/sombras-o-novo-terror-portugues-que-promete-deixar-o-publico-em-suspenso-%f0%9f%8c%92%f0%9f%8e%ac/">“Sombras”: O Novo Terror Português Que Promete Deixar o Público em Suspenso <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f312.png" alt="🌒" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f3ac.png" alt="🎬" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></a></p>
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