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	<title>telemóveis no cinema &#8211; Clube de Cinema</title>
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		<title>Martin Scorsese revela por que deixou de ir ao cinema: “As pessoas estragam a experiência”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 07 Jun 2025 17:02:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[No Meio]]></category>
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					<description><![CDATA[O realizador de Taxi Driver e O Lobo de Wall Street já não suporta telemóveis, pipocas e conversas durante o filme Martin Scorsese, 82 anos, nome maior da história do cinema e defensor incansável da experiência cinematográfica como um ritual sagrado, acaba de admitir uma espécie de rendição pessoal:&#160;já não vai ao cinema ver filmes. E não é por [&#8230;]]]></description>
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<h3 class="wp-block-heading"><strong>O realizador de Taxi Driver e O Lobo de Wall Street já não suporta telemóveis, pipocas e conversas durante o filme</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Martin Scorsese, 82 anos, nome maior da história do cinema e defensor incansável da experiência cinematográfica como um ritual sagrado, acaba de admitir uma espécie de rendição pessoal:&nbsp;<strong>já não vai ao cinema ver filmes</strong>. E não é por falta de títulos interessantes, mas sim porque, segundo o próprio,&nbsp;<strong>as salas estão a tornar-se espaços de distracção constante</strong>— e o mestre perdeu a paciência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ver também: <a href="https://www.clubedecinema.pt/studio-ghibli-faz-40-anos-entre-o-legado-magico-de-miyazaki-e-o-medo-de-um-fim-encantado-demais/">Studio Ghibli faz 40 anos: entre o legado mágico de Miyazaki e o medo de um fim encantado demais</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Numa conversa com o crítico Peter Travers no blogue&nbsp;<em>The Travers Take</em>, citada pelo&nbsp;<em>The Guardian</em>, o realizador de&nbsp;<em>Shutter Island</em>,&nbsp;<em>Assassinos da Lua das Flores</em>&nbsp;e&nbsp;<em>O Irlandês</em>&nbsp;confessou que deixou de frequentar as salas de cinema porque já não consegue concentrar-se nos filmes devido ao comportamento do público. O mais irritante? Telemóveis acesos durante a exibição.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“Fiquei chocado com o comportamento das pessoas durante os filmes.”</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Scorsese vai mais longe e enumera os restantes culpados por esta debandada pessoal:&nbsp;<strong>entradas e saídas constantes</strong>, barulho, e claro, a tradicional ida ao bar das pipocas — mas em modo rotativo. Em vez da tão propalada “magia do grande ecrã”, o que o realizador encontrou foi um circo caótico.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>“Sim, eu também falava durante os filmes… mas sobre o filme!”</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">O cineasta reconhece que, no passado, também falava durante os filmes. Mas — e aqui entra o purismo cinéfilo — havia contexto e respeito:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“Sim, talvez, mas quando falávamos era sempre sobre o filme e o quanto nos divertíamos ao analisar os pormenores.”</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Não se trata apenas de saudosismo. Scorsese está a verbalizar um sentimento partilhado por muitos:&nbsp;<strong>a crescente perda de etiqueta nas salas de cinema</strong>. As queixas sobre espectadores que comentam o filme em voz alta, atendem chamadas ou usam redes sociais durante a sessão são cada vez mais comuns. E se até&nbsp;<strong>Martin Scorsese desiste</strong>, é sinal de que o problema atingiu proporções épicas.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Ainda activo, mas em modo privado</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de já não ir ao cinema como espectador, o realizador está longe de se reformar. Aos 82 anos, Scorsese prepara um&nbsp;<strong>drama policial passado no Havai</strong>, com&nbsp;<strong>Dwayne Johnson</strong>&nbsp;como protagonista — um emparelhamento inesperado e que promete dar que falar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, está também envolvido na produção de um&nbsp;<strong>documentário sobre o Papa Francisco</strong>, revelando que o seu apetite narrativo continua bem vivo — mesmo que agora consuma os filmes em casa, num ambiente silencioso e controlado.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Uma voz que importa</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Não é qualquer pessoa que pode fazer estas críticas com autoridade. Mas quando é&nbsp;<strong>Martin Scorsese</strong>&nbsp;— o homem que filmou&nbsp;<em>Taxi Driver</em>,&nbsp;<em>Touro Enraivecido</em>,&nbsp;<em>A Última Tentação de Cristo</em>&nbsp;e&nbsp;<em>O Lobo de Wall Street</em>&nbsp;— talvez valha a pena ouvir.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A questão que fica é:&nbsp;<strong>estaremos mesmo a perder o ritual de ir ao cinema?</strong>&nbsp;E conseguiremos recuperá-lo? Ou a experiência colectiva está condenada a ser engolida por luzes de ecrãs, ruídos de snacks e desatenções sonoras?</p>



<p class="wp-block-paragraph">ver também : <a href="https://www.clubedecinema.pt/robert-de-niro-e-whoopi-goldberg-rendem-se-a-portugal-no-festival-tribeca-seguranca-diversidade-e-talento/">Robert De Niro e Whoopi Goldberg rendem-se a Portugal no Festival Tribeca: “Segurança, diversidade e talento”</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Talvez seja tempo de voltarmos a olhar para as salas de cinema como&nbsp;<strong>templos da atenção</strong>&nbsp;— e não como extensões do sofá da sala. Scorsese já se afastou. Quem será o próximo?</p>
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