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	<title>Sangue do Meu Sangue &#8211; Clube de Cinema</title>
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		<title>Quatro décadas a filmar o país sem concessões: TVCine homenageia João Canijo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Feb 2026 18:04:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Em Casa]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma maratona inédita revisita a obra de um dos maiores cineastas portugueses No domingo, 8 de Fevereiro, o TVCine Edition dedica mais de 24 horas consecutivas à obra de João Canijo, numa maratona cinematográfica sem precedentes na televisão portuguesa. Intitulada Maratona João Canijo: Quatro Décadas de Cinema, esta retrospetiva surge como uma homenagem sentida a um realizador que marcou de [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>Uma maratona inédita revisita a obra de um dos maiores cineastas portugueses</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No domingo, <strong>8 de Fevereiro</strong>, o <strong>TVCine Edition</strong> dedica mais de 24 horas consecutivas à obra de <strong>João Canijo</strong>, numa maratona cinematográfica sem precedentes na televisão portuguesa. Intitulada <em>Maratona João Canijo: Quatro Décadas de Cinema</em>, esta retrospetiva surge como uma homenagem sentida a um realizador que marcou de forma indelével o cinema nacional e que faleceu a 29 de Janeiro, aos 68 anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ler também : <a href="https://clubedecinema.pt/um-cerco-real-uma-arma-ligada-ao-pescoco-e-a-america-em-directo/">Um cerco real, uma arma ligada ao pescoço e a América em directo</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao longo de um dia inteiro — da madrugada de domingo até às primeiras horas de segunda-feira — serão exibidos <strong>13 filmes</strong> que percorrem praticamente toda a filmografia de Canijo. Em paralelo, os títulos estarão igualmente disponíveis no <strong>TVCine+</strong>, permitindo aos espectadores reverem — ou descobrirem pela primeira vez — uma obra exigente, incómoda e profundamente ligada à realidade social portuguesa.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Um cinema de realismo, conflito e identidade</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Com uma carreira iniciada no final dos anos 80, João Canijo afirmou-se como uma das vozes mais consistentes e rigorosas do cinema português contemporâneo. O seu cinema nunca procurou o conforto nem a evasão fácil. Pelo contrário, construiu-se a partir de um olhar atento sobre as tensões familiares, os conflitos de classe, a precariedade económica e os silêncios morais que atravessam a sociedade portuguesa.</p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="480" height="714" src="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/02/mal-viver.jpg" alt="" class="wp-image-23453" style="width:770px;height:auto" srcset="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/02/mal-viver.jpg 480w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/02/mal-viver-202x300.jpg 202w" sizes="(max-width: 480px) 100vw, 480px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A retrospetiva do TVCine destaca precisamente essa coerência artística. Desde&nbsp;<em>Três Menos Eu</em>&nbsp;(1988), o primeiro filme exibido na maratona, até ao díptico&nbsp;<em>Mal Viver</em>&nbsp;e&nbsp;<em>Viver Mal</em>&nbsp;(2023), vencedor do Urso de Prata – Prémio do Júri no Festival de Berlim, a obra de Canijo revela um cineasta que nunca virou o rosto aos lados mais desconfortáveis do país que filmou.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Cópias restauradas e a versão definitiva de&nbsp;</strong></h2>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Noite Escura</strong></h2>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="786" height="1024" src="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/02/noite-escura-786x1024.jpg" alt="" class="wp-image-23452" srcset="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/02/noite-escura-786x1024.jpg 786w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/02/noite-escura-230x300.jpg 230w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/02/noite-escura-768x1000.jpg 768w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/02/noite-escura.jpg 1000w" sizes="(max-width: 786px) 100vw, 786px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos aspectos mais relevantes desta maratona é a exibição de&nbsp;<strong>cópias restauradas pela Cinemateca Portuguesa</strong>, garantindo uma experiência visual fiel à intenção original do realizador. No caso de&nbsp;<em>Noite Escura</em>&nbsp;(2004), será apresentada a&nbsp;<strong>versão longa</strong>, correspondente à versão final desejada por Canijo aquando do processo de restauro — um detalhe particularmente significativo para cinéfilos e estudiosos da sua obra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Filmes como&nbsp;<em>Sapatos Pretos</em>,&nbsp;<em>Ganhar a Vida</em>,&nbsp;<em>Sangue do Meu Sangue</em>&nbsp;ou&nbsp;<em>Fátima</em>&nbsp;regressam assim ao pequeno ecrã com uma nova vida, reforçando a actualidade de um cinema que continua a dialogar com o presente.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="821" height="1024" src="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/02/sangue-do-meu-sange-821x1024.jpg" alt="" class="wp-image-23454" srcset="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/02/sangue-do-meu-sange-821x1024.jpg 821w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/02/sangue-do-meu-sange-241x300.jpg 241w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/02/sangue-do-meu-sange-768x958.jpg 768w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2026/02/sangue-do-meu-sange.jpg 1000w" sizes="(max-width: 821px) 100vw, 821px" /></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>As mulheres no centro do olhar de Canijo</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Outro traço fundamental da filmografia de João Canijo, amplamente representado nesta maratona, é a centralidade das personagens femininas. Ao longo de décadas, o realizador construiu retratos densos e complexos de mulheres confrontadas com estruturas de poder, sobrevivência e identidade, recusando estereótipos e simplificações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa abordagem atingiu um dos seus pontos mais altos com&nbsp;<em>Mal Viver</em>&nbsp;e&nbsp;<em>Viver Mal</em>, dois filmes que se complementam e se confrontam, oferecendo diferentes pontos de vista sobre as mesmas dinâmicas familiares e sociais. Uma espécie de síntese madura de um cinema que sempre se construiu a partir do conflito e da observação crítica.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Uma homenagem que é também um convite</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Mais do que uma programação especial,&nbsp;<em>Maratona João Canijo: Quatro Décadas de Cinema</em>&nbsp;funciona como um convite à redescoberta de um autor essencial. Um cineasta que, como escreveu Tiago Rodrigues, “travou um combate poético com o país que somos”, mostrando-nos um espelho onde convivem violência e ternura, dureza e humanidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ler também : <a href="https://clubedecinema.pt/o-fenomeno-pop-dos-anos-90-regressa-a-televisao-mas-desta-vez-sem-filtros/">O fenómeno pop dos anos 90 regressa à televisão — mas desta vez sem filtros</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">No dia 8 de Fevereiro, o TVCine transforma-se, durante 24 horas, numa verdadeira sala de cinema dedicada a um dos seus maiores criadores. Uma oportunidade rara — e necessária — para voltar a olhar para o cinema português sem filtros.&nbsp;&nbsp;</p>
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		<title>Morreu João Canijo, uma voz incómoda e essencial do cinema português</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Jan 2026 09:50:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[As Pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[No Meio]]></category>
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					<description><![CDATA[Um cineasta que filmou o país sem filtros nem concessões Morreu João Canijo, um dos realizadores mais importantes, coerentes e exigentes do cinema português das últimas décadas. Tinha 68 anos e faleceu esta quinta-feira, dia 29 de Janeiro, perto de Vila Viçosa, distrito de Évora, onde repartia residência com Lisboa. A notícia foi confirmada à agência [&#8230;]]]></description>
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<h2 class="wp-block-heading"><strong>Um cineasta que filmou o país sem filtros nem concessões</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Morreu <strong>João Canijo</strong>, um dos realizadores mais importantes, coerentes e exigentes do cinema português das últimas décadas. Tinha 68 anos e faleceu esta quinta-feira, dia 29 de Janeiro, perto de Vila Viçosa, distrito de Évora, onde repartia residência com Lisboa. A notícia foi confirmada à agência Lusa por fonte da produtora Midas Filmes. Segundo informações avançadas pela CNN Portugal e pelo jornal <em>Público</em>, o cineasta terá sofrido um ataque cardíaco fulminante durante a noite, tendo o corpo sido encontrado pela empregada de limpeza.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ler também : <a href="https://clubedecinema.pt/quando-a-maternidade-se-transforma-num-campo-de-batalha-emocional-se-eu-tivesse-pernas-dava-te-um-pontape-chega-aos-cinemas/">Quando a maternidade se transforma num campo de batalha emocional: Se Eu Tivesse Pernas, Dava-te um Pontapé chega aos cinemas</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Distinguido com o Urso de Prata no Festival de Berlim em 2023, João Canijo deixa uma obra marcada por uma visão implacável da sociedade portuguesa, quase sempre observada a partir do interior das famílias, dos conflitos domésticos e das tensões invisíveis que atravessam gerações. O seu cinema nunca foi confortável — e talvez por isso tenha sido tão necessário.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Do assistente ao autor: um percurso sólido e singular</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Natural de Vinhais, no distrito de Bragança, João Canijo iniciou a sua carreira nos anos 1980 como assistente de realização, trabalhando com nomes fundamentais do cinema europeu como Manoel de Oliveira, Paulo Rocha e Wim Wenders. Em 1990 estreia-se na realização de longas-metragens com&nbsp;<em>Filha da Mãe</em>, assinando também a série televisiva&nbsp;<em>Alentejo Sem Lei</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir daí construiu uma filmografia profundamente autoral, reconhecível pela forma como expõe feridas sociais raramente tratadas com complacência: machismo, imigração, prostituição, corrupção, marginalidade e dificuldades socioeconómicas. Como escreveu o investigador Daniel Ribas, trata-se de uma verdadeira “dramaturgia da violência”, onde o conflito é estrutural e raramente encontra redenção.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Filmes que ficaram — e que ficam</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os títulos mais marcantes da sua carreira contam-se <em>Sapatos Pretos</em> (1998), <em>Ganhar a Vida</em> (2001), <em>Mal Nascida</em>(2007) e, sobretudo, <em>Sangue do Meu Sangue</em> (2011), frequentemente apontado como uma das grandes obras do cinema português contemporâneo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2023, Canijo atinge um novo patamar de reconhecimento internacional com <em>Mal Viver</em>, vencedor do Urso de Prata em Berlim e candidato português aos Óscares. O filme acompanha uma família de mulheres que gere um hotel, vivendo num ambiente corroído por ressentimento e rancor, abalado pela chegada inesperada de uma neta. A obra dialoga directamente com <em>Viver Mal</em>, que observa a mesma realidade a partir do ponto de vista dos hóspedes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2024, esta dupla cinematográfica ganha uma nova dimensão com a série <em>Hotel do Rio</em>, exibida na RTP, apresentada como a “visão total” deste universo narrativo.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Um cinema feito de mulheres, tensão e verdade</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Grande parte da força do cinema de João Canijo reside nas personagens femininas, complexas, contraditórias e centrais. Atrizes como Rita Blanco, Anabela Moreira, Beatriz Batarda, Madalena Almeida ou Cleia Almeida tornaram-se presenças recorrentes na sua obra, num trabalho continuado de cumplicidade artística raro no cinema português.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro momento relevante da sua carreira foi&nbsp;<em>Fátima</em>&nbsp;(2017), um filme rodado com 11 atrizes portuguesas numa peregrinação ao santuário, onde Canijo explorou não a fé, mas as dinâmicas de grupo entre mulheres. “As relações de grupo entre mulheres parecem-me muito mais interessantes do que com homens à mistura”, afirmou então à Lusa.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Projetos por concluir e um legado difícil de substituir</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">À data da sua morte, João Canijo encontrava-se a finalizar&nbsp;<em>Encenação</em>, longa-metragem protagonizada por Miguel Guilherme, centrada num encenador de teatro confrontado com a idade e com a relação com as suas atrizes. Deixa ainda por estrear o filme&nbsp;<em>As Ucranianas</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ler também : <a href="https://clubedecinema.pt/de-a-coisa-a-inception-25-filmes-entram-no-registo-nacional-de-cinema-dos-estados-unidos/">De A Coisa a Inception: 25 filmes entram no Registo Nacional de Cinema dos Estados Unidos</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nas redes sociais, a Medeia Filmes recordou o cineasta com uma frase que resume bem a sua visão artística: “A verdade é a interpretação que cada um faz da realidade. E é uma escolha que cada um faz da realidade.” João Canijo fez essa escolha com frontalidade, rigor e uma recusa sistemática do facilitismo. O cinema português fica mais pobre sem ele — mas a sua obra permanece, incómoda, viva e indispensável.</p>
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