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	<title>realizadores de Twilight &#8211; Clube de Cinema</title>
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		<title>Catherine Hardwicke e o Cupcake Amargo: Realizadora de Twilight Expõe a Desigualdade em Hollywood</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luisa Jorge]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Jul 2025 11:14:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[🎬 Em 2008, Catherine Hardwicke parecia prestes a entrar no panteão dos realizadores mais influentes de Hollywood. Tinha acabado de dirigir&#160;Twilight, o primeiro capítulo da saga baseada nos romances de Stephenie Meyer, protagonizada por Kristen Stewart e Robert Pattinson. O filme, produzido com um orçamento modesto e expectativas discretas, tornou-se um fenómeno global, arrecadando mais [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph"><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f3ac.png" alt="🎬" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> Em 2008, Catherine Hardwicke parecia prestes a entrar no panteão dos realizadores mais influentes de Hollywood. Tinha acabado de dirigir&nbsp;<em>Twilight</em>, o primeiro capítulo da saga baseada nos romances de Stephenie Meyer, protagonizada por Kristen Stewart e Robert Pattinson. O filme, produzido com um orçamento modesto e expectativas discretas, tornou-se um fenómeno global, arrecadando mais de 400 milhões de dólares nas bilheteiras — um valor que ultrapassou em mais de dez vezes as previsões iniciais da Summit Entertainment.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ver também: <a href="https://www.clubedecinema.pt/better-man-o-biopic-mais-surpreendente-do-ano-traz-robbie-williams-em-versao-chimpanze-literalmente/">“Better Man”: O Biopic Mais Surpreendente do Ano Traz Robbie Williams em Versão Chimpanzé (Literalmente!)</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas enquanto o estúdio celebrava o inesperado sucesso com prémios e novos contratos, a mulher por trás das câmaras recebeu… um mini cupcake.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sim, um cupcake.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Um presente simbólico — e profundamente revelador</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Em entrevista recente ao&nbsp;<em>The Guardian</em>, Catherine Hardwicke falou de forma franca e emotiva sobre a forma como foi tratada após o sucesso estrondoso de&nbsp;<em>Twilight</em>. Segundo a realizadora, o momento em que percebeu o desequilíbrio gritante entre o tratamento dado a realizadores homens e mulheres foi tão “doce” quanto devastador.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Entrei numa sala com todos aqueles presentes, e todos estavam a dar os parabéns ao estúdio”, recorda Hardwicke. “Deram-me uma caixa. Abri e era um mini cupcake.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">O gesto — aparentemente simpático — não foi acompanhado de nenhuma proposta concreta, nenhum contrato para filmes futuros, nenhum prémio condizente com a escala do feito. Apenas um doce, pequeno e descartável. Enquanto isso, como a própria observou, realizadores homens com sucessos comparáveis recebiam contratos para várias produções, carros novos ou liberdade criativa para fazer o que quisessem.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Uma carreira interrompida… por ser mulher?</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Hardwicke, que já tinha dado nas vistas com&nbsp;<em>Thirteen – Inocência Perdida</em>&nbsp;(2003) e&nbsp;<em>Os Reis de Dogtown</em>&nbsp;(2005), não regressou para os três filmes seguintes da saga&nbsp;<em>Twilight</em>, apesar de ter lançado o fenómeno e estabelecido a estética visual da franquia. Todos os capítulos seguintes foram entregues a homens — Chris Weitz, David Slade, Bill Condon —, num padrão recorrente em Hollywood.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Não, as pessoas não vão contratar mais mulheres realizadoras. Não te vão oferecer o próximo trabalho e deixar-te fazer algo muito bom. Foi imediatamente uma realidade devastadora”, afirmou com desilusão. O sucesso comercial não foi suficiente para quebrar o tecto de vidro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta não é uma história isolada. O desequilíbrio entre géneros no acesso a grandes produções continua a ser evidente na indústria do cinema. Realizadoras como Patty Jenkins (<em>Wonder Woman</em>), Greta Gerwig (<em>Barbie</em>) ou Chloé Zhao (<em>Nomadland</em>) conquistaram, nos últimos anos, visibilidade e reconhecimento. Mas os números continuam a mostrar que as grandes produções — especialmente dentro dos géneros blockbuster, fantasia ou acção — continuam a ser dominadas por homens.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Hollywood, 17 anos depois</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">A entrevista de Hardwicke surge num momento em que Hollywood começa lentamente a discutir de forma mais aberta o sexismo institucional. O que aconteceu com&nbsp;<em>Twilight</em>&nbsp;é um exemplo paradigmático: um filme juvenil, com uma realizadora mulher e protagonizado por uma jovem actriz, que foi subestimado antes da estreia e desvalorizado mesmo após a sua explosiva recepção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje,&nbsp;<em>Twilight</em>&nbsp;é alvo de reavaliações críticas, com muitos a reconhecerem o seu impacto cultural e a forma como abriu portas para outras sagas centradas em protagonistas femininas. Mas o reconhecimento para quem lhe deu vida atrás das câmaras continua a ser escasso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ver também: <a href="https://www.clubedecinema.pt/a-comedia-francesa-mais-explosiva-do-verao-christian-clavier-torna-se-o-sogro-dos-pesadelos-em-terapia-de-familia/">A Comédia Francesa Mais Explosiva do Verão: Christian Clavier Torna-se o Sogro dos Pesadelos em Terapia de Família</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">E talvez não haja metáfora melhor para a forma como a indústria trata muitas das suas criadoras do que a imagem de Catherine Hardwicke, sozinha numa sala cheia de executivos, a receber um mini cupcake depois de gerar centenas de milhões para o estúdio.</p>
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