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	<title>produção televisiva europeia &#8211; Clube de Cinema</title>
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		<title>O Gigante Que Quer Dominar a Televisão Mundial: A Mega-Fusão Entre Banijay e All3Media Já Está a Agitar a Indústria</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Mar 2026 16:48:27 +0000</pubDate>
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<p>A indústria audiovisual europeia acaba de assistir a um daqueles movimentos que mudam o mapa do sector quase de um dia para o outro. A fusão entre a&nbsp;<strong>Banijay</strong>&nbsp;e a&nbsp;<strong>All3Media</strong>&nbsp;cria um colosso avaliado em cerca de&nbsp;<strong>8 mil milhões de dólares</strong>, reunindo capital europeu, norte-americano e do Médio Oriente numa nova estrutura que ambiciona conquistar ainda mais espaço no mercado global de produção televisiva. E, como costuma acontecer nestes grandes casamentos empresariais, o anúncio trouxe entusiasmo para uns, ansiedade para outros e uma melancolia bastante real para quem vê desaparecer uma marca histórica.</p>



<p>No centro desta operação está uma nova realidade difícil de ignorar: a&nbsp;<strong>marca All3Media, após 23 anos de existência, vai desaparecer</strong>. Para muitos profissionais do sector britânico, esse detalhe pesa quase tanto como os números astronómicos do negócio. Afinal, a All3Media foi fundada no Reino Unido por antigos executivos da ITV que, ironicamente, tentavam escapar a uma vaga de consolidação. Agora, a empresa acaba precisamente absorvida num dos maiores movimentos de concentração da produção independente europeia.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Uma fusão gigantesca com cheiro a mudança definitiva</strong></h2>



<p>A nova estrutura junta a força da Banijay, liderada por&nbsp;<strong>Marco Bassetti</strong>, ao músculo financeiro da&nbsp;<strong>RedBird IMI</strong>, o fundo ligado a&nbsp;<strong>Jeff Zucker</strong>, antigo nome forte da CNN. Bassetti assume o cargo de CEO do grupo combinado, enquanto&nbsp;<strong>Jane Turton</strong>, até aqui rosto maior da All3Media, passa a deputy CEO. Zucker será chairman.</p>



<p>Quando a operação estiver concluída, no outono, o novo grupo passará a controlar&nbsp;<strong>170 selos de produção em todo o mundo</strong>, com forte presença no Reino Unido. Entre eles estão nomes bem conhecidos como&nbsp;<strong>Studio Lambert</strong>, responsável por&nbsp;<em>The Traitors</em>, a&nbsp;<strong>Kudos</strong>, ligada a&nbsp;<em>Peaky Blinders</em>, e a&nbsp;<strong>Neal Street</strong>, envolvida nos aguardados filmes dos Beatles realizados por Sam Mendes. No lado da distribuição, o grupo passará a gerir um catálogo com cerca de&nbsp;<strong>260 mil horas de conteúdos</strong>&nbsp;— um número que faz qualquer plataforma olhar duas vezes.</p>



<p>Mas nem tudo o que brilha em relatórios financeiros transmite serenidade nos corredores.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Entre entusiasmo e nervosismo, a reacção foi tudo menos uniforme</strong></h2>



<p>Segundo vários relatos vindos do interior das duas empresas, o ambiente após o anúncio foi tudo menos homogéneo. No lado da Banijay, predominou uma sensação de confiança. No lado da All3Media, a palavra que mais circulou foi outra:&nbsp;<strong>ansiedade</strong>.</p>



<p>A diferença não surpreende totalmente. Para muitos dentro da All3Media, sempre existiu uma percepção de que as duas empresas tinham culturas diferentes. A All3 habituou-se a uma estrutura mais federada, com maior autonomia para os seus selos criativos e uma gestão mais leve por parte de Jane Turton. Já a Banijay é vista como uma operação mais musculada, mais centralizada e mais marcada por anteriores processos de integração.</p>



<p>É por isso que, apesar das garantias públicas de Marco Bassetti de que quer manter os talentos e os selos criativos como estão, há quem olhe para essas palavras com cautela. Na teoria, os cortes e sinergias deverão concentrar-se em distribuição, património e áreas administrativas. Na prática, dentro da indústria há quem tema que, depois da poeira assentar, a pressão acabe inevitavelmente por chegar às labels criativas.</p>



<p>E, convenhamos, ninguém trabalha anos num grupo televisivo para ouvir a palavra “sinergias” e pensar imediatamente em tranquilidade.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O grande vencedor parece ser a Banijay</strong></h2>



<p>Por mais que a fusão seja apresentada como uma parceria equilibrada, a leitura dominante na indústria é a de que a Banijay sai desta operação numa posição particularmente forte. Não só Marco Bassetti fica com o comando executivo, como a empresa recebe ainda um encaixe de mais de&nbsp;<strong>600 milhões de euros</strong>&nbsp;da RedBird IMI para equilibrar a nova estrutura accionista a 50/50.</p>



<p>Essa vantagem simbólica e estratégica não passou despercebida dentro do sector. Entre executivos da Banijay, a sensação parece ser a de que não estão propriamente a ser absorvidos por uma nova entidade, mas antes a receber a All3Media dentro da sua própria lógica de crescimento. Já para alguns elementos da All3, a fusão é vista mais como o fim de uma identidade do que como o início de uma aventura em pé de igualdade.</p>



<p>Ao mesmo tempo, há também um certo cansaço acumulado entre quadros antigos da Banijay, que já passaram por processos semelhantes em 2016, com a fusão com a Zodiak Media, e em 2020, com a entrada da Endemol Shine. Ou seja, para alguns, isto já parece a terceira temporada da mesma série — e sem garantia de renovação emocional.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Jane Turton fica, mas a surpresa está no papel que aceita</strong></h2>



<p>Um dos pontos que mais comentários gerou foi precisamente a posição de&nbsp;<strong>Jane Turton</strong>. Figura altamente respeitada na televisão britânica, frequentemente apontada a cargos ainda mais altos dentro do sector, Turton surpreendeu ao aceitar o papel de número dois da nova estrutura.</p>



<p>Para parte da indústria, isso sugere que a sua permanência foi considerada essencial para acalmar os líderes criativos da All3Media e evitar uma fuga de talento logo após o anúncio. O raciocínio é simples: muitas produtoras e muitos executivos mantinham uma relação de confiança directa com Turton, e a sua saída imediata poderia ter tornado o terreno muito mais instável.</p>



<p>Ainda assim, há quem veja esta decisão como temporária. A história recente do sector mostra que, em fusões deste género, algumas figuras de topo permanecem durante um período de transição… antes de saírem discretamente pela porta lateral, quando a integração já está suficientemente encaminhada.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A distribuição pode ser o primeiro campo de batalha</strong></h2>



<p>Se no lado criativo a mensagem oficial é de protecção, no lado da distribuição o discurso já é bem menos delicado. A nova estrutura deverá eliminar duplicações, e isso faz soar todos os alarmes.</p>



<p>A All3Media International é bastante menor do que a Banijay Rights, tanto em horas de catálogo como em dimensão global, mas a sobreposição operacional é evidente. O futuro da liderança desta área poderá passar por uma disputa entre&nbsp;<strong>Louise Pedersen</strong>, da All3Media,&nbsp;<strong>Cathy Payne</strong>, da Banijay Rights, e possivelmente&nbsp;<strong>Matt Creasey</strong>, que tem vindo a ser visto como um nome em ascensão.</p>



<p>Na indústria, muitos acreditam que esta será a área onde os cortes serão mais duros e mais rápidos. E quando veteranos do sector começam a usar expressões como “bloodbath”, percebe-se que não estão propriamente a falar de uma reunião de alinhamento estratégico com croissants e café.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A questão da dívida também paira sobre o negócio</strong></h2>



<p>Para além da dimensão criativa e simbólica, há um tema inevitável:&nbsp;<strong>a dívida</strong>. A nova empresa nasce com um peso financeiro significativo, somando a dívida da All3Media à da própria Banijay. Durante a apresentação do negócio a analistas, esta questão foi levantada de forma insistente, o que mostra que o mercado olha para a ambição do grupo com interesse, mas também com prudência.</p>



<p>A resposta oficial foi a esperada: confiança na capacidade de crescimento, geração de caixa e captura de sinergias. Em teoria, faz sentido. Na prática, continua a existir a leitura de que a componente financeira do acordo é particularmente vantajosa para a Banijay, que recebe capital fresco num momento em que a necessidade de refinanciamento era um dado importante.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Uma fusão que confirma o rumo da indústria</strong></h2>



<p>No fundo, esta mega-fusão não surge isolada. É mais um passo numa trajectória de consolidação que há muito domina o sector audiovisual. A ideia de que só os grupos com escala global conseguirão competir pela atenção do público, pelos grandes talentos e pelos melhores projectos tornou-se praticamente um dogma industrial.</p>



<p>Jeff Zucker resumiu essa lógica ao defender que a escala é essencial para atrair e manter talento de classe mundial e competir num mercado global. A frase pode soar corporativa, mas traduz bem o espírito do momento: num cenário em que tudo parece estar a ficar maior, mais concentrado e mais agressivo, ninguém quer ser o próximo a ficar pequeno demais para sobreviver.</p>



<p>A grande questão agora é perceber se esta nova gigante conseguirá transformar dimensão em criatividade sustentável — ou se acabará por provar, mais uma vez, que fazer crescer um império é uma coisa, mantê-lo artisticamente vivo é outra bem diferente.</p>



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