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	<title>monólogo cinema &#8211; Clube de Cinema</title>
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	<title>monólogo cinema &#8211; Clube de Cinema</title>
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		<title>Mike Flanagan e os Fantasmas Que o Ajudaram a Viver: “Hill House Foi a Minha Terapia Para o Luto”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Jun 2025 11:36:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Doctor Sleep alcoolismo]]></category>
		<category><![CDATA[Flanagan Stephen King]]></category>
		<category><![CDATA[Flanagan SXSW London]]></category>
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					<description><![CDATA[Criador de algumas das obras mais assombrosas (e emocionais) da última década, o realizador abriu o coração em Londres sobre o poder curativo do terror Mike Flanagan não é apenas um dos nomes mais respeitados do terror contemporâneo — é também alguém que transforma as suas dores mais íntimas em histórias capazes de tocar profundamente [&#8230;]]]></description>
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<p><strong>Criador de algumas das obras mais assombrosas (e emocionais) da última década, o realizador abriu o coração em Londres sobre o poder curativo do terror</strong></p>



<p>Mike Flanagan não é apenas um dos nomes mais respeitados do terror contemporâneo — é também alguém que transforma as suas dores mais íntimas em histórias capazes de tocar profundamente quem as vê. E foi exactamente isso que confessou no encerramento do&nbsp;<strong>SXSW London</strong>, onde partilhou com o público que a criação de&nbsp;<em>The Haunting of Hill House</em>&nbsp;foi, na verdade, a sua maneira de sobreviver ao luto.</p>



<p>ver também: <a href="https://www.clubedecinema.pt/stephen-king-o-dancarino-secreto-do-apocalipse-the-life-of-chuck-estreia-nos-cinemas-com-emocao-e-humanidade/" data-type="post" data-id="16571">Stephen King, o dançarino secreto do apocalipse – “The Life of Chuck” estreia nos cinemas com emoção e humanidade</a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f47b.png" alt="👻" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> A dor por detrás de Nell Crain</strong></h2>



<p>A série de 2018, que se tornou um fenómeno na Netflix e uma referência moderna do terror psicológico, tem por base o romance de Shirley Jackson — mas muito daquilo que vimos no ecrã nasceu de dentro do próprio Flanagan.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Foi a minha forma de lidar com o luto. Houve um suicídio na minha família, e há imagens naquela série que nasceram de pesadelos que tive nessa altura.”</p>
</blockquote>



<p>Na série, Nell Crain tira a própria vida, e todo o arco familiar da história gira em torno de&nbsp;<strong>trauma, perda e o vazio que fica</strong>. Não era ficção vazia — era catarse.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Terei de lidar com isso o resto da vida. Mas ter um escape criativo foi incrivelmente terapêutico. E espero que o tenha sido para quem passa por algo semelhante.”</p>
</blockquote>



<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1000" height="562" src="https://www.clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/06/the-haunting-of-hill-house.jpg.webp" alt="" class="wp-image-16690" srcset="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/06/the-haunting-of-hill-house.jpg.webp 1000w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/06/the-haunting-of-hill-house.jpg-300x169.webp 300w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/06/the-haunting-of-hill-house.jpg-768x432.webp 768w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f9e0.png" alt="🧠" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> Terror como espelho da alma</strong></h2>



<p>Durante a conversa no festival, Flanagan foi ainda mais longe ao revelar que outros projectos seus — como&nbsp;<em>Doctor Sleep</em>ou&nbsp;<em>Midnight Mass</em>&nbsp;— também serviram de forma de combate interno, neste caso&nbsp;<strong>à dependência do álcool</strong>.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“<em>Doctor Sleep</em>&nbsp;ajudou-me a ficar sóbrio.”</p>
</blockquote>



<p>É uma abordagem rara em Hollywood: cineastas que usam o terror&nbsp;<strong>não só como entretenimento</strong>, mas como&nbsp;<strong>linguagem para expressar vulnerabilidade, cura e introspecção</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f4fa.png" alt="📺" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> “Ainda existe preconceito contra o terror”</strong></h2>



<p>Flanagan não escondeu a sua frustração com a forma como o género é frequentemente subvalorizado:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“O terror sempre foi popular. Mas a indústria — e parte do público — continua a ficar ‘surpresa’ de cada vez que aparece um bom filme. É como se tivessem de redescobrir que também pode ser dramático, complexo e artisticamente poderoso.”</p>
</blockquote>



<p>Citou&nbsp;<em>Get Out</em>&nbsp;de Jordan Peele como exemplo: um sucesso que “legitima” momentaneamente o género… até ao próximo esquecimento.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="512" src="https://www.clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/06/hill-house-poster-copertina-1-1200x900-1-1024x512.webp" alt="" class="wp-image-16694" srcset="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/06/hill-house-poster-copertina-1-1200x900-1-1024x512.webp 1024w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/06/hill-house-poster-copertina-1-1200x900-1-300x150.webp 300w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/06/hill-house-poster-copertina-1-1200x900-1-768x384.webp 768w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/06/hill-house-poster-copertina-1-1200x900-1.webp 1400w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f5e3.png" alt="🗣" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> Uma defesa apaixonada dos monólogos</strong></h2>



<p>Numa das passagens mais aplaudidas da sessão, Flanagan defendeu o uso de monólogos no cinema:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“O monólogo está a morrer. Mas não há nada mais poderoso do que ver um actor a mudar a realidade só com palavras.”</p>
</blockquote>



<p>Criticou ainda os estúdios e plataformas de streaming que insistem em cortar este tipo de momentos:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Dizem que adoram, mas pedem sempre que tenha metade do tempo. Eu recuso. Quero lutar contra esta cultura de atenção limitada e entretenimento de rajadas.”</p>
</blockquote>



<p></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f441.png" alt="👁" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> Stephen King? “Não é um autor de terror.”</strong></h2>



<p>Surpreendentemente, Flanagan recusa classificar Stephen King — o autor que mais adaptou ao longo da carreira — como escritor de terror.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“É um humanista, sensível e generoso. Escreve sobre pessoas, emoções e laços humanos. O horror surge naturalmente das personagens.”</p>
</blockquote>



<p>E acrescenta:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Demorei até aos 20 anos a perceber que&nbsp;<em>It</em>&nbsp;não é sobre um palhaço mutante — é sobre crianças e amizade.”</p>
</blockquote>



<p>Flanagan está actualmente a desenvolver uma nova adaptação de&nbsp;<em>The Dark Tower</em>&nbsp;e a série&nbsp;<em>Carrie</em>&nbsp;para a Amazon.</p>



<p></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f3ac.png" alt="🎬" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" />&nbsp;The Life of Chuck: o novo Flanagan não é (só) terror</strong></h2>



<p>O cineasta encerrou o SXSW London com a estreia mundial de&nbsp;<em>The Life of Chuck</em>, com&nbsp;<strong>Tom Hiddleston</strong>&nbsp;no papel de um homem cuja vida é contada de forma inversa e parece afectar o universo à sua volta.</p>



<p>ver também : <a href="https://www.clubedecinema.pt/ridley-scott-atira-a-toalha-ao-espaco-ja-fiz-o-suficiente-com-alien-agora-que-siga-sem-mim/">Ridley Scott Atira a Toalha ao Espaço: “Já Fiz o Suficiente com&nbsp;Alien… Agora Que Siga Sem Mim”</a></p>



<p>Apesar de ser baseado em mais uma obra de King, o filme&nbsp;<strong>afasta-se do terror tradicional</strong>. É introspectivo, tocante — mais um exemplo de como Flanagan está a expandir os limites do género, sem perder a alma.</p>



<p></p>
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