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	<title>Marx Brothers &#8211; Clube de Cinema</title>
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		<title>A Lista de Comédias Que Vai Mexer com os Cinéfilos — e a Variety Assume a Responsabilidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Nov 2025 12:34:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
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					<description><![CDATA[Quando o riso se torna matéria séria e 110 anos de gargalhadas são postos à prova A Variety decidiu fazer aquilo que todos nós, secretamente, pensamos que faríamos melhor: escolher as 100 melhores comédias de sempre. E fê-lo com a solenidade quase religiosa de quem segura a História pelas ancas e a abana para ver [&#8230;]]]></description>
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<h1 class="wp-block-heading"><strong style="font-size: 1.75rem;">Quando o riso se torna matéria séria e 110 anos de gargalhadas são postos à prova</strong></h1>



<p class="wp-block-paragraph">A Variety decidiu fazer aquilo que todos nós, secretamente, pensamos que faríamos melhor: escolher as 100 melhores comédias de sempre. E fê-lo com a solenidade quase religiosa de quem segura a História pelas ancas e a abana para ver o que cai. No ensaio que abre este extenso top, a publicação recorda que rir sempre importou — mas que hoje importa mais. A humanidade, diz a Variety, nunca riu tanto como nos últimos 110 anos, e o “culpado” é o cinema. Afinal, foi Charlie Chaplin, o primeiro verdadeiro ícone global, quem ensinou o planeta a pesquisar nos bolsos pela alma do humor. E, assim que Hollywood descobriu que nos podia pôr a rir, nós descobrimos que não queríamos outra coisa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ler também : <a href="https://clubedecinema.pt/o-filme-que-esta-a-dividir-criticos-a-estranha-odisseia-de-hamnet/">O Filme Que Está a Dividir Críticos: A Estranha Odisseia de Hamnet</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">A lista organiza-se como uma espécie de viagem arqueológica ao centro exacto do cómico cinematográfico: a anarquia sublime dos irmãos Marx, o caos estudado do&nbsp;<em>SNL</em>, o surrealismo feroz de Mel Brooks, o humor doentiamente cirúrgico de&nbsp;<em>Dr. Strangelove</em>, a loucura improvisada de Jim Carrey. E, em certos momentos, a Variety deixa claro que compilá-la implicou um exercício quase místico: “pensámos longamente no que faz um clássico — mas, acima de tudo, ouvimos os nossos ossos do riso”. Esta frase, retirada do texto original, define o espírito da selecção: uma lista que não pretende agradar a todos, mas que pretende representar tudo.</p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="800" height="450" src="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/11/image-w1280.jpg-2.webp" alt="" class="wp-image-21704" style="width:845px;height:auto" srcset="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/11/image-w1280.jpg-2.webp 800w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/11/image-w1280.jpg-2-300x169.webp 300w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/11/image-w1280.jpg-2-768x432.webp 768w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A contagem decrescente começa com&nbsp;<em>Bridget Jones’s Diary</em>, essa pérola que não se atreveriam a filmar hoje, diz a Variety — não por não poderem, mas por não quererem. E isso seria uma pena, porque parte do encanto desta comédia romântica é precisamente o facto de Bridget ser uma catástrofe ambulante e o filme não pedir desculpa por isso. De seguida,&nbsp;<em>Wayne’s World</em>&nbsp;aparece como a excepção que confirma a regra dos fracos spinoffs do&nbsp;<em>Saturday Night Live</em>, oferecendo duas personagens tão patetas quanto icónicas. Seguem-se&nbsp;<em>Pretty Woman</em>,&nbsp;<em>Born Yesterday</em>,&nbsp;<em>I’m Gonna Git You Sucka</em>&nbsp;e, no lugar 95, uma obra querida dos cinéfilos portugueses:&nbsp;<em>Brazil</em>, a distopia de Terry Gilliam que continua a ser, simultaneamente, profética e delirante.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="768" src="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/11/2490.jpg-1024x768.webp" alt="" class="wp-image-21703" srcset="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/11/2490.jpg-1024x768.webp 1024w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/11/2490.jpg-300x225.webp 300w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/11/2490.jpg-768x576.webp 768w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/11/2490.jpg.webp 1200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A lista avança como um desfile de memórias e estilos, saltando do caos indie de&nbsp;<em>Clerks</em>&nbsp;para a dança subversiva de&nbsp;<em>Hairspray</em>, do absurdo total de&nbsp;<em>The Jerk</em>&nbsp;ao espartilho moralmente ousado de&nbsp;<em>She Done Him Wrong</em>. A Variety resgata pérolas esquecidas (<em>Hellzapoppin’</em>,&nbsp;<em>Born Yesterday</em>,&nbsp;<em>The Tall Blond Man With One Black Shoe</em>), reafirma clássicos inquestionáveis (<em>Dr. Strangelove</em>,&nbsp;<em>Some Like It Hot</em>,&nbsp;<em>Young Frankenstein</em>), e dá o devido lugar a obras que só com o tempo encontraram o público que mereciam — como&nbsp;<em>The Big Lebowski</em>, que começou por ser desvalorizado e acabou canonizado.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="576" src="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/11/image-w1280-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-21702" srcset="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/11/image-w1280-1024x576.jpg 1024w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/11/image-w1280-300x169.jpg 300w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/11/image-w1280-768x432.jpg 768w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/11/image-w1280.jpg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">No top 10, a revista convida-nos a atravessar a História com a reverência de quem entra numa catedral, mas sem tirar os sapatos: Buster Keaton e&nbsp;<em>Sherlock Jr.</em>; o ciclo infinito de Bill Murray em&nbsp;<em>Groundhog Day</em>; o génio louco de Mel Brooks em&nbsp;<em>Young Frankenstein</em>; a falsa verdade de&nbsp;<em>Fargo</em>; a insaciável ousadia dos Monty Python; a sátira política que só Chaplin poderia assinar em&nbsp;<em>The Great Dictator</em>. E, claro, os dois gigantes que fecham a lista:&nbsp;<em>Some Like It Hot</em>, de Billy Wilder, verdadeiro épico do disfarce e do desejo; e&nbsp;<em>The Naked Gun</em>, que a Variety proclama como a comédia perfeita — um hino irreverente ao absurdo, conduzido pelo génio deadpan de Leslie Nielsen.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="577" src="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/11/MCDNAGU_EC034.jpg-1024x577.webp" alt="" class="wp-image-21701" srcset="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/11/MCDNAGU_EC034.jpg-1024x577.webp 1024w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/11/MCDNAGU_EC034.jpg-300x169.webp 300w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/11/MCDNAGU_EC034.jpg-768x433.webp 768w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/11/MCDNAGU_EC034.jpg.webp 1296w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O grande triunfo desta lista não está apenas nos títulos escolhidos, mas na defesa apaixonada do riso enquanto elemento fundamental do cinema. O humor, neste enquadramento, é tratado como uma força cultural transformadora, capaz de reinventar épocas, desafiar normas, provocar e, acima de tudo, aproximar espectadores de todas as gerações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://clubedecinema.pt/glen-powell-esta-de-volta-e-agora-quer-chocar-hollywood-com-a-comedia-teen-mais-descarada-do-ano/">Glen Powell Está de Volta — e Agora Quer Chocar Hollywood com a Comédia Teen Mais Descarada do Ano</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao confiar na Variety a tarefa de definir (ou incendiar) este cânone, ficamos com um mapa do riso que é tanto um documento histórico como uma declaração de amor ao cinema. É impossível concordar com tudo — mas é igualmente impossível não sorrir ao percorrê-la.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E vocês quais seriam as vossas escolhas? </p>
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