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	<title>Manoel de Oliveira &#8211; Clube de Cinema</title>
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	<title>Manoel de Oliveira &#8211; Clube de Cinema</title>
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		<title>Morreu Claudia Cardinale: Adeus a uma das Últimas Divas do Cinema Europeu 🎬🌹</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Sep 2025 07:57:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[As Pessoas]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma vida maior do que o cinema A atriz&#160;Claudia Cardinale, nascida na Tunísia em 1938 e naturalizada francesa, morreu aos&#160;87 anos, em Nemours, na região de Paris. Protagonista de mais de 150 filmes, musa de cineastas como&#160;Visconti, Fellini, Leone, Brooks&#160;e&#160;Verneuil, Cardinale foi uma das últimas grandes divas do cinema europeu do século XX. ver também [&#8230;]]]></description>
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<h2 class="wp-block-heading"><strong>Uma vida maior do que o cinema</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A atriz&nbsp;<strong>Claudia Cardinale</strong>, nascida na Tunísia em 1938 e naturalizada francesa, morreu aos&nbsp;<strong>87 anos</strong>, em Nemours, na região de Paris. Protagonista de mais de 150 filmes, musa de cineastas como&nbsp;<strong>Visconti, Fellini, Leone, Brooks</strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>Verneuil</strong>, Cardinale foi uma das últimas grandes divas do cinema europeu do século XX.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ver também : <a href="https://www.clubedecinema.pt/keanu-reeves-e-alexandra-grant-casaram-se-em-segredo-na-europa-%f0%9f%92%8d%e2%9c%a8/">Keanu Reeves e Alexandra Grant Casaram-se em Segredo na Europa <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f48d.png" alt="💍" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/2728.png" alt="✨" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Com um olhar intenso e uma presença inesquecível no ecrã, deixou a sua marca em clássicos absolutos como&nbsp;<em>O Leopardo</em>(1963),&nbsp;<em>Oito e Meio</em>&nbsp;(1963),&nbsp;<em>Era uma Vez no Oeste</em>&nbsp;(1968) ou&nbsp;<em>A Pantera Cor-de-Rosa</em>&nbsp;(1963). Em Cannes, Veneza ou Hollywood, o seu nome era sinónimo de talento, beleza e força.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Itália, França, Hollywood… e Portugal</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Embora nascida em La Goulette, perto de Túnis, filha de mãe francesa e pai siciliano, foi no cinema italiano que se tornou estrela. Curiosamente, até&nbsp;<em>Oito e Meio</em>, a sua voz era dobrada em italiano — mas Fellini insistiu que fosse a sua voz rouca, transformando-a num ícone inconfundível.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com&nbsp;<strong>Manoel de Oliveira</strong>, cumpriu um desejo antigo: filmou&nbsp;<em>O Gebo e a Sombra</em>&nbsp;(2012), descrevendo o realizador português como “extraordinário” e cheio de energia. Já em 2001, tinha sido homenageada em Portugal pelo Presidente&nbsp;<strong>Jorge Sampaio</strong>, numa cerimónia no Teatro Rivoli, no Porto.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Uma estrela entre génios</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Claudia contracenou com gigantes como&nbsp;<strong>Alain Delon, Burt Lancaster, Marcello Mastroianni, Rock Hudson, John Wayne</strong>&nbsp;ou&nbsp;<strong>Peter Sellers</strong>. Foi dirigida por mestres do cinema italiano (Bolognini, Zurlini, Squitieri), brilhou em Hollywood (<em>O Maior Circo do Mundo</em>) e até em colaborações com Werner Herzog (<em>Fitzcarraldo</em>).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mastroianni descreveu-a assim:&nbsp;<em>“É a única rapariga simples e saudável neste meio de neuróticos e hipócritas.”</em></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Lutas pessoais e causas públicas</strong></h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="696" height="464" src="https://www.clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/09/25626494-696x464-1.jpg" alt="" class="wp-image-19772" srcset="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/09/25626494-696x464-1.jpg 696w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/09/25626494-696x464-1-300x200.jpg 300w" sizes="(max-width: 696px) 100vw, 696px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A vida de Cardinale não foi só glamour. Em 1957, foi vítima de violação, da qual resultou o nascimento do seu filho Patrick — que decidiu manter, mesmo perante o escândalo da época. Mais tarde, confessou que foi por ele que entrou no cinema, para garantir a sua independência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Claudia foi também uma mulher de causas: embaixadora da&nbsp;<strong>UNESCO</strong>, feminista assumida, defensora dos direitos das mulheres, da comunidade LGBTQ+, da luta contra a SIDA e contra a pena de morte. A própria dizia que a sua carreira lhe deu “uma infinidade de vidas” e a oportunidade de colocar a sua fama ao serviço dos outros.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Um legado eterno</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Com distinções como o&nbsp;<strong>Leão de Ouro</strong>&nbsp;em Veneza (1993) e o&nbsp;<strong>Urso de Ouro</strong>&nbsp;em Berlim (2002), Claudia Cardinale deixa um legado artístico e humano inigualável. Nas palavras do seu agente, Laurent Savry:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“Ela deixa-nos o legado de uma mulher livre e inspirada, tanto como mulher como artista.”</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">ver também : <a href="https://www.clubedecinema.pt/jimmy-kimmel-regressa-ao-ar-entre-lagrimas-e-polemica-nunca-foi-minha-intencao-fazer-piada-com-a-morte-de-charlie-kirk-%f0%9f%8e%a4%f0%9f%93%ba/">Jimmy Kimmel Regressa ao Ar Entre Lágrimas e Polémica: “Nunca Foi Minha Intenção Fazer Piada com a Morte de Charlie Kirk” <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f3a4.png" alt="🎤" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f4fa.png" alt="📺" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a sua partida, o cinema europeu perde uma das suas últimas divas, mas as imagens de Cardinale — entre palácios sicilianos, westerns poeirentos e enredos românticos — continuarão a brilhar, como um reflexo eterno da sétima arte.</p>
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		<title>Festival de San Sebastián Abre com Cinema Português em Destaque e Homenagem a Jennifer Lawrence 🎥🌍</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 20 Sep 2025 07:41:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Nas Salas]]></category>
		<category><![CDATA[A Solidão dos Lagartos]]></category>
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					<description><![CDATA[Três Filmes Portugueses em Competição Arrancou hoje, em Espanha, a 73.ª edição do Festival Internacional de Cinema de San Sebastián, um dos mais prestigiados eventos cinematográficos da Europa, e Portugal está em grande destaque. Três obras portuguesas — de André Silva Santos, Inês Nunes e Paula Tomás Marques — integram a competição oficial, cada uma [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Três Filmes Portugueses em Competição</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Arrancou hoje, em Espanha, a 73.ª edição do Festival Internacional de Cinema de San Sebastián, um dos mais prestigiados eventos cinematográficos da Europa, e Portugal está em grande destaque. Três obras portuguesas — de André Silva Santos, Inês Nunes e Paula Tomás Marques — integram a competição oficial, cada uma a representar diferentes olhares e linguagens cinematográficas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ver também : <a href="https://www.clubedecinema.pt/festival-de-busan-celebra-o-poder-do-cinema-asiatico-com-park-chan-wook-na-linha-da-frente-%f0%9f%8e%ac%e2%9c%a8/">Festival de Busan Celebra o Poder do Cinema Asiático com Park Chan-wook na Linha da Frente <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f3ac.png" alt="🎬" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/2728.png" alt="✨" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na secção&nbsp;<strong>Nest</strong>, dedicada a estudantes de cinema, surge&nbsp;<em>A Solidão dos Lagartos</em>, curta-metragem de Inês Nunes filmada no Algarve em 2022. A realizadora parte de um cenário invulgar — um spa rodeado por montanhas de sal — para explorar encontros, desejos e transformações ao cair da noite. O filme já tinha passado este ano pelo Festival de Cannes.</p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img decoding="async" width="556" height="301" src="https://www.clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/09/185994.webp" alt="" class="wp-image-19646" style="width:845px;height:auto" srcset="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/09/185994.webp 556w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/09/185994-300x162.webp 300w" sizes="(max-width: 556px) 100vw, 556px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Já em&nbsp;<strong>Zabaltegi-Tabakalera</strong>, a principal secção competitiva, estão dois trabalhos portugueses:&nbsp;<em>Sol Menor</em>, de André Silva Santos, distinguido no Curtas de Vila do Conde, e&nbsp;<em>Duas Vezes João Liberada</em>, de Paula Tomás Marques, estreado em Berlim e já exibido no MoMA, em Nova Iorque.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Sol Menor</em>&nbsp;acompanha a dor e o dilema de um professor de música em luto, enquanto&nbsp;<em>Duas Vezes João Liberada</em>&nbsp;confirma a crescente projeção internacional de Paula Tomás Marques.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Coproduções e Clássicos Restaurados</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Além da presença competitiva, San Sebastián vai também acolher coproduções luso-espanholas no programa&nbsp;<strong>Made in Spain</strong>. Entre elas estão&nbsp;<em>Uma Quinta Portuguesa</em>, de Avelina Prat, protagonizada por Maria de Medeiros, e&nbsp;<em>San Simón</em>, de Miguel Ángel Delgado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro momento especial será a exibição de uma cópia restaurada de&nbsp;<em>Aniki-Bobó</em>&nbsp;(1932), a primeira longa-metragem de Manoel de Oliveira, que depois de Veneza e Toronto chega agora ao público basco como símbolo da preservação do património cinematográfico português.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Jennifer Lawrence Distingida com Prémio de Carreira</strong></h2>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="576" src="https://www.clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/09/210909101836-01-jennifer-lawrence-file-2019-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-19647" srcset="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/09/210909101836-01-jennifer-lawrence-file-2019-1024x576.jpg 1024w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/09/210909101836-01-jennifer-lawrence-file-2019-300x169.jpg 300w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/09/210909101836-01-jennifer-lawrence-file-2019-768x432.jpg 768w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/09/210909101836-01-jennifer-lawrence-file-2019.jpg 1480w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A edição deste ano ficará igualmente marcada pela homenagem à atriz norte-americana&nbsp;<strong>Jennifer Lawrence</strong>, que receberá um prémio de carreira. Aos 35 anos, Lawrence soma já uma estatueta dos Óscares, uma Concha de Prata em San Sebastián e uma filmografia que vai de&nbsp;<em>Winter’s Bone</em>&nbsp;a&nbsp;<em>Jogos da Fome</em>&nbsp;e&nbsp;<em>Causeway</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O júri do festival é presidido pelo realizador espanhol J.A. Bayona e integra, entre outros nomes, a portuguesa Laura Carreira, vencedora em 2024 da Concha de Prata de melhor realização por&nbsp;<em>On Falling</em>.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Cinema e Contexto Político</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A 73.ª edição do festival não escapa ao debate político: no início de setembro, a direção de San Sebastián condenou de forma pública o “genocídio e os massacres inimagináveis” em Gaza, responsabilizando tanto o governo israelita de Benjamin Netanyahu como os ataques do Hamas em outubro de 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ver também : <a href="https://www.clubedecinema.pt/taylor-swift-prepara-evento-secreto-para-os-cinemas-com-the-life-of-a-showgirl/">Taylor Swift Prepara Evento Secreto para os Cinemas com “The Life of a Showgirl”</a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Um Festival que Respira Diversidade</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Com filmes de realizadores consagrados como Agnieszka Holland, Claire Denis e Arnaud Desplechin, e com um olhar atento para talentos emergentes, San Sebastián volta a afirmar-se como um dos pontos nevrálgicos do cinema mundial. Para Portugal, esta edição representa não só visibilidade, mas também o reconhecimento de uma geração de cineastas que está a conquistar espaço no circuito internacional.</p>
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		<title>“Manoel”: O Documentário Que Une Sensible Soccers e Manoel de Oliveira Vence no Cinetejo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Sep 2025 09:17:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[No Meio]]></category>
		<category><![CDATA[As Pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema Português]]></category>
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					<description><![CDATA[Vasco Gil e David Matias conquistam prémio em Benavente com curta-metragem que cruza música e cinema O cinema português voltou a dar cartas no último fim de semana no festival Cinetejo, em Benavente, onde o documentário&#160;Manoel, realizado por Vasco Gil (Braga) e David Matias (Vila Real), arrecadou o prémio de&#160;melhor curta-metragem documental. A obra acompanha [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>Vasco Gil e David Matias conquistam prémio em Benavente com curta-metragem que cruza música e cinema</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O cinema português voltou a dar cartas no último fim de semana no festival Cinetejo, em Benavente, onde o documentário&nbsp;<em>Manoel</em>, realizado por Vasco Gil (Braga) e David Matias (Vila Real), arrecadou o prémio de&nbsp;<strong>melhor curta-metragem documental</strong>.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">A obra acompanha a banda&nbsp;<strong>Sensible Soccers</strong>, um dos nomes mais sonantes da música independente nacional, num momento muito particular da sua carreira: dez anos de colaboração e um ano após o lançamento do quarto álbum.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="682" src="https://www.clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/09/IMG_1366-2-1024x682.jpg" alt="" class="wp-image-19610" srcset="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/09/IMG_1366-2-1024x682.jpg 1024w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/09/IMG_1366-2-300x200.jpg 300w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/09/IMG_1366-2-768x512.jpg 768w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/09/IMG_1366-2-1536x1024.jpg 1536w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/09/IMG_1366-2.jpg 2000w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Música e cinema de mãos dadas</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">O documentário explora o processo criativo da banda na composição de novas bandas sonoras para dois filmes de&nbsp;<strong>Manoel de Oliveira</strong>:&nbsp;<em>Douro, Faina Fluvial</em>&nbsp;(1931) e&nbsp;<em>O Pintor e a Cidade</em>&nbsp;(1956). A experiência dos cineconcertos, onde as imagens de Oliveira ganham nova vida através da música contemporânea, serve de fio condutor para refletir sobre a convergência entre estas duas formas de arte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ver também: <a href="https://www.clubedecinema.pt/star-wars-starfighter-nova-foto-do-set-mostra-ryan-gosling-em-acao-%f0%9f%9a%80%e2%9c%a8/">Star Wars: Starfighter — nova foto do set mostra Ryan Gosling em ação <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f680.png" alt="🚀" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/2728.png" alt="✨" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Além do registo das atuações e ensaios,&nbsp;<em>Manoel</em>&nbsp;dá voz aos próprios músicos — Manuel Justo, Hugo Alfredo Gomes e André Simão — que partilham a evolução do grupo, desde os tempos em que “nada existia” até à afirmação como um dos coletivos mais respeitados da cena alternativa em Portugal.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="500" height="750" src="https://www.clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/09/mgA1e8RoQZOa4n5TNEyehTHyVv6.jpg.webp" alt="" class="wp-image-19609" srcset="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/09/mgA1e8RoQZOa4n5TNEyehTHyVv6.jpg.webp 500w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/09/mgA1e8RoQZOa4n5TNEyehTHyVv6.jpg-200x300.webp 200w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /></figure>
</div>


<h3 class="wp-block-heading"><strong>Um percurso premiado</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Filmado ao longo de três anos,&nbsp;<em>Manoel</em>&nbsp;nasceu de uma fase de retrospetiva da banda e rapidamente começou a ganhar reconhecimento em festivais. Estreou-se no&nbsp;<strong>Cinalfama</strong>, em Lisboa, onde recebeu o prémio de melhor banda sonora e uma menção honrosa como melhor curta documental. Seguiu depois para a&nbsp;<strong>Bienal de Cerveira</strong>, no âmbito da mostra Novas Narrativas do festival Biograf, antes de triunfar no&nbsp;<strong>Cinetejo</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Os realizadores por detrás da obra</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">A dupla Vasco Gil e David Matias conheceu-se no curso de Cinema e Audiovisual e desde então tem colaborado em diversos projetos. Para Vasco Gil, que vive em Braga e trabalha no Porto, este é mais um marco num percurso já recheado de animação, documentário e ficção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os seus trabalhos destacam-se a curta de animação&nbsp;<em>Before We Squeak</em>, selecionada para festivais internacionais, a curta em imagem real&nbsp;<em>Pigeon Clay</em>&nbsp;e agora&nbsp;<em>Manoel</em>. Atualmente, prepara o seu maior desafio até à data:&nbsp;<em>Made of Tiny Boxes</em>, uma curta de animação de 12 minutos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ver também . <a href="https://www.clubedecinema.pt/jessie-cave-de-hogwarts-ao-onlyfans-a-carreira-inusitada-de-lila-brown/">Jessie Cave: De Hogwarts ao OnlyFans, a Carreira Inusitada de Lilá Brown</a></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>A herança de Manoel de Oliveira reinventada</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Mais do que um tributo,&nbsp;<em>Manoel</em>&nbsp;demonstra como a obra de um dos maiores cineastas portugueses continua a inspirar novas gerações de artistas. Ao juntar os universos da música eletrónica dos Sensible Soccers e o legado cinematográfico de Oliveira, a curta-metragem torna-se um retrato singular da capacidade de diálogo entre diferentes artes — e um lembrete de que o cinema português continua vivo, vibrante e surpreendente.</p>
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		<title>Luis Miguel Cintra revisita uma vida inteira no cinema num livro de memórias a apresentar no Porto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 07 Jun 2025 17:18:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[actores portugueses]]></category>
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		<category><![CDATA[Manoel de Oliveira]]></category>
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		<category><![CDATA[O Gebo e a Sombra]]></category>
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					<description><![CDATA[“Comentários a uma Filmografia” junta quase 100 filmes e um olhar íntimo sobre décadas de representação Há actores que atravessam o cinema como personagens.&#160;Luis Miguel Cintra atravessou-o como presença.&#160;Com voz, corpo e uma inteligência discreta mas marcante, tornou-se figura incontornável tanto no teatro como no grande ecrã. Agora, aos&#160;76 anos, o actor e encenador olha [&#8230;]]]></description>
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<h3 class="wp-block-heading"><strong>“Comentários a uma Filmografia” junta quase 100 filmes e um olhar íntimo sobre décadas de representação</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Há actores que atravessam o cinema como personagens.&nbsp;<strong>Luis Miguel Cintra atravessou-o como presença.</strong>&nbsp;Com voz, corpo e uma inteligência discreta mas marcante, tornou-se figura incontornável tanto no teatro como no grande ecrã. Agora, aos&nbsp;<strong>76 anos</strong>, o actor e encenador olha para trás e organiza essa travessia num livro que é, ao mesmo tempo,&nbsp;<strong>inventário e confissão</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ler também: <a href="https://www.clubedecinema.pt/martin-scorsese-revela-por-que-deixou-de-ir-ao-cinema-as-pessoas-estragam-a-experiencia/">Martin Scorsese revela por que deixou de ir ao cinema: “As pessoas estragam a experiência”</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>“Luis Miguel Cintra: Comentários a uma Filmografia”</strong>&nbsp;é lançado este mês pelas&nbsp;<strong>Edições Caminhos do Cinema Português</strong>&nbsp;e será apresentado&nbsp;<strong>no dia 12 de Junho, no Cinema Trindade, no Porto</strong>, com a exibição especial de&nbsp;<em>Uma Pedra no Bolso</em>&nbsp;(1988), de Joaquim Pinto — escolha pessoal do actor para assinalar o momento.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Uma filmografia, muitas memórias</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">O livro nasceu de um desafio lançado pelo festival&nbsp;<strong>Caminhos do Cinema Português</strong>, que em 2024 homenageou o actor com o&nbsp;<strong>Prémio Ethos</strong>. A proposta era simples: revisitar os muitos filmes em que participou. A resposta de Cintra foi tudo menos banal —&nbsp;<strong>comentou um por um, com lucidez, ironia e emoção.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">São quase&nbsp;<strong>100 filmes</strong>, entre 1970 e 2022, percorrendo colaborações com nomes como&nbsp;<strong>Manoel de Oliveira, Pedro Costa, Solveig Nordlund, Maria de Medeiros, Joaquim Pinto, Paulo Rocha, João César Monteiro</strong>, entre muitos outros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi precisamente com&nbsp;<strong>João César Monteiro</strong>&nbsp;que Cintra se estreou no cinema, em&nbsp;<em>Quem Espera por Sapatos de Defunto Morre Descalço</em>&nbsp;(1970). Na introdução ao texto sobre esse filme, escreve:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“Quando comecei foi quase por acaso. Mas nada é por acaso a não ser os desastres e o primeiro amor.”</p>
</blockquote>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Um livro entre o íntimo e o político</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Muito mais do que um exercício de memória,&nbsp;<strong>o livro revela-se uma viagem interior ao ofício da representação no cinema</strong>, feita por quem sempre assumiu que o seu lugar natural era o teatro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Luis Miguel Cintra escreve com gratidão, mas também com ironia e alguma mágoa. Sobre o seu percurso no cinema, observa:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“Serei talvez o actor que em Portugal não ganhou quase nada com os filmes, porque nunca recusei um papel por ganhar pouco ou nada, e recusei sempre qualquer papel na televisão.”</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Reflexões como esta pontuam o livro, que oscila entre o comentário técnico, o registo afectivo e a análise artística. Em&nbsp;<em>Peixe Lua</em>&nbsp;(2000), de José Álvaro Morais, por exemplo, lê-se:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“Marca a vida de uma pessoa fazer um filme assim (…) quase um filme de família com tantas histórias secretas.”</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">E quando escreve sobre&nbsp;<em>O Gebo e a Sombra</em>&nbsp;(2012), com&nbsp;<strong>Manoel de Oliveira</strong>, emociona:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“É um filme que surge na minha vida como uma incrível recompensa pela admiração e pela amizade incondicionais que para sempre associam o meu ofício de actor de cinema à sua obra.”</p>
</blockquote>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Uma vida contada em planos, falas e silêncios</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">O livro percorre não apenas as obras maiores, mas também momentos mais discretos — todos tratados com a mesma atenção. O tom, por vezes confessional, nunca cede ao sentimentalismo fácil. Em vez disso, temos&nbsp;<strong>um homem a pensar sobre o tempo, o trabalho e a memória</strong>, com a serenidade de quem sabe que o seu legado está construído não em prémios, mas em presenças.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No caso de&nbsp;<em>Capitães de Abril</em>&nbsp;(2000), de Maria de Medeiros, por exemplo, a memória do filme convoca a memória do próprio 25 de Abril. Cintra recorda-se de estar no Quartel do Carmo com o actor&nbsp;<strong>Luís Lucas</strong>, e escreve:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“Posso jurar que a atmosfera que se viveu não foi a de um doce e amável festejo com bandeirinhas. Nós estávamos cheios de medo de que aquilo não resultasse.”</p>
</blockquote>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Uma sessão para celebrar o cinema português… e um actor maior</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">A sessão de apresentação no&nbsp;<strong>Cinema Trindade</strong>, no&nbsp;<strong>dia 12 de Junho</strong>, é&nbsp;<strong>um momento para celebrar não só o livro, mas também a própria ideia de memória no cinema</strong>. Com a exibição de&nbsp;<em>Uma Pedra no Bolso</em>, de&nbsp;<strong>Joaquim Pinto</strong>, o evento recupera uma das muitas colaborações que marcaram o percurso de Cintra — um actor que, nas palavras de muitos, nunca fez um papel menor, mesmo quando o papel era pequeno.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O livro, segundo o próprio, “ficou uma espécie de livro de memórias, uma coisa meio sentimental da minha vida no cinema.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">ler também : <a href="https://www.clubedecinema.pt/cinema-portugues-em-queda-nas-bilheteiras-apenas-1-dos-espectadores-viu-filmes-nacionais-em-2025/">Cinema português em queda nas bilheteiras: apenas 1% dos espectadores viu filmes nacionais em 2025</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Felizmente para nós, ficou também um&nbsp;<strong>testemunho precioso de um dos maiores actores portugueses</strong>&nbsp;e do modo como viveu o cinema: com entrega, curiosidade e — acima de tudo — dignidade.</p>
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		<title>Portugal em destaque no Festival de Cinema de Guadalajara: mais de 30 filmes e homenagem a Maria de Medeiros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Jun 2025 14:25:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Nas Salas]]></category>
		<category><![CDATA[A fábrica de nada]]></category>
		<category><![CDATA[A Savana e a Montanha]]></category>
		<category><![CDATA[animação portuguesa]]></category>
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		<category><![CDATA[Os demónios do meu avô]]></category>
		<category><![CDATA[Pedro Costa]]></category>
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					<description><![CDATA[Do Douro ao México: celebração do cinema português na 40.ª edição do festival Portugal é o país convidado da&#160;40.ª edição do Festival Internacional de Cinema de Guadalajara, que arrancou esta sexta-feira no México. A presença lusa faz-se sentir em força, com&#160;mais de 30 filmes portugueses&#160;— dos clássicos à vanguarda contemporânea — e uma programação que [&#8230;]]]></description>
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<h3 class="wp-block-heading"><strong>Do Douro ao México: celebração do cinema português na 40.ª edição do festival</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Portugal é o país convidado da&nbsp;<strong>40.ª edição do Festival Internacional de Cinema de Guadalajara</strong>, que arrancou esta sexta-feira no México. A presença lusa faz-se sentir em força, com&nbsp;<strong>mais de 30 filmes portugueses</strong>&nbsp;— dos clássicos à vanguarda contemporânea — e uma programação que presta&nbsp;<strong>homenagem à atriz e realizadora Maria de Medeiros</strong>, uma das figuras mais internacionais da nossa cinematografia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A selecção inclui nomes incontornáveis como&nbsp;<strong>Pedro Costa, Manoel de Oliveira, José Álvaro Morais</strong>&nbsp;e obras de diferentes géneros e formatos, do&nbsp;<strong>documentário à ficção, da curta à longa-metragem</strong>, do&nbsp;<strong>cinema de autor à animação em stop-motion</strong>.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Uma homenagem justa a Maria de Medeiros</strong></h3>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="682" src="https://www.clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/06/250319_DOC.20230526.40855620.10655750-1024x682.jpg" alt="" class="wp-image-16625" srcset="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/06/250319_DOC.20230526.40855620.10655750-1024x682.jpg 1024w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/06/250319_DOC.20230526.40855620.10655750-300x200.jpg 300w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/06/250319_DOC.20230526.40855620.10655750-768x512.jpg 768w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/06/250319_DOC.20230526.40855620.10655750.jpg 1403w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">epa10655750 Maria de Medeiros arrives for the screening of &#8216;The Old Oak&#8217; during the 76th annual Cannes Film Festival, in Cannes, France, 26 May 2023. The movie is presented in the Official Competition of the festival which runs from 16 to 27 May.  EPA/GUILLAUME HORCAJUELO</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os destaques do festival está a&nbsp;<strong>homenagem a Maria de Medeiros</strong>, celebrando o seu percurso como atriz, realizadora e artista multifacetada. Serão exibidos filmes icónicos da sua carreira, como&nbsp;<em>Silvestre</em>, de João César Monteiro, onde protagonizou um dos seus primeiros papéis no cinema, e&nbsp;<em>Capitães de Abril</em>, a sua obra como realizadora que homenageia a Revolução dos Cravos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A homenagem é uma forma de sublinhar a ligação histórica e afectiva de Maria de Medeiros com o cinema europeu e internacional, bem como o seu papel de embaixadora cultural de Portugal no mundo.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Animação portuguesa também em destaque</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">O&nbsp;<strong>cinema de animação</strong>&nbsp;marca igualmente presença no festival, com&nbsp;<em>Os demónios do meu avô</em>, de&nbsp;<strong>Nuno Beato</strong>, a ser exibido acompanhado por uma&nbsp;<strong>exposição com miniaturas em stop-motion</strong>&nbsp;usadas na produção do filme — um raro vislumbre do processo criativo por detrás da técnica artesanal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O realizador&nbsp;<strong>João Gonzalez</strong>, autor do premiado&nbsp;<em>Ice Merchants</em>, dará ainda uma&nbsp;<strong>masterclasse</strong>&nbsp;sobre animação, contribuindo para o reconhecimento internacional da nova geração de animadores portugueses.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="869" height="458" src="https://www.clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/06/imagem-1-ice.jpg" alt="" class="wp-image-16626" srcset="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/06/imagem-1-ice.jpg 869w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/06/imagem-1-ice-300x158.jpg 300w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/06/imagem-1-ice-768x405.jpg 768w" sizes="(max-width: 869px) 100vw, 869px" /></figure>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Clássicos e novos olhares</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">A selecção de obras portuguesas inclui títulos fundamentais como&nbsp;<em>Maria do Mar</em>&nbsp;(1930), de Leitão de Barros, e&nbsp;<em>Trás-os-Montes</em>&nbsp;(1976), de António Reis e Margarida Cordeiro — ambos pilares históricos do nosso cinema.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas também há espaço para o contemporâneo com filmes como&nbsp;<em>A fábrica de nada</em>&nbsp;(Pedro Pinho),&nbsp;<em>As Fado Bicha</em>&nbsp;(Justine Lemahieu) e&nbsp;<em>A noite</em>&nbsp;(Regina Pessoa). O documentário&nbsp;<em>A Savana e a Montanha</em>, de&nbsp;<strong>Paulo Carneiro</strong>, que aborda a resistência à exploração de lítio em Covas do Barroso, está nomeado para o prémio de&nbsp;<strong>melhor longa-metragem documental ibero-americana</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outros filmes em competição incluem&nbsp;<em>Tardes de solidão</em>, do espanhol Albert Serra (coprodução portuguesa),&nbsp;<em>Ouro negro</em>, de Takashi Sugimoto (produzido por Uma Pedra no Sapato), e&nbsp;<em>Tapete voador</em>, curta-metragem de&nbsp;<strong>Justin Amorim</strong>&nbsp;baseada em casos reais de abuso sexual em Portugal.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Representação LGBT e consciência social</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Na secção&nbsp;<strong>Maguey</strong>, dedicada a narrativas LGBT, o filme&nbsp;<em>Duas vezes João Liberada</em>, de&nbsp;<strong>Paula Tomás Marques</strong>, traz à tela a história de uma figura ficcional perseguida pela Inquisição por transgredir as normas de género da época.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já&nbsp;<em>La memoria de las mariposas</em>, da peruana Tatiana Fuentes Sadowski, com coprodução portuguesa da Oublaum Filmes, está a concurso na categoria de&nbsp;<strong>cinema socioambiental</strong>, um tema cada vez mais presente nas preocupações dos festivais internacionais.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Um festival que celebra o passado, o presente e o futuro do cinema português</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Com esta programação vasta e eclética, o&nbsp;<strong>Festival de Guadalajara</strong>&nbsp;assume-se como uma montra de luxo para o cinema português, reconhecendo não só os mestres do passado como também as vozes emergentes de uma nova geração de criadores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A 40.ª edição do festival decorre até&nbsp;<strong>14 de Junho</strong>, e é, sem dúvida, um momento de celebração para todos os que acreditam na força transformadora do cinema português além-fronteiras.</p>
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