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	<title>magalhães lav diaz &#8211; Clube de Cinema</title>
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		<title>Estreias de 18 de Junho: a Pixar, o adeus de Hugh Jackman e muito cinema de autor</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 08:43:11 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[A Morte de Robin Hood]]></category>
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					<description><![CDATA[A quinta-feira traz uma das semanas mais variadas do ano às salas portuguesas. Há o regresso de uma das maiores marcas da animação, um épico de ação a despedir-se de um herói, terror irlandês com um rosto vindo da comédia, e um punhado de filmes de autor que vão da história de Portugal aos dramas [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">A quinta-feira traz uma das semanas mais variadas do ano às salas portuguesas. Há o regresso de uma das maiores marcas da animação, um épico de ação a despedir-se de um herói, terror irlandês com um rosto vindo da comédia, e um punhado de filmes de autor que vão da história de Portugal aos dramas familiares europeus. Oito estreias, para todos os gostos e todas as idades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Toy Story 5 é, à partida, a locomotiva da semana. Andrew Stanton assume a realização do quinto capítulo da saga que a Pixar abriu há trinta anos, e Tom Hanks, Tim Allen e Joan Cusack voltam a dar voz a Woody, Buzz e Jessie. Desta vez a ameaça à hora de brincar não vem de um brinquedo rival, mas da tecnologia, na forma da Lilypad, uma tablet com vontade própria a quem Greta Lee empresta a voz. O filme chega ainda com um chamariz extra para lá das crianças, uma canção original de Taylor Swift, intitulada &#8220;I Knew It, I Knew You&#8221;. São cento e dois minutos de aventura distribuídos pela NOS Audiovisuais, e a aposta segura para encher salas de famílias neste arranque de verão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Morte de Robin Hood joga noutro campeonato. Michael Sarnoski, o realizador de &#8220;Pig&#8221; e &#8220;Um Lugar Silencioso: Dia Um&#8221;, pega na figura do lendário fora da lei e leva-a para um território sombrio e adulto, com classificação para maiores e uma carga de violência que justifica o título. Hugh Jackman é um Robin Hood envelhecido e gravemente ferido, recolhido por uma mulher misteriosa interpretada por Jodie Comer, a Sister Brigid, enquanto Bill Skarsgård entra na pele de Little John. Produzido pela A24 e estreado no Festival de Sydney, o filme tem sido comparado ao desgaste físico e emocional que Jackman trouxe ao seu adeus a Wolverine em &#8220;Logan&#8221;. Quem procura um épico de ação com peso dramático, e não um conto de embalar, tem aqui o destaque da semana. Distribuição da NOS Audiovisuais, cento e vinte e três minutos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hokum &#8211; A Maldição Oculta é a estreia de terror, e das mais bem cotadas. O irlandês Damian McCarthy, que já tinha assustado meio mundo com &#8220;Oddity&#8221;, traz pela primeira vez um ator de Hollywood para o seu universo de casas isoladas e folclore celta. Adam Scott, que muitos conhecem de &#8220;Severance&#8221; mas que começou precisamente no terror, faz um escritor de histórias de medo que viaja até uma estalagem remota para espalhar as cinzas dos pais. No local, as lendas de uma bruxa que assombra a suite de lua de mel começam a infiltrar-se na sua cabeça, e o que parecia um luto torna-se um pesadelo. A crítica recebeu-o como um dos terrores mais eficazes do ano. Distribuição da Cinemundo, cento e sete minutos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Magalhães é, provavelmente, a estreia mais ambiciosa do lote, e a que carrega o ângulo mais português. Produção nacional da Rosa Filmes assinada pelo filipino Lav Diaz, mestre do chamado cinema lento, o filme tem Gael García Bernal no papel do navegador Fernão de Magalhães e estreou-se em competição no Festival de Cannes. Diaz não está interessado no retrato heroico do explorador, antes naquilo que a expansão portuguesa e espanhola deixou no seu rasto, dando voz aos povos indígenas e às mulheres apanhados pela máquina colonial. São cento e sessenta e três minutos exigentes, filmados com rigor pictórico, que pedem paciência mas recompensam quem se deixa levar. Não é um filme para todos, é um filme para quem quer ver uma das páginas da história nacional revista por um olhar de fora. Distribuição da Nitrato Filmes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por Mais Um Dia marca um momento curioso no cinema português, a estreia de Sónia Araújo como atriz de cinema. O rosto das manhãs da RTP dá corpo a Teresa, uma das personagens centrais deste drama escrito, realizado e montado por Miguel Babo, que também entra no elenco ao lado de Paula Sá, Hugo Nicolau, Miguel Borges e João Damasceno. A história segue um conjunto de personagens em momentos de rutura, quando percebem que nada é o que julgavam ser, e mistura leveza, humor e reflexão sobre a fragilidade da vida e a presença da morte. Para o público que acompanha a apresentadora há décadas, é motivo de curiosidade vê-la num registo totalmente diferente. Classificação para maiores de catorze.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Que é o Amor? é a comédia da semana, e vem de França com bons créditos. Fabien Gorgeart reúne Laure Calamy e Vincent Macaigne como um casal divorciado há muito que se vê obrigado a uma missão peculiar, provar perante a Igreja que o casamento nunca devia ter existido, para que ele possa voltar a casar pela religião. O que parecia uma formalidade transforma-se numa viagem a Roma, com filhos e novos companheiros a reboque, e com sentimentos que se julgavam apagados a regressar à superfície. O filme arrecadou o Grande Prémio do Festival de l&#8217;Alpe d&#8217;Huez e um prémio de interpretação para Calamy, e promete riso e ternura em doses equilibradas sobre as famílias recompostas. Distribuição da Outsider Films, cento e quarenta e oito minutos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cinco Segundos traz a Portugal o mais recente trabalho de Paolo Virzì, um dos nomes maiores do cinema italiano contemporâneo. Valerio Mastandrea é Adriano, um homem solitário e arredio que vive isolado numa antiga propriedade em ruínas, atormentado por um passado que não o larga. A chegada de um grupo de jovens decididos a recuperar as vinhas abandonadas, entre eles uma rapariga grávida vivida por Galatea Bellugi, perturba a sua rotina de silêncios e acaba por abrir uma brecha inesperada na sua couraça. É um drama sobre dor, paternidade e redenção, com Valeria Bruni Tedeschi em registo de apoio, que conquistou crítica e público em Itália. Distribuição da Leopardo Filmes, cento e cinco minutos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Duas Vezes João Liberada fecha a lista e é, talvez, a proposta mais arrojada. Primeira longa de Paula Tomás Marques, co-escrita com a atriz June João, foi o único título português em competição na Berlinale deste ano, na secção dedicada a estreantes. É um filme dentro de um filme, em que uma atriz trans protagoniza uma biografia sobre Liberada, uma dissidente de género perseguida pela Inquisição, e em que a produção entra em crise quando o realizador adoece misteriosamente. Rodado em película, a preto e branco e a cores, cruza passado e presente para refletir sobre como se contam, no cinema, as histórias que durante séculos ficaram de fora. Distribuição da Films4You, setenta minutos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">São, portanto, oito caminhos muito diferentes para entrar numa sala esta semana, do conforto da animação ao desconforto produtivo do cinema que faz pensar. Raramente uma quinta-feira ofereceu tanto ao mesmo tempo.</p>



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