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	<title>livro Luis Miguel Cintra &#8211; Clube de Cinema</title>
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	<title>livro Luis Miguel Cintra &#8211; Clube de Cinema</title>
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		<title>Luis Miguel Cintra revisita uma vida inteira no cinema num livro de memórias a apresentar no Porto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 07 Jun 2025 17:18:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
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					<description><![CDATA[“Comentários a uma Filmografia” junta quase 100 filmes e um olhar íntimo sobre décadas de representação Há actores que atravessam o cinema como personagens.&#160;Luis Miguel Cintra atravessou-o como presença.&#160;Com voz, corpo e uma inteligência discreta mas marcante, tornou-se figura incontornável tanto no teatro como no grande ecrã. Agora, aos&#160;76 anos, o actor e encenador olha [&#8230;]]]></description>
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<h3 class="wp-block-heading"><strong>“Comentários a uma Filmografia” junta quase 100 filmes e um olhar íntimo sobre décadas de representação</strong></h3>



<p>Há actores que atravessam o cinema como personagens.&nbsp;<strong>Luis Miguel Cintra atravessou-o como presença.</strong>&nbsp;Com voz, corpo e uma inteligência discreta mas marcante, tornou-se figura incontornável tanto no teatro como no grande ecrã. Agora, aos&nbsp;<strong>76 anos</strong>, o actor e encenador olha para trás e organiza essa travessia num livro que é, ao mesmo tempo,&nbsp;<strong>inventário e confissão</strong>.</p>



<p>ler também: <a href="https://www.clubedecinema.pt/martin-scorsese-revela-por-que-deixou-de-ir-ao-cinema-as-pessoas-estragam-a-experiencia/">Martin Scorsese revela por que deixou de ir ao cinema: “As pessoas estragam a experiência”</a></p>



<p><strong>“Luis Miguel Cintra: Comentários a uma Filmografia”</strong>&nbsp;é lançado este mês pelas&nbsp;<strong>Edições Caminhos do Cinema Português</strong>&nbsp;e será apresentado&nbsp;<strong>no dia 12 de Junho, no Cinema Trindade, no Porto</strong>, com a exibição especial de&nbsp;<em>Uma Pedra no Bolso</em>&nbsp;(1988), de Joaquim Pinto — escolha pessoal do actor para assinalar o momento.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Uma filmografia, muitas memórias</strong></h3>



<p>O livro nasceu de um desafio lançado pelo festival&nbsp;<strong>Caminhos do Cinema Português</strong>, que em 2024 homenageou o actor com o&nbsp;<strong>Prémio Ethos</strong>. A proposta era simples: revisitar os muitos filmes em que participou. A resposta de Cintra foi tudo menos banal —&nbsp;<strong>comentou um por um, com lucidez, ironia e emoção.</strong></p>



<p>São quase&nbsp;<strong>100 filmes</strong>, entre 1970 e 2022, percorrendo colaborações com nomes como&nbsp;<strong>Manoel de Oliveira, Pedro Costa, Solveig Nordlund, Maria de Medeiros, Joaquim Pinto, Paulo Rocha, João César Monteiro</strong>, entre muitos outros.</p>



<p>Foi precisamente com&nbsp;<strong>João César Monteiro</strong>&nbsp;que Cintra se estreou no cinema, em&nbsp;<em>Quem Espera por Sapatos de Defunto Morre Descalço</em>&nbsp;(1970). Na introdução ao texto sobre esse filme, escreve:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Quando comecei foi quase por acaso. Mas nada é por acaso a não ser os desastres e o primeiro amor.”</p>
</blockquote>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Um livro entre o íntimo e o político</strong></h3>



<p>Muito mais do que um exercício de memória,&nbsp;<strong>o livro revela-se uma viagem interior ao ofício da representação no cinema</strong>, feita por quem sempre assumiu que o seu lugar natural era o teatro.</p>



<p>Luis Miguel Cintra escreve com gratidão, mas também com ironia e alguma mágoa. Sobre o seu percurso no cinema, observa:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Serei talvez o actor que em Portugal não ganhou quase nada com os filmes, porque nunca recusei um papel por ganhar pouco ou nada, e recusei sempre qualquer papel na televisão.”</p>
</blockquote>



<p>Reflexões como esta pontuam o livro, que oscila entre o comentário técnico, o registo afectivo e a análise artística. Em&nbsp;<em>Peixe Lua</em>&nbsp;(2000), de José Álvaro Morais, por exemplo, lê-se:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Marca a vida de uma pessoa fazer um filme assim (…) quase um filme de família com tantas histórias secretas.”</p>
</blockquote>



<p>E quando escreve sobre&nbsp;<em>O Gebo e a Sombra</em>&nbsp;(2012), com&nbsp;<strong>Manoel de Oliveira</strong>, emociona:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“É um filme que surge na minha vida como uma incrível recompensa pela admiração e pela amizade incondicionais que para sempre associam o meu ofício de actor de cinema à sua obra.”</p>
</blockquote>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Uma vida contada em planos, falas e silêncios</strong></h3>



<p>O livro percorre não apenas as obras maiores, mas também momentos mais discretos — todos tratados com a mesma atenção. O tom, por vezes confessional, nunca cede ao sentimentalismo fácil. Em vez disso, temos&nbsp;<strong>um homem a pensar sobre o tempo, o trabalho e a memória</strong>, com a serenidade de quem sabe que o seu legado está construído não em prémios, mas em presenças.</p>



<p>No caso de&nbsp;<em>Capitães de Abril</em>&nbsp;(2000), de Maria de Medeiros, por exemplo, a memória do filme convoca a memória do próprio 25 de Abril. Cintra recorda-se de estar no Quartel do Carmo com o actor&nbsp;<strong>Luís Lucas</strong>, e escreve:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Posso jurar que a atmosfera que se viveu não foi a de um doce e amável festejo com bandeirinhas. Nós estávamos cheios de medo de que aquilo não resultasse.”</p>
</blockquote>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Uma sessão para celebrar o cinema português… e um actor maior</strong></h3>



<p>A sessão de apresentação no&nbsp;<strong>Cinema Trindade</strong>, no&nbsp;<strong>dia 12 de Junho</strong>, é&nbsp;<strong>um momento para celebrar não só o livro, mas também a própria ideia de memória no cinema</strong>. Com a exibição de&nbsp;<em>Uma Pedra no Bolso</em>, de&nbsp;<strong>Joaquim Pinto</strong>, o evento recupera uma das muitas colaborações que marcaram o percurso de Cintra — um actor que, nas palavras de muitos, nunca fez um papel menor, mesmo quando o papel era pequeno.</p>



<p>O livro, segundo o próprio, “ficou uma espécie de livro de memórias, uma coisa meio sentimental da minha vida no cinema.”</p>



<p>ler também : <a href="https://www.clubedecinema.pt/cinema-portugues-em-queda-nas-bilheteiras-apenas-1-dos-espectadores-viu-filmes-nacionais-em-2025/">Cinema português em queda nas bilheteiras: apenas 1% dos espectadores viu filmes nacionais em 2025</a></p>



<p>Felizmente para nós, ficou também um&nbsp;<strong>testemunho precioso de um dos maiores actores portugueses</strong>&nbsp;e do modo como viveu o cinema: com entrega, curiosidade e — acima de tudo — dignidade.</p>
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