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	<title>Libuše Jarcovjáková &#8211; Clube de Cinema</title>
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		<title>A câmara como arma de liberdade: dois documentários imperdíveis no TVCine Edition</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Dec 2025 18:26:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Em Casa]]></category>
		<category><![CDATA[Canais TV Cine]]></category>
		<category><![CDATA[apartheid fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[cinema documental]]></category>
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					<description><![CDATA[Retratos do Mundo fecha o ano com fotografia, resistência e memória Para fechar 2025 e abrir 2026 com propósito, o&#160;TVCine Edition&#160;propõe uma dupla de documentários que usa a fotografia como acto político, gesto íntimo e ferramenta de sobrevivência.&#160;“Retratos do Mundo”&#160;junta duas obras distintas, mas profundamente ligadas pela urgência de olhar o real sem filtros:&#160;Eu Não Sou [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>Retratos do Mundo fecha o ano com fotografia, resistência e memória</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para fechar 2025 e abrir 2026 com propósito, o&nbsp;<a href="chatgpt://generic-entity?number=0"><strong>TVCine Edition</strong></a>&nbsp;propõe uma dupla de documentários que usa a fotografia como acto político, gesto íntimo e ferramenta de sobrevivência.&nbsp;<strong>“Retratos do Mundo”</strong>&nbsp;junta duas obras distintas, mas profundamente ligadas pela urgência de olhar o real sem filtros:&nbsp;<a href="chatgpt://generic-entity?number=1"><em>Eu Não Sou Tudo o Que Quero Ser</em></a>&nbsp;e&nbsp;<a href="chatgpt://generic-entity?number=2"><em>Ernest Cole: Perdido e Achado</em></a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As exibições acontecem em&nbsp;<strong>exclusivo</strong>&nbsp;nos dias&nbsp;<strong>28 de Dezembro</strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>4 de Janeiro</strong>, sempre às&nbsp;<strong>22h00</strong>, no TVCine Edition e no&nbsp;<a href="chatgpt://generic-entity?number=3"><strong>TVCine+</strong></a>. Dois filmes, dois retratos de artistas subversivos, duas formas de usar a câmara como instrumento de liberdade.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><a href="https://clubedecinema.pt/um-filme-pode-travar-uma-carreira-o-caso-singular-de-dane-dehaan-em-hollywood/"></a><a href="https://clubedecinema.pt/o-destino-do-mundo-esta-em-jogo-missao-impossivel-chega-a-televisao-portuguesa-ajuste-de-contas/">O destino do mundo está em jogo:&nbsp;Missão: Impossível – &nbsp;chega à televisão portuguesa – Ajuste de Contas</a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Libuše Jarcovjáková: identidade, desejo e resistência</strong></h2>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="787" height="1024" src="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/12/39343-photo-787x1024.jpg" alt="" class="wp-image-22499" srcset="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/12/39343-photo-787x1024.jpg 787w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/12/39343-photo-231x300.jpg 231w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/12/39343-photo-768x1000.jpg 768w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/12/39343-photo-1180x1536.jpg 1180w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/12/39343-photo-1574x2048.jpg 1574w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/12/39343-photo.jpg 1844w" sizes="(max-width: 787px) 100vw, 787px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O primeiro documentário,&nbsp;<em>Eu Não Sou Tudo o Que Quero Ser</em>, exibido a&nbsp;<strong>28 de Dezembro</strong>, centra-se na fotógrafa checa&nbsp;<strong>Libuše Jarcovjáková</strong>, frequentemente descrita como a “Nan Goldin da Checoslováquia”. A comparação não é gratuita. Tal como Goldin, Jarcovjáková usou a fotografia para documentar margens, corpos, noites e identidades fora da norma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Situado num contexto político sufocante, após a Primavera de Praga de 1968, o filme constrói-se a partir das próprias fotografias da artista, cruzadas com excertos dos seus diários pessoais. O resultado é um retrato profundamente íntimo de uma mulher em permanente busca: de identidade, de liberdade artística, do conhecimento do próprio corpo e da descoberta da sexualidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A narrativa acompanha a sua passagem por&nbsp;<strong>Praga</strong>, a ida para&nbsp;<strong>Berlim Ocidental</strong>, a fuga para&nbsp;<strong>Tóquio</strong>&nbsp;e o regresso à Europa, sempre com a sensação de deslocação e inconformismo. Realizado em colaboração com a cineasta&nbsp;<strong>Klára Tasovská</strong>, o documentário esteve em competição no Festival de Berlim e abriu a edição de 2024 do&nbsp;<strong><a href="https://indielisboa.com" data-type="link" data-id="https://indielisboa.com" target="_blank" rel="noopener">IndieLisboa</a></strong>, afirmando-se como uma das obras documentais mais relevantes do ano.&nbsp;&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Ernest Cole: fotografar contra o silêncio do mundo</strong></h2>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img decoding="async" width="720" height="480" src="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/12/ErnestCole.jpg" alt="" class="wp-image-22500" style="aspect-ratio:1.5000151602437768;width:821px;height:auto" srcset="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/12/ErnestCole.jpg 720w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/12/ErnestCole-300x200.jpg 300w" sizes="(max-width: 720px) 100vw, 720px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Uma semana depois, a&nbsp;<strong>4 de Janeiro</strong>, é exibido&nbsp;<em>Ernest Cole: Perdido e Achado</em>, dedicado ao fotógrafo sul-africano&nbsp;<strong>Ernest Col</strong><a href="chatgpt://generic-entity?number=7"><strong>e</strong></a>, uma figura central na denúncia internacional do apartheid.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cole foi o primeiro fotógrafo a expor, de forma sistemática, os horrores do regime sul-africano a um público global. O seu livro&nbsp;<em>House of Bondage</em>, publicado em 1967 quando tinha apenas 27 anos, teve um impacto sísmico — e um custo pessoal elevado. O fotógrafo foi forçado ao exílio, vivendo entre Nova Iorque e várias cidades europeias, sem nunca conseguir verdadeiramente integrar-se.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O documentário é realizado por&nbsp;<strong>Raoul Peck</strong>, cineasta conhecido pelo seu olhar político rigoroso. Peck constrói um retrato marcado pela inquietação, pela raiva contida e pela frustração de um artista que assistiu, dia após dia, ao silêncio — ou à cumplicidade — do mundo ocidental perante o apartheid. Mais do que um filme biográfico, trata-se de uma reflexão sobre o preço de dizer a verdade quando essa verdade é incómoda.&nbsp;&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Dois filmes, uma mesma urgência</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de contextos históricos e estéticos distintos, os dois documentários dialogam entre si de forma poderosa. Ambos mostram artistas que recusaram acomodar-se, que usaram a imagem para desafiar sistemas opressivos — fossem eles políticos, sociais ou morais.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><a href="https://clubedecinema.pt/2025/12/"><br /></a><a href="https://clubedecinema.pt/tvcine-prepara-dois-dias-de-cinema-em-festa-assim-vai-ser-a-programacao-especial-de-natal-%f0%9f%8e%84%f0%9f%8e%ac/">TVCine Prepara Dois Dias de Cinema em Festa: Assim Vai Ser a Programação Especial de Natal&nbsp;</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Retratos do Mundo</em>&nbsp;não é apenas uma programação temática. É um lembrete de que a fotografia pode ser mais do que arte ou memória: pode ser resistência activa, denúncia e libertação pessoal. Uma dupla essencial para quem acredita que o cinema documental continua a ser um dos espaços mais vivos da criação contemporânea.</p>
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