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	<title>Lavagante &#8211; Clube de Cinema</title>
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		<title>“Lavagante”: Cardoso Pires, António-Pedro Vasconcelos e Mário Barroso unidos no cinema 🦞🎬</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Oct 2025 12:50:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[António-Pedro Vasconcelos]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema Português]]></category>
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		<category><![CDATA[ditadura Estado Novo]]></category>
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					<description><![CDATA[Do livro ao grande ecrã Chega esta quinta-feira às salas portuguesas&#160;“Lavagante”, adaptação da novela de&#160;José Cardoso Pires&#160;publicada nos anos 60, ambientada num Portugal marcado pela ditadura e pela repressão do Estado Novo. O projeto começou pelas mãos de&#160;António-Pedro Vasconcelos, que escreveu o argumento antes da sua morte em 2024, e foi concluído pelo produtor&#160;Paulo Branco&#160;e [&#8230;]]]></description>
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<h2 class="wp-block-heading"><strong>Do livro ao grande ecrã</strong></h2>



<p>Chega esta quinta-feira às salas portuguesas&nbsp;<strong>“Lavagante”</strong>, adaptação da novela de&nbsp;<strong>José Cardoso Pires</strong>&nbsp;publicada nos anos 60, ambientada num Portugal marcado pela ditadura e pela repressão do Estado Novo. O projeto começou pelas mãos de&nbsp;<strong>António-Pedro Vasconcelos</strong>, que escreveu o argumento antes da sua morte em 2024, e foi concluído pelo produtor&nbsp;<strong>Paulo Branco</strong>&nbsp;e pelo realizador&nbsp;<strong>Mário Barroso</strong>, que assumiu o desafio de dar forma ao último sonho cinematográfico do colega e amigo.</p>



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<p>Barroso, de 78 anos, sublinha que se tratou de “um filme de passagem de testemunho”, onde coexistem três vozes: a do escritor, a do argumentista e a do realizador.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Uma história de sedução e opressão</strong></h2>



<p>No centro do enredo está a relação ambígua entre&nbsp;<strong>Cecília</strong>&nbsp;(Júlia Palha), jovem estudante universitária, e&nbsp;<strong>Daniel</strong>&nbsp;(Francisco Froes), médico de simpatias democráticas. À sua volta orbitam figuras que espelham o ambiente opressivo da época:&nbsp;<strong>Zé</strong>(Nuno Lopes), jornalista e amigo de Daniel, e sobretudo&nbsp;<strong>Salaviza</strong>&nbsp;(Diogo Infante), inspetor da PIDE obcecado por Cecília desde a adolescência, determinado a transformá-la em posse.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://www.clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/10/img_1500x1000uu2025-09-30-21-15-56-2238624.jpg-1024x683.webp" alt="" class="wp-image-20107" srcset="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/10/img_1500x1000uu2025-09-30-21-15-56-2238624.jpg-1024x683.webp 1024w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/10/img_1500x1000uu2025-09-30-21-15-56-2238624.jpg-300x200.webp 300w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/10/img_1500x1000uu2025-09-30-21-15-56-2238624.jpg-768x512.webp 768w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/10/img_1500x1000uu2025-09-30-21-15-56-2238624.jpg.webp 1500w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>ver também : <a href="https://www.clubedecinema.pt/bill-burr-defende-atuacao-no-polemico-festival-de-comedia-de-riade-%f0%9f%8e%a4%f0%9f%87%b8%f0%9f%87%a6/">Bill Burr defende atuação no polémico Festival de Comédia de Riade <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f3a4.png" alt="🎤" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f1f8-1f1e6.png" alt="🇸🇦" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></a></p>



<p>O romance íntimo e claustrofóbico acontece em paralelo com a repressão política, criando um retrato simultaneamente íntimo e histórico de uma Lisboa sufocada pelo medo e pela vigilância.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Estética em preto e branco</strong></h2>



<p>Uma das opções mais marcantes de Mário Barroso foi filmar&nbsp;<strong>a preto e branco</strong>, evocando tanto os clássicos americanos dos anos 40 e 50 como a nouvelle vague francesa. Mais do que uma escolha estética, foi um gesto ideológico, refletindo o ambiente sombrio e cinzento de uma geração que cresceu sob ditadura.</p>



<p>“Não queria carregar num botão e transformar a imagem em preto e branco. Iluminei o filme para esse propósito desde o início”, explicou o realizador, acrescentando que procurou transmitir não apenas a memória visual da época, mas também a sensação de opressão que dominava o quotidiano.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Júlia Palha em destaque</strong></h2>



<p>Mário Barroso elogiou abertamente a entrega de&nbsp;<strong>Júlia Palha</strong>, com quem já tinha trabalhado em&nbsp;<em>Ordem Moral</em>&nbsp;(2020). Contra preconceitos ainda enraizados sobre atores televisivos, o realizador descreveu a atriz como “inteligente, disponível e muito capaz”, sublinhando a paciência e dedicação demonstradas durante a rodagem.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Um filme com memória e urgência</strong></h2>



<p>Mais do que um romance,&nbsp;<em>Lavagante</em>&nbsp;surge como&nbsp;<strong>alerta político e histórico</strong>. Para António-Pedro Vasconcelos, o projeto tinha uma dimensão pedagógica: recordar às gerações mais jovens os anos de ditadura, muitas vezes reduzidos a uma vaga ideia de “país cinzento”.</p>



<p>Essa missão foi também assumida por Mário Barroso:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“As gerações atuais não podem imaginar o que foi viver durante 48 anos em ditadura. O António tinha essa preocupação, e eu partilho-a. Com o rumo que as coisas estão a tomar, faz-me confusão ver tanta gente a sentir esta atração pelo abismo.”</p>
</blockquote>



<p>ver também : <a href="https://www.clubedecinema.pt/atriz-virtual-criada-por-inteligencia-artificial-gera-polemica-em-hollywood-%f0%9f%8e%ad%f0%9f%a4%96/">Atriz Virtual Criada por Inteligência Artificial Gera Polémica em Hollywood <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f3ad.png" alt="🎭" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f916.png" alt="🤖" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Um testamento cinematográfico</strong></h2>



<p>“Lavagante” não é apenas a adaptação de Cardoso Pires. É também o filme derradeiro de António-Pedro Vasconcelos e uma obra de homenagem à memória de uma época que não deve ser esquecida. Entre romance, política e a melancolia de um país reprimido, o filme chega agora ao público como uma poderosa reflexão sobre liberdade, desejo e memória coletiva.</p>
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