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	<title>L’Attentat filme &#8211; Clube de Cinema</title>
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		<title>Morreu Yves Boisset: o Realizador Francês que Fez do Cinema uma Arma Política</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Apr 2025 08:58:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[No Meio]]></category>
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					<description><![CDATA[🎬&#160;Yves Boisset, um dos mais combativos e politicamente comprometidos realizadores do cinema francês do século XX, morreu aos 86 anos, deixando para trás uma carreira que misturou cinema de género com denúncia social de forma destemida e nada convencional. ver também: “Isto Acaba Aqui”: o drama romântico que está a dar que falar estreia nos [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph"><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f3ac.png" alt="🎬" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" />&nbsp;<strong>Yves Boisset</strong>, um dos mais combativos e politicamente comprometidos realizadores do cinema francês do século XX, morreu aos 86 anos, deixando para trás uma carreira que misturou cinema de género com denúncia social de forma destemida e nada convencional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ver também: <a href="https://www.clubedecinema.pt/isto-acaba-aqui-o-drama-romantico-que-esta-a-dar-que-falar-estreia-nos-tvcine/">“Isto Acaba Aqui”: o drama romântico que está a dar que falar estreia nos TVCine</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">O cineasta faleceu esta segunda-feira, após vários dias internado no hospital franco-britânico de Levallois-Perret. Foi a própria família que anunciou a sua morte, encerrando assim um capítulo importante da história do cinema europeu — daqueles que nunca teve medo de incomodar os poderosos.</p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="863" height="1024" src="https://www.clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/04/image-w856.jpg-863x1024.webp" alt="" class="wp-image-14354" srcset="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/04/image-w856.jpg-863x1024.webp 863w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/04/image-w856.jpg-253x300.webp 253w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/04/image-w856.jpg-768x911.webp 768w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/04/image-w856.jpg.webp 1280w" sizes="(max-width: 863px) 100vw, 863px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f9e8.png" alt="🧨" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> Cinema a estourar com política</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Se o cinema fosse um ringue de boxe ideológico, Yves Boisset teria saído de lá sempre com sangue no nariz… mas sem nunca abandonar a luta. Ficou especialmente conhecido nos anos 70, década onde assinou algumas das suas obras mais marcantes, sempre com uma lupa apontada para os podres da sociedade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos seus filmes mais emblemáticos é&nbsp;<em>Dupont Lajoie</em>&nbsp;(1975), que por cá chegou com o sugestivo título&nbsp;<em>Férias Violentas</em>. Baseado em crimes reais com motivações racistas, o filme chocou, dividiu opiniões e até provocou ameaças durante as filmagens. Mas ganhou o Prémio Especial do Júri no Festival de Berlim e entrou directamente para a história do cinema político europeu.</p>



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<p class="wp-block-paragraph"><strong><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f575-fe0f-200d-2642-fe0f.png" alt="🕵️‍♂️" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> Terrorismo, colonialismo e… Schwarzenegger?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro murro no estômago foi&nbsp;<em>L’Attentat</em>&nbsp;(<em>O Atentado</em>, 1972), sobre o assassínio do opositor marroquino Mehdi Ben Barka, com Jean-Louis Trintignant. E em&nbsp;<em>R.A.S.</em>&nbsp;(1973), Boisset foi um dos primeiros a tocar no tema ainda sensível da Guerra da Argélia. A extrema-direita não perdoou e as autoridades censuraram várias cenas. Nada mal para um cinema que “não tem nada a relatar” (como ironizava o título original).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas nem tudo foi polémica política. Boisset também venceu… Hollywood! Em 1983, lançou&nbsp;<em>Le prix du danger</em>&nbsp;(<em>O Preço do Escândalo</em>), um thriller distópico sobre um jogo televisivo onde pessoas comuns lutam até à morte. Soa familiar? Pois, o senhor Arnold Schwarzenegger e a 20th Century Fox acharam que era uma boa ideia fazer&nbsp;<em>The Running Man</em>&nbsp;(<em>O Gladiador</em>, 1987) — e Boisset ganhou um processo por plágio. Touché.</p>



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<p class="wp-block-paragraph"><strong><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f3a5.png" alt="🎥" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> Entre espiões, guerra e televisão</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Boisset não parou nos anos 80, onde dirigiu nomes como Lino Ventura (<em>O Regresso do Espião</em>), Lee Marvin (<em>Ventos de Violência</em>) e Lambert Wilson (<em>Bleu comme l’enfer</em>). E ainda encontrou tempo para um raro momento de delicadeza com&nbsp;<em>Um Táxi Cor de Malva</em>&nbsp;(1977), com Philippe Noiret e Charlotte Rampling.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cansado dos constantes entraves no cinema, virou-se para a televisão nos anos 90, mas sem abdicar do olhar crítico. Destaque para&nbsp;<em>L’Affaire Seznec</em>,&nbsp;<em>L’Affaire Dreyfus</em>&nbsp;e&nbsp;<em>Le Pantalon</em>, que mostravam o mesmo compromisso social com outros meios.</p>



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<p class="wp-block-paragraph"><strong><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f4da.png" alt="📚" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> “A vida é uma escolha”</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="1000" height="668" src="https://www.clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/04/MV5BOWY0OGJmZTYtZDMzOS00ZGQ2LTlhYTEtYzc3MDJmOGI3ZTZkXkEyXkFqcGc@._V1_FMjpg_UX1000_.jpg" alt="" class="wp-image-14355" srcset="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/04/MV5BOWY0OGJmZTYtZDMzOS00ZGQ2LTlhYTEtYzc3MDJmOGI3ZTZkXkEyXkFqcGc@._V1_FMjpg_UX1000_.jpg 1000w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/04/MV5BOWY0OGJmZTYtZDMzOS00ZGQ2LTlhYTEtYzc3MDJmOGI3ZTZkXkEyXkFqcGc@._V1_FMjpg_UX1000_-300x200.jpg 300w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/04/MV5BOWY0OGJmZTYtZDMzOS00ZGQ2LTlhYTEtYzc3MDJmOGI3ZTZkXkEyXkFqcGc@._V1_FMjpg_UX1000_-768x513.jpg 768w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Assim se chamava a autobiografia que lançou em 2011 —&nbsp;<em>La vie est un choix</em>. Um título que diz tudo sobre quem foi Yves Boisset: um homem que escolheu o cinema como campo de batalha, mas também como espelho desconfortável da sociedade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ver também : <a href="https://www.clubedecinema.pt/%f0%9f%8e%ac-a-working-man-chega-ve-e-vence-jason-statham-da-tareia-a-branca-de-neve-nas-bilheteiras/"><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f3ac.png" alt="🎬" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> A Working Man Chega, Vê e Vence: Jason Statham Dá Tareia à Branca de Neve nas Bilheteiras</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nunca foi o favorito da crítica mais conservadora, nunca foi simpático para os poderes instituídos, e provavelmente é por isso que hoje vale a pena lembrar o seu nome.&nbsp;<strong>Yves Boisset não fazia filmes para nos adormecer — fazia filmes para nos acordar.</strong></p>
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