<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>José Mário Branco banda sonora &#8211; Clube de Cinema</title>
	<atom:link href="https://clubedecinema.pt/tag/jose-mario-branco-banda-sonora/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://clubedecinema.pt</link>
	<description>Vá lá! Façam Fitas!</description>
	<lastBuildDate>Mon, 02 Jun 2025 14:41:57 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-PT</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0</generator>

<image>
	<url>https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2024/07/cropped-clubedecinemalogo-32x32.jpg</url>
	<title>José Mário Branco banda sonora &#8211; Clube de Cinema</title>
	<link>https://clubedecinema.pt</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>“O cinema português está a morrer”: Vicente Alves do Ó fala sem rodeios sobre o estado do cinema nacional 🎬🇵🇹</title>
		<link>https://clubedecinema.pt/o-cinema-portugues-esta-a-morrer-vicente-alves-do-o-fala-sem-rodeios-sobre-o-estado-do-cinema-nacional-%f0%9f%8e%ac%f0%9f%87%b5%f0%9f%87%b9/</link>
					<comments>https://clubedecinema.pt/o-cinema-portugues-esta-a-morrer-vicente-alves-do-o-fala-sem-rodeios-sobre-o-estado-do-cinema-nacional-%f0%9f%8e%ac%f0%9f%87%b5%f0%9f%87%b9/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Jun 2025 14:38:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[No Meio]]></category>
		<category><![CDATA[As Pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[Ana Guiomar]]></category>
		<category><![CDATA[cinema português 2024]]></category>
		<category><![CDATA[cinema português está a morrer]]></category>
		<category><![CDATA[crítica ao ICA]]></category>
		<category><![CDATA[Diogo Branco]]></category>
		<category><![CDATA[filme Portugueses]]></category>
		<category><![CDATA[história de Portugal em cinema]]></category>
		<category><![CDATA[José Mário Branco banda sonora]]></category>
		<category><![CDATA[musical português]]></category>
		<category><![CDATA[Vicente Alves do Ó]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.clubedecinema.pt/?p=16440</guid>

					<description><![CDATA[Realizador estreia Portugueses, um musical sobre meio século de História — e critica uma indústria que “não fala das pessoas” nem as leva ao cinema ver também : Lady Gaga entra em Wednesday: “Aqui jaz a rainha dos monstros” 🦇⚰️ Vicente Alves do Ó&#160;não tem papas na língua. A propósito da estreia de&#160;Portugueses, o seu mais recente [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Realizador estreia Portugueses, um musical sobre meio século de História — e critica uma indústria que “não fala das pessoas” nem as leva ao cinema</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">ver também :  <a href="https://www.clubedecinema.pt/lady-gaga-entra-em-wednesday-aqui-jaz-a-rainha-dos-monstros-%f0%9f%a6%87%e2%9a%b0%ef%b8%8f/">Lady Gaga entra em Wednesday: “Aqui jaz a rainha dos monstros” <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f987.png" alt="🦇" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/26b0.png" alt="⚰" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Vicente Alves do Ó</strong>&nbsp;não tem papas na língua. A propósito da estreia de&nbsp;<em>Portugueses</em>, o seu mais recente filme — que chega às salas esta quinta-feira —, o realizador lançou duras críticas ao estado actual do cinema português, apontando a falta de identificação do público com as histórias que vê no grande ecrã.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“As pessoas vão ao cinema e não se reveem. Se calhar é por isso que não têm interesse nenhum em ver os filmes. Não veem as suas histórias, não veem as suas realidades”, afirmou em entrevista à agência Lusa.</p>
</blockquote>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Portugueses: um musical sobre nós — com tudo o que nos dói e orgulha</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">O novo filme de Vicente Alves do Ó é descrito como um&nbsp;<strong>musical épico e político</strong>, que atravessa a História recente de Portugal entre&nbsp;<strong>1971 e 1974</strong>, desde os últimos anos da ditadura até aos primeiros passos da democracia. A narrativa é construída a partir de&nbsp;<strong>múltiplos retratos humanos</strong>, compondo um verdadeiro&nbsp;<strong>mosaico social e cultural do país</strong>&nbsp;— sempre com música à mistura.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“O filme é como uma corrida de estafeta. Passam-se testemunhos entre classes, opiniões, personagens diferentes. No fundo, conto uma só história: a de um povo inteiro”, explica o realizador.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Com&nbsp;<strong>mais de 50 actores</strong>&nbsp;em cena — entre os quais&nbsp;<strong>Diogo Branco, Rita Durão, Tomás Alves, Ana Guiomar, Sandra Faleiro e Rui Melo</strong>&nbsp;—,&nbsp;<em>Portugueses</em>&nbsp;mistura personagens anónimas com figuras históricas como&nbsp;<strong>Celeste Caeiro</strong>&nbsp;ou&nbsp;<strong>Catarina Eufémia</strong>. A banda sonora, com temas de&nbsp;<strong>Zeca Afonso</strong>,&nbsp;<strong>José Mário Branco</strong>,&nbsp;<strong>Fausto</strong>,&nbsp;<strong>Fernando Tordo</strong>&nbsp;ou&nbsp;<strong>Sérgio Godinho</strong>, acompanha a acção com peso emocional e memória política.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>“O cinema não transforma, nem diverte”</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Para Vicente Alves do Ó, o maior problema é de base:&nbsp;<strong>o cinema português deixou de ser espelho da sociedade</strong>.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“Claramente temos de voltar a pôr as pessoas diante de si próprias”, afirma. “As pessoas não se identificam com o que estão a ver. Aquilo não as transforma. Nem sequer as diverte.”</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">O realizador lamenta ainda o impacto da pandemia e a explosão do streaming, que aceleraram a&nbsp;<strong>desertificação das salas de cinema</strong>. Em 2024, o cinema português estreou&nbsp;<strong>62 filmes</strong>, com apenas&nbsp;<strong>4,5% da quota de mercado</strong>&nbsp;em espectadores, segundo os dados do ICA. Um sintoma, para Alves do Ó, de que o sector está “a morrer”.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>A luta constante pelo financiamento e pela sobrevivência</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de contar com mais de&nbsp;<strong>25 anos de carreira</strong>, Vicente Alves do Ó diz sentir-se sempre como se estivesse a começar do zero.&nbsp;<em>Portugueses</em>, por exemplo, só conseguiu financiamento do ICA&nbsp;<strong>à terceira tentativa</strong>.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“Nunca fui a Cannes, Berlim ou Veneza. E cada vez que volto a concorrer ao ICA, é como se estivesse a recomeçar. A minha mais-valia não sou eu — é apenas o projecto em si.”</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">O realizador destaca o sistema competitivo dos apoios públicos, onde são escolhidos apenas 3 ou 4 filmes entre dezenas de candidaturas — e onde, segundo ele, <strong>quem tem passagem por grandes festivais parte sempre à frente</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ver também: <a href="https://www.clubedecinema.pt/tudo-o-que-imaginamos-como-luz-o-fenomeno-de-cannes-chega-aos-canais-tvcine-%e2%9c%a8%f0%9f%93%ba/">Tudo o Que Imaginamos Como Luz: o fenómeno de Cannes chega aos Canais TVCine <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/2728.png" alt="✨" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f4fa.png" alt="📺" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Portugueses</em> estreia como um grito de revolta, mas também como um acto de amor — ao país, à sua história e às pessoas comuns. Vicente Alves do Ó faz cinema para <strong>salas cheias</strong>, mas sabe que a luta é desigual. E não se escusa de o dizer em voz alta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto muitos se acomodam, ele insiste: o cinema tem de voltar a falar das pessoas. Se não o fizer, “não transforma — nem sequer diverte”.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://clubedecinema.pt/o-cinema-portugues-esta-a-morrer-vicente-alves-do-o-fala-sem-rodeios-sobre-o-estado-do-cinema-nacional-%f0%9f%8e%ac%f0%9f%87%b5%f0%9f%87%b9/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
