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	<title>Jessica Palud &#8211; Clube de Cinema</title>
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		<title>“Maria Schneider”: O Filme Que Finalmente Dá Voz à Atriz Silenciada por Hollywood e Pela História</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Nov 2025 15:33:52 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Canais TV Cine]]></category>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>A obra de Jessica Palud expõe o trauma por trás de “O Último Tango em Paris” e devolve humanidade a uma atriz marcada por um sistema que nunca a protegeu.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A estreia de&nbsp;<strong>“Maria Schneider”</strong>&nbsp;no&nbsp;<strong>TVCine Edition</strong>, no sábado,&nbsp;<strong>22 de novembro, às 22h00</strong>, representa mais do que a chegada de um filme biográfico à televisão portuguesa. É um acerto de contas histórico. Uma reabilitação. Um gesto cinematográfico que procura recuperar a dignidade de uma atriz cuja carreira — e vida — foram brutalmente moldadas por um momento de abuso no set de um dos filmes mais falados da década de 1970.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ler também : <a href="https://clubedecinema.pt/the-odyssey-as-novas-fotos-do-set-revelam-pattinson-zendaya-e-o-mundo-epico-de-christopher-nolan/">“The Odyssey”: As Novas Fotos do Set Revelam Pattinson, Zendaya e o Mundo Épico de Christopher Nolan</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Baseado no livro&nbsp;<em>My Cousin Maria Schneider</em>&nbsp;de&nbsp;<strong>Vanessa Schneider</strong>, e realizado por&nbsp;<strong>Jessica Palud</strong>, o filme reúne peças que durante décadas estiveram espalhadas, encobertas ou ignoradas. A protagonista, interpretada por&nbsp;<strong>Anamaria Vartolomei</strong>, surge não como a “jovem polémica” que a imprensa reduziu em 1972, mas como aquilo que realmente era: uma atriz de 19 anos, talentosa, vulnerável e completamente desprotegida perante dois gigantes do cinema —&nbsp;<strong>Marlon Brando</strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>Bernardo Bertolucci</strong>&nbsp;— que decidiram, à revelia, filmar uma cena de violação que&nbsp;<strong>não estava no guião</strong>.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>A promessa que se tornou pesadelo</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">O texto do TVCine recorda como Maria, filha de um ator reconhecido, acreditava estar a dar o passo decisivo na carreira ao ser escolhida para coprotagonizar&nbsp;<strong>“O Último Tango em Paris”</strong>&nbsp;&nbsp;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas o sonho transforma-se rapidamente. O filme revela, com precisão emocional, como aquela famosa cena — repetida, discutida, analisada ao longo de décadas — foi, acima de tudo, uma violação do consentimento da atriz, filmada sem que ela soubesse o que iria acontecer.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A consequência?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um trauma duradouro, uma carreira sabotada pela própria obra que deveria tê-la lançado e uma mulher que passou anos a tentar reescrever a própria narrativa enquanto o mundo a via apenas através de um papel que não escolheu.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Jessica Palud reconstrói a humanidade que o cinema lhe tirou</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">A realização de Palud recusa o voyeurismo e concentra-se em Maria — nos seus silêncios, nas suas feridas, na força que tentava manter num meio dominado por homens que ditavam não apenas o que ela fazia em cena, mas também como era vista fora dela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O impacto emocional e profissional está lá: a manipulação nos bastidores, o julgamento público, o rótulo que nunca a largou, a precariedade emocional póstuma de uma atriz que procurava uma oportunidade real de mostrar talento, e não apenas resistir ao que lhe tinham feito.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Matt Dillon</strong>&nbsp;interpreta Brando, e&nbsp;<strong>Giuseppe Maggio</strong>&nbsp;interpreta Bertolucci — numa reconstrução que não tenta suavizar poder, influência nem culpa. O objetivo é claro: devolver agência a Maria, colocando-a no centro da história que, durante demasiado tempo, pertenceu a outros.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Não é apenas um biopic — é um retrato tardio, íntimo e necessário</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">“Maria Schneider” foi apresentado em Cannes em 2024 e rapidamente gerou discussão: sobre ética, sobre poder, sobre memória, sobre como o cinema trata (e trai) as suas próprias mulheres.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A narrativa não transforma Maria em mártir nem em símbolo — mostra-a como pessoa, com contradições, sonhos, fragilidades e uma carreira que poderia ter sido outra se o sistema não tivesse falhado tão profundamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ler também : <a href="https://clubedecinema.pt/o-que-sydney-sweeney-tera-mesmo-dito-a-tom-cruise-video-viral-ganha-traducao-nao-oficial/">O Que Sydney Sweeney Terá Mesmo Dito a Tom Cruise? Vídeo Viral Ganha Tradução “Não-Oficial”</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">O filme é uma homenagem, mas também um alerta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É uma tentativa de reparar, com arte, aquilo que a máquina do cinema destruiu com descuido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E é, por tudo isso, uma estreia incontornável.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>“Maria Schneider” estreia sábado, 22 de novembro, às 22h00, no TVCine Edition e no TVCine+.</strong></p>
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