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	<title>janelas exclusivas cinema &#8211; Clube de Cinema</title>
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		<title>Cinemas dos EUA Querem 45 Dias de Exclusividade Para Sobreviver ao Streaming</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Apr 2025 11:02:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[No Meio]]></category>
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					<description><![CDATA[&#160;🎟️🍿 Las Vegas pode ser o palco de muitos jogos de sorte… mas desta vez, os donos dos cinemas não estão a jogar: querem regras claras e justas. Durante a CinemaCon — a convenção anual da indústria cinematográfica que decorre em Las Vegas — os operadores de salas dos EUA fizeram ouvir a sua voz [&#8230;]]]></description>
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<h2 class="wp-block-heading"><strong>&nbsp;<img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f39f.png" alt="🎟" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f37f.png" alt="🍿" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Las Vegas pode ser o palco de muitos jogos de sorte… mas desta vez, os donos dos cinemas não estão a jogar: querem regras claras e justas. Durante a CinemaCon — a convenção anual da indústria cinematográfica que decorre em Las Vegas — os operadores de salas dos EUA fizeram ouvir a sua voz e foram diretos ao assunto: exigem um&nbsp;<strong>mínimo de 45 dias de exclusividade nas estreias dos filmes</strong>, antes destes seguirem viagem para os serviços de streaming.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ver também : <a href="https://www.clubedecinema.pt/%f0%9f%8e%ad-shia-labeouf-e-a-escola-da-discordia-documentario-expoe-agressoes-em-centro-de-representacao/"><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f3ad.png" alt="🎭" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> Shia LaBeouf e a Escola da Discórdia: Documentário Expõe Agressões em Centro de Representação</a><br /></p>



<p class="wp-block-paragraph">Michael O’Leary, presidente da Cinema United (a associação que representa os proprietários de salas de cinema nos EUA), foi ao palco e disse, com toda a convicção, que sem esse período exclusivo, os cinemas continuarão a definhar. E o auditório respondeu com aplausos — porque ninguém ali está a achar graça ao estado atual da bilheteira.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>“Não há cinema sem sala de cinema”</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Em tempos não muito distantes, os filmes tinham um período de 90 dias nas salas antes de estarem disponíveis para compra ou aluguer digital. Era uma norma quase sagrada. Mas veio a pandemia, os estúdios entraram em pânico, e as janelas de exclusividade encolheram para&nbsp;<strong>30 dias, 17 dias, ou até menos</strong>. Resultado? Os espectadores começaram a pensar: “Vale a pena ir ao cinema, ou espero três semanas e vejo no sofá?”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ora, é precisamente essa mentalidade que os donos dos cinemas querem inverter. “Deve haver um ponto de referência”, disse O’Leary, defendendo que&nbsp;<strong>45 dias é o mínimo aceitável</strong>&nbsp;para proteger a experiência cinematográfica… e os negócios, claro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo ele, sem um período de exclusividade claro e consistente, não há forma de restabelecer a saúde de toda a indústria. E sejamos francos: por mais amor ao cinema que tenhamos,&nbsp;<strong>sem bilhetes vendidos, não há luzes que se apaguem, nem ecrãs que se iluminem</strong>.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Um cenário pós-COVID com sequelas nada glamorosas</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Antes da pandemia, os cinemas da América do Norte (EUA + Canadá) geravam&nbsp;<strong>mais de 11 mil milhões de dólares anuais em receitas de bilheteira</strong>. Hoje, mal ultrapassam os 9 mil milhões. Uma quebra séria que reflete não só os tempos pandémicos, mas também a explosão do streaming e a mudança de hábitos do público.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As estreias simultâneas nos cinemas e nas plataformas — lembram-se da HBO Max com&nbsp;<em>Wonder Woman 1984</em>&nbsp;ou da Disney+ com&nbsp;<em>Black Widow</em>? — foram apelativas na altura, mas deixaram cicatrizes difíceis de sarar nas contas das salas de cinema.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje, a missão é clara:&nbsp;<strong>trazer o público de volta à sala escura</strong>, recriar o sentido de urgência que um bom filme no grande ecrã sempre teve — aquela sensação de “tenho de ver isto agora”. Porque, convenhamos, um balde de pipocas e um som surround nunca souberam tão bem como depois de meses a ver séries no telemóvel.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Os estúdios vão alinhar?</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">É aqui que a conversa se complica. Os grandes estúdios têm os seus próprios serviços de streaming. E gostariam de alimentar essas plataformas com estreias recentes, o mais rápido possível. Afinal, cada subscrição conta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas a pressão vinda da CinemaCon — um evento que junta&nbsp;<strong>os principais intervenientes da indústria mundial do cinema</strong>&nbsp;— pode marcar o início de uma viragem. Já há sinais de vontade por parte de alguns estúdios em negociar janelas mais longas. Resta saber se o “mínimo dos mínimos” de 45 dias será aceite por todos.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Conclusão (com espírito de cinema à moda antiga)</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ver filmes no cinema é mais do que ver filmes. É viver histórias em grande.</strong>&nbsp;A luta por 45 dias de exclusividade pode parecer técnica, mas é uma questão existencial para as salas de cinema. Se esta janela não for respeitada, muitas poderão mesmo… fechar a cortina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ver também : <a href="https://www.clubedecinema.pt/sozinho-em-casa-abandonado-na-vida-real-macaulay-culkin-rompe-o-silencio-sobre-o-pai-ausente/">“Sozinho em Casa”, Abandonado na Vida Real? Macaulay Culkin rompe o silêncio sobre o pai ausente</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas se os estúdios e os exibidores encontrarem um ponto de equilíbrio, talvez voltemos a ver filas à porta das sessões e gente a correr para os lugares do meio. Porque, no fundo, o cinema merece isso — e nós também.</p>
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