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	<title>Jane Pollard &#8211; Clube de Cinema</title>
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		<title>“Broken English”: Documentário de Veneza lança nova luz sobre Marianne Faithfull</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Sep 2025 15:31:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O Festival de Veneza abriu espaço para redescobrir uma das vozes mais fascinantes e turbulentas da música britânica.&#160;Broken English, realizado pela dupla Jane Pollard e Iain Forsyth, olha de frente para a vida de Marianne Faithfull — cantora, compositora e ícone da “Swinging London” — que morreu em janeiro deste ano, aos 78 anos. ver [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">O Festival de Veneza abriu espaço para redescobrir uma das vozes mais fascinantes e turbulentas da música britânica.&nbsp;<em>Broken English</em>, realizado pela dupla Jane Pollard e Iain Forsyth, olha de frente para a vida de Marianne Faithfull — cantora, compositora e ícone da “Swinging London” — que morreu em janeiro deste ano, aos 78 anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ver também : <a href="https://www.clubedecinema.pt/carmen-maura-regressa-em-grande-calle-malaga-celebra-a-velhice-com-humor-e-humanidade-no-festival-de-veneza/">Carmen Maura regressa em grande: “Calle Málaga” celebra a velhice com humor e humanidade no Festival de Veneza</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">O filme, exibido fora de competição, não segue o caminho tradicional do documentário musical. Em vez disso, mistura arquivo, encenação e até ficção para construir um retrato íntimo e ousado de Faithfull. Uma das ideias mais originais é a criação de um fictício “Ministério do Não Esquecimento”, dirigido por uma Tilda Swinton enigmática, encarregado de corrigir a memória histórica de uma artista tantas vezes reduzida à sombra de Mick Jagger ou ao peso das manchetes sensacionalistas.</p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="600" height="330" src="https://www.clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/09/25marianne2-span-articleLarge.jpg" alt="" class="wp-image-19098" style="width:845px;height:auto" srcset="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/09/25marianne2-span-articleLarge.jpg 600w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/09/25marianne2-span-articleLarge-300x165.jpg 300w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Faithfull conheceu o estrelato em 1964 com&nbsp;<em>As Tears Go By</em>, escrita por Jagger e Keith Richards, mas a ascensão rápida trouxe também os excessos: drogas, perseguição da imprensa e, em determinado momento, a queda ao ponto de viver nas ruas de Londres. Porém, tal como o título do documentário sugere,&nbsp;<em>Broken English</em>&nbsp;também é sobre renascimento: o seu álbum homónimo de 1979 devolveu-lhe voz, energia e uma carreira que, nos anos seguintes, se manteve vibrante graças à sua disponibilidade para colaborar com novas gerações de músicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As imagens recentes mostram uma Faithfull frágil, em cadeira de rodas e dependente de oxigénio, mas ainda combativa. Durante as filmagens, a artista apelou a uma “recalibração urgente dos legados de alguns artistas brilhantes que correm o risco de serem esquecidos ou deturpados”. Essa é precisamente a missão do filme: devolver-lhe a profundidade que tantas vezes lhe foi negada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pollard confessou que, no início, Faithfull estava desconfiada da proposta — afinal, ninguém gosta da ideia de uma “instituição fictícia” a remexer no passado. Mas rapidamente percebeu que o dispositivo lhe dava liberdade para se abrir, revisitar memórias e reconsiderar a sua própria vida. O resultado é um retrato que não se limita ao registo jornalístico: aproxima-se antes da pintura ou da fotografia, procurando capturar a essência de uma mulher que nunca aceitou ser domada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao lado de&nbsp;<em>Broken English</em>, Veneza destacou ainda outros documentários que exploram mundos ocultos ou memórias em risco. Gianfranco Rosi filmou&nbsp;<em>Sotto le Nuvole</em>, uma poderosa ode a Nápoles e ao constante perigo dos seus vulcões, enquanto Werner Herzog apresentou&nbsp;<em>Ghost Elephants</em>, uma busca quase mística por uma espécie de elefante nas florestas de Angola.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ver também : <a href="https://www.clubedecinema.pt/julia-roberts-em-depois-da-cacada-o-filme-de-luca-guadagnino-que-promete-incendiar-debates-em-veneza/">Julia Roberts em “Depois da Caçada”: o filme de Luca Guadagnino que promete incendiar debates em Veneza</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas foi o regresso de Marianne Faithfull ao grande ecrã — através de um filme que desafia géneros e convenções — que mais tocou o público. Afinal, a sua vida foi tudo menos linear: da glória pop à marginalidade, da queda à redenção. Agora, com <em>Broken English</em>, fica a certeza de que a sua história não se apaga, mas ganha um novo fôlego para a eternidade.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="576" src="https://www.clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/09/Warren-Ellis-Marianne-Faithfull.jpg-1024x576.webp" alt="" class="wp-image-19099" srcset="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/09/Warren-Ellis-Marianne-Faithfull.jpg-1024x576.webp 1024w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/09/Warren-Ellis-Marianne-Faithfull.jpg-300x169.webp 300w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/09/Warren-Ellis-Marianne-Faithfull.jpg-768x432.webp 768w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/09/Warren-Ellis-Marianne-Faithfull.jpg-1536x864.webp 1536w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/09/Warren-Ellis-Marianne-Faithfull.jpg-2048x1152.webp 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
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