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	<title>história da MTV &#8211; Clube de Cinema</title>
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		<title>O Fim de Uma Era: a MTV Desliga os Canais de Videoclipes ao Som de “Video Killed The Radio Star”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Jan 2026 18:01:24 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Televisão]]></category>
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					<description><![CDATA[A televisão musical fecha um capítulo histórico no último dia de 2025 — e fá-lo com a canção que deu início a tudo O último dia de 2025 marcou o encerramento silencioso — mas simbólico — de uma das maiores aventuras culturais da televisão. A MTV desligou os seus canais dedicados exclusivamente a videoclipes, pondo [&#8230;]]]></description>
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<p><strong>A televisão musical fecha um capítulo histórico no último dia de 2025 — e fá-lo com a canção que deu início a tudo</strong></p>



<p>O último dia de 2025 marcou o encerramento silencioso — mas simbólico — de uma das maiores aventuras culturais da televisão. A MTV desligou os seus canais dedicados exclusivamente a videoclipes, pondo termo a um formato que ajudou a definir gerações, lançar carreiras e moldar a relação entre música e imagem durante mais de quatro décadas.</p>



<p>ler também : <a href="https://clubedecinema.pt/as-noites-de-chicago-estao-de-volta-e-a-cidade-continua-em-estado-de-emergencia/">As Noites de Chicago Estão de Volta — E a Cidade Continua em Estado de Emergência</a></p>



<p>Em Portugal, os canais&nbsp;<strong>MTV Live</strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>MTV 00s</strong>&nbsp;deixaram de estar disponíveis a 31 de Dezembro. A despedida surgiu sob a forma de uma mensagem simples e directa: “A MTV está agora fechada. Obrigado por nos ter visto”. No MEO, o canal principal da MTV Portugal também ficou offline, com o aviso de que deixara de integrar a grelha.</p>



<p>Não foi um corte isolado nem meramente local. No Reino Unido, vários canais temáticos — MTV Music, MTV 80s, MTV 90s, Club MTV e MTV Live — foram igualmente desligados. E, como não podia deixar de ser, a música escolhida para o momento final foi&nbsp;<strong>“Video Killed The Radio Star”</strong>, dos The Buggles.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A canção que abriu — e fechou — a história</strong></h2>



<p>A escolha não foi um acaso. “Video Killed The Radio Star” foi o primeiro videoclip transmitido pela MTV nos Estados Unidos, a 1 de Agosto de 1981. A letra, que falava do impacto da imagem sobre a música, tornou-se uma espécie de profecia cultural. Quarenta e quatro anos depois, a mesma canção encerra o ciclo.</p>



<p>O gesto é irónico, melancólico e profundamente consciente do seu próprio simbolismo. A MTV sempre soube trabalhar a sua mitologia — e esta despedida confirma-o.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Da revolução cultural ao declínio do videoclip televisivo</strong></h2>



<p>Quando surgiu, a MTV não foi apenas um canal de música. Foi um fenómeno cultural. Transformou artistas em ícones visuais, redefiniu a estética pop e aproximou música, moda, cinema e publicidade. O videoclip deixou de ser promoção para se tornar arte, narrativa e identidade.</p>



<p>A expansão foi rápida. Depois do lançamento nos EUA, a&nbsp;<strong>MTV Europe</strong>&nbsp;arrancou em 1987, abrindo emissões com “Money For Nothing”, dos Dire Straits — uma escolha igualmente carregada de ironia, já que a canção menciona o próprio canal. A&nbsp;<strong>MTV UK</strong>&nbsp;surgiu em 1997, mas, significativamente, deixou de passar videoclipes de forma regular já em 2011.</p>



<p>Esse dado é essencial para compreender o que agora acontece. O fim dos canais de videoclipes não é uma ruptura súbita: é o culminar de um processo longo, em que a música migrou para outras plataformas.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O streaming venceu — e a MTV mudou de pele</strong></h2>



<p>A ascensão do YouTube, das plataformas de streaming e das redes sociais alterou radicalmente o consumo musical. O videoclip passou a ser visto sob demanda, no telemóvel, no computador, fora da grelha televisiva. A MTV respondeu mudando o foco para reality shows, séries juvenis e formatos de entretenimento — uma estratégia que garantiu sobrevivência, mas afastou o canal da sua identidade original.</p>



<p>Com o desligar destes canais, a MTV assume oficialmente aquilo que já era evidente:&nbsp;<strong>o videoclip deixou de precisar da televisão</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Um adeus que é também um legado</strong></h2>



<p>Para muitos espectadores, este encerramento tem um peso emocional difícil de ignorar. A MTV foi banda sonora visual da adolescência, janela para novos géneros, novos artistas e novas atitudes. Foi ali que muitos descobriram o rock alternativo, o hip hop, a pop dos anos 80, 90 e 2000 — e aprenderam que a música também se vê.</p>



<p>O fim dos canais de videoclipes não apaga esse legado. Pelo contrário, cristaliza-o. A MTV pode já não passar música como antigamente, mas a forma como hoje consumimos imagem e som continua a carregar a sua influência.</p>



<p>ler também : <a href="https://clubedecinema.pt/verdades-dificeis-mike-leigh-regressa-a-televisao-com-um-retrato-cru-da-dor-e-da-familia/">Verdades Difíceis: Mike Leigh Regressa à Televisão com um Retrato Cru da Dor e da Família</a></p>



<p>No silêncio do ecrã desligado, ecoa uma verdade simples:&nbsp;<strong>a MTV não morreu — transformou-se.</strong>&nbsp;E deixou para trás uma história que dificilmente será repetida.</p>
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