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	<title>heroínas de acção &#8211; Clube de Cinema</title>
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		<title>Ripley: A Heroína Que Reinventou o Cinema de Acção e Mudou Hollywood Para Sempre</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Sep 2025 09:21:23 +0000</pubDate>
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<p class="wp-block-paragraph">Nos anos 70, o cinema americano estava pronto para uma revolução. O Código Hays já tinha caído, a segunda vaga do feminismo agitava a sociedade e as audiências estavam preparadas para ver mulheres muito para além do papel de “donzela em perigo”. Foi nesse caldo cultural que surgiu, em 1979, uma personagem improvável mas destinada à imortalidade: Ellen Ripley, interpretada por Sigourney Weaver em&nbsp;<em>Alien – O 8.º Passageiro</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ver também . <a href="https://www.clubedecinema.pt/south-park-arrasa-presidente-da-fcc-com-fezes-de-gato-a-mistura/">South Park  Arrasa Presidente da FCC… com Fezes de Gato à Mistura</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Curiosamente, Ripley nem estava escrita para ser uma mulher. O argumento de Dan O’Bannon e Ronald Shusett descrevia personagens neutras em termos de género. Mas quando Ridley Scott escolheu Weaver para o papel principal, o cinema ganhou a sua primeira grande heroína de ficção científica: profissional, pragmática, sem paciência para hierarquias inúteis — e, acima de tudo, sobrevivente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em&nbsp;<em>Alien</em>, Ripley é apresentada como mais uma entre a tripulação do Nostromo. Só a pouco e pouco percebemos que é ela quem vai carregar o filme às costas. Ao contrário das “scream queens” típicas do terror da altura, Ripley mantém a calma, organiza planos e insiste em protocolos de segurança que os colegas ignoram — com consequências fatais. O contraste com Lambert (Veronica Cartwright), em constante histeria, não podia ser mais claro: Ripley era a antítese da vítima.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O salto definitivo veio em 1986, com&nbsp;<em>Aliens – O Reencontro Final</em>. James Cameron não quis apenas repetir a fórmula: transformou Ripley numa verdadeira estrela de acção, mas sem lhe roubar a humanidade. Agora, para além de enfrentar os Xenomorfos, ela protege a pequena Newt e assume-se como mãe substituta. O clímax é um duelo de mães — Ripley contra a Rainha Alien — que resultou numa das frases mais icónicas do género:&nbsp;<em>“Get away from her, you bitch!”</em>&nbsp;Foi suficiente para garantir a Weaver uma inédita nomeação ao Óscar de Melhor Actriz num filme de ficção científica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ripley foi especial porque não dependia de músculos hipertrofiados como Rambo, nem de charme galáctico como Leia. Era uma profissional competente que tomava decisões sob pressão e não pedia desculpa por liderar. Esse retrato de liderança feminina, em plena era de figuras como Shirley Chisholm a lutar pela presidência dos EUA, era tão radical quanto necessário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos anos seguintes, Weaver voltou em&nbsp;<em>Alien³</em>&nbsp;(1992) e&nbsp;<em>Alien: Ressurreição</em>&nbsp;(1997), mas o impacto já não foi o mesmo. A cultura tinha mudado: as heroínas de acção já não eram novidade e o próprio franchise parecia perdido em debates filosóficos sobre androides e genética. Mesmo assim, cada nova tentativa — de&nbsp;<em>Prometheus</em>&nbsp;a&nbsp;<em>Alien: Covenant</em>&nbsp;— continuou a procurar, de forma quase obsessiva, recriar a fórmula Ripley com outras protagonistas femininas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ver também: <a href="https://www.clubedecinema.pt/the-shrouds-as-mortalhas-david-cronenberg-confronta-o-luto-com-tecnologia-e-horror-psicologico-%f0%9f%96%a4%f0%9f%93%b1%e2%9a%b0%ef%b8%8f/">The Shrouds – As Mortalhas: David Cronenberg Confronta o Luto com Tecnologia e Horror Psicológico <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f5a4.png" alt="🖤" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f4f1.png" alt="📱" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/26b0.png" alt="⚰" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje, o legado de Ripley sente-se em cada mulher que empunha uma arma no grande ecrã, de Sarah Connor a Furiosa, de Katniss Everdeen a Rey. Ela mostrou que uma heroína não precisa de superpoderes, apenas de inteligência, coragem e nervos de aço. E, para sempre, ficará a imagem de Sigourney Weaver, suada, determinada e absolutamente imbatível, a provar que o cinema de acção também podia — e devia — ser liderado por mulheres.</p>
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