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	<title>Guillermo Galoe &#8211; Clube de Cinema</title>
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		<title>“Sleepless City” Conquista o Grande Prémio no Estreante Doha Film Festival — Uma Primeira Edição Marcada por Cinema Político, Olhar Global e Fortíssima Identidade Regional</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 29 Nov 2025 18:15:16 +0000</pubDate>
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<p><strong>O drama híbrido de Guillermo Galoe lidera uma edição inaugural que surpreendeu pela maturidade, ambição e compromisso com histórias urgentes vindas de vários cantos do mundo.</strong></p>



<p>A primeira edição do Doha Film Festival encerrou com uma declaração clara ao panorama internacional: o Catar quer ser um novo centro de descoberta cinematográfica — e começou com o pé firmemente assente no acelerador. O grande vencedor foi&nbsp;<em>Sleepless City</em>, de Guillermo Galoe, um drama híbrido filmado ao longo de vários anos na vasta e esquecida Cañada Real, o maior bairro informal da Europa, situado nos arredores de Madrid. O filme, que mistura ficção e observação documental, foi distinguido unanimemente pelo júri liderado por Rithy Panh, que elogiou a forma sensível como retrata a vida de jovens apanhados entre a tradição e uma modernidade cada vez mais distante.</p>



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<p>O festival, dirigido por Fatma Hassan Alremaihi, assumiu desde o início a ambição de dar palco a “vozes ousadas e histórias que atravessam fronteiras”. Essa intenção viu-se no alinhamento e confirmou-se na lista de premiados, que viajou por Espanha, Líbia, Brasil, Palestina, Sudão e México, num mapa cinematográfico que privilegiou obras politizadas, íntimas e profundamente enraizadas nas suas comunidades.</p>



<p><em>Sleepless City</em>&nbsp;acompanha Toni, um adolescente que vê o bairro onde cresceu ameaçado por demolições iminentes. Sem recorrer à dramatização artificial, Galoe segue os gestos quotidianos de uma família e de uma comunidade inteira, transformando essa simplicidade numa força narrativa poderosa. A distinção confirma o percurso do filme, que já tinha passado por Cannes, onde venceu o prémio SACD de argumento.</p>



<p>A competição documental distinguiu&nbsp;<em>My Father and Qaddafi</em>, de Jihan K., uma investigação profundamente pessoal sobre o desaparecimento do pai da realizadora, um diplomata líbio tornado dissidente e raptado no Cairo. A obra articula depoimentos e arquivos para reconstruir não só uma vida, mas a memória política de um país marcado pela ditadura e pelo silêncio forçado.</p>



<p>A programação internacional contou ainda com títulos que não passaram despercebidos aos jurados.&nbsp;<em>The Reserve</em>, de Pablo Pérez Lombardini, recebeu uma Menção Especial pelo retrato inquietante de um guarda florestal em território devastado. O prémio de Melhor Interpretação foi partilhado por Majd Eid e Nader Abd Alhay, protagonistas de&nbsp;<em>Once Upon a Time in Gaza</em>, filme vencedor da realização em Un Certain Regard e que recupera a Gaza de 2007 através do olhar de um estudante arrastado para um jogo perigoso entre um restaurador carismático e um polícia corrupto. Já&nbsp;<em>With Hasan in Gaza</em>, de Kamal Al Jafari, e&nbsp;<em>Renoir</em>, de Chie Hayakawa, dividiram o prémio de Melhor Contribuição Artística, ambos elogiados pela forma inovadora como utilizam arquivos e imaginação visual para reconfigurar realidades fragmentadas.</p>



<p>Na competição de curtas, presidida por Eddie Bertozzi, destacou-se&nbsp;<em>Samba Infinito</em>, de Leonardo Martinelli. O júri sublinhou a confiança do filme “no poder do cinema para curar feridas sociais e privadas”, seguindo um varredor de rua que encontra um inesperado momento de ligação durante o Carnaval.&nbsp;<em>Primary Education</em>, de Aria Sánchez e Marina Meira, conquistou a realização numa observação mordaz da dinâmica de poder entre crianças; Milica Janevski foi premiada por&nbsp;<em>Upon Sunrise</em>, onde interpreta uma mãe sérvia à beira do colapso;&nbsp;<em>L’Mina</em>&nbsp;e o jovem actor Ammar Ahmed, de&nbsp;<em>Zizou</em>, receberam menções especiais.</p>



<p>Um dos momentos mais comentados da semana foi a decisão do júri jovem — composto por espectadores entre os 16 e os 25 anos — que atribuiu o Ajyal Feature Award a&nbsp;<em>The Voice of Hind Rajab</em>. O filme reconstrói, com rigor e sensibilidade, o telefonema final de uma menina de seis anos presa sob fogo em Gaza, cruzando áudio real com reencenações que deixam uma marca difícil de dissipar. O prémio de curta deste júri foi para&nbsp;<em>Sulaimani</em>, de Vinnie Ann Bose, uma animação ambientada em Paris sobre duas mulheres do Kerala que encontram, na comida e na memória, uma forma de navegar a diáspora.</p>



<p>A secção Made in Qatar mostrou que o festival pretende crescer não só como anfitrião internacional, mas como incubadora local.&nbsp;<em>Fahad the Furious</em>, de Justin Kramer, venceu o prémio principal ao combinar drama familiar e humor num retrato de mal-entendidos dentro de uma casa tradicional. Rashid Al Sheeb foi distinguido pela sua interpretação no mesmo filme.&nbsp;<em>Villa 187</em>, de Eiman Mirghani, venceu a realização ao revisitar a história de uma família obrigada a abandonar a casa que moldou o seu passado.&nbsp;<em>Project Aisha</em>, um drama tenso sobre uma mãe que recorre a métodos fora da norma para cuidar da filha ferida, recebeu uma Menção Especial.</p>



<p>A escolha do público recaiu sobre&nbsp;<em>Cotton Queen</em>, da realizadora sudanesa Suzannah Mirghani — uma expansão do universo criado a partir do seu premiado&nbsp;<em>Al-Sit</em>. Filmado no Egipto por refugiados sudaneses após o início da guerra no Sudão, o filme acompanha a jovem Nafisa numa aldeia dividida entre tradição e modernidade, num retrato luminoso de identidade, futuro e reconstrução.</p>



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<p>Com 97 filmes de 62 países, a estreia do Doha Film Festival afirmou um rumo claro: dialogar com o mundo sem perder o foco na formação de uma voz artística própria. O evento mostrou ambição, consistência e um desejo real de se tornar plataforma para novas gerações de cineastas — tanto no Golfo como além dele. Uma primeira edição com fôlego de festival veterano, capaz de equilibrar política, memória, experimentação e emoção com uma confiança rara para um começo.</p>
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