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	<title>guerra na Ucrânia &#8211; Clube de Cinema</title>
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	<title>guerra na Ucrânia &#8211; Clube de Cinema</title>
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		<title>“Bucha – Memória ou Esquecimento”: O Cinema Como Testemunho de Uma Tragédia Real</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Nuno Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Nov 2025 15:37:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Em Casa]]></category>
		<category><![CDATA[Televisão]]></category>
		<category><![CDATA[Bucha 2022]]></category>
		<category><![CDATA[Bucha Memória ou Esquecimento]]></category>
		<category><![CDATA[cinema ucraniano]]></category>
		<category><![CDATA[guerra na Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[invasão da Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Stanislav Tiunov]]></category>
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					<description><![CDATA[O filme de Stanislav Tiunov chega ao pequeno ecrã com a força de um relato que recusa suavizar a história. “Bucha – Memória ou Esquecimento”, realizado por&#160;Stanislav Tiunov, é um daqueles filmes que dispensam introduções longas. O título diz praticamente tudo: estamos perante um retrato cinematográfico de um dos episódios mais brutais da invasão russa [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>O filme de Stanislav Tiunov chega ao pequeno ecrã com a força de um relato que recusa suavizar a história.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">“<strong>Bucha – Memória ou Esquecimento</strong>”, realizado por&nbsp;<strong>Stanislav Tiunov</strong>, é um daqueles filmes que dispensam introduções longas. O título diz praticamente tudo: estamos perante um retrato cinematográfico de um dos episódios mais brutais da invasão russa da Ucrânia em 2022 — a ocupação da cidade de Bucha, cujo nome se tornou símbolo mundial de massacres e crimes de guerra.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="429" src="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/11/IZUDr-Hg-1024x429.jpeg" alt="" class="wp-image-21436" srcset="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/11/IZUDr-Hg-1024x429.jpeg 1024w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/11/IZUDr-Hg-300x126.jpeg 300w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/11/IZUDr-Hg-768x322.jpeg 768w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/11/IZUDr-Hg-1536x643.jpeg 1536w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/11/IZUDr-Hg.jpeg 1600w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O filme parte de acontecimentos reais e segue a perspectiva de&nbsp;<strong>Konstantin Gudauskas</strong>, um refugiado do Cazaquistão que, vivendo na Ucrânia, decidiu arriscar a vida para resgatar civis em zona ocupada. Entre Bucha, Hostomel e Vorzel, a câmara acompanha a tensão, o improviso e o desespero de quem tenta salvar vidas enquanto à sua volta o colapso é total. Tiunov filma com contenção, sem dramatizações excessivas, mas também sem proteger o espectador da violência que marcou aqueles dias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ler também : <a href="https://clubedecinema.pt/entre-a-ruina-e-o-renascimento-cardo-regressa-com-uma-segunda-temporada-ainda-mais-intensa/">Entre a Ruína e o Renascimento: “Cardo” Regressa com uma Segunda Temporada Ainda Mais Intensa</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">A ocupação de Bucha durou pouco mais de duas semanas, mas bastou esse período para deixar um cenário que correu o mundo: corpos nas ruas, relatos de tortura, execuções sumárias e civis abatidos enquanto tentavam fugir. O filme explora esse contexto sem recorrer ao choque fácil, preferindo uma abordagem directa que respeita a realidade sem transformá-la em espectáculo. A força do filme está nessa frieza: não há música a suavizar, não há artifícios a distrair — só a urgência humana de sobreviver e ajudar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tiunov mantém o foco na escala reduzida, no indivíduo, na decisão difícil que se toma num instante. Não tenta dar a última palavra sobre a guerra, nem ambiciona explicar o conflito. Procura antes preservar um fragmento de memória, numa narrativa onde a pergunta do título —&nbsp;<em>recordar ou esquecer?</em>&nbsp;— ganha uma dimensão muito concreta: ignorar o que aconteceu em Bucha seria permitir que a história se repetisse.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="429" src="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/11/iQpSHhPg-1024x429.png" alt="" class="wp-image-21435" srcset="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/11/iQpSHhPg-1024x429.png 1024w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/11/iQpSHhPg-300x126.png 300w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/11/iQpSHhPg-768x322.png 768w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/11/iQpSHhPg-1536x643.png 1536w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/11/iQpSHhPg.png 1600w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A interpretação de Gudauskas, mais do que heroica, é profundamente humana. O filme mostra o medo, a hesitação, a falta de certezas, sublinhando que actos extraordinários nascem muitas vezes de pessoas comuns colocadas em circunstâncias extremas. Essa honestidade é talvez o maior trunfo da obra: a recusa de criar super-heróis, preferindo mostrar vulnerabilidade, perda e esforço.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ver também : <a href="https://clubedecinema.pt/misterio-neve-e-um-passado-sombrio-crimes-de-natal-chega-ao-tvcine-com-assassinatos-no-sapatinho/">Mistério, Neve e um Passado Sombrio: Crimes de Natal Chega ao TVCine com Assassinatos no Sapatinho</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">“<strong>Bucha – Memória ou Esquecimento</strong>” não é um filme de entretenimento — é um registo, um alerta e uma recordação necessária. Ao chegar ao Cinemundo, ganha uma nova vida fora das salas, alcançando um público mais amplo e trazendo de volta um tema que, apesar de recente, já luta contra o desgaste da atenção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Alguns filmes convidam à reflexão. Este exige-a.</p>
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		<title>“2.000 Metros para Andriivka”: O Documentário Que Mostra a Guerra da Ucrânia Como Nunca a Viu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 Aug 2025 10:17:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[No Meio]]></category>
		<category><![CDATA[As Pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[2.000 Metros para Andriivka]]></category>
		<category><![CDATA[20 Dias em Mariupol]]></category>
		<category><![CDATA[Andriivka]]></category>
		<category><![CDATA[Associated Press]]></category>
		<category><![CDATA[cinema documental]]></category>
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		<category><![CDATA[Dogwoof]]></category>
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		<category><![CDATA[guerra na Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Mstyslav Chernov]]></category>
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					<description><![CDATA[Depois do Óscar por 20 Dias em Mariupol, Mstyslav Chernov regressa com uma obra visceral, íntima e arrebatadora sobre o que significa resistir 🎥 O nome Mstyslav Chernov tornou-se sinónimo de coragem documental. Depois do aclamado&#160;20 Dias em Mariupol, vencedor do Óscar, o jornalista e cineasta ucraniano regressa com&#160;2.000 Metros para Andriivka, uma obra que transcende [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Depois do Óscar por 20 Dias em Mariupol, Mstyslav Chernov regressa com uma obra visceral, íntima e arrebatadora sobre o que significa resistir</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f3a5.png" alt="🎥" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> O nome Mstyslav Chernov tornou-se sinónimo de coragem documental. Depois do aclamado&nbsp;<em>20 Dias em Mariupol</em>, vencedor do Óscar, o jornalista e cineasta ucraniano regressa com&nbsp;<em>2.000 Metros para Andriivka</em>, uma obra que transcende o relato jornalístico e mergulha num cinema de guerra onde a proximidade emocional e física ao conflito é absoluta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ver também : <a href="https://www.clubedecinema.pt/dracula-uma-historia-de-amor-luc-besson-reinventa-o-vampiro-mais-famoso-do-mundo/">“Drácula: Uma História de Amor” — Luc Besson Reinventa o Vampiro Mais Famoso do Mundo</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Estreado nos cinemas dos Estados Unidos, Reino Unido e Irlanda (e já com passagem pelo Festival de Sundance), o novo documentário é uma coprodução entre a Associated Press e a&nbsp;<strong>Frontline</strong>&nbsp;(da PBS), e propõe uma abordagem inédita à guerra na Ucrânia:&nbsp;<strong>ver a guerra como ela é sentida por quem a vive, metro a metro, disparo a disparo.</strong></p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>“Podem destruir uma aldeia, mas não conseguem destruir um símbolo”</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O centro desta história não é Kiev, nem Kharkiv, nem Mariupol. É&nbsp;<strong>Andriivka</strong>, uma pequena aldeia no oblast de Donetsk, com apenas um acesso:&nbsp;<strong>uma floresta de dois quilómetros transformada em campo minado e palco de uma das batalhas mais sangrentas da contraofensiva ucraniana de 2023</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Chernov integrou a 3.ª Brigada de Assalto ucraniana para filmar de dentro a reconquista da aldeia — e encontrou ali algo maior do que uma simples posição estratégica: um símbolo.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“São apenas dois quilómetros. Mas nessa floresta está contida toda a guerra”, disse o realizador em entrevista à agência Lusa.</p>
</blockquote>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“Podem destruir uma aldeia, mas não conseguem destruir um símbolo.”</p>
</blockquote>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O documentário como arma e testemunho</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Com imagens captadas por drones, câmaras de capacete, dispositivos portáteis e microfones colados à pele dos soldados,&nbsp;<em>2.000 Metros para Andriivka</em>&nbsp;adopta uma linguagem estética próxima da ficção científica, mas com brutalidade real.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“Há momentos em que parece um filme de ficção científica… e depois vemos um soldado arrastar-se para uma trincheira com o braço rebentado e percebemos que estamos a ver a guerra em estado puro.”</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Chernov e o colega Alex Babenko captaram&nbsp;<strong>o medo primitivo</strong>, o ruído dos drones, os torniquetes improvisados, os olhos de quem avança sem saber se volta. E ao mesmo tempo, registaram o poder da esperança: o desejo simples e devastador de voltar a içar a bandeira da Ucrânia num solo libertado.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“Os soldados sabem que a guerra moderna também se trava nos media. Hastear uma bandeira sem que ninguém veja… qual é o impacto? Eles queriam que fosse um símbolo de esperança.”</p>
</blockquote>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Quando a guerra chega a casa</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A aldeia fica a menos de duas horas de Kharkiv, cidade natal de Chernov. O conflito não é uma ideia abstracta para o cineasta — é pessoal. As árvores onde filmou foram as mesmas onde brincou em criança com amigos. As explosões ecoam por ruas que conhece de memória.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“É como se estes homens estivessem a lutar pela minha infância, pelas minhas memórias e vida”, confessou.</p>
</blockquote>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“Cada metro conquistado naquela floresta significava algo maior do que território.”</p>
</blockquote>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Um cinema de combate — no campo e no ecrã</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph"><em>2.000 Metros para Andriivka</em>&nbsp;não é um documentário tradicional. É&nbsp;<strong>um corpo de combate em forma de filme</strong>. É uma ode à resistência, à humanidade no meio do horror, e à importância de continuar a olhar, mesmo quando o mundo parece já ter virado a cara.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ver também : <a href="https://www.clubedecinema.pt/estou-do-teu-lado-amigo-tarantino-lembra-michael-madsen-em-homenagem-privada/">“Estou do teu lado, amigo” – Tarantino Lembra Michael Madsen em Homenagem Privada</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">A distribuição internacional está a cargo da&nbsp;<strong>Dogwoof</strong>, e o filme deverá chegar a mais salas europeias nas próximas semanas. Para quem acredita que o cinema pode ser mais do que entretenimento — pode ser memória, denúncia, arte e acto de guerra — esta é uma obra incontornável.</p>
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		<title>Soldado Ucraniano no Documentário ‘Timestamp’ Responde a Trump: “A Única Opção é Vencer Esta Guerra”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Feb 2025 15:31:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Berlinale 2025]]></category>
		<category><![CDATA[Boris Khovriak]]></category>
		<category><![CDATA[cinema de guerra]]></category>
		<category><![CDATA[documentário ucraniano]]></category>
		<category><![CDATA[guerra na Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[impacto da guerra]]></category>
		<category><![CDATA[Kateryna Gornostai]]></category>
		<category><![CDATA[resistência ucraniana]]></category>
		<category><![CDATA[Timestamp]]></category>
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					<description><![CDATA[Boris Khovriak, soldado ucraniano e protagonista do documentário Timestamp, de Kateryna Gornostai, que está em competição no Festival de Berlim, afirmou que “a única opção é vencer esta guerra” em resposta aos comentários controversos do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre o conflito. ver também : Amazon Boss Jeff Bezos Pergunta Quem Deve Ser o [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Boris Khovriak, soldado ucraniano e protagonista do documentário <em>Timestamp</em>, de Kateryna Gornostai, que está em competição no Festival de Berlim, afirmou que “a única opção é vencer esta guerra” em resposta aos comentários controversos do presidente dos EUA, <strong>Donald Trump</strong>, sobre o conflito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ver também : <a href="https://www.clubedecinema.pt/amazon-boss-jeff-bezos-pergunta-quem-deve-ser-o-proximo-james-bond-e-a-resposta-e-clara/">Amazon Boss Jeff Bezos Pergunta Quem Deve Ser o Próximo James Bond — E a Resposta é Clara</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante a conferência de imprensa do filme em Berlim, Khovriak declarou: “A cada 100 anos, a Rússia tenta destruir a cultura ucraniana e o Estado ucraniano”. Acrescentou ainda que “a Federação Russa deve ser empurrada para lá das fronteiras reconhecidas internacionalmente; devemos defender a Ucrânia acima de tudo”.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Contexto das Declarações</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Os comentários de Khovriak surgem após Trump ter chamado <strong>Volodymyr Zelensky</strong> de “dictador” e ter declarado que ele “deveria agir rápido” ou “não terá mais um país”, numa publicação na sua rede social <strong>Truth Social</strong>.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>O Documentário ‘Timestamp’</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Khovriak</em>, que antes de ser chamado para o exército era professor, é uma das figuras centrais de <em>Timestamp</em>, um documentário que explora como a guerra afetou a vida de estudantes e professores na Ucrânia. O soldado compareceu à conferência de imprensa <strong>vestindo o uniforme militar</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Questionado sobre as suas emoções em relação ao filme, respondeu: “Não se trata das minhas emoções. É difícil expressá-las em palavras. Mas entendo que devemos defender a Ucrânia e o nosso sistema educacional contra a agressão russa. Independentemente do que aconteça, continuaremos a defender a Ucrânia e a proteger as nossas crianças.”</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Apoio e Reconhecimento Internacional</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Durante a conferência, o jornalista norte-americano <strong>Daniel Eagan</strong> dirigiu-se à equipa do filme: “Gostaria de pedir desculpa pelo meu país. Parte dos EUA apoia a Ucrânia, mas as pessoas erradas estão no poder. Agradeço-vos por este filme incrível que mostra por que motivo devemos apoiar o vosso país.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">A distribuição mundial de <em>Timestamp</em> está a cargo da empresa belga <strong>Best Friend Forever</strong>. O filme marca a segunda longa-metragem de <strong>Kateryna Gornostai</strong>, depois de <em>Stop-Zemilia</em>, que teve estreia na secção Generation da Berlinale 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A produtora <strong>Olha Bregman</strong> revelou que espera que <strong>Zelensky compareça à estreia ucraniana do filme</strong>, numa data ainda por confirmar. “A Berlinale tem a primeira oportunidade de exibir este filme. É o primeiro filme ucraniano em competição no festival em mais de 28 anos.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">A realizadora <strong>Kateryna Gornostai</strong> esteve ausente da conferência de imprensa, uma vez que deu à luz há apenas dois dias. O editor e seu parceiro, <strong>Nikon Romanchenko</strong>, indicou que ela poderia ainda comparecer na estreia mundial do filme na mesma noite. “Espero que ela consiga assistir à estreia hoje, e que possamos trocar de lugar, e eu ficarei com o bebê”, comentou.<br /><br />este: <a href="https://www.clubedecinema.pt/judd-apatow-vai-realizar-documentario-sobre-norm-macdonald-e-pede-ajuda-da-internet/">Judd Apatow Vai Realizar Documentário Sobre Norm Macdonald e Pede Ajuda da Internet</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">A produtora <strong>Natalia Libet</strong> encerrou a conferência com uma mensagem de esperança: “<em>Timestamp</em> fala sobre o futuro. Ainda acreditamos que podemos ter um futuro feliz.”</p>
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		<title>&#8220;The Shards&#8221; de Masha Chernaya Vence o Grande Prémio do DocLisboa: Uma Perspectiva Íntima da Guerra na Ucrânia</title>
		<link>https://clubedecinema.pt/the-shards-de-masha-chernaya-vence-o-grande-premio-do-doclisboa-uma-perspectiva-intima-da-guerra-na-ucrania-2/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Oct 2024 08:20:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[cinema de guerra]]></category>
		<category><![CDATA[cinema documental]]></category>
		<category><![CDATA[cinema russo]]></category>
		<category><![CDATA[DocLisboa]]></category>
		<category><![CDATA[festival DocLisboa]]></category>
		<category><![CDATA[Grande Prémio DocLisboa]]></category>
		<category><![CDATA[guerra na Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Masha Chernaya]]></category>
		<category><![CDATA[The Shards]]></category>
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					<description><![CDATA[O prestigiado&#160;Grande Prémio Cidade de Lisboa&#160;da 22.ª edição do festival de cinema DocLisboa foi atribuído ao filme&#160;&#8220;The Shards&#8221;, da realizadora russa&#160;Masha Chernaya. Esta obra, uma produção conjunta da Geórgia e da Alemanha, destacou-se na competição internacional do festival, abordando de forma inovadora e poética o impacto da guerra na Ucrânia. Para o júri do DocLisboa, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O prestigiado&nbsp;<strong>Grande Prémio Cidade de Lisboa</strong>&nbsp;da 22.ª edição do festival de cinema DocLisboa foi atribuído ao filme&nbsp;<strong>&#8220;The Shards&#8221;</strong>, da realizadora russa&nbsp;<strong>Masha Chernaya</strong>. Esta obra, uma produção conjunta da Geórgia e da Alemanha, destacou-se na competição internacional do festival, abordando de forma inovadora e poética o impacto da guerra na Ucrânia. Para o júri do DocLisboa, o filme de Chernaya vai além da simples documentação de uma realidade trágica, ao buscar um sentido mais profundo através da &#8220;poética organizada das suas imagens&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ver também: <a href="https://www.clubedecinema.pt/gerard-depardieu-vai-a-tribunal-as-acusacoes-de-violencia-sexual-e-a-queda-de-um-icone-do-cinema-frances/" data-type="post" data-id="9587">Gérard Depardieu Vai a Tribunal: As Acusações de Violência Sexual e a Queda de um Ícone do Cinema Francês</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>&#8220;The Shards&#8221;</strong>&nbsp;retrata a trajetória de Masha, uma jovem russa que decide abandonar o seu país em 2022, no início do conflito ucraniano. A narrativa desenvolve-se como um diário fragmentado, onde a protagonista regista a sua nova realidade longe do país natal, recusando a violência e lidando com a perda de uma vida que nunca poderá recuperar. É através deste olhar íntimo e introspectivo que o filme capta o impacto da guerra, transformando a experiência pessoal de Masha num testemunho universal sobre os dilemas enfrentados por aqueles que se opõem à guerra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Chernaya, a intenção não era apenas relatar os factos, mas também transmitir o desespero e a vulnerabilidade da protagonista, criando uma conexão emocional com o espectador. A escolha de um estilo visual fragmentado e sensível permite ao público experienciar o filme como uma colagem de memórias e emoções que refletem a desorientação e a dor de deixar para trás o seu lar e cultura.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Destaques e Prémios no DocLisboa</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Além do prémio máximo atribuído a&nbsp;<strong>&#8220;The Shards&#8221;</strong>, a competição internacional do DocLisboa deste ano destacou outros filmes que se destacaram pela originalidade e profundidade emocional. Entre os premiados, incluem-se&nbsp;<strong>&#8220;Fire Supply&#8221;</strong>&nbsp;de&nbsp;<strong>Lucía Seles</strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>&#8220;The Anchor&#8221;</strong>&nbsp;de&nbsp;<strong>Jen Debauche</strong>, ambos galardoados com o Prémio Cupra.&nbsp;<strong>&#8220;Fire Supply&#8221;</strong>&nbsp;foi elogiado como um “folhetim urbano cómico e triste” que explora a disfunção das grandes cidades modernas, enquanto&nbsp;<strong>&#8220;The Anchor&#8221;</strong>, protagonizado pela renomada atriz&nbsp;<strong>Charlotte Rampling</strong>, é uma viagem introspectiva pela alma de uma psicoterapeuta que revisita gravações de sessões com antigos pacientes. Este último foi ainda distinguido com o Prémio Revelação Canais TVCine, garantindo exibição televisiva em Portugal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A competição portuguesa também trouxe ao público obras de grande valor cultural e social, com o Prémio MAX para melhor filme a ser atribuído a&nbsp;<strong>&#8220;O Palácio de Cidadãos&#8221;</strong>&nbsp;de&nbsp;<strong>Rui Pires</strong>, um retrato minucioso sobre a Assembleia da República. Em menção honrosa,&nbsp;<strong>“As noites ainda cheiram a pólvora”</strong>, de&nbsp;<strong>Inadelso Cossa</strong>, recebeu o Prémio Sociedade Portuguesa de Autores, enquanto&nbsp;<strong>“Estou aqui”</strong>, de&nbsp;<strong>Zsófia Paczolay</strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>Dorian Rivière</strong>, foi distinguido com o Prémio Escola pela sua abordagem inovadora.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O Valor Cultural e Político do DocLisboa</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O DocLisboa é conhecido pela sua curadoria criteriosa e pelo foco em temas sociais e políticos relevantes, com especial atenção para contextos de opressão, resistência e identidade. A escolha de filmes como <strong>&#8220;The Shards&#8221;</strong> reflete o compromisso do festival em destacar narrativas que exploram a humanidade em situações de crise. O evento, que se tornou um ponto de referência para o cinema documental, oferece uma plataforma importante para vozes emergentes e cineastas que abordam realidades complexas de forma criativa e reflexiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ver também : <a href="https://www.clubedecinema.pt/festival-doclisboa-inicia-com-homenagem-a-revolucao-do-25-de-abril/" data-type="post" data-id="9360">Festival DocLisboa Inicia com Homenagem à Revolução do 25 de Abril</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">A vitória de&nbsp;<strong>&#8220;The Shards&#8221;</strong>&nbsp;no DocLisboa representa um reconhecimento internacional à jovem realizadora&nbsp;<strong>Masha Chernaya</strong>&nbsp;e ao seu talento em transformar uma experiência pessoal de perda e exílio numa reflexão sobre a fragilidade e a resiliência humana perante a guerra. O filme, já aclamado pela crítica, poderá alcançar ainda mais audiências e consolidar o seu lugar como uma obra marcante no cinema documental contemporâneo.</p>
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					<wfw:commentRss>https://clubedecinema.pt/the-shards-de-masha-chernaya-vence-o-grande-premio-do-doclisboa-uma-perspectiva-intima-da-guerra-na-ucrania-2/feed/</wfw:commentRss>
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