<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>filmes sobre burlões &#8211; Clube de Cinema</title>
	<atom:link href="https://clubedecinema.pt/tag/filmes-sobre-burloes/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://clubedecinema.pt</link>
	<description>Vá lá! Façam Fitas!</description>
	<lastBuildDate>Tue, 25 Mar 2025 13:43:06 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-PT</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0</generator>

<image>
	<url>https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2024/07/cropped-clubedecinemalogo-32x32.jpg</url>
	<title>filmes sobre burlões &#8211; Clube de Cinema</title>
	<link>https://clubedecinema.pt</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>“The Sting”: O Golpe Perfeito que Quase Ficava na Gaveta</title>
		<link>https://clubedecinema.pt/the-sting-o-golpe-perfeito-que-quase-ficava-na-gaveta/</link>
					<comments>https://clubedecinema.pt/the-sting-o-golpe-perfeito-que-quase-ficava-na-gaveta/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Mar 2025 13:43:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[clássicos de Hollywood]]></category>
		<category><![CDATA[curiosidades The Sting]]></category>
		<category><![CDATA[David S. Ward argumento]]></category>
		<category><![CDATA[filmes sobre burlões]]></category>
		<category><![CDATA[grandes argumentos de cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Paul Newman e Robert Redford]]></category>
		<category><![CDATA[Robert Shaw The Sting]]></category>
		<category><![CDATA[The Sting filme]]></category>
		<category><![CDATA[The Sting Oscars]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.clubedecinema.pt/?p=14171</guid>

					<description><![CDATA[🎩💼 Em 1973, estreava nos cinemas&#160;The Sting&#160;(A Golpada), uma das obras-primas do cinema americano. Passados mais de 50 anos, o filme continua a ser uma referência no género de comédia policial, um exemplo de argumento engenhoso e de realização precisa — e tudo isso por muito pouco não ficou enterrado no fundo de uma pilha [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f3a9.png" alt="🎩" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f4bc.png" alt="💼" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> Em 1973, estreava nos cinemas&nbsp;<em>The Sting</em>&nbsp;(<em>A Golpada</em>), uma das obras-primas do cinema americano. Passados mais de 50 anos, o filme continua a ser uma referência no género de comédia policial, um exemplo de argumento engenhoso e de realização precisa — e tudo isso por muito pouco não ficou enterrado no fundo de uma pilha de guiões rejeitados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ver também: <a href="https://www.clubedecinema.pt/rege-jean-page-sera-o-novo-conde-de-monte-cristo-classico-de-dumas-volta-ao-cinema-com-nova-roupagem/">Regé-Jean Page será o novo Conde de Monte Cristo: clássico de Dumas volta ao cinema com nova roupagem</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">A história do sucesso de&nbsp;<em>The Sting</em>&nbsp;começa antes das câmaras começarem a rodar. O argumento original de&nbsp;<strong>David S. Ward</strong>, inspirado pelas suas pesquisas sobre carteiristas e burlões, foi um verdadeiro golpe de mestre. O guionista explicou que nunca tinha visto um filme sobre vigaristas que operassem com esquemas tão elaborados e que decidiu preencher essa lacuna.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A Arte da Burla (e do Argumento)</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O desafio de Ward foi encontrar o equilíbrio perfeito entre o que o público deveria saber e o que devia ser ocultado. Como ele próprio disse, “os espectadores não precisam de saber todos os pormenores do esquema, mas têm de sentir que estão dentro do jogo”. A chave seria criar vilões bem definidos, heróis com carisma e uma teia de enganos complexa, mas compreensível.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foram precisos&nbsp;<strong>mais de doze meses</strong>&nbsp;a reescrever e ajustar o argumento. Ward queria que o espectador se sentisse cúmplice da vigarice, e não apenas um observador passivo. A ideia de uma espécie de “irmandade subterrânea de burlões” que se juntam para um grande golpe e depois desaparecem como sombras foi uma das grandes inovações da narrativa.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O Guião Perdido que Valia Ouro</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">E se o argumento é hoje considerado uma obra-prima, isso deve-se em parte a um golpe de sorte (ou de visão):&nbsp;<strong>Rob Cohen</strong>, futuro realizador de&nbsp;<em>Fast &amp; Furious</em>, encontrou o guião no chamado&nbsp;<em>slush pile</em>&nbsp;— a pilha de textos não solicitados que, na maioria das vezes, nunca são lidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na altura, Cohen era apenas um leitor de guiões para o agente&nbsp;<strong>Mike Medavoy</strong>. Quando leu&nbsp;<em>The Sting</em>, ficou extasiado e escreveu na sua análise:&nbsp;<em>“É o grande guião americano… será um filme vencedor de prémios, com um grande elenco e um grande realizador.”</em>&nbsp;Medavoy desafiou Cohen:&nbsp;<em>“Se não o venderes, estás despedido.”</em>&nbsp;No mesmo dia, a&nbsp;<strong>Universal comprou o guião</strong>. Cohen ainda hoje tem a sua análise original emoldurada no escritório.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Paul Newman, Redford e a Magia do Duplo Golpe</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O guião original tinha a personagem&nbsp;<strong>Henry Gondorff</strong>&nbsp;como um burlão envelhecido, decadente e alcoólico. Mas quando&nbsp;<strong>Paul Newman</strong>&nbsp;entrou no projeto, Ward foi rápido a adaptar a personagem para lhe dar o brilho e o protagonismo que merecia. Afinal, esta era a segunda colaboração de Newman com&nbsp;<strong>Robert Redford</strong>, depois do sucesso de&nbsp;<em>Butch Cassidy and the Sundance Kid</em>&nbsp;(1969), e Hollywood sabia que esta dupla tinha ouro nas mãos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Newman, que sempre fora aconselhado a evitar comédias por não ter o “toque leve”, agarrou a oportunidade com unhas e dentes. Queria provar que era tão bom a fazer rir como a emocionar. O resultado? Um desempenho carismático, elegante e absolutamente cativante.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Um Vilão com Dor Real e Óscar Negado</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro ponto alto do filme é o vilão&nbsp;<strong>Doyle Lonnegan</strong>, interpretado pelo magnético&nbsp;<strong>Robert Shaw</strong>. Curiosamente, o realizador&nbsp;<strong>George Roy Hill</strong>&nbsp;queria inicialmente Richard Boone para o papel, mas foi Newman quem insistiu em enviar o guião a Shaw, que estava a filmar na Irlanda. Shaw aceitou o papel… e trouxe consigo um detalhe que viria a marcar a personagem: uma&nbsp;<strong>mancada genuína</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pouco antes do início das filmagens, Shaw escorregou num campo de handebol e lesionou os ligamentos de um joelho. Em vez de atrasar a produção, decidiu incorporar o andar manco na personagem — uma nuance que só tornou Lonnegan ainda mais imponente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Infelizmente, Shaw não foi nomeado para o Óscar de Melhor Ator Secundário, segundo consta por ter exigido que o seu nome aparecesse nos créditos logo a seguir aos de Newman e Redford, antes do título do filme. Uma exigência ousada… e penalizadora.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Um Golpe Clássico</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>The Sting</em>&nbsp;ganhou&nbsp;<strong>sete Óscares</strong>, incluindo Melhor Filme, Melhor Realização e Melhor Argumento Original. É uma obra de precisão narrativa e charme irresistível, com uma banda sonora inesquecível que ressuscitou o ragtime de Scott Joplin para uma nova geração.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ver também : <a href="https://www.clubedecinema.pt/%f0%9f%8e%ac-5-filmes-imperdiveis-para-ver-em-streaming-em-portugal-excelencia-garantida-pela-critica/"><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f3ac.png" alt="🎬" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> 5 Filmes Imperdíveis Para Ver em Streaming em Portugal: Excelência Garantida pela Crítica</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">É também um exemplo raro de como talento, sorte e alguma teimosia podem transformar uma ideia aparentemente esquecida numa das maiores joias do cinema clássico.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p class="wp-block-paragraph"><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f3ac.png" alt="🎬" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> Se ainda não viste&nbsp;<em>The Sting</em>, faz parte da tua formação cinéfila obrigatória. E se já viste… volta a ver. Afinal, a arte da burla nunca sai de moda — sobretudo quando é feita com este nível de mestria.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://clubedecinema.pt/the-sting-o-golpe-perfeito-que-quase-ficava-na-gaveta/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
