<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>filmes poéticos &#8211; Clube de Cinema</title>
	<atom:link href="https://clubedecinema.pt/tag/filmes-poeticos/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://clubedecinema.pt</link>
	<description>Vá lá! Façam Fitas!</description>
	<lastBuildDate>Fri, 16 May 2025 10:59:42 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-PT</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>

<image>
	<url>https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2024/07/cropped-clubedecinemalogo-32x32.jpg</url>
	<title>filmes poéticos &#8211; Clube de Cinema</title>
	<link>https://clubedecinema.pt</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Em Busca da Quimera: Josh O’Connor Brilha Num Poético Assalto ao Passado e à Alma 💎🎥</title>
		<link>https://clubedecinema.pt/em-busca-da-quimera-josh-oconnor-brilha-num-poetico-assalto-ao-passado-e-a-alma-%f0%9f%92%8e%f0%9f%8e%a5/</link>
					<comments>https://clubedecinema.pt/em-busca-da-quimera-josh-oconnor-brilha-num-poetico-assalto-ao-passado-e-a-alma-%f0%9f%92%8e%f0%9f%8e%a5/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 May 2025 10:59:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Em Casa]]></category>
		<category><![CDATA[Filmin]]></category>
		<category><![CDATA[arqueologia e amor]]></category>
		<category><![CDATA[cinema europeu]]></category>
		<category><![CDATA[cinema italiano 2024]]></category>
		<category><![CDATA[filmes poéticos]]></category>
		<category><![CDATA[Josh O’Connor Alice Rohrwacher]]></category>
		<category><![CDATA[La Chimera filme]]></category>
		<category><![CDATA[tombaroli filme]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.clubedecinema.pt/?p=15776</guid>

					<description><![CDATA[Alice Rohrwacher assina um filme mágico sobre aquilo que todos procuramos mas nunca encontramos Há filmes que se vêem com os olhos, outros com o coração.&#160;La Chimera, da realizadora italiana Alice Rohrwacher, pertence ao segundo grupo — uma obra melancólica, terrosa e encantada sobre perdas, luto, beleza e a eterna procura de algo que talvez [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>Alice Rohrwacher assina um filme mágico sobre aquilo que todos procuramos mas nunca encontramos</strong></p>



<p>Há filmes que se vêem com os olhos, outros com o coração.&nbsp;<em>La Chimera</em>, da realizadora italiana Alice Rohrwacher, pertence ao segundo grupo — uma obra melancólica, terrosa e encantada sobre perdas, luto, beleza e a eterna procura de algo que talvez não exista. Josh O’Connor, o actor britânico que brilhou recentemente em&nbsp;<em>Challengers</em>, dá corpo (e alma) a um salteador arqueológico que escava muito mais do que túmulos. Escava o passado. E a sua própria dor.</p>



<p>ver também : <a href="https://www.clubedecinema.pt/profecia-satanica-ou-pura-coincidencia-filme-de-mexicano-acerta-no-papa-leao-xiv-%f0%9f%98%b1%f0%9f%8e%ac/">Profecia Satânica ou Pura Coincidência? Filme de Mexicano “Acerta” no Papa Leão XIV <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f631.png" alt="😱" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f3ac.png" alt="🎬" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Um arqueólogo fora da lei, mas dentro da poesia</strong></h2>



<p>O filme situa-se na Itália dos anos 80, onde Arthur (O’Connor), um arqueólogo britânico de passado misterioso, junta-se a um grupo de “tombaroli” — saqueadores de túmulos etruscos — que procuram artefactos para vender no mercado negro. Mas o que move Arthur não é apenas ganância. É a ausência. A perda de Beniamina, o grande amor da sua vida. A sua quimera.</p>



<p>Enquanto os companheiros de crime procuram objectos de valor, Arthur parece escavar obsessivamente na esperança de encontrar algo intangível: um vestígio, um sinal, uma ligação ao que perdeu. A câmara de Rohrwacher, sempre sensível ao mundo rural, às tradições e à fantasia do quotidiano, capta tudo com uma leveza quase mágica, como se estivéssemos num sonho filmado em película desgastada pelo tempo.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Um filme que flutua entre o real e o imaginário</strong></h2>



<p>Alice Rohrwacher — autora de&nbsp;<em>As Maravilhas</em>&nbsp;e&nbsp;<em>Lazzaro Felice</em>&nbsp;— volta a mostrar que ninguém filma como ela as margens da Itália: as casas em ruínas, as festas populares, os rostos marcados e os rituais perdidos. Mas aqui vai mais longe, misturando elementos mitológicos com um tom quase de fábula — sem nunca perder o pé no mundo real.</p>



<p>Há humor (muito, aliás), mas também uma tristeza profunda, quase mineral, que atravessa o filme como uma corrente subterrânea. As personagens secundárias — entre elas uma velhinha encantadora interpretada por Isabella Rossellini — ajudam a criar um universo excêntrico, mas de uma humanidade desarmante.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Josh O’Connor: um actor com alma antiga</strong></h2>



<p>É impossível falar de&nbsp;<em>La Chimera</em>&nbsp;sem destacar a interpretação de Josh O’Connor. O seu Arthur é contido, ferido, distante — e, ainda assim, magnético. Há nele algo de santo e de ladrão, de arqueólogo e de fantasma. Com um sotaque italiano vacilante (propositado), o actor parece sempre deslocado, como alguém que vive entre dois mundos — o dos vivos e o dos mortos, o do presente e o da memória.</p>



<p>Depois de papéis marcantes em&nbsp;<em>The Crown</em>&nbsp;e no recente sucesso&nbsp;<em>Challengers</em>, esta é talvez a sua interpretação mais delicada e madura. Um homem a quem falta algo — e que decide procurar esse algo nos lugares mais improváveis.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A quimera somos todos nós</strong></h2>



<p>O título do filme, claro, remete para a criatura mitológica feita de partes incompatíveis. Mas também para o conceito de um desejo impossível. E é isso que Rohrwacher nos mostra com mestria: que todos temos uma quimera. Algo que perdemos, algo que queremos, algo que talvez nunca tenha existido.</p>



<p><a href="https://www.clubedecinema.pt/o-regresso-de-henrique-galvao-ao-cinema-palacio-do-cidadao-brilha-em-cannes-com-estreia-mundial-%f0%9f%8e%ac%f0%9f%87%b5%f0%9f%87%b9/">O Regresso de Henrique Galvão ao Cinema: “Palácio do Cidadão” Brilha em Cannes com Estreia Mundial <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f3ac.png" alt="🎬" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f1f5-1f1f9.png" alt="🇵🇹" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></a></p>



<p><em>La Chimera</em>&nbsp;é uma carta de amor ao que está perdido — no solo, no tempo e no coração. Um filme sobre a beleza da busca, mesmo quando não há nada para encontrar.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://clubedecinema.pt/em-busca-da-quimera-josh-oconnor-brilha-num-poetico-assalto-ao-passado-e-a-alma-%f0%9f%92%8e%f0%9f%8e%a5/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
