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	<title>filmes esquecidos anos 90 &#8211; Clube de Cinema</title>
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		<title>O Filme Político Dos Anos 90 Que Encantou o Mundo — e Que Quase Todos Esqueceram</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Elson Baessa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Dec 2025 10:55:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Dave (1993), com Kevin Kline e Sigourney Weaver, foi um fenómeno de bilheteira e crítica — mas hoje vive meio perdido na memória colectiva. Vale a pena recuperá-lo. Há filmes que envelhecem mal, outros que envelhecem bem — e depois há&#160;Dave, aquela comédia política irresistivelmente leve que, nos anos 90, encantou público, crítica e até [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>Dave (1993), com Kevin Kline e Sigourney Weaver, foi um fenómeno de bilheteira e crítica — mas hoje vive meio perdido na memória colectiva. Vale a pena recuperá-lo.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Há filmes que envelhecem mal, outros que envelhecem bem — e depois há&nbsp;<em>Dave</em>, aquela comédia política irresistivelmente leve que, nos anos 90, encantou público, crítica e até a Casa Branca, mas que hoje raramente entra nas conversas nostálgicas sobre a década. O que é estranho, porque&nbsp;<em>Dave</em>&nbsp;foi um sucesso colossal: rendeu mais de 92 milhões de dólares nos Estados Unidos, custou apenas 28 milhões, conquistou 95% no Rotten Tomatoes e até conseguiu uma nomeação aos Óscares para Melhor Argumento Original.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ler também : <a href="https://clubedecinema.pt/scarlett-johansson-reafirma-posicao-sobre-woody-allen-e-reflecte-sobre-integridade-maturidade-e-consequencias-na-carreira/">Scarlett Johansson Reafirma Posição Sobre Woody Allen — e Reflecte Sobre Integridade, Maturidade e Consequências na Carreira</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Sim, estamos a falar de uma comédia romântica-política que agradou tanto aos democratas como aos republicanos, numa altura em que ainda era possível fazer sátira com elegância — sem cair no cinismo corrosivo que domina a política moderna. Quando até Bill Clinton, então Presidente dos Estados Unidos, se declarou fã do filme (mesmo sendo alvo de uma ou outra picada humorística relacionada com casos extraconjugais…), é porque algo muito especial estava ali.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A premissa é tão deliciosa quanto improvável: Kevin Kline interpreta dois papéis — o Presidente Mitchell, um político corrupto e mulherengo, e Dave, um cidadão comum, genuinamente simpático, que ganha a vida como imitador ocasional do Presidente. Quando Mitchell sofre um AVC durante um encontro secreto com a amante, o seu Chefe de Gabinete, Bob Alexander (Frank Langella, absolutamente formidável no papel de vilão), decide substituir o Presidente por Dave para proteger interesses… pouco limpos. Dave, que inicialmente aceita o papel por ingenuidade, acaba por tentar governar com bondade e bom senso, enquanto descobre as sombras do poder.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A sátira é certeira, mas nunca maliciosa. Escarnece das instituições, mas acredita nelas. Critica políticos, mas não perde fé na ideia de serviço público. E, sobretudo, aposta na velha máxima que a política actual abandonou: presumir boa fé. Dave, um cidadão comum com valores simples, chega à Casa Branca e tenta apenas fazer a coisa certa — incluindo salvar um programa de apoio a sem-abrigo ao encontrar poupanças com a ajuda do seu contabilista, convidado para jantar no Salão de Estado. Ingénuo? Talvez. Reconfortante? Sem dúvida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao lado de Kline está Sigourney Weaver, como a Primeira-Dama, uma mulher desencantada pelo marido real, mas fascinada pelo “novo” Presidente — gentil, atencioso e emocionalmente disponível. A química é perfeita e a narrativa chega mesmo a brincar, de forma subtil e memoravelmente insinuada, com diferenças anatómicas detectadas no duche presidencial…</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Dave</em>&nbsp;reuniu ainda um desfile de personalidades reais da política e dos media dos anos 90: Jay Leno, Larry King, Tip O’Neill, senadores em funções, Helen Thomas, Arnold Schwarzenegger e até Oliver Stone, que aparece a parodiar as suas próprias teorias conspirativas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No centro de tudo, porém, está Kevin Kline. A sua interpretação dupla — o Presidente cínico e o imitador decente — sustenta a alma do filme: a crença de que, mesmo no meio da corrupção, ainda há espaço para decência, compaixão e humor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ler também : <a href="https://clubedecinema.pt/scarlett-johansson-recusa-pressoes-e-mantem-referencia-ao-holocausto-no-seu-primeiro-filme-como-realizadora/">Scarlett Johansson Recusa Pressões e Mantém Referência ao Holocausto no Seu Primeiro Filme como Realizadora</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Trinta anos depois,&nbsp;<em>Dave</em>&nbsp;continua leve, doce, surpreendentemente actual e, acima de tudo, profundamente humano. Talvez seja por isso que vale a pena resgatá-lo — especialmente numa época em que a política parece tentar convencer-nos do contrário.</p>
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