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	<title>filmes Disney 2024 &#8211; Clube de Cinema</title>
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		<title>Crítica:🎥 Branca de Neve e o Espelho Quebrado da Disney</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Mar 2025 10:04:35 +0000</pubDate>
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<p class="wp-block-paragraph">A nova versão em imagem real de&nbsp;<em>Branca de Neve</em>&nbsp;chegou aos cinemas com a habitual pompa que acompanha os clássicos da Disney. No entanto, a estreia foi tudo menos mágica: com uma receção morna da crítica, divisões entre os fãs e resultados dececionantes nas bilheteiras, o filme parece mais um espelho estilhaçado do que uma revitalização corajosa de um conto imortal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de contar com Rachel Zegler no papel da princesa e Gal Gadot como a Rainha Má, e de prometer uma abordagem mais atual à história,&nbsp;<em>Branca de Neve</em>&nbsp;acaba por cair numa zona cinzenta entre o conservadorismo estético e o medo de se comprometer com uma visão arrojada. E se há algo que esta história nos ensina é que fugir do espelho nunca resolveu nada.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="500" height="281" src="https://www.clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/03/MV5BOTNhMWFiNjktNmVjZS00ZTFmLTk1NTItYmQ3NjY4NmFlNDIwXkEyXkFqcGdeQXZ3ZXNsZXk@._V1_QL75_UY281_CR00500281_.jpg" alt="" class="wp-image-14189" style="width:778px;height:auto" srcset="https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/03/MV5BOTNhMWFiNjktNmVjZS00ZTFmLTk1NTItYmQ3NjY4NmFlNDIwXkEyXkFqcGdeQXZ3ZXNsZXk@._V1_QL75_UY281_CR00500281_.jpg 500w, https://clubedecinema.pt/wp-content/uploads/2025/03/MV5BOTNhMWFiNjktNmVjZS00ZTFmLTk1NTItYmQ3NjY4NmFlNDIwXkEyXkFqcGdeQXZ3ZXNsZXk@._V1_QL75_UY281_CR00500281_-300x169.jpg 300w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /></figure>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>Uma princesa (ligeiramente) diferente</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Rachel Zegler prometeu uma Branca de Neve com mais agência, uma jovem capaz de enfrentar os seus desafios e conduzir a sua própria história. E em certa medida, a nova versão concede-lhe esse protagonismo: aqui, a princesa não espera passivamente pelo príncipe, nem depende de um beijo mágico. É ela quem toma as rédeas e lidera a resistência contra a tirania da sua madrasta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, essa tentativa de modernização rapidamente se perde entre escolhas narrativas frágeis e visuais estéreis. A estética do filme parece não confiar na sua própria magia: os cenários são maioritariamente digitais e sem vida, os anões são recriados com CGI de gosto duvidoso (e expressões que roçam o inquietante), e os momentos musicais soam descontextualizados, algures entre o genérico e o forçado.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Um mundo encantado sem encanto</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Se há algo que o original de 1937 oferecia — para além de um marco na história da animação — era um sentido palpável de maravilha. Esta versão, pelo contrário, parece prisioneira da indecisão. A floresta encantada transforma-se num palco artificial onde a protagonista vagueia sem verdadeiro assombro. As canções novas, compostas por Benj Pasek e Justin Paul, oscilam entre o efémero e o esquecível, contrastando com os clássicos icónicos como “Heigh-Ho” ou “Whistle While You Work”, que aqui surgem descontextualizados ou abandonados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E o que dizer da Rainha Má? Gal Gadot entrega-se ao papel com um brilho superficial, mas falta-lhe a crueldade sublime de uma vilã que vive da sua vaidade. A sua canção a solo, supostamente grandiosa, termina num silêncio constrangedor nas salas de cinema — não por reverência, mas por falta de impacto.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Onde está a ousadia da Disney?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A verdade é que&nbsp;<em>Branca de Neve</em>&nbsp;poderia ter sido um ponto de viragem. Um momento em que a Disney mostrava coragem para reinventar verdadeiramente os seus clássicos, não apenas maquilhá-los com tecnologia moderna. Mas tal como a maçã envenenada, esta versão é bela por fora e inócua por dentro. O filme tenta agradar a todos — ao público nostálgico e às novas gerações — e acaba por não satisfazer plenamente nenhum.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo as intenções mais louváveis, como dar mais profundidade à personagem principal ou questionar a passividade do romance original, são anuladas por um guião pouco arriscado e uma realização que parece mais preocupada em evitar polémicas do que em contar uma história com alma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A receção morna (43% no Rotten Tomatoes, uma das piores avaliações entre os remakes da Disney) e o fraco desempenho nas bilheteiras são reflexos não de uma guerra cultural — como alguns apressadamente querem apontar — mas da simples constatação de que o público exige mais. Quer histórias bem contadas. Quer emoção genuína. E quer magia, não apenas efeitos especiais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Uma lição por aprender</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O mais irónico? O próprio filme inclui uma cena onde a nova Branca de Neve apela ao povo do seu reino para recuperar a coragem que perdeu sob o domínio da Rainha Má. É uma mensagem que poderia (e deveria) aplicar-se à Disney. Ao insistir numa fórmula estafada de nostalgia, efeitos digitais e adaptações pouco imaginativas, a casa do rato mais famoso do mundo corre o risco de se tornar refém da sua própria vaidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tal como a princesa que caiu em sono profundo, talvez esteja na altura de a Disney acordar. Não com um beijo, mas com ideias novas, coragem criativa e uma vontade genuína de reencantar o mundo.</p>
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