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	<title>filme Drácula 2025 &#8211; Clube de Cinema</title>
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		<title>Dracula: A Love Tale — Luc Besson Morde Bram Stoker com Estilo…</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Jul 2025 09:07:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O novo filme do realizador de O Quinto Elemento aposta na estética gótica e no erotismo, mas perde-se numa história de amor tão superficial quanto estereotipada Luc Besson está de volta ao cinema fantástico com&#160;Dracula: A Love Tale, uma ambiciosa adaptação (romântica, segundo o próprio) do clássico de Bram Stoker. Estreia a 30 de Julho em Portugal [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>O novo filme do realizador de O Quinto Elemento aposta na estética gótica e no erotismo, mas perde-se numa história de amor tão superficial quanto estereotipada</strong></p>



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<p class="wp-block-paragraph">Luc Besson está de volta ao cinema fantástico com&nbsp;<em>Dracula: A Love Tale</em>, uma ambiciosa adaptação (romântica, segundo o próprio) do clássico de Bram Stoker. Estreia a 30 de Julho em Portugal e promete mergulhar o espectador num ambiente gótico, sensual e visualmente exuberante — tudo ao estilo característico do realizador francês.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ver também : B<a href="https://www.clubedecinema.pt/ben-stiller-celebra-os-pais-em-documentario-emotivo-stiller-meara-nothing-is-lost/">en Stiller Celebra os Pais em Documentário Emotivo: Stiller &amp; Meara: Nothing Is Lost</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas se a promessa era reinventar a lenda do mais célebre dos vampiros, o resultado é mais uma incursão nos terrenos batidos do cliché, com muito fogo-de-artifício visual e pouca substância emocional.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Um amor que atravessa os séculos… mas sem grande alma</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A narrativa segue os passos do príncipe Vladimir e da princesa Elisabeta, cuja paixão trágica no coração da Transilvânia medieval acaba em maldição. O príncipe, desesperado pela morte da sua amada, blasfema contra Deus e é condenado à vida eterna como o temível Conde Drácula. Séculos depois, em plena Paris de 1889 (com a recém-erigida Torre Eiffel como pano de fundo), encontra uma jovem que acredita ser a reencarnação de Elisabeta: Mina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se esta premissa soa familiar, é porque o filme pisa exactamente os mesmos terrenos de&nbsp;<em>Bram Stoker’s Dracula</em>&nbsp;de Coppola, mas com menos profundidade e mais efeitos visuais.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Visualmente exuberante, narrativamente frouxo</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Com um orçamento de&nbsp;<strong>45 milhões de euros</strong>, Besson não poupou na produção: figurinos detalhados, cenários sumptuosos, planos rápidos como videoclipes e uma banda sonora arrebatadora de&nbsp;<strong>Danny Elfman</strong>, o compositor habitual de Tim Burton.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O elenco é igualmente ecléctico:&nbsp;<strong>Caleb Landry Jones</strong>&nbsp;(num Drácula perturbador e magnético),&nbsp;<strong>Zoë Bleu</strong>&nbsp;(filha de Rosanna Arquette, aqui numa prestação surpreendente e intensa como Elisabeta/Mina),&nbsp;<strong>Christoph Waltz</strong>&nbsp;como um enigmático padre e&nbsp;<strong>Guillaume de Tonquédec</strong>&nbsp;como médico. A diversidade do elenco é louvável, mas nem sempre serve a coerência do enredo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E é justamente no coração emocional do filme — a tal “história de amor” — que tudo vacila.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Uma paixão de plástico</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Besson explora abertamente o erotismo da lenda de Drácula, mas fá-lo de forma superficial e quase adolescente. O filme começa com uma cena sexual marcada por uma representação algo inquietante de dominação, e avança com uma sucessão de momentos que parecem saídos de um catálogo de paixões teen mal escritas. A ausência de diálogo real entre os protagonistas impede qualquer desenvolvimento emocional significativo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pior: a personagem feminina é reduzida a um espelho do desejo masculino. Elisabeta/Mina, apesar do talento de Zoë Bleu, vive eternamente sob o olhar e o capricho de Drácula, nunca sendo verdadeiramente agente da sua própria história. É uma musa sacrificada, passiva, silenciada — e esse é talvez o verdadeiro horror do filme.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Um regresso às origens… ou um passo atrás?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Besson volta a mergulhar no fantástico como fez em&nbsp;<em>O Quinto Elemento</em>, mas desta vez sem a ousadia que o caracterizou. Em vez de reinventar ou desafiar o texto original de Stoker, opta por uma leitura convencional e datada, onde a estética prevalece sobre a emoção, e o romantismo sobrevive à custa de lugares-comuns.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ver também : F<strong><a href="https://www.clubedecinema.pt/fantastic-four-first-steps-quase-ultrapassa-superman-mas-o-verdadeiro-vencedor-e-o-cinema/">antastic Four: First Steps Quase Ultrapassa Superman — Mas o Verdadeiro Vencedor é… o Cinema</a><br /></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Sim, há momentos visuais deslumbrantes. Sim, Caleb Landry Jones tem uma presença hipnótica. E sim, Zoë Bleu dá humanidade a uma personagem mal escrita. Mas&nbsp;<em>Dracula: A Love Tale</em>&nbsp;não consegue justificar a sua existência num panorama cinematográfico onde tantos outros já beberam (e melhor) do mesmo sangue literário.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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