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	<title>filme de culto &#8211; Clube de Cinema</title>
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	<title>filme de culto &#8211; Clube de Cinema</title>
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		<title>🎬 Natural Born Killers: Quando Tarantino encontrou Stone… e não gostou do que viu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Mar 2025 11:04:16 +0000</pubDate>
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<p>Lançado em 1994,&nbsp;<em>Natural Born Killers</em>&nbsp;é um daqueles filmes que continua a dividir opiniões e a alimentar debates intensos, décadas depois da sua estreia. Realizado por Oliver Stone, a partir de um argumento original de Quentin Tarantino — que viria a renegar o resultado final — o filme é um frenesim audiovisual que mistura sátira, violência estilizada, crítica à cultura mediática e um retrato distorcido da obsessão americana com o crime.</p>



<p>ver também : <a href="https://www.clubedecinema.pt/%f0%9f%8f%a2-secret-mall-apartment-o-documentario-que-revela-o-apartamento-secreto-num-centro-comercial-onde-viveram-8-artistas-durante-4-anos/"><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f3e2.png" alt="🏢" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> Secret Mall Apartment: O documentário que revela o apartamento secreto num centro comercial onde viveram 8 artistas durante 4 anos</a></p>



<p>Mas por trás do filme existe também uma história de bastidores que envolve egos, visões artísticas incompatíveis e uma disputa sobre o verdadeiro significado do texto original. Afinal, como é que um dos argumentos mais brutos e irónicos de Tarantino se transformou num dos delírios mais psicadélicos da carreira de Stone?</p>



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<p><strong>O argumento original de Quentin Tarantino</strong></p>



<p>O argumento de&nbsp;<em>Natural Born Killers</em>&nbsp;foi escrito por Quentin Tarantino antes de se tornar um nome consagrado em Hollywood. Na época, o jovem argumentista tentava vender os seus roteiros, e&nbsp;<em>NBK</em>&nbsp;(como é frequentemente abreviado) era um dos seus projectos favoritos. A história gira em torno de Mickey e Mallory Knox, um casal de assassinos em série que se tornam celebridades mediáticas devido à cobertura sensacionalista dos seus crimes.</p>



<p>Tarantino pretendia que o filme fosse mais cru, contido e carregado de ironia — uma espécie de&nbsp;<em>Bonnie and Clyde</em>reimaginado para a era pós-moderna. O seu guião era marcado por diálogos afiados, violência estilizada mas realista, e uma crítica subtil mas corrosiva ao culto da fama na América. Em suma, um filme tipicamente tarantinesco.</p>



<p>No entanto, ao vender os direitos do guião por cerca de 10 mil dólares (valor irrisório, tendo em conta o futuro prestígio do seu nome), Tarantino perdeu o controlo criativo sobre o projecto. Quando Oliver Stone foi contratado para o realizar, a história tomou um rumo radicalmente diferente.</p>



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<p><strong>A visão psicadélica de Oliver Stone</strong></p>



<p>Conhecido por obras de forte carga política e estilo visual arrojado (<em>Platoon</em>,&nbsp;<em>JFK</em>,&nbsp;<em>The Doors</em>), Oliver Stone viu em&nbsp;<em>Natural Born Killers</em>&nbsp;uma oportunidade para fazer uma crítica feroz à sociedade mediática americana, mas à sua maneira: exagerada, barulhenta e profundamente estilizada.</p>



<p>Stone reescreveu extensivamente o argumento de Tarantino, colaborando com David Veloz e Richard Rutowski. O tom tornou-se muito mais surreal e alegórico, e o realismo seco que Tarantino desejava foi substituído por uma abordagem quase psicadélica, com múltiplos formatos de imagem, colagens visuais, animações, sequências de estilo “sitcom”, e uma banda sonora frenética coordenada por Trent Reznor, dos Nine Inch Nails.</p>



<p>O resultado é um filme que funciona como uma descarga sensorial: frenético, esquizofrénico, deliberadamente desconfortável e tão auto-consciente que por vezes parece paródico. Stone não queria apenas criticar os media — queria explodir a forma como os media moldam e glorificam a violência, criando heróis a partir de monstros. E fá-lo com uma estética que, para muitos, é genial… e para outros, insuportável.</p>



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<p><strong>Tarantino rejeita… mas não consegue escapar à influência</strong></p>



<p>A reacção de Tarantino ao filme de Stone foi imediata e negativa. Chegou mesmo a declarar publicamente que odiava o resultado final e que nunca mais quis ver nada relacionado com o filme. Para o realizador de&nbsp;<em>Pulp Fiction</em>,&nbsp;<em>Natural Born Killers</em>&nbsp;era uma traição ao espírito do seu argumento, que considerava ter sido “violentamente deturpado”.</p>



<p>Não era apenas uma questão de mudanças no guião — Tarantino abominava a direcção visual e ideológica que Stone impôs ao material. Numa das suas entrevistas, chegou a afirmar que “se tivessem feito o filme como eu o escrevi, teriam tido o próximo&nbsp;<em>Bonnie and Clyde</em>. Em vez disso, fizeram um cartoon”. Essa crítica ficou para sempre colada ao filme, como uma espécie de ferida aberta entre dois gigantes do cinema.</p>



<p>Curiosamente, no entanto, os elementos essenciais do ADN de Tarantino permanecem no filme: a relação simbiótica entre violência e cultura pop, o casal fora-da-lei com charme letal, e o humor negro que permeia até os momentos mais brutais. Ainda que envolto numa embalagem psicadélica e delirante,&nbsp;<em>Natural Born Killers</em>&nbsp;carrega consigo ecos inconfundíveis do seu criador original.</p>



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<p><strong>Um filme singular, imperfeito… mas fascinante</strong></p>



<p>Com o passar do tempo,&nbsp;<em>Natural Born Killers</em>&nbsp;foi ganhando o estatuto de filme de culto. É, simultaneamente, uma relíquia do seu tempo (marcada pelos excessos visuais dos anos 90) e um objeto artístico intemporal na sua crítica aos media. Stone, num dos seus momentos mais ousados, usa o cinema como um espelho deformado da sociedade americana — onde assassinos em série são celebridades e os jornalistas são parasitas.</p>



<p>Apesar das críticas ferozes, das polémicas e das discussões com Tarantino, o filme sobrevive como uma das obras mais ousadas e originais da década. Sim, o look pode ser “demasiado cartoonish”, como muitos acusam. Sim, a mensagem nem sempre é subtil. Mas também é inegável que Stone conseguiu criar algo que tem a essência de Tarantino, mas através de uma lente completamente diferente — mais política, mais psicadélica, mais suja e, ao mesmo tempo, incrivelmente artística.</p>



<p><em>Natural Born Killers</em>&nbsp;não é apenas um filme — é um manifesto visual, uma descarga de raiva e sátira que nos obriga a questionar a nossa própria relação com a violência e com os media. Um filme que, goste-se ou não, continua a provocar, a incomodar e a fascinar. E isso, convenhamos, é uma conquista raríssima.</p>



<p><a href="https://www.clubedecinema.pt/%f0%9f%8e%af-hunger-games-esta-de-volta-novo-livro-e-filme-prequela-sobre-haymitch-prometem-relancar-o-fenomeno-distopico/"><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f3af.png" alt="🎯" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> Hunger Games está de volta! Novo livro e filme prequela sobre Haymitch prometem relançar o fenómeno distópico</a></p>



<p>Natural Born Killers está disponível em Stream no Disney +</p>
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		<title>A Verdade Sobre o Desafiante Processo de Rodagem do Filme &#8220;Aguenta-te Canalha!&#8221; de Sergio Leone</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Nov 2024 09:40:42 +0000</pubDate>
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<p>A carreira de Sergio Leone é marcada por clássicos do cinema, especialmente dentro do género de faroeste. A trilogia dos dólares, composta por “Por um Punhado de Dólares”, “Por uns Dólares a Mais” e “O Bom, o Mau e o Vilão”, cimentou o seu estatuto de cineasta visionário. Contudo, seis anos após concluir a trilogia, Leone embarcou numa nova produção, “Quando Explode a Vingança”, que, apesar de menos conhecida, trouxe consigo desafios únicos no set. O filme, lançado em 1971, junta o humor negro e a tragédia, com uma intensidade emocional e uma banda sonora de Ennio Morricone, que fez deste trabalho uma obra de culto.</p>



<p>ver também : <a href="https://www.clubedecinema.pt/steven-spielberg-e-a-homenagem-ao-seu-parceiro-de-sempre-john-williams/" data-type="post" data-id="9827">Steven Spielberg e a Homenagem ao Seu Parceiro de Sempre: John Williams</a></p>



<p><strong>A Complexa Colaboração com Rod Steiger</strong></p>



<p>Embora o elenco contasse com dois grandes talentos, James Coburn e Rod Steiger, nem tudo correu de forma tranquila durante as filmagens. Coburn, que interpretava o revolucionário irlandês Sean Mallory, tinha uma boa relação com Leone; já Steiger, que interpretava o camponês mexicano Juan Miranda, gerou grande frustração no realizador italiano. Leone descreveu Steiger como alguém que procurava constantemente complicar as filmagens, insistindo em detalhes que não se enquadravam com a visão de Leone para o seu personagem. O diretor recordou momentos em que teve de repetir várias vezes as cenas, a ponto de se sentir exasperado pela abordagem de Steiger.</p>



<p>A certa altura, a tensão atingiu o seu auge durante uma filmagem em Almería, Espanha. Leone, conhecido pela sua calma e controlo nas gravações, explodiu quando Steiger sugeriu encerrar as filmagens mais cedo para evitar ultrapassar o horário de trabalho. O cineasta perdeu a paciência, referindo-se a Steiger de forma contundente e ameaçando substituí-lo. Foi apenas após uma conversa aberta que ambos conseguiram ultrapassar as suas diferenças, com Steiger a adaptar-se melhor ao estilo exigente de Leone.</p>



<p>Apesar dos desafios, “Aguenta-te Canalha (PT) /Quando Explode a Vingança (BR) ” tornou-se um filme respeitado, conhecido pela sua profundidade e equilíbrio entre comédia e tragédia. Leone conseguiu criar uma narrativa comovente, onde a lealdade e a redenção são temáticas centrais. Com a colaboração de Morricone, a banda sonora intensificou o impacto emocional, tornando-se numa das melhores composições do compositor. Este filme continua a ser uma peça essencial para os fãs de Leone e para os apreciadores de faroeste, perpetuando o estilo único do realizador.</p>



<p>ver também : <a href="https://www.clubedecinema.pt/will-smith-prepara-se-para-surpreender-em-dois-novos-filmes-de-ficcao-cientifica-apos-o-sucesso-de-projeto-gemini/" data-type="post" data-id="9815">Will Smith Prepara-se para Surpreender em Dois Novos Filmes de Ficção Científica Após o Sucesso de “Projeto Gemini”</a></p>
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		<title>&#8220;Being John Malkovich&#8221;: A Odisseia Que Quase Não Contou Com John Malkovich</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Oct 2024 21:12:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[&#8220;Being John Malkovich&#8221;&#160;(1999) é um dos filmes mais originais e bizarros da história do cinema, um marco na carreira do argumentista&#160;Charlie Kaufman&#160;e do realizador&#160;Spike Jonze. Contudo, poucos sabem que o próprio John Malkovich, a peça central desta narrativa surreal, resistiu fortemente à ideia de protagonizar o filme. Kaufman, com uma visão clara e irredutível, recusou-se [&#8230;]]]></description>
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<p><strong>&#8220;Being John Malkovich&#8221;</strong>&nbsp;(1999) é um dos filmes mais originais e bizarros da história do cinema, um marco na carreira do argumentista&nbsp;<strong>Charlie Kaufman</strong>&nbsp;e do realizador&nbsp;<strong>Spike Jonze</strong>. Contudo, poucos sabem que o próprio John Malkovich, a peça central desta narrativa surreal, resistiu fortemente à ideia de protagonizar o filme. Kaufman, com uma visão clara e irredutível, recusou-se a conceber o projeto sem Malkovich no papel principal, mesmo quando o próprio ator tentou convencer o realizador a escolher outra pessoa.</p>



<p>ver também : <a href="https://www.clubedecinema.pt/o-romance-surpreendente-de-jennifer-connelly-e-paul-bettany-um-amor-de-longa-data/" data-type="post" data-id="8978">O Romance Surpreendente de Jennifer Connelly e Paul Bettany: Um Amor de Longa Data</a></p>



<p>A génese deste filme único começou quando Kaufman escreveu um argumento que se centrava num portal para a mente de John Malkovich, onde as pessoas podiam literalmente &#8220;ser&#8221; o ator durante alguns minutos. No entanto, a viagem até à sua concretização foi tudo menos simples. Kaufman nunca tinha considerado outro ator para o papel, mas várias ofertas de produção vinham com uma condição: trocar Malkovich por outro ator. Até o próprio Malkovich, ao ser abordado com o projeto, ofereceu-se para ajudar na produção e colaborar com Jonze, mas insistiu que um outro ator deveria desempenhar o papel de &#8220;John Malkovich&#8221;.</p>



<p>A resistência de Malkovich deveu-se ao desconforto de ver o seu nome no título e à ideia de ser eternamente associado a esta representação excêntrica de si próprio. Segundo Jonze, Malkovich sentia que, se o filme fosse um fracasso, a sua carreira poderia sofrer danos irreparáveis. Por outro lado, se o filme tivesse sucesso, ele ficaria para sempre ligado a esta versão absurda de si mesmo. De facto, esta foi uma preocupação recorrente entre Malkovich e o seu grupo de produção, que pensaram que um ator como&nbsp;<strong>Tom Cruise</strong>&nbsp;poderia ser uma escolha mais segura e comercial. Não por coincidência, o presidente da&nbsp;<strong>New Line Cinema</strong>, Robert Shaye, rejeitou o projeto com uma pergunta que ficou na história: &#8220;Porque raio não pode ser &#8216;Being Tom Cruise&#8217;?&#8221;</p>



<p>Apesar de todas estas barreiras, Kaufman manteve-se firme. Ele não tinha um plano B. A visão sempre foi clara para o argumentista: ou o filme era sobre John Malkovich, ou não havia filme. Este comprometimento com a sua visão artística acabou por ganhar a batalha e, após alguns anos de persuasão, Malkovich finalmente cedeu. O ator aceitou o desafio, abordando o papel como faria com qualquer outro personagem ficcional. Em entrevistas, Malkovich referiu que, embora interpretasse a si mesmo, tratou o papel como se fosse qualquer outra personagem, separando a realidade da ficção, com a única exceção de que o seu guarda-roupa no filme era de facto o seu guarda-roupa real.</p>



<p>A jornada até à luz verde para o projeto foi repleta de momentos inusitados. Kaufman recorda que, durante as negociações, foi informado pelos representantes de Malkovich que o ator vivia num apartamento numerado&nbsp;<strong>7-1/2</strong>&nbsp;em Manhattan, um detalhe que refletia diretamente a estranheza do enredo do filme, onde os personagens encontram um portal para a mente de Malkovich num andar de escritório igualmente peculiar, o&nbsp;<strong>7½</strong>. Este pequeno detalhe quase fez com que os representantes de Malkovich suspeitassem que Kaufman fosse um stalker, tal era a coincidência.</p>



<p>ver também : <a href="https://www.clubedecinema.pt/brad-pitt-forcado-a-filmar-inimigos-intimos-para-evitar-processo-judicial/" data-type="post" data-id="8981">Brad Pitt Forçado a Filmar “Inimigos Íntimos” para Evitar Processo Judicial</a></p>



<p>O filme acabaria por ser um sucesso tanto crítico quanto comercial, aplaudido pela sua originalidade e pela performance corajosa de John Malkovich. Olhando para trás, Spike Jonze admitiu não ter percebido na altura o quão ousada foi a decisão de Malkovich em aceitar o papel. Hoje,&nbsp;<strong>&#8220;Being John Malkovich&#8221;</strong>&nbsp;é lembrado como um exemplo brilhante de meta-cinema, onde a linha entre a realidade e a ficção é habilmente distorcida, e a coragem de Malkovich em representar esta versão distorcida de si mesmo é um dos principais motivos do seu sucesso.</p>
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		<title>&#8220;Pulp Fiction&#8221; celebra 30 anos: o filme que revolucionou o cinema moderno</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Oct 2024 08:53:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A 14 de outubro de 1994, o mundo do cinema mudou para sempre com a estreia de&#160;&#8220;Pulp Fiction&#8221;, uma obra que não só revitalizou carreiras como também redefiniu o género de filmes independentes. Realizado por&#160;Quentin Tarantino, o filme tornou-se rapidamente num clássico de culto, sendo amplamente aclamado pela sua narrativa não linear, diálogos afiados e [&#8230;]]]></description>
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<p>A 14 de outubro de 1994, o mundo do cinema mudou para sempre com a estreia de&nbsp;<strong>&#8220;Pulp Fiction&#8221;</strong>, uma obra que não só revitalizou carreiras como também redefiniu o género de filmes independentes. Realizado por&nbsp;<strong>Quentin Tarantino</strong>, o filme tornou-se rapidamente num clássico de culto, sendo amplamente aclamado pela sua narrativa não linear, diálogos afiados e personagens memoráveis.</p>



<p>ver também : <a href="https://www.clubedecinema.pt/clube-de-combate-comemora-25-anos-de-fracasso-nas-bilheteiras-ao-estatuto-de-filme-de-culto/" data-type="post" data-id="9311">“Clube de Combate” comemora 25 anos: de fracasso nas bilheteiras ao estatuto de filme de culto</a></p>



<p>Originalmente concebido como uma antologia por Tarantino e Roger Avary, o filme acabou por evoluir para uma odisseia de humor, violência e criatividade desmedida. &#8220;Pulp Fiction&#8221; não só ressuscitou a carreira de&nbsp;<strong>John Travolta</strong>, como também consagrou&nbsp;<strong>Samuel L. Jackson</strong>&nbsp;como uma das grandes estrelas de Hollywood. A película ainda deu origem a uma onda de imitadores, mas nenhum deles conseguiu replicar o impacto ou a originalidade da obra.</p>



<p>Em termos de reconhecimento, &#8220;Pulp Fiction&#8221; não ficou aquém das expectativas. No Festival de Cannes de 1994, o filme recebeu a&nbsp;<strong>Palma de Ouro</strong>, uma das mais prestigiadas honras do mundo do cinema. Além disso, foi nomeado para sete Óscares, incluindo Melhor Filme, Melhor Realizador e Melhor Argumento Original, com este último a conquistar a estatueta dourada para Tarantino e Avary. Comercialmente, o filme também foi um sucesso, arrecadando 213 milhões de dólares a nível mundial, a partir de um orçamento modesto de 8,5 milhões.</p>



<p>A estrutura inovadora de &#8220;Pulp Fiction&#8221;, que rompeu com as normas convencionais da narrativa linear, tornou-se num marco estilístico que influenciou cineastas de todo o mundo. Desde a sua sequência inicial, marcada pela icónica música de surf rock de&nbsp;<strong>Dick Dale</strong>, até ao famoso discurso de Ezekiel 25:17 proferido por&nbsp;<strong>Samuel L. Jackson</strong>, o filme está recheado de momentos que ficaram gravados na história do cinema.</p>



<p>O impacto cultural de &#8220;Pulp Fiction&#8221; foi tão significativo que, para muitos, se tornou um símbolo de uma nova era no cinema. Ao misturar géneros, referências pop e um humor negro inconfundível, Tarantino mostrou ao mundo que os filmes independentes podiam ser financeiramente viáveis e artisticamente inovadores. Mais de duas décadas depois, o filme continua a ser amplamente discutido, citado e reverenciado, e é regularmente incluído em listas dos melhores filmes de todos os tempos.</p>



<p>Para muitos dos envolvidos no filme, &#8220;Pulp Fiction&#8221; foi mais do que uma experiência cinematográfica — foi um fenómeno cultural que alterou as suas vidas. John Travolta, por exemplo, viu a sua carreira renascer, após alguns anos de menor destaque. Tarantino, por sua vez, consolidou-se como um dos realizadores mais originais e influentes de Hollywood, com uma assinatura estilística que inspirou gerações de cineastas.</p>



<p>ver também : <a href="https://www.clubedecinema.pt/50-cent-prepara-documentario-sobre-alegacoes-contra-diddy-um-escandalo-que-atravessa-decadas/" data-type="post" data-id="9273">50 Cent Prepara Documentário Sobre Alegações Contra Diddy: Um Escândalo Que Atravessa Décadas</a></p>



<p>Hoje, com 30 anos passados desde a sua estreia, &#8220;Pulp Fiction&#8221; continua a ser uma referência essencial no cinema contemporâneo, tendo provado que a ousadia, a criatividade e a subversão das expectativas podem gerar um impacto duradouro e transformador. A sua influência ainda se faz sentir em inúmeros filmes que seguiram, mas poucos conseguiram alcançar a mistura perfeita de irreverência, inovação e profundidade que &#8220;Pulp Fiction&#8221; trouxe ao mundo.</p>



<p></p>
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		<title>Novo &#8220;Beetlejuice&#8221; de Tim Burton: Sucesso na América, Acolhimento Morno no Resto do Mundo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Sep 2024 10:04:08 +0000</pubDate>
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<p>O regresso de Tim Burton com&nbsp;<em>Beetlejuice Beetlejuice</em>, a sequela do icónico&nbsp;<em>Os Fantasmas Divertem-se</em>&nbsp;de 1988, está a fazer sucesso nos Estados Unidos, mas o desempenho fora da América do Norte tem sido modesto. Nos primeiros dez dias de exibição, o filme arrecadou 188 milhões de dólares nos EUA, mantendo-se no topo das bilheteiras, mas os números internacionais não estão a acompanhar esse ritmo.</p>



<p>ver também : <a href="https://www.clubedecinema.pt/james-mcavoy-fala-sobre-o-abandono-de-joaquin-phoenix-em-fragmentado/" data-type="post" data-id="8524">James McAvoy Fala sobre o Abandono de Joaquin Phoenix em “Fragmentado”</a></p>



<p>A nostalgia pela obra original, que lançou Michael Keaton e Winona Ryder como protagonistas, parece ter tido um impacto mais significativo nos Estados Unidos, onde o filme é considerado um clássico. Contudo, em mercados como Portugal, o desempenho está a ser mais discreto, com apenas 62.714 espetadores nas primeiras semanas. Analistas acreditam que a falta de familiaridade com o filme original em vários países, onde a obra não teve uma estreia em cinema, pode explicar esta disparidade.</p>



<p>A nova versão, que conta também com a participação de Jenna Ortega e Monica Bellucci, não deixa de ser uma das mais aguardadas do ano. Tim Burton manteve o seu estilo visual excêntrico, que mistura comédia com terror, mas parece que o entusiasmo fora da América do Norte não foi tão grande quanto o esperado. Apesar disso, a produção ainda pode atingir os 300 milhões de dólares necessários para cobrir os custos e garantir o seu sucesso comercial.</p>



<p>ver também : <a href="https://www.clubedecinema.pt/james-cameron-quer-adaptar-fantasmas-de-hiroshima-ao-cinema/" data-type="post" data-id="8521">James Cameron Quer Adaptar “Fantasmas de Hiroshima” ao Cinema</a></p>



<p>Com a indústria cinematográfica a recuperar dos tempos difíceis durante a pandemia,&nbsp;<em>Beetlejuice Beetlejuice</em>&nbsp;é um dos primeiros grandes lançamentos a devolver confiança aos cinemas norte-americanos. Contudo, os estúdios continuarão atentos à reação internacional, que poderá determinar a continuação de outros projetos semelhantes.</p>



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